Tarte de Maçã com Farinha Integral

Há sempre uma primeira vez para tudo. Umas vezes corre bem, outras nem por isso. Uma coisa eu já  aprendi, quando algo dá errado temos 2 caminhos: seguir em frente e esquecer, ou lembrar onde se errou e recomeçar do zero. Eu, gosto especialmente da segunda opção, é esta que me permite crescer e aprender.

Achei que era altura de utilizar o acessório da minha varinha mágica, uma espécie de picadora gigante, a taça com uma grande lâmina e que serve para misturar, tão bem, a manteiga à farinha na perfeição. E, ainda que não tenha sido o caso, enquanto fazia a massa para esta tarte tive sempre no pensamento as 2 opções de escolha. Quis fazer uma massa diferente, acreditei que podia ser possível fazê-lo guiando-me pela intuição. E fui. E, o resultado não podia ter sido melhor. Massa fina e crocante quanto baste. Como resultou tão bem partilho a minha receita de tarte de maçã com farinha integral.

Tarte de Maçã com Farinha Integral

  • 130gr de farinha Espiga T65
  • 120gr de farinha Integral
  • 35gr de água
  • 100gr de manteiga cortada em pedaços
  • 1 ovos batido
  • pitada de sal fino
  • 400gr de maçãs Reineta aos cubos
  • 1 colher de sopa de farinha Maizena
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • sumo de meio limão
  • pitada de canela
  • 30gr de manteiga

Colocar na taça misturadora as farinhas e o sal. Pulsar até estar misturado. Adicionar a manteiga em pedaços e pulsar novamente até a manteiga estar bem misturada. Adicionar a água e pulsar mais uma vez. Por fim juntar o ovo batido e pulsar até sentir a massa começar a prender.

Retirar e formar uma bola, amassando o menos possível, e embrulhar em película aderente. Levar ao congelador 20m.

Descascar e cortar as maçãs em pedaços. Adicionar o sumo de limão, canela, Maizena e açúcar e envolver bem. Deixar repousar.

Ligar o forno a 200ºC. Findo o tempo, retirar a massa do congelador, dividir em 2 partes, uma maior que outra, e, em cima da película aderente esticar a massa fina e forrar uma tarteira de fundo amovível de 22cm de diâmetro.

Picar o fundo com um garfo. Colocar as maçãs por cima tendo o cuidado de não colocar líquido que se formou durante o tempo de repouso. Colocar as 30gr de manteiga partida em pedaços e espalhar por cima das maçãs.

Com a outra parte da massa mais pequena fazer a tampa da tarte. Com uma faca fazer pequenos cortes na massa de modo a que as maçãs libertem o vapor durante a cozedura.

Diminuir a temperatura do forno para os 180ºC e deixar cozer durante 40m. Assim que começar a borbulhar pelos cortes que se fizeram na massa a tarte está pronta.

E quanto mais arrefece mais crocante fica…

P.S. O blog continuará em modo de publicação automática. Boa semana e obrigado pelas vossas sempre tão simpáticas visitas. 

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Bolo de Cenoura e Maçã…

Existem bolos que se prestam a introduções cheias de adjectivos numa tentativa de os tentar descrever da melhor forma possível. Depois, outros há que me deixam sem grande capacidade de descrição. Imagine-se um bolo de cenoura que sabe a iogurte, húmido no interior, que cria uma crosta crocante de um lado, e, do outro, o contraste, maçãs macias e suculentas. Fica difícil não é? Assim sendo segue já a receita retirada do livro Bolos e Tartes, As Melhores Sobremesas, Sidul, adaptada ao meu gosto.

  • 4 ovos grandes – tamanho L ou 5 M
  • 150gr de açúcar
  • 2 cenouras raladas
  • raspa de 1 limão
  • 280gr de farinha Branca de Neve ou outra a gosto com fermento
  • 150gr de Vaqueiro líquida
  • Maçãs Reineta – as suficientes para cobrir o fundo da forma
  • Açúcar mascavado qb e sumo de limão

Ligar o forno a 175ºC. Descascar e cortar as maçãs aos cubos. Regar com o sumo de limão e envolver no açúcar mascavado. Deixar repousar.

Bater os ovos e o açúcar até obter um creme volumoso. Adicionar as cenouras raladas, a raspa de limão e a manteiga.

Por fim envolver a farinha com a ajuda de uma colher de pau, ou de plástico – mesmo que eu lhe chame de pau 🙂

Untar uma forma redonda sem buraco e polvilhar com farinha. Colocar os cubos de maçã no fundo, tendo o cuidado de escorrer as maçãs previamente. Colocar a massa por cima e levar ao forno cerca de 35-40m.

Convém vigiar a cozedura para evitar que o bolo fique seco. Assim que fizer o teste do palito e este estiver seco retirar do forno.

Deixar amornar na forma e só depois desenformar. Só me faltou uma bola de gelado 😉

Boa semana e obrigado pela vossa presença aqui no blog. Afinal, vocês são uma parte importante da sua existência e é bom saber que passam por aqui. Fiquem bem e façam o favor de sorrir, ou pelo menos tentar 😉

Aqui também é Outono, e com Maçãs

Setembro começou da mesma forma para mim e para todo o mundo, dia 1 de Setembro lá estava ele. E, inevitavelmente, este é e será sempre o mês que regula muitas casas e muitas famílias. Este ano chegou a minha vez. E está a correr bem. Muito bem até. Outubro será o meu mês. O mês de regresso à vida profissional. Afinal trabalho há que chegue e sobre cá em casa. Será o mês em que irei assistir ao meu primeiro grande concerto de verdade.

Enquanto oiço o repicar das gotas da chuva na janela inspiro o cheiro a terra molhada e sei que estou diferente, para melhor espero eu. As folhas lá fora dançam ao som do vento e das ondas do mar. Explico às minhas filhas que chegou o Sr. Outono e que quando as árvores ficam despidas chega o Sr. Inverno. Elas sorriem, e, em cada folha que encontram caída dizem que são o Sr. Outono. E são. E o Outono é isso e muito mais. É a extensão das cores do Verão, mas mais quentes. O Outono está presente em pequenos gestos, e, por isso, liga-se o forno, faz-se um chá e come-se bolo de maçãs.

Receita em cup medidor de 250ml

1 cup água; 1 ovo; 2 colheres de sopa de manteiga; 2 e 3/4 cup farinha Espiga T65; pitada de sal; 1 colher de sopa de canela; 1/3 cup açúcar amarelo, 5gr de fermento seco granulado; 2 cups de maçãs em cubos

Topping:
1/3 cup açúcar amarelo, 1/3 cup farinha, 1 colher de chá de canela, 1/4 cup manteiga à temperatura ambiente

Untar e polvilhar com farinha uma forma, redonda ou rectangular.

Descascar e cortar as maçãs em cubos. Polvilhar com açúcar e canela e regar com sumo de limão.

Colocar a água e a manteiga numa taça de levar ao microondas até estar morna. Numa taça colocar 1+1/2 cups de farinha, fermento, açúcar amarelo, sal, e canela e misturar bem. Adicionar a água com a manteiga à mistura da farinha. Adicionar o ovo, levemente batido. Com a batedeira e em velocidade baixa bater a mistura até estar tudo misturado. Com a ajuda de uma espátula juntar a restante farinha e as maçãs. Envolver tudo até obter uma massa lisa e macia.

Preparar o Topping: Misturar o açúcar, a farinha e a canela. Juntar a manteiga em pedaços à farinha. Misturar tudo até obter uma espécie de mistura arenosa, o chamado crumble. Colocar a massa do do bolo na forma e polvilhar a superfície com a mistura do topping.

Tapar e deixar crescer cerca de  30m. Costumo colocar no forno ligado a 50ºC. Terminado o tempo de levedação aumentar a temperatura para os 175ºC e deixar cozer até estar dourado. Servir quente com uma bola de gelado. Fica um bolo muito fofinho e bem perfumado.

Considerações finais: o bolo é extremamente fácil de fazer, assim como de comer. O topo cria uma casquinha deliciosamente crocante. Quem não tem cups em casa pode usar um qualquer copo medidor ou então comprar um conjunto de cups medidores que se encontram facilmente. Eu comprei os meus no Continente e o conjunto custou cerca de 1€.

Mousse? O que é isso?

Existem doces aos quais a maior parte de nós não resiste. A mousse de chocolate é um fenómeno que deixa qualquer criança de olhos arregalados. Quando lhes disse que ia fazer mousse de chocolate responderam:

-O que é isso?

Tentei explicar na forma mais simples. Não funcionou. No entanto, soube de imediato o nome que lhe tinham dado quando repetiram no dia seguinte.

-Mãe quero comer chocolate com uma colher.

Afinal talvez seja mesmo isso. Simplificar. De que importa explicar o que são claras, e que são batidas em castelo, e, que são a parte mais importante da mousse. Para elas resumiu-se a ovos, chocolate, e, o essencial, as colheres para se poderem lambuzar.

Estou a tentar reduzir a manteiga na mousse. Já tentei até fazer sem mas confesso que não me sabe igual. É muito importante que o chocolate, depois de derretido, esteja morno quase frio.

Ingredientes: 100gr de chocolate de culinária; 50gr de açúcar; 3 ovos; 50gr de manteiga

Preparação:
  1. Bater as claras em castelo e reservar.
  2. Levar o chocolate a derreter com a manteiga em lume brando e mexendo de vez em quando até obter um creme liso e brilhante. Quando pronto deixar ficar morno quase frio.
  3. Bater as gemas com o açúcar até obter um creme fofo e esbranquiçado. Juntar o chocolate  e misturar com uma vara de arames.
  4. Por último envolver delicadamente as claras.
  5. Levar ao congelador por 20m para ganhar firmeza e depois colocar no frigorífico.

Bom fim-de-semana.

O Dia Seguinte da Cobertura de Chocolate

E, tal como prometido no post do bolo de chocolate deixo-vos com as fotos de uma fatia do dia seguinte. A densidade que a cobertura ganha é soberba e a massa fica ainda melhor. É em minha opinião um bolo a fazer de véspera ou logo de manhã bem cedo para estar 12h no frio. Consegui convencer-vos?

Aproveito para partilhar uma destas fatias com a Sofia  HBTY

Receita AQUI.

Em Dia PAV… Decadente… Chocolate

 Há tempos atrás, alguém que considero uma amiga, a D., disse que a serenidade chegava com a idade. Esta frase, tão simples e tão sábia, marcou-me, e, é frequente lembrar-me dela. Nunca gostei de festejar o meu aniversário por várias razões, mas, nenhuma delas se prendia com o facto da celebração em si. Ano após ano era invadida por uma angústia tremenda que me deixava deprimida alguns dias antes do meu aniversário. Este ano foi diferente. Senti o dia chegar sem quase dar por ele. Aceitei a sua vinda sem qualquer mágoa ou angústia. Aceitei mais um ano que passou fazendo antes uma retrospectiva positiva da minha última década, pois todos os anos pensava nas mágoas que guardava e isso fazia-me mal, muito mal. Resolvidas algumas questões por dentro, outras por fora e depois de alguns assuntos arrumados, abracei o meu dia como só podia ser, com a serenidade que vai chegando até mim, e, com um bolo de chocolate. Não houve velas, mas, se as houvesse seriam 33. A primeira fatia foi comida a 3, muito antes de mais alguém. Quem disse que temos sempre de seguir regras, protocolos e afins?

Direi que a culpa é da Patrícia, pois, desde que vi o seu bolo peteleco que sabia ser ele o eleito. O bolo é tão simples de fazer que me deixou meio atónita. Agora, tenho que confessar que fiz 1 troca e que cortei metade do açúcar. Não lhe darei muitos adjectivos. Espero que as fotos falem por si, já que o da Patrícia falou comigo também.

Bolo Peteleco – usei como medida um cup medidor de 250ml

3 cups de farinha Branca de Neve; 1 cups de açúcar; 1 cup de Nesquik; pitada de sal fino e bicarbonato de sódio; canela em pó; 3 ovos; 1 cup de óleo de milho; 2 cups de água quente

Numa taça grande misturar todos os ingredientes secos e abrir uma cavidade no centro. Numa outra taça bater os ovos com o óleo. Sem parar de bater, e, em velocidade lenta para não queimar, adicionar a água lentamente até estar bem misturada. Adicionar a mistura dos ovos+água+óleo aos ingredientes secos e bater em velocidade baixa com a batedeira até estar tudo bem incorporado. Irá obter uma massa tipo mousse de chocolate mas mais densa. Untar e polvilhar com farinha uma forma de buraco, usei de 22cm mas maior será melhor, e, levar ao forno pré-aquecido a 200ºC cerca de 45m. Convém ir vigiando a cozedura fazendo o teste do palito. Assim que sair seco retirar do forno. Deixar arrefecer cerca de 5m na forma e depois desenforme com cuidado para não partir.

Enquanto o bolo arrefece fazer uma cobertura com 100gr de chocolate+200ml de natas. Levar uma caçarola com as natas e o chocolate em fogo baixo e deixar que o chocolate derreta. Assim que a mistura começar a borbulhar está pronta. Depois de desenformar o bolo regar com a cobertura. Polvilhei com côco ralado para dar um ar mais festivo. Assim que o bolo esteja morno guarde no frigorífico. No dia seguinte está ainda melhor. A cobertura já solidificou criando uma capa densa e macia que se desfaz na boca e da qual amanhã partilharei as fotos. No dia em que é feito o bolo está muito macio mas no seguinte ganha a densidade e consistência que tanto aprecio em bolos de chocolate. Faz lembrar umas pirâmides de chocolate que levam cereja no topo, sabem do que falo? Seja qual for o dia escolhido para comer uma fatia vai sempre ser uma excelente escolha.

Ah! O que é o Dia PAV? Fácil, é o Dia Parabéns a Você.

 

Bolo de Chocolate e Canela

Quando vejo um bolo de chocolate, por mais simples que seja, de imediato me idealizo a comê-lo e só depois a fazê-lo. Isto porque coloco sempre muitas expectativas em algo cuja palavra me faz salivar quase de imediato, Chocolate. No entanto, quando vi este bolo tão simples no blog das storas na cozinha quis arriscar. Bolo simples, de travo a chocolate, e, ao qual adicionei canela. Uma combinação de sabores que aconselho sempre. O açúcar, esse, foi cortado em mais de metade e não lhe achei falta. Uma boa companhia para o chá, e, quanto mais tempo passava melhor ele sabia…

Dissolver o chocolate e a canela na água quente e deixar arrefecer. Numa taça misturar muito bem o açúcar e a farinha. Abrir uma cavidade no centro e colocar as gemas, a mistura de chocolate com água, o óleo, o sal e o fermento. Misturar muito bem, e, depois, bater muito bem com a baterdeira, 8 a 10 minutos. À parte bater as claras em castelo bem firme, adicionando-lhes quase no fim uma colher de açúcar. Adicionar à massa anterior, mexendo de baixo para cima, devagar, com uma colher de pau. Untar uma forma de buraco de 22cm. Deitar o preparado na forma e levar a cozer em forno moderado, 175ºC, cerca de uma hora.
 
E, depois deste bolinho tão simples vou-me até ali inspirar-me no da Patrícia para o proximo aniversário cá de casa.
Obrigado pela vossa visita. Volto em breve.

Os Ses… de Ce-rejas

SE eu soubesse que era tão fácil. Se eu soubesse que era tão bom. SE eu… tivesse nascido ensinada ia passar a vida inteira numa pasmaceira. É no aprender que está toda a essência do saber. É o tentar, o errar, e, o aprender que se conjugam de tal forma que os SES deixam de ter sentido. Nunca gostei deles. A condição da palavra lembra-me as aulas de estatística e matemática, as quais aprendi a gostar. Mas… SE não houvessem estes SES e fosse preto no branco era muito melhor, ou será que não?

Uma coisa eu sei, SE eu soubesse que fazer doce de cereja era tão simples há muito que o tinha feito. Até cortar as cerejas, uma a uma, para tirar os caroços foi uma tarefa divertida.

Para 300gr de cerejas descaroçadas usei cerca de 60gr de açúcar amarelo e sumo de meio limão. Envolvi e deixei cozinhar em fogo baixo cerca de 30m. Guardei num frasco bem fechado e de cabeça para baixo para ganhar vácuo. Depois de frio passou para o frigorífico. Sei que pode parecer pouco açúcar mas sendo a fruta doce por natureza o açúcar deve ser pouco. O açúcar em grandes quantidades serve para prolongar o prazo de consumo dos doces. No entanto prefiro fazer poucas quantidades e consumir no prazo de 1 ou 2 meses aproveitando o melhor da fruta da época., o seu sabor.

P.S. Não digam a ninguém mas ouvi dizer que no Continente estavam a 1,99€/kg. Perfeito para fazer uns frascos de doce. Eu tenho comprado a 3,50 e a 3,00€ no mercado.

A próxima experiência virá mais tarde e já estou ansiosa por meter a colher 🙂

OS MEUS  E OS VOSSOS TEXTOS E RECEITAS

o meu painel de informação do blog dizia-me que tinha um novo seguidor. Como sempre, fui espreitar o blog. Um blog recente, sem fotos, apenas receitas. Percorri o blog todo e nem um único comentário, talvez me tenha escapado. Percorri o blog todo e encontro os meus textos, os vossos textos e algumas receitas de sites copiados à letra, até à útima vírgula, sem, no entanto haver qualquer referência à proveniência dos textos.

Como sempre, não gosto de substimar a inteligência das pessoas e por isso mesmo deixei um comentário educado ao qual aguardo resposta.

Falo do Recipe Trunk e vou divulgar o nome porque assim o entendo. AQUI podem ler o meu comentário que aguarda moderação.

Boa semana a todos/as os que me acompanham.

Bolo Integral de Maçã com Aveia

Sem muitas introduções. As palavras são poucas. É um bolo de maçã. Mais um, mas, Um dos Bons, ao qual chamaram de Apple Pie Bread. Adaptei a receita às minhas necessidades, à perguiça de partir nozes e à minha linha 🙂 E, com canela, farinha integral e flocos de aveia. Quando pensava que os bolos de maçã já não me poderiam surpreender… rendi-me a 2 fatias.

75ml de buttermilk (faz-se usando 60ml de leite e 15ml de vinagre); 125gr de farinha integral; 125gr de Branca de Neve; 100gr de manteiga amolecida – não é derretida; 75gr de açúcar amarelo; 1 colher de sopa de canela em pó; 4 colheres de sopa de flocos de aveia; cerca de 200gr de maçãs em pedaços; 2 ovos tamanho L

Começar pelo buttermilk, misturar o vinagre com o leite e deixar repousar 15m. Ligar o forno a 180ºC. Bater a manteiga com o açúcar até estar cremoso. Adicionar os ovos 1 a 1 batendo entre cada adição e o buterrmilk. Vai talhar mas é mesmo assim. Numa tigela misturar os ingredientes secos reservando 1 colher de sopa de flocos de aveia para polvilhar. Adiconar a mistura dos ovos às farinhas e bater até estar tudo bem envolvido. A mistura vai ficar bem pastosa. Envolver por fim as maçãs em pedaços. Colocar numa forma de bolo inglês levemente untada e polvilhar com os flocos de aveia reservados. Vai ao forno cerca de 40m. Fazer o teste do palito. Deixar na forma 5 minutos e transferir para uma rede. Servir morno.

Fica um bolo muito fofinho, de capa levemente crocante, e, húmido devido às maçãs. Como usei muitas maçãs, devia ter usado apenas metade- cerca de 100gr, as fatias partem-se um pouco. Mas o bolo ganha em sabor, e muito. Valeu a pena ter o forno ligado, e, é merecedor de lugar especial na lista dos repetentes 🙂

Telhas de Côco

Agora é assim. Há claras fazem-se “telhas” ou “tuiles”, como preferirem. Viciantes. Super crocantes. Passo pelo frasco e penso: “é só mais uma”

Ingredientes: 3 claras, 80g coco ralado seco – 70g açúcar – 20g farinha T55 – 60g de Vaqueiro Líquida

Bater as claras levemente com um fouet – vara de arames – até formarem apenas bolinhas ao cimo. Depois ir adicionando os restantes ingredientes, 1 a 1, misturando bem entre cada adição. Ligar o forno a 160ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal e ir colocando 1 colher de chá de massa – capacidade para 5ml. Com as costas da colher alisar bem até obter um disco fino. Como rende bastante, entre cada fornada ia guardando a mistura no frigorífico. Deixar no forno até dourar as beiras. Retirar e deixar arrefecer cerca de 2m no tabuleiro. Soltar cada disco com cuidado para não se partirem. Deixar arrefecer totalmente e guardar em frasco heremético.

Iogurtes de Queijo Fresco e Morangos e 1 Proposta

Tinha planeado para o queijo fresco um cheesecake frio de tabuleiro. Nem sempre corre como planeado. A 2 dias do fim da data para consumo foram transformados em pequenas sobremesas individuais com morangos.

Com uma vara de arames misturei o queijo fresco batido, natas magras e adocei com um pouco de leite condensado. Os morangos foram um pouco ao fogo regados com limão e um pouco de açúcar amarelo, mas sem deixar desfazer. Coei os morangos e reservei o sumo que ficou. Deixei arrefecer e distribuí pelos copinhos da iogurteira, os quais são úteis em inúmeras ocasiões. Coloquei com cuidado a mistura do queijo, à qual adicionei umas folhas de gelatina, previamente demolhadas em água fria e desfeitas num pouco de leite quente. Com o sumo que sobrou dos morangos fiz pequenas espirais no topo. Com a ajuda de uma colher pequena ia deixando cair o sumo lentamente à medida que ia rodando o copo. Levei ao frigorífico para ganhar um pouco de consistência, pois juntei poucas folhas de gelatina. Diria que ficaram uns “iogurtes” deliciosos 🙂

“Conta-me Como Foi – Maio” – Proposta

Depois de ter visto a ideia no Raspeberry Essence achei que seria engraçado adaptá-la e reproduzi-la. Todos os meses, no último dia de cada mês, fariam uma compilação de 6 a 8 fotos que traduzissem o vosso mês, aquilo que o/vos tivesse marcado, sendo que, teria que estar sempre presente pelo menos 1 foto de 1 receita e o respectivo link desta. Apenas teriam que dar um título e deixar o resto ser “falado” pelas fotos, não esquecendo de mencionar no post o mês a que se refere o vosso “Conta-me Como Foi”. Que vos parece? Depois de publicarem o post no vosso blogue enviavam-me os respectivos links através de e-mail, saborezcomhistoria@gmail.com, ou deixavam num comentário, e, eu depois reúno-os e faço um post com todas as participações. Aceitam? Como hoje já é dia 30 aguardarei até dia 15 de Junho para receber as vossas participações de Maio. E então? Posso contar convosco?

Convidei para Jantar… Carloz Ruiz Zafon

Podia ficar aqui a dissertar sobre Fernando Pessoa ou Camilo Castelo Branco, e o quanto gosto da sua escrita.

No entanto, o tema escolhido pela Carla para o projecto da Ana é Escritores Contemporâneos. De imediato soube quem iria convidar. E, depois deste post penso que a Patrícia já tenha ficado mais convencida sobre o livro 🙂

Lembro-me bem de quando comprei o meu primeiro livro de Carlos Ruiz ZafonA Sombra do Vento. Impossível esquecer o livro que mais me apaixonou até hoje. E, recordo perfeitamente aquele misto de senações a caminho do final. A vontade de devorar cada folha para saber mais e sempre mais, e, ao mesmo tempo aquela angústia de quem sabia que ia fechar um dos melhores companheiros de cabeceira de sempre. Se não o melhor. Não raras vezes, ainda hoje, dou comigo a sentir saudades de o reler, este saudosismo bem português… Ambientado na Barcelona franquista da primeira metade do século XX, entre os últimos raios de luz do modernismo e as trevas do pós-guerra, o romance de Zafón é uma obra sedutora, comovente e impossível de largar. Além de ser uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros, é um verdadeiro triunfo da arte de contar histórias.

Carlos Ruiz Zafon é um dos mais reconhecidos e lidos autores de todo o mundo. Inicia a sua carreira em 1993 com o livro El Príncipe de la Niebla  e em 2001 publica a Sombra do Vento que se torna um fenómeno literário internacional. As suas obras foram traduzidas em mais de cinquenta línguas e conquistaram vários prémios e milhões de leitores por todo o mundo.

Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere faz 11 anos. O seu pai ao vê-lo triste por ele não conseguir mais lembrar-se do rosto da mãe já morta, dá-lhe um presente inesquecível; numa madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de ‘A Sombra do Vento’, do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu. Uma obra excepcional do meu ponto de vista e com descrições muito detalhadas que, de imediato, nos levam a viajar no tempo. Enquanto lia o livro conseguia sentir os cheiros, ver as cores das ruas, sentir os personagens… O romance também está presente na obra… e… vale a pena ler.

Excerto
“Ainda me lembro daquele amanhecer em que o meu pai me levou pela primeira vez a visitar o cemitério dos Livros Esquecidos. Desfiavam-se os primeiros dias do Verão de 1945 e caminhávamos pelas ruas de uma Barcelona apanhada sob céus de cinza e um sol de vapor que se derramava sobre a Rambla de Santa Mónica numa grinalda de cobre líquido. – Não podes contar a ninguém aquilo que vais ver hoje, Daniel – advertiu o meu pai. – Nem ao teu amigo Tomás. A ninguém.”
Com tanto entusiasmo o post já vai longo. É que ter para jantar tão ilustre convidado faz-me esquecer do tempo.
E, para falar sobre livros nada melhor que um tosco Bolo de Maçã e umas chávenas de café.
Receita em Cups – 1 cup = 250ml e adaptada do Epicurious.

Ingredientes: 2 1/4 cups de farinha com fermento, 75gr de açúcar amarelo, 1 colher de chá de bicarbonato de sódio, 1/2 colher de chá de sal, 100gr de manteiga amolecida – não é derretida, 2 large eggs, 2 bananas esmagadas com o garfo, 160gr de iogurte de sabor à escolha ou natural, Pitada de canela, 3 maçãs granny smith cortadas em pedaços, sumo de limão

Ligar o forno a 200ºC. Misturar os ingredientes secos, excepto o açúcar. Com uma vara de arames misturar bem a manteiga e o açúcar. Adicionar os ovos 1 a 1. De seguida o iogurte e finalmente as bananas esmagadas. Juntar os ingredientes secos e misturar bem com a vara de arames. Por fim envolver as maçãs previamente regadas com um pouco de sumo de limão. Untar uma forma redonda sem buraco, ou outra a gosto, com 20cm de diâmetro e colocar a massa espalhando bem até ficar uniforme. Baixar a temperatura para os 180ºC e deixar cozer até o palito sair limpo, cerca de 40m. Deixar arrefecer numa rede e depois de frio polvilhar com açúcar em pó e acompnhar com gelado de baunilha. Como qualquer bolo de maçã e banana é viciante. As granny smith são, em minha opinião, perfeitas, pois cozem e ficam ligeiramente firmes. Para mim sentir os pedaços de maçã é delicioso.

Algumas frases do livro:

“As vidas sem significado passam ao largo, como comboios que não param na estação.”
“As pessoas estão dispostas a acreditar em qualquer coisa, antes de acreditar na verdade.”
“O tempo ensinou-me a não perder as esperanças, mas a não confiar demais nelas. São cruéis e vaidosas, sem consciência.”
“Não existem segundas oportunidades, excepto para o remorso.”
“ O difícil não é simplesmente ganhar dinheiro, difícil é ganhá-lo fazendo algo que valha a pena dedicar a vida.”
Bom fim-de-semana.
Já espreitaram as novidades aqui?

Pavlova que Quero com Pêssegos

Segundo a wikipédia a pavlova é uma sobremesa em forma de bolo e a base de merengue cujo nome é uma homenagem à bailarina russa Anna Pavlova. É crocante por fora e macio por dentro, sendo por vezes decorado com frutos em cima. Esta sobremesa foi inventada depois de uma viagem de Pavlova à Austrália e Nova Zelândia, sendo que ambos países reivindicam a invenção da iguaria, o que é fonte de conflito de opiniões entre os dois países.

Ontem o dia esteve de novo com temperaturas de Verão, chegou aos 32ºC. Ainda assim liguei o forno. As claras já estavam à espera para a sobremesa que vira pela primeria vez no MasterChef Austrália, receita da Donna Hay. Esperei muito até me decidir a fazê-la. Talvez, por isso, as minhas expectativas fossem demasiado altas. Gostei, mas não me arrebatou. Talvez porque imaginasse o interior como os mil folhas do norte. A crosta crocante é, como qualquer coisa crocante, atraente, e, faz-nos ir partindo pequenos pedaços que se desfazem na boca. Aliás, todo o bolo, se é que assim o posso chamar, se desfaz na boca. Ainda assim, vou esperar pelos pêssegos para repetir, e, cá me parece que vou gostar mais da combinação.

Ingredientes: 150ml de claras (4 claras ovos tamanho L medidas em copo medidor); 200gr de açúcar, 2 colheres de sopa rasas de Maizena ; 2 colheres de chá de vinagre

Ligar o forno a 150ºC. Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal e desenhar um círculo com 18cm de diâmetro. Batar as claras em castelo até estarem bem firmes e ir adicionando o açúcar aos poucos até estarem bem duras. Por fim juntar a farinha peneirada e o vinagre e envolver bem. Colocar a mistura dentro do círculo e moldar o formato do mesmo. Levar ao forno durente *1h e 20m, e, terminado o tempo deixar arrefecer dentro do forno. Depois de frio servir com fruta a gosto e natas batidas ou queijo creme batido. Como a crosta é doce, mas não exageradamente o queijo combina melhor, em minha opinião claro está. Por esse motivo cada um serve-se de uma fatia e acompanha a gosto com o que mais lhe aprouver.

Considerações finais: *para o meu forno, 1h e 20m a 150ºC achei muito tempo pois deveria ter ficado com uma cor mais clara, tipo suspiro. Para a próxima irei ajustar o tempo, pois enquanto arrefece no forno, ainda quente, cora mais um pouco. Penso que o açúcar pode ser reduzido em 50gr. No entanto esperarei pelos pêssegos para falar dos novos ajustes. Boa semana

Tarte de Morangos e Leite Creme

Deliciosamente rápida de fazer. Rápida de comer, e, o sucesso desta simplicidade vem dos ingrdientes simples, misturas de sabores clássicos numa base crocante… Deve servir-se bem fresca e comer cada garfada de olhos fechados para não perder pitada de sabor.

Ingredientes para a massa: 300gr de farinha, 150gr de manteiga, 50gr de açúcar em pó, 2 gemas, 20gr de leite – Receita Bimby sem Bimby – dá para duas bases com cerca de 24cm.

Misturar a farinha com o açúcar e abrir uma cova ao centro. Juntar a manteiga partida em pedaços. Com as mãos misturar tudo muito bem até obter uma espécie de farinha areada. Por fim juntar o leite e as gemas. Amassar bem até obter uma massa lisa e que não se cole às mãos. Estender com o rolo e forrar uma tarteira. Picar o fundo com um garfo,  e, levar ao forno até estar dourada. Deixar arrefecer.

Recheio: 1 L de leite, 100gr de açúcar, 65gr de farinha Maizena, 6 gemas ovos, 2 cascas de limão, 3 folhas de gelatina

Colocar ao fogo 900ml de leite com as cascas de limão em lume baixo. Numa tacinha misturar a farinha e metade do açúcar. Adicionar aos poucos os 100ml de leite mexendo sempre de modo a não ficar com grumos. Juntar a mistura ao leite quente mexendo sempre até começar a engrossar.Num recipiente alto e largo bater as gemas com o restante açúcar até obter uma mistura bem clarinha. Assim que a mistura da farinha começar a engorssar retirar do lume e adicionar em fio às gemas mexendo sempre com uma vara de arames para não talharem – ficarem ovos mexidos. Levar a mistura novamente ao lume para engrossar mais um pouco mas não deixar ferver. Deixar arrefecer um pouco e juntar as 2 folhas de gelatina previamente demolhadas em água fria durante cerca de 5m.  Deixar arrefecer completamente e rechear a base da tarte. Vai ao frigorífico pelo menos 6h para firmar. Eu deixei a noite toda. Por fim decorar a gosto com morangos e pincelar com um pouco de mel previamente aquecido no microondas.

Um Pudim Panna Cotta

Uma receita fácil e prática. Agrada a todos, mesmo aqueles, que, lhe chamam pudim. Parece um pudim mas o travo das natas não deixa enganar. Ainda assim, resolvi alterar a receita original e misturar Farinha Custard e caramelo. Deu-lhe um travo muito suave a baunilha e um amarelo pálido que combinou com os dias finais de Abril. E, como a maior parte dos pudins, tinha caramelo. O toque final perfeito, mais amargo, para combinar com o sabor das natas.

Ingredientes: 1 pacote de natas frescas (200ml), 300ml de leite m/g, 50gr de açúcar, 3 folhas de gelatina, 1 colher de sopa rasa de Custard Powder, caramelo líquido de compra

Colocar as folhas de gelatina de molho em água fria 5m. Colocar as natas e 250ml de leite num tacho e colocar no fogão em lume brando. Numa tacinha misturar o açúcar e a Custard Powder. Aos poucos adicionar os 50ml de leite até obter um creme liso e sem grumo. Misturar ao leite que estão ao fogo e mexer até levantar fervura. Apagar e juntar as folhas de gelatina escorridas. Mexer bem. Untar 4 ramequis com caramelo líquido – usei de compra – , coar a mistura e distribuir pelos ramequis. Deixar amornar e levar ao frigorífico 6h. Fiz de véspera. São deliciosos.

Fonte: Sabores de Canela

Um Pudim Panna Cotta

Uma receita fácil e prática. Agrada a todos, mesmo aqueles, que, lhe chamam pudim. Parece um pudim mas o travo das natas não deixa enganar. Ainda assim, resolvi alterar a receita original e misturar Farinha Custard e caramelo. Deu-lhe um travo muito suave a baunilha e um amarelo pálido que combinou com os dias finais de Abril. E, como a maior parte dos pudins, tinha caramelo. O toque final perfeito, mais amargo, para combinar com o sabor das natas.

Ingredientes: 1 pacote de natas frescas (200ml), 300ml de leite m/g, 50gr de açúcar, 3 folhas de gelatina, 1 colher de sopa rasa de Custard Powder, caramelo líquido de compra

Colocar as folhas de gelatina de molho em água fria 5m. Colocar as natas e 250ml de leite num tacho e colocar no fogão em lume brando. Numa tacinha misturar o açúcar e a Custard Powder. Aos poucos adicionar os 50ml de leite até obter um creme liso e sem grumo. Misturar ao leite que estão ao fogo e mexer até levantar fervura. Apagar e juntar as folhas de gelatina escorridas. Mexer bem. Untar 4 ramequis com caramelo líquido – usei de compra – , coar a mistura e distribuir pelos ramequis. Deixar amornar e levar ao frigorífico 6h. Fiz de véspera. São deliciosos.

Fonte: Sabores de Canela

Tuiles de Côco

Há dias, ainda que raros, em que dou de caras com alguma receita que tem exactamente a quantidade de algum ingrediente que se arrasta no frigorífico. E assim fiz os meus primeiros Tuiles. Já procurei informações sobre estes pequenas, deliciosas, e, crocantes bolachinhas, mas pouco encontrei. Tuiles é um biscoito crocante fino que tem uma forma semelhante a uma telha e cuja receita é de origem francesa. É bastante versátil em várias combinações de ingredientes e pode ser usado nas mais variadas criações culinárias, sobretudo sobremesas. A receita encontrei no blogue das Receitas do Caldeirão da Bruxa Solar, que, no seu post mencionava ter obtido um resultado diferente do original. Estando à distância de um clique, de imeadiato fui até à fonte da receita, o Sabor Sonoro. Não estava à espera de um resultado tão delicioso. Esta é daquelas receitas que nos ensina que simples e rápido podem coabitar no universo das probabilidades com sucesso.

Ingredientes: 3 claras, 80g coco ralado seco – 70g açúcar – 20g farinha T55 – 60g de Vaqueiro Líquida

Bater as claras levemente com um fouet – vara de arames – até formarem apenas bolinhas ao cimo. Depois ir adicionando os restantes ingredientes, 1 a 1, misturando bem entre cada adição. Ligar o forno a 160ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal e ir colocando 1 colher de chá de massa – capacidade para 5ml. Com as costas da colher alisar bem até obter um disco fino. Como rende bastante, entre cada fornada ia guardando a mistura no frigorífico. Deixar no forno até dourar as beiras. Retirar e deixar arrefecer cerca de 2m no tabuleiro. Soltar cada disco com cuidado para não se partirem. Deixar arrefecer totalmente e guardar em frasco heremético. AVISO: são viciantes, deliciosamente crocantes. Para quem aprecia côco são uma pequena iguaria. Bom fim-de-semana.

Alice e Pimentinha para o Lanche

Confesso que ultimamente tenho feito uma passagem silenciosa pelos blogues que acompanho. Por vezes fico com a sensação que já foi tudo dito e nada de novo irei acrescentar, e, para não correr o risco de repetir frases vou em bicos de pés para não fazer barulho.

Tenho acompanhado, com interesse e entusiasmo, o projecto lançado pela Ana, o Convidei para Jantar , e, resolvi participar. Nesta edição foi a Su que escolheu o tema, Personagens de Desenhos Animados.

A escolha é difícil pois nos anos 80 a geração foi brindada com excelentes séries de animação, e, por isso, terei que organizar muitos lanches para os convidar a todos. Mas, enquanto fazia estes biscoitos lembrei-me de duas personagens, uma todos se lembrarão, mas, a outra, falo com muitas pessoas, que, não se lembram dela. Assim sendo e fugindo um pouco da regra, convido a Alice e a D. Pimentinha para o chá, pois ambas o apreciam e fizeram-me muitas vezes companhia nos meus lanches.

Para quem não se lembra a D. Pimentinha era uma senhora muito engraçada que escondia um segredo, ela tinha 1 colher mágica que pendurava ao pescoço. Com ela, conseguia ficar bem pequenina, falar com os animais e observar o mundo de outra perspectiva. O único senão é que não conseguia controlar os seus poderes e as suas transformações surgiam nos momentos mais inoportunos.

Servi uns biscoitos, que, tal como elas, fazem parte da minha infância, os Biscoitos de Canela e um chá. A receita já anda aqui no blogue e é um clássico em qualquer casa.

D. Pimentinha

Clássicos nos Tempos Modernos 3

30 anos já passaram desde que me lembro de comer Boca Doce. O clássico doce de domingo lá de casa, era feito com o pudim de baunilha e bolachas molhadas em café. Curioso, nem isso me fez criar alguma intimidade com a cafeína, só hoje assisto a tal fenómeno. Cá por casa chego a ouvir “tenho que tomar um café que me dói a cabeça”. Fico sem palavras e sem resposta. Outros tempos. Hoje, véspera de fim-de-semana trago a versão sobejamente conhecida dos 2 pudins com bolacha pelo meio. Como temos novas escolhas, hoje não há bolachas Maria, temos Oreo pelo meio.

Bom fim-de-semana.

Tarte de Limão com Merengue

Por vezes sinto-me um limão. Lindo, irresistível, perfuma irresistivelmente as coisas que toca, mas, depois, vem a outra face, amargo, que nos faz fechar os olhos e encolher os ombros, mas, ainda assim, presente. E, só por isso, eu podia ser uma tarte de limão. Como nem ele nem eu somos doces valha-nos o leite condensado. E, porque, é quando estou amarga que mais me apetecem doces sai  uma Tarte de Limão.

Todas as desculpas são boas para comer um doce… Bom fim.de.semana

Massa: 250gr de farinha; 125gr de manteiga bem fria cortada em pedaços; 1 colher de sopa de açúcar em pó; raspas de 2 limões; 1 ovo;  30ml de água fria.

Misturar a farinha, açúcar e raspas com a manteiga até formar migalhas. Adicionar o ovo e a água. Não amassar demais, apenas ligar a massa. Enrolar em película e descansa 20m no frigorífico. Findo o tempo esticar a massa e forrar uma tarteira com cerca de 22cm de diâmetro. Picar o fundo com um garfo e vai ao forno cerca de 10m a 200ºC até dourar.

Recheio: 1 lata de leite condensado; 4 gemas; 60ml de sumo de limão

Misturar tudo e colocar na base já cozida. Volta ao forno 10m para ficar firme.

Enquanto isso bater 4 claras com 4 colheres de sopa de açúcar em pó e uma pitada de fermento Royal até obter um merengue liso e com picos suaves. Espalhar o merengue por cima da tarte e levar ao forno a 175ºC até dourar. Deixar arrefecer dentro do forno, caso contrário o merengue abate. Assim que estiver morno-frio levar ao frigorífico pelo menos 3h. Mas, ficará melhor se passar a noite no fresquinho.