Uma Espécie de Coleslaw

Segundo sei, o Coleslaw é uma receita típica americana de uma salada composta por repolho e cenoura, e, envolvida num molho composto por maionese. Como gosto mais de couve coração optei por esta, e, adicionei cenoura ralada e coentros. Optei pela mostarda, e um fio de azeite, ao invés da maionese. Perfeita para acompanhar umas coxas de frango grelhadas.

Um bom domingo e obrigado pela companhia.

Anúncios

Snacks…

Cada um educa os filhos como bem entende, e ponto. Ainda assim permito-me a pensar, e a partilhar publicamente, sobre o assunto. Não sendo eu exemplo começo pelo mais básico.

Estamos nos anos 80. Na minha casa não há cereais como agora. Na minha casa e da minha avó há pão, café, leite, manteiga, marmelada de cortar à fatia que acompanha queijo de cabra, doce de abóbora, doce de ginja, geleia de marmelo (o que eu adorava comer fatias de pão com manteiga e geleia…) e sinceramente não me lembro de muito mais. Não há manteigas light, com teores de gordura reduzidos, e coisas assim. Há antes embalagens de Planta de kg e umas embalagens redondas de Pastora. Nunca soube o que era um computador antes de ter chegado à universidade e só tive o meu primeiro com 24 anos. Pode soar estranho mas é verdade. Uma coisa garanto, na minha casa nunca faltava um elástico para saltar, pedras que eram verdadeiros amuletos para jogar à macaca e muitas caminhadas pela serra em busca de tesouros perdidos. Mas, pensando bem, isto aconteceu no século XX e hoje estamos no século XXI, o que muda muita coisa.

O mundo vive a correr. O mundo vive sem tempo neste novo século. Apareceram conceitos importados, palavras que definem modos de estar e acabam por interferir na maneira de ser. Por exemplo, estar no relax ou ir a um Lounge Bar fazem parte desta nova era, e, os quais eu aprecio.

Ainda assim, do alto da minha experiência como criança e como mãe, continuo a acreditar que a obesidade infantil começa em casa e na educação das crianças.

De que adiantam os estudos, sabermos que as crianças obesas em Portugal crescem a olhos vistos, se para onde quer que me vire no Verão, e ainda mais evidente na praia, vejo que o lanche dos miúdos passa por garrafas de Coca-cola e batatas fritas. E, no meio de dias bem quentes trazem tudo isto dentro das suas mochilas East Pak sem uma gota de água fresca.

Gosto de uma boa fatia de bolo, de comer batatas fritas, de um bom gelado, e, felizmente, não aprecio refrigerantes, o que não significa que muito de vez em quando não me apeteça uma daquelas bebidas de marca americana com limão e gelo 😉

Não quero parecer puritana, até porque, por vezes, compro batatas fritas para ter em casa, daquelas light sob o pretexto do apenas 95kcal, delicio-me com um bom pastel de nata, eu e elas claro está, e compro bolas de berlim na praia.

Mas o bom senso nunca deve faltar. Porque raio hei-de eu de comprar uma dessas coisas de ligar à televisão e que me prometem manter em forma sem sair de casa? Desculpem, mas, o meu Eu mais profundo não consegue entrar nesta era.

Para mim não existe nada melhor que um bom passeio em família, seja a pé, a correr ou de bicicleta.

Agora o que me parece é que existe uma falta de equilíbrio, por conta do tempo que se pensa que não tem. Logo, é mais fácil a criança ter um computador, jogos de ligar à televisão, jogos portáteis, dinheiro para sair com os amigos e assim os pais têm o seu merecido tempo.

Eu sou a primeira a defender que gosto do meu tempo sozinha, e, que, não me posso esquecer que ele existe. Da mesma forma, também não me posso esquecer que as minhas filhas precisam de mim e do meu tempo, mesmo que isso signifique abdicar ou adiar algo que gosto de fazer. Ser mãe, ou pai, é, em primeiro lugar, saber dar o melhor de si a um ser que procura o seu lugar no mundo e não faz a mais pequena ideia para que servem os planos da Troika.

É obrigação dos pais guiar os filhos. É altura de os pais se equacionarem se realmente não lhes sobram 2 horas por fim-de-semana para estar em família. É o momento de os pais repensarem que o tempo que se gasta a ensinar e transmitir valores é de facto precioso.

Tudo isto para vos dizer que, mesmo sem manual para ser boa mãe, tento fazer aquilo que me parece mais correcto, a todos os níveis.

Por isso mesmo, as minhas filhas estão habituadas a levar para qualquer lado, cada vez que vamos passear, à praia, andar de bicicleta, ect, a sua caixa com cereais. E, hoje, as suas caixinhas vão com elas para a escola 2 vezes por semana. Por norma nunca gostei de cereais com muitos desenhos, daqueles que são mesmo para as crianças, e que têm uma grande quantidade de açúcar. Elas aprenderam a gostar do que há em casa, e, mesmo que de vez em quando ceda um pouco, são sempre elas a fazer-me lembrar que faltam os “de fibra“.

Cada um fará o que entender melhor e esta é apenas a minha opção para com as minhas filhas que até me ensinaram a fazer espetadas de cereais. A imaginação das crianças é fenomenal, as minhas com cereais Fibre One e Cheerios fazem espetadas.

P.S. O blog continuará em modo de publicação automática. Volto logo logo, afinal já tenho saudades. Uma boa semana e obrigado pelas vossas sempre tão simpáticas visitas.

Contraste de Sabores

A única coisa que tinha a certeza há vários dias era que a queria saborear, de forma diferente, ousada talvez. Como que por magia, as minhas mãos foram dando a forma, e, os sabores já estavam delineados. Levou pouco tempo a chegar à minha mesa. Não sem antes lhe juntar o toque final, canela. Afinal, abóbora só rima com canela. Mas, como a inspiração chegou às centenas junto com as abóboras irão aparecer alguns posts com sugestões diferentes, deliciosas, e, acima de tudo saudáveis.

  • Abóbora
  • Azeite
  • Sal
  • Queijo fresco – era o que havia na altura – mas já fiz com ricotta e fica bom
  • Tomilho
  • Canela em pó

Ligar o forno a 180ºC

Colocar um fio de azeite numa travessa de forno, daquelas com tampa. Cortar a abóbora em pedaços pequenos. Com um descascador de batatas fazer fatias de abóbora.

Colocar as fatias de abóbora na travessa e temperar com umas pedrinhas de sal e tomilho picado. Por cima colocar o queijo partido em pedaços. Tapar e vai ao forno cerca de 15m. É importante que se use um pirex ou travessa com tampa. Deste modo a abóbora cozinha e fica macia ao invés de secar com o calor do forno.

Polvilhar com canela e servir morno. É um excelente acompanhamento para umas coxas de frango grelhadas.

Espero que gostem. Eu fiquei fã deste contraste de sabores.

P.S. Obrigado pelas vossas visitas, que, da minha parte será difícil serem retribuídas. Vai ser um mês de formação intensiva e trabalho. Espero que me perdoem 🙂 Os posts ficarão agendados para o blog não se sentir sozinho. Vemo-nos por aí.

Até já e continuação de boa semana.

Escabeche

Este blog é, de facto, feito de sabores com história e não de histórias de sabores. Isto porque existem termos e métodos culinários que ainda estão num horizonte longínquo daquilo que sei e que de facto consigo fazer. 

Cresci a comer migas de pão e leite, leite com café e torradas, grelos com batatas cozidas e alheiras, iogurtes em dias de festa e tinham a tampa de alumínio, mas o meus favoritos eram os da Vigor que vinham em caixa quadrada, fruta, e muito mais carne do que peixe. Naquele tempo, para lá das montanhas, apenas chegava peixe 1 vez por semana, e olhem que falo do peixe do mar. Afinal, rio havia e peixe do rio também. No entanto, fui uma privilegiada que desfrutou do melhor naco de carne repetidamente. Nesse tempo o meu avô vendia carne. Criava e matava para vender. Filho de emigrantes portugueses nasceu no Brasil e isso sempre me fascinou. Para quem era viciada em séries e novelas brasileiras, como o Sítio do Picapau Amarelo, A Casa de Irene ou Roque Santeiro, ter um avô brasileiro era fenomenal. Para ele nada disso tinha interesse, mas, visto dos olhos de uma criança, torna-se um herói. E era-o. Tinha umas terras onde plantava legumes, tinha gado, cabras e ovelhas, coelhos e galinhas. Tinha uma mula, a mesma que um dia montei, apesar dos seus avisos, e me levou para onde bem lhe apeteceu e não fossem as pessoas da aldeia e a coisa tinha sido feia. Na cozinha havia uma grande e larga lareira de pedra onde havia sempre um caldeirão cheio de água quente. Havia um ferro cravado nas paredes laterais, que, suportava todo aquele peso por debaixo de umas brasas vivas e brilhantes. Ao canto esquerdo estavam 2 panelas de 3 pernas, enquanto uma cozia as carnes a outra cozinhava sopa de feijão verde, que, me sabia como mais nenhuma outra.

Por debaixo da casa havia um pequeno lagar. Ao lado, uma porta verde alface era a entrada para o talho. Mais acima havia um anexo da casa onde havia uma salgadeira de madeira, sempre cheia de sal e pernas de presunto. Hoje, talvez a ASAE não achasse graça a este método artesanal. Sei o que é entrar num matadouro nos anos 80. Sei o que é entrar numa pequena leitaria e ver de onde vem o leite. Sei o que é beber leite de cabra e ovelha com café comprado e moído a peso e na hora. Sei o que é comer pão com fatias da altura de um palmo, e, com uma semana de feito. Sei a que sabem uns bifes da vazia acabados de sair de um vitelo e irem para a brasa. Ainda me lembro a que sabem os fígados de vaca assados na brasa em molho de azeite, alhos e pimentão doce. E, lembro-me o quanto me custava e engolir mão de vaca, cozinhada é claro, e toda aquela gelatina. Tenho ainda bem presente o sabor da mioleira de vaca com ovos mexidos, que, segundo diziam, servia para tornar as crianças mais inteligentes. Assente neste pressuposto acho que ainda vou a tempo de reclamar com a minha mãe pois até agora não conseguir registar nenhuma invenção em meu nome.

Sei a que sabe tudo isto e muito mais. No entanto, não aprendi a fazer, pois, os avós não viveram o tempo suficiente. E, só hoje percebo que as nossas memórias têm sabor e cheiro. São elas que evocam tempos idos e tocados como que por magia pela alquimia dos ingredientes. E, à medida que o tempo passa sinto o quanto é reconfortante é ter memória olfactiva, e, o quanto é valioso o perpetuar de saberes de sabores no tempo.

Tanta conversa para apenas dizer que só aprendi a gostar e a saborear carapaus há uns 8 anos. E são um vício, grelhados, certamente das minhas comidas favoritas.

Há dias dizia à Carla que ia à praça comprá-los e ela diz: faz de escabeche.

Ora bem, escabeche… só me ocorreu de ver tal palavra numa receita de mexilhões. Pesquisei na internet, nos meus livros e não achei nada de conclusivo. Por isso fiz como achei melhor. Usei um refogado de cebola e tomates com pimentos e alhos e temperei de sal e pimenta. Cortei as cabeças e os rabos aos carapaus. Quando o refogado começou a amolecer juntei os carapaus e deixei cozinhar cerca de 5m de cada lado. Servi com coentros frescos e acompanhei com pão torrado. Achei fácil e delicioso, além de que o kg do carapau está a 5€.

Simplesmente Verde

Quando o sol aquece. Quando o calor aparece. Percorro as bancas do mercado à procura deles. Pequenos. Toscos. Ternos e crocantes num equilíbrio que só os produtos da época têm. Perfumar com muitos oregãos, obrigatório. Tempero… apenas umas pedrinhas de sal, um fio de azeite, muitos oregãos e pimenta. O vinagre tira-lhe o sabor, pelo menos para mim. Pepinos. Deliciosos. Afinal, quem disse que uma salada só de pepino não é salada?

P.S. post agendado. Modo de férias activo 🙂 Boa semana.

Ai Minhas Ricas Filhas

Um obrigado às minhas Musas inspiradoras, às minhas Companheiras de todos os dias. Têm-se revelado umas super atletas. Aguentam-se nas suas bicicletas 1h, ainda que com 3 exactos intervalos de cerca 10m para exercícios aeróbicos, pulos, saltos, step e abdominais. São o meu maior e melhor incentivo. Depois de 5 horas, 4 das quais de molho numa piscina, num parque aquático, sou alertada que não há sono, nem fome, apenas vontade de andar de bicicleta. Tudo para casa, tomar banho e decidir, pois, fiquei cansada só de ouvir tais palavras. Tinha os olhos cansados de tentar ver todos os cantos da piscina, pois fomos só as 3, e voltei 2 vezes a casa para buscar coisas esquecidas. Ai minhas ricas *filhas

*resposta às “filhas”: “eu não sou tua filha, sou o teu amor”. Toma e embrulha.

Vamos ao mesmo sítio de sempre. Custa-me começar e elas estão com a “pedalada toda”. Passam 10m e sinto que não aguento mais, tirem-me daqui. Mas, depois, olho para elas e não há obstáculos, o único obstáculo sou eu mesma e a minha preguiça acumulada ao cansaço. 50 minutos de exercício. Obrigado por me arrancarem de casa. Obrigado por apertarem comigo e serem tão exigentes. Obrigado por me deixarem jantar às 10:30.

P.S este post andava nos meus rascunhos desde o tempo em que o sol se punha às 21.30. 

Bom fim-de-semana. Volto em breve. As férias estão a ser boas, muito boas e suadas. A praia pode esperar, afinal, por aqui, tenho-a de Setembro a Junho só para mim, e o sol é coisa que aqui não falta. Estou a descobrir como jogar ténis pode ser libertador, de pensamentos e de suor. E jogo sozinha, contra a parede que existe para o efeito. Fiquem bem e obrigado pela companhia. Eu, volto em breve.

Tamboril com Tomate em Pão e Azeite

Ainda que poucas vezes, existem outras tantas, em que, consigo surpreender-me. Nestas coisas da culinária, a nossa vontade, também chamada de fome, e, a imaginação desconhecem muitas vezes o resultado final de algo que não sabemos bem o que lhe chamar nem como chegamos até ela. Se havia pensado  num arroz de tamboril à medida que ia cortando o tomate fui mudando de ideias e comecei a desenhar uma éspecie de sopa alentejana mas sem o ser. Pela vontade com que foi comido, pelo sabor, e, pela forma simples como é feito merece ser partilhado. Um almoço pleno de satisfação que apenas deixou no prato a certeza de que se repetirá mais vezes.

Fazer um refogado com cebola, alhos esmagados e tomates em cubos. Temperar de  sal e pimenta e deixar cozinhar cerca de 5m. Adicionar o tamboril e deixar cozinhar. Rectificar temperos se necessário e juntar coentros frescos picados antes de servir.

Enquanto o tamboril cozinha, cortar uma fatias de pão, regar com azeite, esfregar com uns alhos, e, levar ao forno a 180ºC até estarem douradas, cerca de 10-15m.

Colocar uma fatia de pão no prato e por cima colheradas de tamboril. O pão absorve algum líquido mas mantém-se crocante… Uma verdadeira delícia.

P.S. Estou de férias, daquelas de fazer o que bem me apetecer sozinha. Vão ser uns dias até ao final do mês para depois… bem… depois eu conto tudo. Os posts estão agendados para não ficar o blog sozinho. Espero que perdoem a minha falta para convosco, mas, há alturas em que uma mãe não se pode esquecer que também é mulher. Por isso vou ali mergulhar sozinha, correr sozinha, não fazer nada sozinha, ler um livro sozinha. Gosto de estar comigo, e, poder abraçar o mundo e sentir que ainda estou viva.

90 Calorias cheias de Sabor

Receita tirada do livro Comer Melhor para Viver Melhor, Selecções do Reader’s Digest, pág. 37

Quando a M. me ofereceu o livro Comer Melhor para Viver Melhor, das Selecções do Reader’s Digest, esta simples sopa de tomate falou comigo e tive que a fazer. Pela primeira vez dei por mim a seguir uma receita para fazer sopa. E, tão simples, tão saborosa. Dá para 4 pessoas e um prato cheio a cada um. O livro falava em 90Kcal por pessoa. Achei que umas calorias extra não lhe fariam mal. Por isso, servi com uns ovos cozidos picados e coentros. E, claro, uma fatia de pão torrado a cada uma. Depois da sopa uma fatia de melão sapo, daquele bem docinho. E confesso que fiquei saciada. A próxima é de courgettes.

300gr de cenoura; 300gr de tomate; azeite q.b.; 1cebola; 1 dente de alho; 1L de água; pitada de sal; coentros ou salsa picada q.b.; 3 ovos cozidos.

Dica: Aproveite para fazer esta sopa com os tomates da época que abundam nas nossas bancas dos mercados. Escolha os mais carnudos. Se achar que a sopa tem um travo ácido basta juntar uma colher de sopa rasa de açúcar.

Fazer um refogado com a cebola e o alho. Quando translúcida a cebola adicionar o tomate em cubos, sem pele, e as cenouras às rodelas. Temperar de sal e adicionar cerca de 0,5L de água fervente. Tapar e deixar cozinhar cerca de 30m. Ir vigiando a cozedura tendo o cuidado de ir adicionando a restante água  sempre que necessário. Quando estiver tudo bem cozido passar a varinha mágica e rectificar temperos se necessário. Servir quente com ovo cozido picado e coentros. Uma fatia de pão torrado também fica muito bem. E, afinal, segundo as minhas contas, as calorias já devem ser entre 150/160. Ainda assim um número deliciosamente fantástico e muito saboroso para uma simples sopa de tomate e cenoura.

Boa semana. E, volto já.

Papa de Bebé

Se puder escolher algo que marcou este Verão, embora às vezes pareça Outono, eu direi Banana Congelada ou Gelado de Banana. Eu que não gosto de bananas ao natural compro-as, por agora, apenas com o intuito de fazer gelado ou batidos, e, confesso que me sabe bem, mas muito bem mesmo. O gelado de banana presta-se às mais variadas combinações e onde a nossa vontade e imaginação nos levarem. Por hoje fica a sugestão: banana congelada+iogurtes de queijo fresco+bolachas maria. Colocar na picadora e bater até ficar creme. Consumir de imedito ou guardar no congelador. E digo mais, sabe a papa de bebé, tem pedaços de bolacha, e isso eu gosto, nós gostamos.

Simplicidade Temperada com o Sabor do Ano

O Verão é feito de dias que se arrastam pela noite adentro. Finais de tarde preguiçosos e alaranjados. A comida pede-se fresca, leve, com sabor. As frutas e legumes da época pedem o seu lugar à mesa, e eu cedo-lhes o melhor de todos na minha.

Por isso, quando vi o passatempo promovido pela Laranjinha e pelo Sabor do Ano, achei que uma salada fria de espirais temperada com um dos produtos Sabor do Ano merecia ser partilhada de tão simples e saborosa que é.

Espirais + Tomate Coração + Pepino + Queijo Fresco + Coentros + Sal e Pimenta Moída qb + Azeite + Vinagre de Vinho Branco Gallo

Cozer as espirais até estarem al dente. Numa taça colocar o tomate e o pepino picado. Temperar de azeite e vinagre. Envolver. Adicionar as massinhas cozidas e escorridas e o queijo. Temperar de sal e pimenta. Polvilhar com coentros frescos picados e envolver.

Das Coisas Simples com Sabor

É fácil habituar-me às coisas boas. E, tanto melhor se for um gelado de pura fruta, de cor irresistível e pedaços de cereja. Daqueles que se fazem enquanto as mais pequenas terminam o almoço. Daqueles que repetimos sem pensar em calorias, e, ainda assim, ficar tanto de pasmada como de maravilhada, a pensar como as coisas simples se impõem perante muitas outras e nos dão um imenso prazer a cada colherada.

A fórmula mágica:

Bananas previamente cortadas às rodelas e congeladas+1 iogurte tipo “suissinho”+colheradas de doce de cereja a gosto. Colocar numa picadora e começar por triturar as bananas. Quando estiverem tipo migalhas adicionar o iogurte e por fim o doce de cereja. Como sempre, fica com uma cremosidade única devido às bananas. Consumir de imediato ou congelar, se sobrar 🙂

Boas férias e boa semana a quem me visita. Tenho passado de fugida pelos vossos cantinhos, assim tipo mulher invisível, mas não tem sido fácil comentar. Obrigado pelo vosso tempo e até já.

Métodos de Aprendizagem – Feijão Frade

Existem um sem número de diversos métodos de aprendizagem. Desde aquele estudado na escola, o famoso tentaviva-erro, o castigo, Pavlov, e, não menos importante, senão o mais importante, o saber que chega até nós através de experiências vividas em determinados momentos e que nos marcam para sempre. E, se houve algo que me marcou foi aprender a gostar de feijão frade. Ainda não tinha 5 anos. Estava sentada a uma mesa redonda numa cozinha onde as paredes eram de azulejos bem quadrados e cheios de flores. Na mesa uma toalha de plástico macio e com flores azuis e verdes. À minha direita a minha avó. Mulher corpulenta, que, impunha respeito. Professora primária de profissão usava os métodos de aprendizagem próprios dos anos 70 e 80. Hoje, confesso que alguns desses métodos me parecem fazer falta. À minha primeira recusa em comer os feijões recebi uma ordem seca de “come e cala-te”. Estava em pânico só de ver aqueles bichos no meu prato. Tinha os braços a apoiarem-me a cara há longos minutos, coisa que a minha avó detestava. E, sem mais palavras, de repente apenas senti a minha face direita aquecer e as costas sentiram o frio dos azulejos. Pois é, levei uma daquelas estaladas que me mantiveram motivada para o resto da vida para comer feijão frade.

Se é um método fiável? Não, não o é. Podia ter ficado traumatizada negativamente para o resto da minha vida e viver em consultórios de apoio psicológico por ver feijões frade gigantes a perseguirem-me durante a noite.

Sobrevivi e cá estou eu para contar a história. Afinal o nome deste blog é Sabores com História, e, esta é história do sabor do feijão frade.

Sou apologista do método experimental, experimenta hoje, amanhã e depois, e, talvez um dia se aprenda a gostar. Mas, de facto, é caso para dizer “os tempos eram outros”, oh se eram, e, ainda assim, poder dizer que se teve uma infância recheada de experiências e aventuras como só os anos 80 deram a essa geração.

Brócolos em Molho de Iogurte e Ervas

Uma mistura deliciosa inspirada no livro do Jamie Oliver, Cozinhar com Jamie Oliver, pág. 338. Simples, muito simples. Cozer o brócolos em água fervente e sal. Numa taça misturar um iogurte natural com sumo de limão e ervas a gosto. Envolver tudo muito bem e reservar. Depois de cozidos os brócolos, escorrer e temperar com 1 fio de azeite. Colocar colheradas do molho de iogurte e polvilhar com sementes de sésamo. Garanto que não se vão arrepender. Uma forma deliciosa de comer brócolos e uma boa companhia para grelhados.

P.S. Os dias têm-se repartido entre muitos banhos e todo o ritual inerente que se segue ao chegar a casa. Por isso, ando um pouco mais ausente do meu e dos vossos cantinhos. Obrigado pela vossa sempre tão simpática companhia. VOLTO JÁ.

Cogumelos, Companhia Perfeita

Os cogumelos têm um elevado valor nutritivo  e têm 3 vezes mais nutrientes do que alguns frutos e vegetais. São bons fornecedores de proteínas de elevado valor biológico, por exemplo, 100g de cogumelos comestíveis frescos corresponde a 5,2g de proteínas. 90 por cento da sua constituição é água, têm poucas calorias (28Kcal em média para cada 100g) e quase nenhuma gordura. Têm uma elevada concentração de fibras, que potenciam o controlo de peso, a prevenção das doenças cardiovasculares e o funcionamento do intestino. É, portanto, além de muitas coisas, amigo de um regime alimentar saudável.  Informação retirada do site Nos Mulheres.

Em pequena comia os que a minha avó trazia. Só ela sabia quais se podiam apanhar. Ela, chamava-lhes “sanchas”, e, outras vezes, “níscaros”. Eu andava demasiado ocupada a descobrir e a explorar o mundo para perguntar sobre as diferenças de cada um dos termos. Isso, também, pouco ou nada me importava, afinal ela fazia as melhores sanchas guisadas do mundo e isso era quanto me bastava.

E, quando as avós vão cedo demais tudo fica por ali. Ficam os cheiros e os sabores como leves brisas que de vez em quando ecoam nas nossas memórias. E, eu, nunca mais comi sanchas. Um dia, descobri os cogumelos frescos, muito depois das latas é certo, e gosto muito de os fazer salteados. Servem de acompanhamento para uma massa, um arroz e até mesmo uma salada. É só deixar a vontade fluir.

Costumo usar sempre o mesmo método, simples e cheio de sabor.

Lavar os cogumelos com água corrente, sem os colocar demolho. Retirar os talos e com uma folha de papel secá-los. Colocar numa frigideira um fio de azeite e alhos esmagados. Cortar os cogumelos em quartos e quando o alho estalar juntar os cogumelos agitando a frigideira de vez em quando. Temperar com pitada de sal e pimenta moída na hora. Não deixar cozinhar demais ou ficam moles. Neste fase pode-se adicionar uma massa a gosto e envolver ou servir com uma salada. São muitas as opções, não deixem é de os comer.

Reeducar-ME

Não tenho passado fome, e, sempre que assim o entendo, e, usando a regra do bom senso, como mousse de chocolate ou uma fatia de pizza sem qualquer sentimento de culpa. Podia evocar inúmeros motivos para a minha engorda, mas, o único motivo sou eu. Não vale culpar mais ninguém quando sabemos qual o foco do problema. Há antes que resolvê-lo, se tivermos vontade é claro. Dando 1 passo de cada vez, desde que tomei a decisão de mudar este aspecto da minha vida, o peso, há pouco mais de 2meses, já perdi 8kg, com os meus conhecimentos, a minha força de vontade, e, 2 crianças para cuidar 14h a 16h por dia. Impossível? Não, é POSSÍVEL e por isso partilho um pouco da minha experiência na esperança que a mensagem passe para esse lado e possa ser uma motivação positiva.

Levar as crianças a passear em centros comerciais pode parecer in mas cansam-se depressa de algo que não tem interesse para elas. Ao invés disso, uma bicicleta, quando já têm idade, 3 anos pareceu-me bem, e, muito incentivo formam uma dupla perfeita. As crianças precisam de gastar energias e por norma adoram andar de bicicleta. Escolher um sítio adequado para elas andarem e traçar um plano alimentar, saudável e cuidado, exercícios, e, um objectivo. O processo é mais lento que um ginásio é certo, afinal não se está concentrada apenas na velocidade de uma elíptica ou no número de séries que se fazem nas máquinas de pesos. O maior e melhor incentivo dos nossos objectivos devemos ser nós próprios, só assim as coisas funcionam. É o fazer para mim e por mim que marcam a diferença. Aprender a olhar ao espelho e a valorizar-mo-nos independentemente do peso é a regra nº1.

Ser mãe a tempo inteiro é bom, é mau, é assim assim e há dias que me apetece desaparecer. É muito fácil haver deslizes, e, é muito fácil cair na tentação de nos anularmos como mulher. Para mim, é ponto assente, que, eu anular-me Não. Faço tudo o que puder pelas minhas filhas, mas, só pensando um pouco em mim consigo dar o meu melhor e estar a 100% para elas. Se pode soar a egoísmo? Pois pode. Mas desde sempre quis que elas percebessem que se um dia cedo eu outro dia cedem elas. Por isso, e, apesar de gostarem de andar de bicicleta é óbvio que preferem ir a banhos com este calor, mesmo que ele nem sempre apareça. Entramos em negociações. Banhos pela manhã e bicicleta ao final do dia, leia-se eu fazer o meu exercício, que, me alivia sobretudo a mente. E, quando a negociação falha entra em acção o chamado reforço positivo, “se forem com a mãe tomam banho sozinhas”. Um obejctivo que alcançamos no mês passado e do qual elas já não abdicam, a sua independência para tomarem banho sozinhas, à vez, e sob a minha supervisão. Chamem-lhe o que quiserem mas estou convicta que, a elas, como futuras mulheres, é um bom exemplo que lhes dou.

1 passo de cada vez, e, pela manhã, aveia com fruta fresca é o melhor passo para começar bem o dia. E não, não passo fome. O segredo, que não é segredo, é mesmo comer várias vezes ao dia. Generosas porções de verduras e sempre um pouco de proteína animal, dando prefrência ao peixe. Comer menos daquilo que antes se comia mais e entre refeições fruta ou amêndoas. Água e chá verde são essenciais, para manter o corpo hidratado. Sempre que possível caminhar, correr atrás das nuvens, do ventos, dos filhos, mas sobretudo correr atrás dos nossos obejctivos, não desistir é a palavra de ordem.

No fundo todas/os sabemos bem como fazer as coisas da forma correcta, mas pelas mais variadas razões nem sempre as fazemos. Cabe a cada um de nós saber quais os seus limites e objectivos.

Eu, quis e quero fazer as coisas bem porque:

  1. Quero olhar ao espelho e gostar do que vejo, e, este é mesmo o motivo número 1. Se eu não gostar de mim…
  2. Quero ser um bom exemplo para as minhas filhas. Quero que cheguem à adolescência e não fujam de mim na rua, ou, porque sou um atentado à moda ou porque estou fora de forma. Quem nunca sentiu vergonha dos pais em algum momento da sua adolescência que levante o dedo, eu, só quero minimizar o risco.
  3. Quero viver mais e melhor por elas e para elas, e, um dia mais tarde, para os meus netos. (parece a conversa de quem já tem 50 anos  🙂 )

Se alguém quiser saber mais algumas informações ou apenas trocar impressões sobre o tema podem enviar-me um e-mail para o saborezcomhistoria@gmail.com que responderei com todo o gosto. Este post dava pano para mangas, por isso, irei abordando o tema ao longo do tempo.

Obrigado a todos/as que por aqui passam e até já.

Abacaxi e Banana

Ainda que sinta uma pequena ansiedade pelos dias quentes e soalheiros do Verão, na verdade, estou a gostar destes dias amenos. A água do mar está fria e os ventos que sopram de Norte e Noroeste não convidam a banhos. Continuam a convidar a passeios ao ar livre, a exercícios, a boa disposição e a batidos matinais.

A sugestão de hoje tem tudo para ser diurética, mas como também preciso de energia não podia faltar a banana. Quem diria… eu a comprar a bananas para comer… aliás, beber.

Boa semana.

Crumble de Tomate com Ovos

A revista Continente Magazine deste mês, pág. 34, trazia uma sugestão que me prendeu de imediato a atenção, Crumble de Tomate Confitado com Queijo.

De imediato sabia que iria tê-lo na minha mesa mas com muito menos tempo de preparação, pois 2h de forno ligado para os tomates confitarem não me entusiasmou.

Fiz um refogado de cebola e alhos ao qual juntei os tomates, e, deixei cozinhar até estarem macios. Coloquei numa assadeira, bati uns ovos, olha que novidade, eu a comer ovos, e coloquei por cima dos tomates. Piquei coentros e polvilhei. Torrei pão que parti em pedaços e coloquei na picadora. Adiconei umas rodelas de azeitonas e levei ao forno até os ovos cozinharem.

Que sou viciada em ovos já deve ter sido notado. Que gosto de tomate com ovo também, agora este crumble de tomate com ovo é divinal. O crumble de pão torrado com o molho do tomate…. hummmm. Merecedor de lugar de destaque a qualquer mesa. E, é um forte candidato às mais variadas combinações. 

Bom fim-de-semana a todos/as quantos me visitam

Gomes de Sá Rápido

Já não me lembro a que sabe um verdadeiro Bacalhau à Gomes de Sá. Talvez saiba a bacalhau. Pesquisei para ver se havia algum segredo escondido. Todas as receitas falavam em deixar as lascas de bacalhau, depois de cozidas, demolho em leite entre 1,5h a 3h. Peço desculpa Sr. Gomes mas as minhas clientes não gostam de esperar, sabe como é, crianças. Dúvido que algum dia afogue o bacalhau em leite durante o tempo que li. No entanto,  se um dia mudar de opinião depois falo consigo. Por agora deixe-me que lhe diga, e não desfazendo das suas habilidades culinárias, que, este bacalhau, quase igual à sua moda, estava delicioso e em cerca de 25m estava na mesa.

Cozer as batatas às rodelas com pitada de sal e louro e colocar numa panela com água quente. Noutra panela colocar as postas de bacalhau com água fria e deixar cozer cerca de 10m. Colocar ovos a cozer. Numa frigideira anti-aderente colocar cebola às rodelas e alhos esmagados e deixar refogar um pouco até a cebola estar translúcida. Desfiar o bacalhau e saltear com as cebolas, 2-3m, temperando de pimenta moída na hora, e, sal se necessário. Adicionar as batatas e os ovos cozidos. Envolver com cuidado para as batatas não partirem. Se necessário regar com um fio de azeite. Polvilhar com coentros frescos picados antes de servir e azeitonas.

Como sempre, usei as Supremas de Bacalhau, que estão novamente com desconto em cartão, que, ao serem de bacalhau fresco, têm a textura perfeita, macia como se quer.

Gomes de Sá Rápido

Já não me lembro a que sabe um verdadeiro Bacalhau à Gomes de Sá. Talvez saiba a bacalhau. Pesquisei para ver se havia algum segredo escondido. Todas as receitas falavam em deixar as lascas de bacalhau, depois de cozidas, demolho em leite entre 1,5h a 3h. Peço desculpa Sr. Gomes mas as minhas clientes não gostam de esperar, sabe como é, crianças. Dúvido que algum dia afogue o bacalhau em leite durante o tempo que li. No entanto,  se um dia mudar de opinião depois falo consigo. Por agora deixe-me que lhe diga, e não desfazendo das suas habilidades culinárias, que, este bacalhau, quase igual à sua moda, estava delicioso e em cerca de 25m estava na mesa.

Cozer as batatas às rodelas com pitada de sal e louro e colocar numa panela com água quente. Noutra panela colocar as postas de bacalhau com água fria e deixar cozer cerca de 10m. Colocar ovos a cozer. Numa frigideira anti-aderente colocar cebola às rodelas e alhos esmagados e deixar refogar um pouco até a cebola estar translúcida. Desfiar o bacalhau e saltear com as cebolas, 2-3m, temperando de pimenta moída na hora, e, sal se necessário. Adicionar as batatas e os ovos cozidos. Envolver com cuidado para as batatas não partirem. Se necessário regar com um fio de azeite. Polvilhar com coentros frescos picados antes de servir e azeitonas.

Como sempre, usei as Supremas de Bacalhau, que estão novamente com desconto em cartão, que, ao serem de bacalhau fresco, têm a textura perfeita, macia como se quer.

Simplicidade

Há receitas que se olham, apreciam, e, têm um aspecto mesmo convidativo. Depois vem a lista dos ingredientes, por vezes demasiado extensa, outras, com meia dúzia de ingredientes que desconhecemos. Então, inicia-se a demanda no google para saber o que se são e onde se compram. Aquilo que no início era uma receita promissora muitas vezes acaba num encolher de ombros e com um sentimento de derrota culinária que me impressionam, ou então num desastre culinário. Afinal, demorou mais tempo que o indicado, a panela não é a tal ou a temperatura do forno estava em desacordo. Isto, apenas, para dizer que nem sempre o desconhecido é assim tão interessante, e, em prol da promissora receita as coisas mais simples são relegadas para segundo plano.

Felizmente quem tem crianças sabe bem como elas pedem coisas simples, sem grandes complicações, como a sugestão de hoje.

Simples. Arroz com atum ao natural e polvilhado com coentros frescos picados. O arroz coze-se em água, sal e louro. No final é só envolver com o atum e os coentros. Uso arroz vaporizado que sai sempre bem e solto. E que bem que esta tacinha me soube.

Já foram de férias? Espreitem aqui.