Simplicidade

Há receitas que se olham, apreciam, e, têm um aspecto mesmo convidativo. Depois vem a lista dos ingredientes, por vezes demasiado extensa, outras, com meia dúzia de ingredientes que desconhecemos. Então, inicia-se a demanda no google para saber o que se são e onde se compram. Aquilo que no início era uma receita promissora muitas vezes acaba num encolher de ombros e com um sentimento de derrota culinária que me impressionam, ou então num desastre culinário. Afinal, demorou mais tempo que o indicado, a panela não é a tal ou a temperatura do forno estava em desacordo. Isto, apenas, para dizer que nem sempre o desconhecido é assim tão interessante, e, em prol da promissora receita as coisas mais simples são relegadas para segundo plano.

Felizmente quem tem crianças sabe bem como elas pedem coisas simples, sem grandes complicações, como a sugestão de hoje.

Simples. Arroz com atum ao natural e polvilhado com coentros frescos picados. O arroz coze-se em água, sal e louro. No final é só envolver com o atum e os coentros. Uso arroz vaporizado que sai sempre bem e solto. E que bem que esta tacinha me soube.

Já foram de férias? Espreitem aqui.

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Iogurte Natural com Canela

Ainda que a canela tenha ficado no fundo do copo o sabor ficou incorporado no iogurte. Depois foi só misturar e saborear. Ficam muito bons e acompanham bem uma taça de fruta.

2 iogurtes naturais; 1L de leite m/g; canela em pó a gosto, 2 colheres de sopa de açúcar amarelo; 2 colheres de sopa de leite em pó

Aquecer o leite até estar morno. Numa tacinha colocar os restantes ingredientes e misturar bem. Juntar ao leite morno e mexer até estar bem incorporado. Distribuir pelos copos da iogurteira e deixar 12h. Tapar os copor e passar para o frigorífico mais 4h antes de servir.

Deitar Cedo e Cedo Erguer…

Dá saúde e faz crescer. Hoje acordei primeiro. Ou ,será que devo dizer cedo? Não importa. Oiço a respiração traquila do outro lado. Encosto a porta do quarto e desço as escadas pé ante pé para não fazer barulho. Abro as janelas. Vejo o sol lá fora, quente. As cores da estação, leia-se morangos, vermelhos, doces, sumarentos, chamam por mim, e, fazem-me companhia. Tenho tempo para mais umas experiências fotográficas. Sento-me. Escuto o silêncio da casa apenas interrompido pelo estalar da porta, que, vai aquecendo sob um sol intenso. Saboreio coisas simples. Saboreio o tempo. As memórias. A minha solidão. Aquele pedaço de tempo só meu. E, ainda perdida nos meus pensamentos sobre tudo e sobre nada oiço o bom dia que me dás.

-Queres morangos? – pergunto eu.

-Não, ainda não tenho fome.

-Então… dá-me um beijinho de bom dia – peço-te eu.

-E tu dás, e dás também um “abaço” apertado.

A Que Sabem os Ingredientes

Será que ainda nos lembramos a que sabem os legumes, a fruta, o leite, os cereais, sem açúcar, sem sal? Alguns não me lembro e outros não o sei. Mas, quero saber. Comecei o ano passado a saborear os iogurtes naturais, hoje não passo sem eles, e, acho-os deliciosos simples ou com fruta. O leite é mais difícil, mas, com cereais ou em batidos, é fácil. Fruta sem açúcar também é muito fácil. Lembro-me ainda bem pequena de comer maçãs Granny Smith e devorá-las muito rapidamente. Maçãs, quanto mais ácidas e rijas melhor. Apesar de usar pouco sal, e abusar da pimenta, ainda não domino a técnica de o abolir da alimentação. No entanto, hoje experimentei. Brócolos sem sal. Podia ter sido pior. Pimeiro, provei-os simples, depois misturados com queijo e bulgur. Estou a mudar, definitivamente, e, para melhor, espero eu. Têm sido muitas as mudanças, as experiências, que, ao longo do tempo irei partilhando. Todas elas positivas.

Troquei o arroz pelo bulgur, são diferentes. Estou a gostar mais do bulgur, do seu sabor. A refeição de hoje não teve carne nem peixe, as proteínas vieram do queijo fresco magro. Uma combinação simples, sabores suaves. O blugur cozido com folhas de louro, muitos alhos e pitada de sal ficou cheio de sabor. Saciou-me. Gostei, e muito.

Telhas de Côco

Agora é assim. Há claras fazem-se “telhas” ou “tuiles”, como preferirem. Viciantes. Super crocantes. Passo pelo frasco e penso: “é só mais uma”

Ingredientes: 3 claras, 80g coco ralado seco – 70g açúcar – 20g farinha T55 – 60g de Vaqueiro Líquida

Bater as claras levemente com um fouet – vara de arames – até formarem apenas bolinhas ao cimo. Depois ir adicionando os restantes ingredientes, 1 a 1, misturando bem entre cada adição. Ligar o forno a 160ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal e ir colocando 1 colher de chá de massa – capacidade para 5ml. Com as costas da colher alisar bem até obter um disco fino. Como rende bastante, entre cada fornada ia guardando a mistura no frigorífico. Deixar no forno até dourar as beiras. Retirar e deixar arrefecer cerca de 2m no tabuleiro. Soltar cada disco com cuidado para não se partirem. Deixar arrefecer totalmente e guardar em frasco heremético.

Tagliatelle com Lulinhas salteadas

E, como ainda não consigo viver só de alfaces fiz esta massinha há dias que me soube muitíssimo bem. Há muito que não fazia, e, nesse dia serviu também de almoço às críticas da casa. A massa ainda passou, agora as lulinhas… talvez fosse da pimenta moída. Fica para mais tarde. Afinal, que me lembre, com a idade delas a minha mãe não me dava estas coisas.

Simples de fazer, muito simples e rápida. 1 embalagem de lulinhas já limpas, alhos esmagados, azeite, pimenta moída na hora, sal, louro, e não coloquei o piri-piri.

Deixar as lulinhas descongelar, cortar em pequenos pedaços. Colocar na frigideira com os temperos a gosto e deixar cozinhar. Ter em atenção que vão libertando alguma água e deverá ser retirada de forma a que os outros sabores se fundam. Cozer o tagliatelle, escorrer, e, juntar às lulas já cozinhadas. Se necessário regar com um fio de azeite e polvilhar com coentros frescos picados antes de servir.

Iogurtes de Queijo Fresco e Morangos e 1 Proposta

Tinha planeado para o queijo fresco um cheesecake frio de tabuleiro. Nem sempre corre como planeado. A 2 dias do fim da data para consumo foram transformados em pequenas sobremesas individuais com morangos.

Com uma vara de arames misturei o queijo fresco batido, natas magras e adocei com um pouco de leite condensado. Os morangos foram um pouco ao fogo regados com limão e um pouco de açúcar amarelo, mas sem deixar desfazer. Coei os morangos e reservei o sumo que ficou. Deixei arrefecer e distribuí pelos copinhos da iogurteira, os quais são úteis em inúmeras ocasiões. Coloquei com cuidado a mistura do queijo, à qual adicionei umas folhas de gelatina, previamente demolhadas em água fria e desfeitas num pouco de leite quente. Com o sumo que sobrou dos morangos fiz pequenas espirais no topo. Com a ajuda de uma colher pequena ia deixando cair o sumo lentamente à medida que ia rodando o copo. Levei ao frigorífico para ganhar um pouco de consistência, pois juntei poucas folhas de gelatina. Diria que ficaram uns “iogurtes” deliciosos 🙂

“Conta-me Como Foi – Maio” – Proposta

Depois de ter visto a ideia no Raspeberry Essence achei que seria engraçado adaptá-la e reproduzi-la. Todos os meses, no último dia de cada mês, fariam uma compilação de 6 a 8 fotos que traduzissem o vosso mês, aquilo que o/vos tivesse marcado, sendo que, teria que estar sempre presente pelo menos 1 foto de 1 receita e o respectivo link desta. Apenas teriam que dar um título e deixar o resto ser “falado” pelas fotos, não esquecendo de mencionar no post o mês a que se refere o vosso “Conta-me Como Foi”. Que vos parece? Depois de publicarem o post no vosso blogue enviavam-me os respectivos links através de e-mail, saborezcomhistoria@gmail.com, ou deixavam num comentário, e, eu depois reúno-os e faço um post com todas as participações. Aceitam? Como hoje já é dia 30 aguardarei até dia 15 de Junho para receber as vossas participações de Maio. E então? Posso contar convosco?

Aparências

Existe um provérbio que diz “as aparências iludem”. Normalmente, quando é dito há sempre um sentido pejorativo. Podia ficar agora aqui a encher o post com considerações menos interessantes sobre o tema. No entanto o meu obejctivo é relativizar com optimismo aquilo que o provérbio diz.

Podia ser uma pizza mas não o é. Mas, serve bem, e que bem, o seu propósito, alimenta-me. Tem ovos. Gosto de ovos, muito mesmo. Tem cenoura ralada. Tem queijo fresco. Não precisa de amassar, nem enfarinhar, nem de ligar o forno. Só é preciso vontade, essa é fácil, verduras a acompanhar. Terminar com o meu chá verde preferido, dos Açores, da Gorreana.

Sentir que caminho em direção ao meu obejctivo. Incentivar-me só depende de mim mesma, chega de desculpas para não o fazer. Agora tenho muitas para o fazer, para o conseguir. Lentamente, pacientemente. Afinal, gosto e quero “aparentar” bem, por mim e para mim.

Leite Colorido

Beber leite branco era, para mim em pequena, um sacrifício. Continuo a tentar, a beber sem muita vontade para dar o exemplo. Mas não serei certamente o melhor, pois as minhas filhas vão pelo mesmo caminho.

Digamos que a minha mãe me traumatizou com canecas de leite a ferver, cheias de nata a boiar, blhc que volta ao estômago só de lembrar, com muito mel para beber quando a gripe chegava. Nem sei como ainda tenho cordas vocais.

Quer isto dizer que leite branquinho na na ni na não. Para contrastar tenho uma irmã que só bebe leite branco e frio, sem adições de nada. Gostos.

E, quando se tem crianças que ganharam os genes da mãe na relação com o leite há que fazer coisas criativas, simples e funcionais. Utilizar *fruta que as crianças gostem, aqui com morangos, juntar leite ou iogurte natural, passar a varinha mágica e servir com os seus cereais preferidos. Até eu gosto 🙂

*a excepção à regra é mesmo no tempo frio. Frutas mais coloridas nem vê-las e aí o chocolate em pó entra em acção.

Espinafres… como o Popeye

Cresci a ver o Popeye e a Olívia. Lembro-me perfeitamente do momento em que o Popeye abria a lata e despejava todos os espinafres para dentro da boca. De imediato os músculos cresciam, ficava forte e nada o detia. Mais tarde tive um jogo de computador com o Popeye que adorava.

Hoje em dia o Popeye já não pode ser usado como exemplo para incentivar a comer espinafres, mas para mim será sempre o meu exemplo de quem fica forte quando os come. No entanto, quando penso em espinafres não consigo deixar de pensar: – “comam espinafres para ficarem fortes como o Popeye“. Tenho que trocar a frase e dizer: “comam espinafres para ficarem fortes, terem músculos e conseguirem nadar sozinhas”. Funciona. Eu como e digo: “a mãe também come”.

-Então vais ficar forte e nadar connosco?

-Sim, vou.

No final arregaçam as mangas e mostram os braços dizendo:

-Olha lá mãe, vês os meus músculos? Estou a ficar forte.

-Pois estás. Ficas forte quando comes espinafres.

Batatinhas com Vitaminas…

Talvez ao contrário da maioria, é quando o tempo aquece que como batatas. Sabem bem frias e são um excelente acompanhamento para peixe grelhado ou até mesmo carne grelhada. É tempo de feijão verde e esta sugestão já faz parte do nosso menú do tempo quente. Uma salada, simples, de batata e feijão verde, temperada com muitos oregãos secos, mas, daqueles que se compram aos molhos, bem perfumados.

E, quando surge a pergunta: “o que é isto verde?”  de imeadiato respondo: – são batatinhas com vitaminas e a conversa fica por ali.

Não entendo porque o nome “feijão” soe mal, talvez porque rime com “papão”, personagem que por acaso não faz parte dos meus métodos educativos 🙂

Pedras No Meu Caminho… Guardo-as Todas e Faço Um Gelado

Quando há cerca de 1 ano atrás comecei a ver o gelado de 1 ingrediente só perdia-me a olhar um gelado simples, bem conseguido, de aparência cremosa. Palavras como Bimby, liquidificador não fazem parte do meu vocabulário culinário, nem da minha cozinha. Assim, ia sempre adiando a sua execução por achar que a minha simples, e, pequena, picadora, que veio com a velhinha varinha mágica, não seria capaz de tal proeza. Fui juntando as pedras no meu caminho e um dia juntei as bananas maduras. Tinha que ser, tinha de o fazer, tinha de arriscar, tinha de confiar.

Quando coloquei as bananas congeladas na picadora ela nem fraquejou quando primi o botão. Fez o seu trabalho. Curiosa, ia olhando para o resultado, granulado de banana congelada. Lembro-me de ver a dica de juntar um pouco de leite, assim o fiz ainda que a olho. Volto a primir o botão e a coisa parece estar no bom caminho. A mistura começa a agarrar dos lados à medida de que fica cremosa. Não desisto. Vou empurrando com a colher, coloco a tampa e volto a primir o botão. Magia. Gelado. Banana gelada cremosa, talvez seja mais correcto. Pouco importa. 5m me separaram do resultado final, delicioso. Aprovado pelas bocas mais exigentes da casa. Adorei. Simples. Surpreendida.

Supremas de Bacalhau

Já que o tempo é de Primavera em tons de Outono liga-se o forno com mais facilidade. Está frio, vento e chuva. Ainda assim, recuso-me a voltar a andar com os pés fechados, excepto nas sapatilhas.

A minha relação com o bacalhau já foi pior. Há que variar a ementa, e, desde que descobri as Supremas de Bacalhau há sempre em casa. A um preço bastante acessível, 5,95€, cada caixa traz entre 2 a 4 postas perfeitas no ponto de sal e para cozinhar como bem apetecer. São uns lombos perfeitos, para grelhar, assar e até mesmo cozer, sem espinhas e ultimamente andam com desconto de 50% em cartão no Continente*.

Só agora me apercebi que o post estava datado de 27 de Abril, data na qual ainda havia efectivamente este desconto em cartão. No entanto, o desconto já não se encontra em vigor. De qualquer modo, em meu entender, é um preço bastante acessível para uma refeição que pode dar para 4 pessoas.

Se me quiserem enviar uns vales de desconto pela publicidade agradeço 🙂

 Perfeitos ainda para um empadão que se faz ápice, e, sendo feito com puré de batata é do agrado das crianças. Antes de ir ao forno, bater 1 ou mais ovos com coentros picados e levar ao forno até cozinharem. Fica uma capinha deliciosa e bem perfumada. Não há receita. É cozer o bacalhau, tirar as lascas, temperar e refogar a gosto. Fazer o puré. Colocar num pirex 1 camada de bacalhau, 1 de puré e terminar com ovo batido.

Felizes para Sempre aos 3 Anos

Do rosa da tua blusa e do branco da tua inocência, acordaste, e, disseste-me:

-Mãe, eu quero casar contigo e com o Pai para fazermos o felizes para sempre.

Eu, respondi-te que as meninas casam com os Príncipes, e tu, de imediato me pediste um. Disse-te que o teu Príncipe um dia te viria buscar, ao que respondeste com um ar triste:

-Mãe… então ele foi andar de barco com a Cinderela… – ler com ar de quem foi trocada.

-Sim, foi, mas ele volta, não faz mal.

Dizes-me um “está bem” e vamos tomar o pequeno-almoço. Batido de morango, banana, iogurte e leite.

Estás a crescer. Já me falas em casamento. Sinto que fiquei com mais uns cabelos brancos.

-Anda, vamos ao mercado comprar mais morangos. Afinal, nós mulheres, fazemos compras para aliviar o stress 😉

Flores de Perú na Cesta

Nunca fui adepta de nuggets. Nunca os comprei para fazer em casa, no entanto já os provei numa dessas cadeias de fast food. Não gostei, a suposta carne sabia a tudo menos a carne. As formas e cores que nos rodeiam incentivam-nos de forma positiva, pelo menos assim deve ser, e, como estamos na Primavera achei que ficariam bem na mesa umas flores de perú. Não tem truque, só uma pitada de criatividade 🙂

Usar uns bifes de perú panados ao vosso gosto, e, com a ajuda de um cortador com formato de flôr cortar os bifes. Se sobram pedaços? Claro que sim. Comem-se. Assim, pequeninos, fritos são um petisco e acabamos por comer menos que o habitual. As crianças da casa adoraram comer flores.

Uso óleo de milho para fritar. Todos sabemos que os fritos em excesso fazem mal. Por aqui são 1 a 2 vezes por mês e apenas os faço em óleo de milho. É mais saudável, dizem os entendidos, eu acredito.

E, sendo assim, eu fico encarregue de levar os panados para o pic-nic da Manuela. Que, sendo em versão mini são perfeitos para graúdos e miúdos petiscarem. Que vos parece?

Pavlova que Quero com Pêssegos

Segundo a wikipédia a pavlova é uma sobremesa em forma de bolo e a base de merengue cujo nome é uma homenagem à bailarina russa Anna Pavlova. É crocante por fora e macio por dentro, sendo por vezes decorado com frutos em cima. Esta sobremesa foi inventada depois de uma viagem de Pavlova à Austrália e Nova Zelândia, sendo que ambos países reivindicam a invenção da iguaria, o que é fonte de conflito de opiniões entre os dois países.

Ontem o dia esteve de novo com temperaturas de Verão, chegou aos 32ºC. Ainda assim liguei o forno. As claras já estavam à espera para a sobremesa que vira pela primeria vez no MasterChef Austrália, receita da Donna Hay. Esperei muito até me decidir a fazê-la. Talvez, por isso, as minhas expectativas fossem demasiado altas. Gostei, mas não me arrebatou. Talvez porque imaginasse o interior como os mil folhas do norte. A crosta crocante é, como qualquer coisa crocante, atraente, e, faz-nos ir partindo pequenos pedaços que se desfazem na boca. Aliás, todo o bolo, se é que assim o posso chamar, se desfaz na boca. Ainda assim, vou esperar pelos pêssegos para repetir, e, cá me parece que vou gostar mais da combinação.

Ingredientes: 150ml de claras (4 claras ovos tamanho L medidas em copo medidor); 200gr de açúcar, 2 colheres de sopa rasas de Maizena ; 2 colheres de chá de vinagre

Ligar o forno a 150ºC. Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal e desenhar um círculo com 18cm de diâmetro. Batar as claras em castelo até estarem bem firmes e ir adicionando o açúcar aos poucos até estarem bem duras. Por fim juntar a farinha peneirada e o vinagre e envolver bem. Colocar a mistura dentro do círculo e moldar o formato do mesmo. Levar ao forno durente *1h e 20m, e, terminado o tempo deixar arrefecer dentro do forno. Depois de frio servir com fruta a gosto e natas batidas ou queijo creme batido. Como a crosta é doce, mas não exageradamente o queijo combina melhor, em minha opinião claro está. Por esse motivo cada um serve-se de uma fatia e acompanha a gosto com o que mais lhe aprouver.

Considerações finais: *para o meu forno, 1h e 20m a 150ºC achei muito tempo pois deveria ter ficado com uma cor mais clara, tipo suspiro. Para a próxima irei ajustar o tempo, pois enquanto arrefece no forno, ainda quente, cora mais um pouco. Penso que o açúcar pode ser reduzido em 50gr. No entanto esperarei pelos pêssegos para falar dos novos ajustes. Boa semana

Uma Viagem no Tempo Quente

Ontem a noite estava quente, muito quente, 20ºC. Eram 9 da noite e saímos para irmos ao Ecoponto. Cheirava a Verão e demos uma pequena volta pelo bairro. As árvores outrora despidas de cor estavam agora cheias de folhas verdejantes. Os canteiros estão cheios de flores, cheiros e cores. Senti o cheiro a terra acaba de regar e voei para bem longe. Inspirei novamente o ar quente e sinto que tenho 10 anos. Uso o meu vestido preferido do Verão, branco, de alças que atavam com lacinhos em cima dos ombros, e, com uma fita rosa aos quadrados muito fina por debaixo do peito. Era o meu vestido de princesa. Sob o olhar atento da minha avó brinco na rua, mas, não estou sozinha. É noite, e, depois do jantar velhos e novos saem para a rua. Trazem cadeiras e pequenos bancos de madeira, forrados com linóleo e preso com tachas douradas dos lados. Nós os mais pequenos sentamo-nos nas escadas, nos beirais das portas, e, escutamos o tanto que aquelas senhoras já crescidas têm para contar. Histórias de vidas, com vidas, sobre o tempo, os campos semeados, os animais, a fonte, as bruxas, as festas, as comidas, o fumeiro, a missa. Fecho os olhos, expiro o ar quente, e, com muita pena minha os beirais das portas estão vazios. Demos a volta e regressamos a casa. Eu, senti umas saudades enormes desse tempo cheio de histórias com sabores e saberes.

E porque o calor pede comidas mais leves e frescas deixo a sugestão de uma simples salada feita com produtos locais. A senhora da banca disse-me com toda a honestidade que os tomates ainda são de estufa, os outros ainda estão verdes, mas rematou: “já são muito saborosos”. Pois são. E, sumarentos. Pepino e queijo fresco picados. Tudo envolvido em muitos oregãos bem perfumados e um fio de azeite.

Bom fim-de-semana.

Convidei para Jantar…

O projecto “Convidei para Jantar” da Ana já vai na 4ª edição, e, tem sido divertido participar e ver desfilar iguarias. Desta vez, a anfitriã do tema foi a Pami, que decidiu escolher o tema realizadores de cinema. Se há coisa que não sou muito boa é a decorar nomes de realizadores, e, os poucos que sei já estavam ocupados com outros convites. Lembrei-me então de alguém que já conhecia das aulas de português do secundário. Mas, foi na universidade que vi pela primeira vez este filme fantástico.

Nunca me hei-de esquecer que estava na aula prática de Educação Física quando a professora perguntou se alguém sabia o que era “Folclore” . De imediato todos pensamos e respondemos o mesmo, é uma dança tradicional. Foi aí que aprendi que folclore, não é só uma dança, é tradição, é o conjunto de usos e costumes de uma cultura que passam de geração em geração. Eu, tal como os outros, ficamos surpreendidos. Foi então que a professora nos disse: amanhã vamos ver um filme, um filme que retrata folclore.

Chegados ao anfiteatro de imediato nos remetmos ao silêncio. Na grande tela começam a passar imagens a preto e branco. Um filme com aquela voz e músicas características de um filme dos anos 40, um filme para mim perfeito, que me colou à cadeira e me deixou de olhos presos ao ecrã. Uma viagem à infância daqueles meninos que afinal era parecida à minha. O retrato de uma sociedade que mostra as nossas raízes, como se vivia, como falava, como se brincava, os amores e desamores. Silêncio que vamos ver Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira, um filme delicioso e que aconselho a ver.

Aniki Bóbó

Fiquei muito contente por tê-lo para jantar e inevitavelmente falamos de si e das suas obras. Eu disse-lhe que gostei muito do filme “Amor de Perdição”. Ainda hoje recordo as cenas finais do filme e toda a história de Camilo Castelo Branco.

Para jantar resolvi inovar com algo simples, e, estando perto do mar iria cozinhar peixe de certeza. Arroz selvagem de tamboril. Não tem que enganar, começar por fazer o arroz ao gosto de cada um e 5m antes de terminar a cozedura adicionar o tamboril e retificar temperos. Deixar ferver uns 5m, polvilhar com coentros frescos picados. Tapar a panela e deixar repousar um pouco antes de servir. Nunca cozinho o tamboril de início pois é um peixe que se desfaz facilmente e fica mole com demasiado tempo de cozedura.

Durante o jantar digo-lhe que irei fazer um post no meu blogue sobre  ele e colocaria o modo como havia preparado o arroz. Hoje, ao fazê-lo, sou arrebatada por uma montanha de saudades de ver estes 2 filmes fabulosos, e, só me ocorre dizer “passarinho tótó”.

Tarte de Morangos e Leite Creme

Deliciosamente rápida de fazer. Rápida de comer, e, o sucesso desta simplicidade vem dos ingrdientes simples, misturas de sabores clássicos numa base crocante… Deve servir-se bem fresca e comer cada garfada de olhos fechados para não perder pitada de sabor.

Ingredientes para a massa: 300gr de farinha, 150gr de manteiga, 50gr de açúcar em pó, 2 gemas, 20gr de leite – Receita Bimby sem Bimby – dá para duas bases com cerca de 24cm.

Misturar a farinha com o açúcar e abrir uma cova ao centro. Juntar a manteiga partida em pedaços. Com as mãos misturar tudo muito bem até obter uma espécie de farinha areada. Por fim juntar o leite e as gemas. Amassar bem até obter uma massa lisa e que não se cole às mãos. Estender com o rolo e forrar uma tarteira. Picar o fundo com um garfo,  e, levar ao forno até estar dourada. Deixar arrefecer.

Recheio: 1 L de leite, 100gr de açúcar, 65gr de farinha Maizena, 6 gemas ovos, 2 cascas de limão, 3 folhas de gelatina

Colocar ao fogo 900ml de leite com as cascas de limão em lume baixo. Numa tacinha misturar a farinha e metade do açúcar. Adicionar aos poucos os 100ml de leite mexendo sempre de modo a não ficar com grumos. Juntar a mistura ao leite quente mexendo sempre até começar a engrossar.Num recipiente alto e largo bater as gemas com o restante açúcar até obter uma mistura bem clarinha. Assim que a mistura da farinha começar a engorssar retirar do lume e adicionar em fio às gemas mexendo sempre com uma vara de arames para não talharem – ficarem ovos mexidos. Levar a mistura novamente ao lume para engrossar mais um pouco mas não deixar ferver. Deixar arrefecer um pouco e juntar as 2 folhas de gelatina previamente demolhadas em água fria durante cerca de 5m.  Deixar arrefecer completamente e rechear a base da tarte. Vai ao frigorífico pelo menos 6h para firmar. Eu deixei a noite toda. Por fim decorar a gosto com morangos e pincelar com um pouco de mel previamente aquecido no microondas.