A Travessa da Salada

Por vezes ao virar da esquina, ou ao voltar as costas, encontramos algo que nos faz mudar o rumo de tudo. Por vezes o botão está mesmo à nossa frente e não o conseguimos ver .

Ora então foi isto que se passou com a travessa com salada. Ela estava ali, já preparada, a olhar para mim já há algum tempo enquanto o frango e as batatas – confesso que tinha saudades de batatas, há bons tempos que não comia – terminavam de assar, mas, foi preciso estar a pensar onde ia colocar as fatias do frango para olhar para ela e misturar tudo, como se de uma salada fria se tratasse.

O resultado foi surpreendente. Os sabores ligaram na perfeição. Aqui deixo mais uma sugestão para quem tenha travessas com salada já prontas e não saiba onde colocar o almoço… no prato dirão vocês. Pois pois mas eu não vi o prato.

O peito de frango foi colocado inteiro no forno e só depois partido. As fatias ficaram muito bem. Fiquei surpreendida pela rapidez com que cozinhou. A salada ainda não estava temperada, alface, pepino, cebola e oregãos, e, também não o foi pois o molho do frango já tinha tudo o que fazia falta. É caso para dizer soube-me a pato frango e a repetir.

De Verde e sem Receita

Não é receita, é sugestão para juntar o que anda sem par. Além do verde, há o laranja da cenoura, o branco da mozzarella, cavala em azeite e ovo cozido. Ah, e, coentros, muitos coentros, frutos secos e vinagre balsâmico.

Ando assim, vestida em tons de verde durante a semana, sabe bem, está calor, ajuda a manter a linha e provavelmente outras coisas mais que não me lembro. Ou, talvez me lembre de mais alguns motivos para usar verde.

Reza a história que o verde é a cor da esperança, e, como tenho esperança de muita coisa, como acredito que os sonhos se podem tornar realidade, vou continuar a comer muito verde, tem ferro, faz bem ao sangue e ao cérebro.

Este último anda a trabalhar demais para aquilo que as minhas atitudes demonstram. Com ou sem verde vou passar dos pensamentos às atitudes, que, isto de ficar só a colher alfaces não me parece bem. Há que lavá-las, ripar ou cortar e temperar com muita força de vontade e determinação, só assim o tão almejado sucesso pode bater à nossa porta.

Martin Luther King said “I have a dream“.

I don´t have one, i have many dreams to come true.

Salada Fresca de Bacalhau

Não pertenço a nenhuma ONG mas no que depender de mim o bicho não entra em vias de extinção. Mas de vez em quando entra cá em casa até porque há que variar. Numa travessa colocar várias folhas verdes, fazer uma camada de tomate, uma de maçã e temperar de vinagre balsâmico e juntar alguns frutos secos. No wok colocar azeite, alhos esmagados e pimento vermelho picado. Saltear os cogumelos frescos e o bacalhau cortado em pedaços. Colocar na travessa e polvilhar com muitos coentros frescos. Uma miscelânea de sabores muito fresca e saborosa.

Uma Flor…

A noite passada sei que estavas triste comigo. Quis compensar-te, pelo menos tentar. Sei que não tenho feito tudo o que combinámos e depois exijo demais de ti. Por isso, ontem à noite deitei-me e enquanto o sono não chegava desenhei esta flor para ti, porque é Primavera, porque gosto do Branco da Clara e da Mozzarella, e, do Amarelo da Gema também. Afinal acho que gosto de todas as cores mas quando fui ao quintal não encontrei o arco-íris. Aceita com todo o meu carinho esta singela flor e desculpa meu querido corpinho por nem sempre te dar o melhor. Não é perfeita, eu sei. Mas era a mais linda do meu jardim e é toda para ti. Falei com os meus olhos e eles disseram que ias gostar. Acho que gostaste. Prometo tentar portar-me melhor e oferecer-te flores, não para te ver alegre, mas, porque o meu quintal está cheio delas e tu mereces.

Paleta de Cores

A Primavera emprestou-me a sua paleta de cores. Peguei num pincel e pintei de vermelho o pimento que cortei em pedaços. Depois no verde, pintei os espinafres, e, dei vários tons a uma couve coração. Usei o castanho para desenhar a pimenta e um branco para colorir meia dúzia de alhos. Voltei à caixa dos pincéis e tirei um para usar no amarelo de 3 ovos, e, de novo peguei no verde para uns salpicos de ervas secas que a eles se juntaram. No dourado do azeite e no branco dos alhos misturei todas as cores, que temperei de sal e pimenta e deixei-as cozinhar até estarem mais moles. Por fim deixei arrefecer a minha tela e juntei-lhe o vermelho de um tomate e o verde dos coentros. Com o amarelo pintei a omelete que depois enrolei só para ficar bonita. Sim, os olhos também comem, falam e sentem.

Não Resisti…

A minha cama deu-me um sono bem descansado, acordei cheia de energia e fiz-me ao caminho. Cheguei a casa e olhei para ti, não te resisti e fiquei triste por não estares ao meu lado. Lavei-as, tirei-os da frasco, cortei os que estavam na caixa, abri o saco, tirei, salpiquei, e de novo cortei. Por fim um merecido banho em vinagre balsâmico e um pequeno fio de azeite, e sim, senti a tua falta meu querido ovo cozido por não estares a meu lado. Afinal não te deixei esperar, pois enquanto te fazia esta delicada e colorida cama não te resisti, e, assim partiste deixando para trás as tuas cascas… e que bem que me soube.

Não preciso de muito mais para ficar satisfeita, grão, alfaces, frutos secos, coentros, tomates e só para te matar o bichinho da gula uma singela fatia de salame.

Quando o Calor Aperta…

Quando o calor aperta o corpo pede pouco mais do que água e fruta, mas, como também pede um pouco de outras coisas façamos a sua vontade. Deixemos o grão e a mozzarella, cortada em fatias, rolarem numa travessa, acompanhados de uns lombos de atum em azeite, e, levemente refrescados com um fio de azeite e coentros. Antes de servir, ainda houve uns tomates pequenos e perfumados que se quiseram juntar à travessa, e eu, fiz-lhes a vontade. Degustemos cada grão na companhia de uma salada com frutos secos e por momentos esqueçamos que a cozinha é complicada e quente no Verão. Afinal 10m são quanto basta para ter a comida na mesa.