Esparguete com Lascas de Bacalhau e Couve

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O bog vai-me dizendo que os dias passam e não há novidades. Mas, o tempo tem sido pouco para tanto que há para fazer e, quando assim o é, há que estabelecer prioridades. Espero voltar em breve pois é sinal que o trabalho pendente vai sendo arquivado e consiga voltar a ter A Hora de saída.

Falando em tempo, um dia destes o jantar foi daqueles rápidos e que aconchegam a barriga. A menina menos apreciadora de bacalhau surpreendeu e comeu tudo. Bom sinal, talvez 🙂

Esparguete com Lascas de Bacalhau e Couve Lombarda

Cozer o bacalhau e desfiar em lascas – as supremas da Pescanova são perfeitas no ponto de sal e nada secas. Numa frigideira com alhos e azeite saltear couve lombarda. Temperar de sal e pimenta a gosto. Cozer o esparguete. Depois de escorrido envolver no bacalhau e na couve. Polvilhar com coentros picados e servir.

Volto em breve. Até lá votos de um bom fim.de.semana

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Esparguete de Sardinha

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Em modo de sabores com história. O calor está instalado anunciando a chegada silenciosa do Verão. Não apetecem comidas morosas. Os sabores querem-se simples e descomplicados. Da gaveta tiram-se memórias de um tempo de rigorosa gestão do orçamento. Num tempo em que comia vezes sem conta esparguete com sardinha sob o olhar de admiração das colegas de casa e ouvia a pergunta do costume: “Tu não enjoas?”. Não, não enjoava e por vezes ainda lhe juntava cogumelos frescos. Que bom que ficava. De outra gaveta saem latas de sardinha. No final, tudo conspira para uma refeição cheia de sabor e boas lembranças dos tempos de estudante.

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Esparguete de Sardinha, comido até ao último fio de massa pelas mais pequenas e para repetir muito em breve. Bom, rápido e descomplicado. Que mais se pode pedir?

Esparguete de Sardinha

Esparguete q.b. e sardinhas sem pele e espinha em azeite qb. Coentros

Cozer o esparguete em água temperada de sal e um pouco de açafrão. Numa frigideira colocar a sardinha com alhos esmagados e um fio de azeite. Saltear um pouco. Juntar o esparguete depois de cozido e escorrido. Envolver tudo e polvilhar com coentros.

Desfrutar de sabores simples é palavra de ordem. Como dirá alguém que conheço “Keep it Simple”.

Boa semana e até breve.

Bacalhau com Esparguete em 20m

Bacalhau com esparguete em 20m

Não são precisas horas intermináveis de volta do fogão para que a refeição fique perfeita. O tempo que se tira ao fogão sobra para saborear esta massinha e espreguiçar no sofá com as minhas meninas crescidas que ainda pedem miminhos, e eu dou.

Bacalhau com Esparguete em 20m

400gr de Bacalhau desfiado; alhos esmagados; cebola picada; azeite; louro; polpa de tomate a gosto – esta variedade dá um sabor muito bom à comida; esparguete express – um esparguete fino de cozedura rápida e muito bom; coentros picado qb

Cozer o bacalhau e reservar a água. Colocar o azeite, alhos e louro num tacho e deixar que os alhos comecem a estalar. Adicionar a cebola picada e deixar refogar um pouco. Adicionar o bacalhau e a polpa de tomate envolvendo o refogado bem para ganhar sabor e apurar o molho. Juntar água do bacalhau e assim que levantar fervura colocar o esparguete e deixar cozinhar. Se necessário juntar mais água, mas quente para não quebrar a cozedura. Servir com coentro picados.

Até breve e votos de uma excelente semana.

Cotovelinhos Salteados com Ervilhas, Chouriço e Parmesão

Cotovelinhos Salteados com Ervilhas e Parmesão

Não planeio as refeições. E gosto disso. Gosto destes momentos de improviso. Gosto de me surpreender ao abrir gavetas e descobrir algo que me inspira.

Esta refeição surgiu da vontade de comer ervilhas com mais qualquer coisa…

Cotovelinhos Salteados com Ervilhas, Chouriço e Parmesão

Cozer as massinhas de cotovelos – estas para mim são de longe as melhores – em água temperada de sal no tempo indicado na embalagem, cerca de 7/8m. Colocar as ervilhas numa taça de vidro que possa ir ao microondas e cozinhas de acordo com as instruções da embalagem – cerca de 6m. Num wok colocar um fio de azeite e alhos esmagados com uma folha de louro e assim que estalarem adicionar o chouriço picado e deixar saltear. Juntar as ervilhas e saltear mais um pouco. Por adicionar os cotovelinhos já escorridos e envolver bem. Polvilhar com coentros frescos picados e com parmesão ralado.

Uma sugestão rápida e bem saborosa. Servi com ovos pochet, ou não fosse eu uma viciada.

Espero que gostem.

Uma boa semana e até breve.

Salada Fresca e o Tempero Especial

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Já lá vão quase 2 meses de ausência, de muito trabalho, férias, e quando dou por mim o tempo passou e é tempo de regressar ao trabalho. Quem sabe ao voltar de novo à rotina também por aqui passe mais vezes, afinal, já tenho saudades de vos ler e de aprender.

O calor anda à solta e só me apetece alimentar de água.

As comidas são obrigatoriamente descomplicadas, como esta salada de massas frias, com ovo, tomate, atum, e pepino, polvilhada de oregãos e o meu tempero preferido para massas da Margão, delicioso. Transforma um simples prato de massas em algo requintado e de sabor excepcional.

Aproveito para agradecer as visitas e comentários sempre simpáticos. Há muitos e-mail para responder e muitos abraços para enviar, um especial para a D.

Até já.

Massa Enrolada…

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Por vezes no meio da tarde no trabalho penso no que fazer para jantar. Hoje foi fácil, o pensamento e a execução. Fosse tudo tão simples na nossa vida e andávamos de sorriso na cara o dia todo. Mas, afinal, serão assim as coisas tão difíceis ou seremos nós que gostamos de complicar?

Hoje é dia de descomplicar. E, como os mais pequenos também têm direito de escolha pediram massa enrolada.

Massas de Espirais com Atum e Tomate

Fazer um refogado  com cebola picada, tomate, alhos e louro qb. Quando começar a ganhar corpo, a espessar, juntar o atum – para estas coisas gosto do atum ao natural, bem mais barato e fica bom – e, se apetecer, molho de tomate com oregãos. Adicionar um pouco de água quente e deixar cozinhar cerca de 10m para ganhar sabor e fazer a calda. Enquanto isso, ferver água no jarro eléctrico e colocar numa panela com um pouco de sal. Depois de as massas cozidas juntar na panela do atum. Envolver e servir com coentros frescos picados.

Bom fim-de-semana.

Até já e bons cozinhados.

Coisas que não Mudam com Lacinhos e Ovas

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Ainda não me integrei na nova era tecnológica tanto quanto pensava. O blog permite-me fazer coisas que gosto e partilhar sobretudo os meus pensamentos.

Cheguei à conclusão que não sinto falta do computador mas sinto falta deste meio onde consigo chegar além fronteiras e descobrir novas formas de cozinhar e novos paladares.

O que já pensava sobre o facebook mantém-se. Apesar de ter criado uma página para o blog, ou seja, não faço qualquer uso pessoal do mesmo e os artigos do blog são lá publicados de forma automática.

Não sinto necessidade de ter Ipad’s ou outras coisas do género começadas por I ou artigos semelhantes de outras marcas.

Sinto falta das máquinas de rolo e da ansiedade de saber se as fotos ficaram bem.

Sei que tenho de comprar uma agenda de papel para anotar todos os aniversários pois esqueci-me a semana passada de alguém que fez anos.

Não consigo fazer bolos em formas de silicone, só gosto das de alumínio.

Não sei cozinhar na única boca eléctrica do meu fogão.

Não sei mexer em telemóveis sem botões, irrita-me profundamente ver os menus a fugirem-me.

Só há uma televisão em casa e continua a ser daquelas de rabo comprido. Só no dia em que avariar é que adiro às modernas de perdurar na parede.

Depois de ter passado os últimos tempos de papel e caneta cada vez me apetece menos escrever no computador.

Continua a dar-me um enorme prazer correr pela manhã e sentir o frio a bater-me a cara.

Continuo fã de amêndoas e ovos.

Estou mais benevolente, deixei as minhas filhas exprimirem-se nas paredes do quarto. Mas só porque são laváveis, e, pelos vistos, bastou uma vez e fartaram-se. Tenho que confessar que ainda não as lavei porque acho que fica bem.

Ofereceram-me uma balança no Natal e não resisti a pesar no momento em que abri a prenda. Segundo ela devia pesar 55.7kg mas ainda me faltam 900gr para lá chegar.

Continuo a ouvir as músicas de sempre enquanto corro ou caminho.

Fiz as contas e é já para o ano que as minhas filhas vão para a escola primária. Visto assim, foi rápido.

Continuo a gostar de saias e sapatos altos e o lápis dos olhos continua a acompanhar-me na maior parte dos dias.

Quero continuar a parecer que tenho 28 e que me digam que pareço ter 26 anos, apesar de já ter 30 e mais alguns. Dá-me energia para continuar a manter-me saudável, na medida do possível é claro.

Continuo a gostar de bananas só em batidos e gosto mais do Inverno com Sol do que do Verão.

Aborrecem-me as frutas do Inverno, que são sempre as mesmas, bananas, maçãs e laranjas. Sinto falta dos morangos e dos pêssegos.

Continuo a ter uma falta de jeito para actividades de bricolage infantil digna de registo. No entanto, digam-me para levar crianças a correr, fazer jogos de rua e ginasticar, e sou exímia na tarefa, e, para meu espanto, elas adoram e pedem para repetir.

Enfim, continuo a mesma e gosto disso. Por isso, continuo a adorar ovas de bacalhau, que, depois de cozidas foram acompanhadas lacinhos de tomate e ervilhas e salteadas em azeite e alhos. Bem boas.

Boa semana.

Tagliatelle com Lulinhas salteadas

E, como ainda não consigo viver só de alfaces fiz esta massinha há dias que me soube muitíssimo bem. Há muito que não fazia, e, nesse dia serviu também de almoço às críticas da casa. A massa ainda passou, agora as lulinhas… talvez fosse da pimenta moída. Fica para mais tarde. Afinal, que me lembre, com a idade delas a minha mãe não me dava estas coisas.

Simples de fazer, muito simples e rápida. 1 embalagem de lulinhas já limpas, alhos esmagados, azeite, pimenta moída na hora, sal, louro, e não coloquei o piri-piri.

Deixar as lulinhas descongelar, cortar em pequenos pedaços. Colocar na frigideira com os temperos a gosto e deixar cozinhar. Ter em atenção que vão libertando alguma água e deverá ser retirada de forma a que os outros sabores se fundam. Cozer o tagliatelle, escorrer, e, juntar às lulas já cozinhadas. Se necessário regar com um fio de azeite e polvilhar com coentros frescos picados antes de servir.

Comer Tagliatelle… Com Truque

Com o passar do tempo vai-se fazendo luz em algumas das minhas acções do dia-a-dia. Recentemente fiz uma descoberta. Para mim, uma grande descoberta. Há medida que crescemos vamos partilhando cada vez mais daquilo que há na mesa. Até agora, comer esparguete  era sinónimo passar alguns minutos a partir cada pedaço, em vários pedaços, para depois então cozinhar. Digamos que, houve também, a nossa fase de voltar à infância, e, comer tudo partido ao centímetro. Já tinha desistido de comer tagliatelle pois partir os ninhos em pedaços não fazia sentido. Fez-se então luz. Cozi habitualmente, água e sal, e, depois de cozida com uma tesoura cortei em pedaços para quem ainda não consegue enrolar no garfo. Foi como um renascer das cinzas 🙂 . Há para todos os gostos, e, apenas com um gesto tão simples.

A Descoberta e A Simplicidade de Um Pedido

Sou da geração que cresceu na rua, felizmente não tive que passar por infantários nem creches, não que seja melhor por isso, mas, para mim, sinto que pude fazer coisas mais divertidas do que passar os dias fechados entre 4 paredes. Verdade seja dita, na vila, poucos eram os que andavam em creches ou infantários. Nesse tempo havia o que hoje já há muito pouco, pessoas que mudaram gerações, que cuidaram delas, lhes deram de comer, lhes deram colo, as Avós. E, eu, tive a felicidade de poder viver a minha infância junto da minha. Afinal a comida delas é a melhor do mundo e quando chegamos da escola há sempre o lanche à nossa espera preparado com todo o carinho da avó. Nesse tempo, podia jogar ao berlinde toda a tarde. Saltar ao elástico, levar as minhas bonecas a passear, podia ir com as minhas amigas descobrir um buraco nas traseiras do adro da igreja, e, achar que era a passagem secreta para um castelo. Naquele tempo vivia cada aventura de forma tão intensa, que, excepto os cozinhados que sabia serem a brincar, tudo se encaixava perfeitamente na realidade. Nunca brinquei às princesas, preferia vestir o ar de exploradora, de arqueóloga. Munida de pás e baldes achava que podia descobrir o mundo, e, descobri, o meu mundo fantástico de aventuras de criança, onde, trepava árvores, e, coleccionava nódoas roxas de quando aprendi a andar de bicicleta. Colhi ervas e com elas fazia cuidadosamente caldo verde num fogão de plástico branco bem pequenino. Os tachinhos eram de alumínio, e, uma verdadeira preciosidade nos meus primeiros passos na cozinha. Fazia bolos de terra molhada, que, saiam perfeitinhos de uma forma plástica cheia de cores.

De certa forma sinto pena que as minhas filhas não saibam o que isso é, mas, sabem outras coisas que eu com a idade delas não fazia ideia. É bom crescer, é bom evoluir, mas, também é bom podermos fazer coisas simples com as crianças. Apesar de a praia ter as suas virtudes, continuo a achar a montanha um local fantástico para exprimir emoções e respirar ar puro.

Sempre me ensinaram que não se brinca com pedras, mas, hoje, abri excepções. Bastou que uma pegasse numa pequena pedra e descobrisse o plup que fazia ao atirá-la para a água. O que se seguiu foram gargalhadas contagiantes a cada pedra atirada para a água.  Deve ter sido dos momentos com gargalhadas mais poderosas que me lembro, só ultrapassado pelas sessões de cócegas. É tão simples as crianças serem felizes com tão pouco.

Há medida que nos vamos tornando adultos por vezes esquecemo-nos de coisas simples, tornamo-nos demasiado sérios com medo de dar uma simples gargalhada, contemos emoções, e, as crianças ensinam-nos a encontrar o meio termo, ter filhos é, de facto, uma coisa fabulosa. E, quando estamos demasiado concentrados a cozinhar há uma vozinha de fundo que diz: “eu só quero massinha”. Respondo: “massinha com quê?” e então oiço: “pode ser com fiambre?”. Claro que sim, claro que pode. Uma resposta simples de quem já sabe o que quer.

Bom e Bonito… dos Açores para o Continente

Hoje não será certamente o melhor dia para exaltar Nacionalimos ou Patriotismo,  Eça fá-lo-ia bem melhor, até porque, o dia é celebrado internacionalmente. É dia da Mulher. Apesar de não concordar com ele, não o poderia apagar do calendário nem do sentido que dá ao post, não pelo internacional, mas pelo contraste com o nacional. E, se, o que é nacional é bom, o Atum Bonito dos Açores, em azeite, é uma iguaria sem igual, para mim claro. Lombos fartos, inteiros, rosados e com umas lascas inteiras. Perfeito no ponto de sal. Delicioso. Para mim, faz toda a diferença em qualquer prato. Simples como este, esparguete apenas cozido em água e sal. Depois de cozido envolvido em azeite e especiarias da Margão para Massas, e, a acompanhá-lo o delicioso atum do Açores.

Curar um Desgosto

Sou uma eterna insatisfeita, será defeito? Já passei dos 30 e alguns, já fui chamada de “velha” (nada como sentir na pele o entrave de ter mais de 30 e já não servir para trabalhar) e como se não bastasse estou farta daquilo que muitos procuram nas férias, sol e praia. Talvez quem o aprecie é porque sabe que no regresso tem mais do que isso à sua espera, e, não falo só de trabalho, falo de uma cidade com infra-estruturas tão básicas como um parque infantil ou um espaço verde. E, na falta de coisas tão básicas volto-me para a única coisa que resta neste pedaço à beira mar plantado, a praia. Depois de mais um desgosto, e, frustrada, rendo-me. Volto para casa a segurar as lágrimas do desespero, troco de roupa, calço as sapatilhas e vou correr. Antes isso que ficar em casa a curar o desgosto com chocolate isto lembra-me que não tenho e agora apetecia mesmo. Depois, veio a fome. Talvez nem devesse comer, é que estamos em contenção e ficava mais depressa em forma. Ainda assim, vou comer, escolho cavala enlatada em azeite. Esparguete. Azeitonas. Couve coração salteada, temperada com açafrão, oregãos, sal, alhos e pimenta. Misturo tudo. Como, dou graças por haver cavalas enlatadas em azeite, e, esqueço por momentos o meu desgosto.

P.S. uma lata de cavala em azeite custa cerca de 1,10€ e deu para o meu almoço e o meu jantar. Bem bom. A isto chamo refeição a custos controlados e não fazia mal passar a ser servida aos senhores deputados que trabalham na AR que ficaram chateados com o fecho da cantina ao jantar. Meus senhores é de coração que vos deixo esta simples receita que podem fazer em vossa casa. Garanto-vos que os vossos 60€ de subsídio diário de refeição dão para comprar os ingredientes necessários e ainda vos sobra troco para uma bela e farta sobremesa, e, um bom vinho, daqueles com 10 medalhas de ouro. Caso precisem de saber o passo a passo basta enviarem-me um e-mail, e, assim ajudo-vos eu a curar o vosso desgosto.

Por hoje, chega de desgostos. Haja saúde. Um bom dia, mesmo cinzento que a chuva também faz falta.

Amor à Primeira Vista

Deambulava pelos enormes corredores daquela grande casa. Havia imensos devidamente alinhados e pendurados. Pareciam perfeitos. Olhei para todos eles de alto a baixo e não houve amor à primeira vista. Quis o destino que fosse atropelada por um carro e perante tamanho acidente voltei-me e vi-te. Eras o único e tinhas que ser meu. Estavas lindo. Atirei-te para dentro do cesto e caminhei até à caixa com o meu novo amor. Gosto tanto de ti meu camarão cutchi cutchi.

Obs: Não há nada de romântico em ser atropelada por um carro de supermercado, mas, o facto de ter feito um refeição para 2 com pouco mais de 3€, camarão já cozido, rijo na medida certa e já descascado,  é digno de registo.

Gosto Disto…

Na minha volta pelo supermercado fixo os olhos neste objecto fantástico. Nada mais nada menos que um escorredor para massas com o formato de tampa. Perfeito! Não ocupa espaço no armário, adapta-se a qualquer panela, pois a pega é móvel e encaixa perfeitamente no bordo da panela. Depois de usado deixa-se em cima da panela e não temos um escorredor a ocupar mais espaço na bancada. Custou entre 2 a 3€ e encontrei no Continente. Não vou receber nada pela publicidade, era bom, mas achei a ideia brilhante e quis partilhar.

Massinhas em Flôr

Comprei estas massas já há algum tempo em forma de flôr mas nunca chegam a tempo de uma foto. Cozem muito rápido e pessoalmente gosto muito. Como acho que dão um ar muito mimoso e apetecível ao prato resolvi partilhar. Afinal, os olhos também comem. A refeição é do mais simples que há e está à vista.

Parece que o Outono chegou um mês mais cedo. Por mim estou pronta, e vocês? Bom fim-de-semana.

Salada Fria de Espirais e Pouco Mais

E, pouco mais há a dizer. Sem truques, sem segredos ou quaisquer pós mágicos. A sugestão é uma salada fria de espirais com atum, pepino e tomate, com oregãos, azeite e vinagre, que, na medida certa e há temperatura correcta refrescam e aconchegam a barriga. Afinal há um pequeno truque, ou talvez não. Cozam a massa em água, sal e 1 folha de louro até estar al dente. Numa travessa colocar no fundo azeite e temperos a gosto. Escorrer bem a massa e envolver no azeite. Deixar arrefecer e só depois juntar os restantes ingredientes. Assim a massa não ficará colada enquanto arrefece.

Cheira a Arroz de Bacalhau

Nasci por entre vales e montanhas. Cresci na rua. Os carros eram poucos e eram um fenómeno dos mais abastados. O meu avô andava de mula e usava o autocarro, carreira como ele lhe chamava e como se diz por lá. Brinquei muito na rua. Tive a minha fase em que queria ser como aqueles que encontram tesouros, hoje sei-lhes o nome, arqueólogos. Na minha rua nunca passavam carros, também, não os havia. Mais ao fundo havia umas escadas em pedra redonda, daquelas bem antigas, colocadas ao acaso, mas com regra. Ao fundo dessas escadas havia uma casa de telhado vermelho, de varandas de madeira, bem ao estilo colonial. O soalho da casa era de tábuas, ressequidas pelo tempo, e a segurá-las os barrotes de madeira que a ajudavam a manter de pé. Havia umas escadas para o primeiro andar. Naquele tempo era costume forrar as escadas com passadeiras plásticas com grandes quadrados em tons de castanho e beje. Na cozinha havia uma mesa das redondas, com uma tolha cor-de-vinho e por debaixo da mesa havia sempre uma braseira, devidamente colocada no buraco que a mesa tinha e na qual se aqueciam os pés de inverno. Mas o que eu gostava era da casa-de-banho, grande e com muita luz, bem diferente da de lá de casa.

Apesar de tanto aparato era uma casa humilde, com pessoas simples. Era 1 de Abril e a minha mãe quis pregar uma partida à amiga que morava nessa casa. Eu, pequena, nos meus 7-8 anos, obedeci e fui informar a senhora que a minha mãe estava doente. Era dia das mentiras e a minha mãe explicou-me isso e eu fiquei contente de poder pregar uma partida.

Essa senhora fazia algo extraordinariamente bom, até para mim que não sou grande fã de bacalhau, fazia um arroz de bacalhau, como ninguém, ao qual juntava pedaços de batata cozida, e, para o manter quente embrulhava a panela de ferro em jornal.

Hoje fiz massa de bacalhau e soube-me melhor que nunca. Na minha curta passagem pela cozinha arrisco a dizer que foi a melhor massa que já fiz. Ficou tudo satisfeito, e, eu lembrei-me dela e do seu arroz de bacalhau.

É admirável o poder do cheiro, do sabor. Viaja-se no tempo e consegue-se ver, ouvir e sentir o passado como se fosse um presente.

Só Tu…

Só tu me entendes, me compreendes, me acalmas, me confortas. Mesmo quando ele me diz para te deixar e eu digo que sim, sei que a nossa separação não durará muito, pois, não sei viver sem ti. Já tentei de tudo, tentei arranjar um novo amor mas não resultou. A nossa relação anda um pouco estranha, sinto uma enorme vontade de te enrolar, mas sempre que o faço tento fazê-lo o mais rápido possível. Sinto que estou a trair o que ele me ensinou e estou a trair a mim mesma, aquilo que quero para mim. A verdade verdadinha é que no fundo nada mais faço que seguir os meus instintos mais básicos e perante a minha barriga que dá horas só tu meu esparguete para me satisfazeres nestas horas de aperto.

Aqueço a água no jarro eléctrico e dou-te um bom banho de imersão com cristais de sal para relaxares, 6m são suficientes. Preparo-te uma cama quentinha com azeite, alhos esmagados e temperos secos a gosto. Salteio-te um pouco e aconchego-te com umas delícias do mar e umas azeitonas. Obrigado pela companhia e dorme bem. Volta sempre que quiseres para um chá ou até mesmo um jantar.

Comida Básica

Tão básica mas tão básica que ainda pensei que não valia a pena tirar foto e muito menos fazer post. Mas acredito que quando vamos ao fundo da questão, ser básico, podemos ser surpreendidos pela nota máxima de satisfação ao degustar cada garfada. Bem-vindos ao meu almoço. Estenda-se a toalha, também ela básica, de uma só cor, e, comamos que o simplesmente básico e rápido também é bom.

Ingredientes:
Brócolos
Cenoura ralada
Espirais
Azeite
Alhos esmagados
Piri-piri
Temperos secos para massas
Peitos de Frango
Sal e pimenta moída na hora
 
 
  • Cozer a massa com os brócolos.
  • Cortar os peitos de frango em bifes, temperar de sal e pimenta e fritar em azeite com os alhos esmagado e piri-piri.
  • Numa travessa colocar a massa e os brócolos cozidos e regar com um fio de azeite e os temperos.
  • Em cima colocar os bifes de frango, regar com o azeite destes e juntar a cenoura ralada.

Assim simples e básica.

 

Comida de Miúdos… e Graúdos

Desde que me lembro de mim com vontade própria e com capacidade de verbalizar que a palavra salsicha tem algo de mágico. As crianças ainda não falam e já apontam para as ditas cujas. Por vezes pergunto-me que fenómeno é este que arrasta multidões, em ovos mexidos, em cachorros, grelhadas, frescas, em lata. Por mim falo, ter uma lata de salsichas em casa salva sempre a barriga da preguiça. Hoje não foi dia de preguiça, foi dia em que o pedido foi massinha mas um armário se abriu e a primeira lata que se viu foi a do feijão preto. Ok ok eu faço o feijão preto com massa. Novamente atrás de mim se abre o armário e oiço salsichas. Vamos lá então fazer uma coisa pouco interessante visualmente mas que aconchega a barriga à mesma velocidade que é feita. Num tacho pequeno colocar meia lata de feijão preto com 2 folhas de louro. Deixar levantar fervura e juntar salsichas de frango às rodelas. Juntar água fervida e assim que levantar fervura adicionar as massinhas com formas de bonecos e que supostamente têm legumes na sua composição.

Nem sempre acredito em tudo o que vejo mas temos que ir cedendo de vez em quando porque é bom que ambas as partes percebam que ceder nem sempre é sinónimo de falta de personalidade. É antes uma capacidade que se possui para levarmos o barco a bom porto.

Quanto às salsichas, muito oiço dizer, a uns mal a outros bem. O certo é que o universo todo conspira para que a sua produção não pare e vá atravessando gerações.