Scones, porque sim

6 longos meses sem postar qualquer artigo e ainda assim houve nesta semana quem se juntasse aos amigos na página do facebook.

Porque sim.

Scones

150gr branca de neve

100gr farinha sem fermento tipo 55

30gr de manteiga em pedaços

Colher de café de fermento para bolos

125ml de leite + 70ml água

Aquecer o forno a 210C. Num processador colocar as farinha, fermento e manteiga. Pulsar até estar bem ligado. Colocar numa taça larga e abrir cova ao centro. Colocar aos poucos a água misturada com o leite e com um garfo ir amassando. Quando terminar o líquido termine de amassar dando forma à massa. Não amassar demais, apenas dar forma.

Forrar um tabuleiro com papel vegetal. Colocar a bola de massa em cima e com a ajuda das mãos moldar um círculo.

Com um cortador redondo ir fazendo pequenos discos. Pincelar com um pouco de leite e levar ao forno cerca de 14m ou até estarem dourados em cima.

Comer mornos.

Sabem aquela receita que andamos sempre à espera que apareça? Pois bem, encontrei.

Até breve

Anúncios

Crepes de Banana

IMG_4072.1

Depois do salgado uma sugestão doce. E porque fim-de-semana cheira sempre a crepes ou panquecas, e cá em casa as miúdas são fãs de crepes, partilho mais uma vez a sugestão. Desta vez juntei-lhe uma banana da Madeira, daquelas bem pequeninas e docinhas. A receita é a mesma de sempre e sai sempre bem.

IMG_4076.1

 

Crepes de Banana

50gr de farinha sem fermento T55, 20gr de açúcar amarelo, 1 ovo, 125ml de leite m/g ou magro, essência de caramelo a gosto, sumo de limão q.b., 1 banana da Madeira com cerca de 80gr.

Esmagar a banana com um garfo e regar com o sumo de limão, reservar. Misturar a farinha e o açúcar. Adicionar o leite aos poucos e ir mexendo com uma vara de arames para não formar grumos. Bater ligeiramente o ovo com a essência de caramelo e juntar à banana esmagada. Adicionar a mistura líquida à farinha aos poucos e mexer bem com a vara de arames de modo a que fique uma massa bem lisa e sem grumos.

Untar levemente uma frigideira anti-aderente e colocar pequenas colheradas de massa de cada vez. Virar assim que as beiras do crepe começarem a descolar e deixar cozinhar até que ao agitar a frigideira o crepe se solte.

DICA: Depois de cozinhado colocar o crepe num prato forrado com papel absorvente. Desta forma o vapor libertado pelo crepe ainda quente vai ser absorvido pelo papel evitando que este fique demasiado mole e húmido.

Se não nos “virmos” , e até lá, votos de um excelente domingo de Páscoa e bom fim-de-semana.

It’s Smoothie Time

IMG_3483.1

É o que se segue após uns dias cheios de hidratos de carbono que nem as longas caminhadas conseguiram levar.

IMG_3874Smothie anti-oxidante 

Abacaxi, iogurte natural magro, frutos vermelhos congelados, sementes de chia. Uma sugestão de um livro cheio de boas dicas de sumos e smothies. Bem bom, o smothie e o livro.

Volto em breve com um post das férias.

Bom fim.de.semana.

Granola – In Love

IMG_3463.1

A granola é uma mistura de cereais torrados que pode levar oleaginosas e até fruta desidratada. É uma boa aliada ao bom funcionamento intestinal, saudável e cheia de fibras.

Cá em casa desaparece num instante e tem sido uma boa companhia nos intervalos entre refeições com iogurtes caseiros.

Pode misturar-se o que mais apetecer, fica ao gosto de cada um. Esta última tinham flocos de cevada, flocos de aveia, pevides de abóbora, sementes de sésamo e girassol, amêndoas e xarope de milho.

Ligar o forno a 180ºC. Misturam-se os flocos, sementes e amêndoas numa taça. Coloca-se um pouco de xarope de milho a aquecer no microondas e deita-se sobre a mistura envolvendo tudo para ligar.

Colocar papel vegetal no tabuleiro do forno e espalhar a mistura. Ir vigiando e mexendo a cada 8/10m, no total cerca de 30m. Depois é só aguardar que arrefeça e guarda-se em frasco hermético onde se mantém perfeitamente crocante após cada utilização.

Com o cheirinho que fica por casa o difícil é para de comer ainda morna.

Até breve and get inspired. 

Prazeres Saudáveis de Alfarroba

IMG_3473.1

Recentemente tive aqui no blog a visita da Vanessa que me desafiou a participar no seu passatempo de Prazeres Saudáveis. De imediato senti-me tentada até porque as receitas que por aí vêm são, acima de tudo, super saudáveis.

IMG_3468.1

Um dia destes o nosso pequeno-almoço teve crepes feitos de farinha integral e alfarroba. A alfarroba é rica em fibra e de sabor achocolatado. Fica bem em bolos, pães, biscoitos e até mesmo em crepes, é só deixar a imaginação fluir e depois saborear.

Crepes de Alfarroba

40gr de farinha integral, 10gr de farinha de alfarroba, 10gr de açúcar amarelo, 125gr de leite, 1 ovo batido

Misturar os ingredientes secos. Adicionar aos poucos o leite e ir mexendo até desfazer os grumos. Por fim juntar o ovo batido e misturar bem.

Estas medidas rendem cerca de 10 mini crepes pois é como somos fãs cá em casa. Uso uma mini frigideira em lume médio/baixo onde passo um papel com um pouco de óleo de milho ao de leve e uma única vez pois não se colam. Coloco cerca de 20/30ml de massa na frigideira e assim que a massa deixa de fazer bolinhas viro para cozinhar do outro lado. Depois são mais uns segundos de calor e assim que se agita a frigideira e o crepe se solta está pronto.

Até breve.

Panquecas de Caracol

???????????????????????????????O dia é de Primavera, céu azul e tempo ameno. O vento deixou-nos por breves momentos, como que a fazer figas a um fim-de-semana que se prevê ventoso e com nuvens. Por isso, deixo a sugestão para despertar ao sabor destas panquecas deliciosas. Quase, quase, a fazer lembrar um bolo e que se derretem na boca. As miúdas chamam-lhe panquecas de caracol e eu concordo. A mistura da canela torna-as irresistíveis.

Panquecas de Caracol

Panquecas de Caracol

200gr de farinha; 1 colher de sopa, rasa, de fermento para bolos, pitada de sal fino, 20gr de óleo de milho, 30gr de açúcar, 300gr de leite, 2 ovos, canela em pó q.b.

Num copo alto bater os ovos com o leite e por fim adicionar o óleo. Colocar os ingredientes secos numa taça e misturar. Abrir uma cavidade no centro e juntar a mistura líquida. Com uma vara de arames misturar tudo. Retirar uma porção de massa e adicionar canela em pó e voltar a misturar.

Colocar uma frigideira anti-aderente em lume médio. Colocar uma porção de massa e logo de seguida juntar um pouco da massa com a canela dando a forma de espiral, para simplificar esta parte utilizei um copo com bocal. Deixar cozinhar até a massa deixar de fazer borbulhas e virar do outro lado. A panqueca estará pronta quando agitar a frigideira e ela se soltar. Servir com morangos, portugueses e bem docinhos, e desfrutar de todo o sabor.

Até breve.

Brioche de Iogurte – que não fiz em 2013

Brioche de Iogurte

Ando para trás no tempo e esta receita tem lugar no blog desde 2010, depois 2011, 2012 e ups… não houve registo em 2013. É engraçado voltar atrás no tempo, no tempo do blog, dos primeiros posts, das fotografias tiradas com o telemóvel e cheias de vontade. É engraçado analisarmos este percurso de nós partilhado com o mundo e sentir que cada vez mais gostamos de o fazer e que este cantinho tem servido para conhecer meio mundo que partilha o mesmo gosto.

???????????????????????????????

Aqui fica mais uma vez a receita, que, não sendo minha, já a adoptei cá em casa.

Brioche de Iogurte

2 iogurtes naturais, 1 ovo batido, 75gr de açúcar, 500gr de farinha T65, 11gr de fermento seco, 50gr de manteiga cortada em pedaços

Colocar pela ordem acima na mfp e escolher o programa que amassa e leveda. Findo o tempo retirar para a bancada e amassar para tirar o ar. Dar o formato pretendido e deixar levedar cerca de 30m no forno ligado a 50ºC. Retirar e pré-aquecer o forno a 180ºC. Pincelar com leite ou ovo batido e levar ao forno até estar dourado.

Fica deliciosamente macio. Irresistível.

Uma semana longa e apenas visitas fugazes aos blogs. Aproveito para desejar um excelente fim-de-semana.

Ve-mo-nos em breve.

Crepes… outra Vez

IMG_1449

E o ritual repete-se a cada sexta-feira. Crepes para o lanche, massa fina e rebordos estaladiços, desta vez com o doce de batata doce e amêndoa… isso mesmo, muito bom.

Numa taça/tigela colocar 50gr de farinha T55, 1 colher de sopa rasa de açúcar e misturar. Fazer uma cova. Bater 1 ovo e colocar na farinha. Adicionar 125ml de leite e misturar bem com uma vara de arames até que não fiquem grumos. Deixar repousar 20m. O tempo de se lavarem e vestirem as crianças.

IMG_1431

E, enquanto se servem os pequenos-almoços fazem-se os crepes.

Coloca-se uma frigideira mini ao fogo com o lume no mínimo. Com uma folha de papel, untada com um pouco de manteiga, unta-se a frigideira e coloca-se uma pequena porção de massa, o suficiente para cobrir o fundo.

IMG_1437

Assim que as bordas começarem a ficar douradas a massa borbulhar voltar o crepe ao contrário uns segundos. Assim que se soltar da frigideira está pronto.

IMG_1439

Boa Páscoa. Volto em breve. Até já.

Fruta Matinal… Gosto

IMG_1456

À medida que fui crescendo passei a saber apreciar alimentos menos doces, e até os que me pareciam mais acres passaram a ser o meus favoritos.

O leite quente com cereais deixou de fazer parte da rotina e foi substituído por leite à temperatura ambiente, e, se estiver muito frio apenas coloco um pouco no microondas para quebrar o frio.

Os cereais simples são os que melhor sabem, assim como as papas de aveia sem açúcar ou os Alpen. O leite quente amolece demasiado os cereais e perdem a graça toda, o crocante.

Depois chegou a fruta matinal, como lhe chamo, instalou-se definitivamente na minha vida, e sabe tão bem.

Por norma, gosto de abacaxi, encontra-se facilmente o ano todo, além de que tem muita fibra. É também a fruta de eleição matinal, uma vez que é muito prática de utilizar.

Costumo comprar os abacaxis, descasco e corto em pedaços, que depois coloco numa caixa hermética no frigorífico e vou utilizando durante a semana.

Não há desculpas para não comer fruta pela manhã ou será que ainda há?
Eu gosto assim, e vocês?

Boa semana.

Scones de Iogurte Grego

IMG_1254

O temporal chegou de mansinho e está instalado. O frio insiste em ficar, afinal, ainda é Inverno. O mesmo frio que me agarra desesperadamente todas as manhãs à cama é o mesmo que me impele a ligar o forno. E este simples gesto sabe tão bem…

IMG_1256

Sei o que quero fazer, scones de iogurte. Vejo o frigorífico, pois sei que tenho um com validade a caducar, e, não hesito, tiro o iogurte grego com pedaços de morango. Estou confiante 🙂

IMG_1257

Sigo a receita, em inglês, anotada no meu velho caderno e sem a devida fonte anotada, mea culpa, mas na altura não imaginava um dia ter blog. Por isso aqui fica o registo de que a receita não é da minha autoria mas deixo a minha experiência e a minha opinião, Bons, mas, Bons mesmo! E tão fáceis de fazer. Foram os meus primeiros scones estendidos com o rolo da massa e com este formato. Afinal eu sou capaz 😉

sconesigrego

Não fosse ter-me descuidado com a quantidade de aroma de baunilha e a massa teria ficado mais clara. Muito bons. Um perfeito equilíbrio entre o miolo macio, quase a fazer lembrar um bolo, e a capinha crocante.

Ingredientes: 280gr de farinha Branca de Neve; 50gr de manteiga aos cubos; 1 colher de chá de bicarbonato de sódio; 1 iogurte de iogurte grego com pedaços de morango; 1 ovo tamanho S; 50ml de leite; aroma de baunilha

Pré-aquecer o forno a 220ºC.

Colocar a farinha com a manteiga num processador de alimentos, que na minha casa se chama picadora grande 🙂 , e triturar até estar tudo bem misturado. Em alternativa podem-se utilizar os dedos ou mesmo um garfo para misturar a manteiga com a farinha. Numa pequena taça colocar o iogurte, o leite e a baunilha. Mexer com uma vara de arames. Por fim juntar o ovo e misturar tudo muito bem.

Despejar a mistura líquida na farinha, previamente misturada com a manteiga, e mexer com uma colher-de-pau apenas para ligar. Não amassar.

Na bancada enfarinhada colocar a mistura toda e com as mãos enfarinhadas moldar uma bola, amassando o mínimo possível. Forrar um tabuleiro com papel vegetal e colocar a bola de massa em cima. Com a ajuda do rolo estender em forma de círculo. Cortar em forma de triângulos, sem a faca tocar totalmente no tabuleiro, mas de modo a que estes se mantenham unidos durante a cozedura.

Pincelar com leite e vai ao forno cerca de 15m. Deixar arrefecer numa rede. São deliciosos mornos ou frios.

Boa semana.

Os Crepes de Sempre

IMG_1224

Desde que coloquei em prática esta receita, publicada no livro Receitas do Mundo da Popota, 2009, que a uso frequentemente por saírem sempre uns crepes deliciosos e de massa fina. Por isso, partilho mais uma vez um clássico cá de casa e que vai muitas vezes nas lancheiras barrado com Nutela. 

Faz 10 mini crepes.

Ingredientes: 50gr de farinha Nacional T55, 125 ml de leite m/g, 1 ovo, 1 colher de sopa rasa de açúcar, essência de baunilha ou caramelo

Misturar a farinha com o açúcar. Adicionar o leite aos poucos, mexendo sempre, de forma a que não fiquem grumos. Por fim juntar o ovo batido.

Colocar pequenas colheradas de massa numa frigideira anti-aderente. Quando as bordas dourarem e as bolhas aparecerem no crepe voltar de imediato e deixar uns segundos até abanar a frigideira e o crepe se soltar.

Não costumo untar a frigideira porque é anti-aderente. No entanto, costumo usar uma folha de papel absorvente que passei na manteiga, e é essa folha que vou usando para passar na frigideira entre cada crepe. Não esquecer que o lume não pode estar muito alto ou o crepe irá queimar.

O Amarelo, do Sol, dos Ovos e dos Crepes

Os ovos caseiros que vão chegando até mim pela mão da L. trazem gemas de cor bem amarela, que prende o olhar.

A receita desta massa já se tornou na favorita cá da casa. A massa fica macia e os rebordos crocantes. Esta é a tal.

Crepes

Receita retirada e adaptada do livro Receitas do Mundo da Popota, 2009
  • 100gr de farinha T65
  • 20gr de açúcar
  • 30gr de Vaqueiro Líquida 
  • 3 ovos
  • Pitada de essência de baunilha
  • 250ml de leite m/g

Misturar a farinha com o açúcar. Adicionar o leite ao poucos mexendo com uma vara de arames até que não haja quaisquer grumos. Juntar a essência de baunilha e a manteiga, misturar. Por fim adicionar os ovos previamente batido e mexer bem.

Usar uma frigideira anti-aderente, não precisa untar pois a massa já tem manteiga, e aquecer em fogo médio – baixo. Colocar uma concha de massa na frigideira e assim os rebordos dourarem e o crepe se soltar da frigideira quando esta é abanada o crepe está pronto para voltar. Deixar mais uns segundos e está pronto. Repetir o processo até esgotar a massa.

Papas de Aveia Cremosas

Nem sempre é o método tentativa-erro que aponta para outra direcção. Quantas vezes aceitamos o que temos por certo e garantido e  deixa-mo-nos ficar ali, naquele porto de abrigo seguro.

Gosto muito de papas de aveia mas nunca me conformei com o facto de ter que as comer com alguma rapidez para evitar comer papas com efeito cimento.

E já deixei de seguir instruções, se bem que aconselho sempre a segui-las. Estou tão profissional a fazê-las que as quantidades já saem por intuição, assim como tê-las cremosas como tanto gosto 🙂

E, agora que o verdadeiro Outono se instalou, poucas são as coisas que me confortam tanto como umas papas de aveia pela manhã.

Papas de Aveia Cremosas 

  • Devem-se começar por respeitar as quantidades e as proporções, 2 medidas de líquidos para 1 de flocos de aveia.
  • Devem cozinhar-se sempre em lume brando e ir mexendo sempre com uma vara de arames.
  • Assim que começarem a ficar com ar de papa desligar o fogão e deixar repousar 1-2m.
  • Como se poderá notar, ao fim deste tempo os flocos incharam ainda mais e o aspecto empapado torna-se mais evidente.
  • Terminado o tempo de repouso adicionar um pouco de leite frio – as papas não ficam frias – e ir mexendo novamente com a vara de arames de modo a que fiquem soltas e cremosas.

Não costumo colocar açúcar nas papas de aveia, por vezes uso fruta, compotas, mas sempre canela. Cada um adoça com o que mais apetecer, mel, chocolate, compotas, açúcar. São uma excelente forma de começar o dia. Cheias de fibra, são boas aliadas na perca e manutenção de peso já que têm uma grande capacidade de saciar por mais tempo.

P.S. O blog continuará em modo de publicação automática. Bom fim-de-semana e obrigado pelas vossas sempre tão simpáticas visitas.

Pães de Buttermilk ao Pequeno Almoço

Clicar na imagem para ver melhor o interior

A noite fez-se de trovoadas e muita chuva, e a cama ganhou novas habitantes durante a noite. Ao deitar vi a receita. Estipulei que o tempo que levariam a estarem prontos seria a tempo de serem saboreados ao pequeno-almoço, e, também, seriam o lanche para a escola barrados com Nutella. 

São muito fáceis de preparar e ficam, mesmo, muito fofos sem que a parte exterior fique mole. A faca faz um corte perfeito sem que o miolo se desfaça em mil pedaços. Uma receita com direito a repetições. Apenas 15ml de manteiga, 30gr de açúcar e um pouco de farinha integral e ficam prontos em 1H.

Isto sim, um bela e deliciosa forma de começar o dia. E, nem o dia cinzento lá fora estragou as fotos 🙂

Vai um pãozinho?

Pães de Buttermilk 

Usar como medida um copo medidor com capacidade para 250ml

  • 375ml de buttermilk = 360ml de leite + 15ml de sumo de limão. Aguardar 15m e está pronto a utilizar
  • 15ml de creme culinário – Usei Vaqueiro 
  • 30gr de açúcar
  • 2 copos de farinha T65
  • 0.5 copo de farinha integral
  • 2 embalagens de fermento Vahiné – 2*4.6gr

Colocar na máquina de fazer pão seleccionar o programa que apenas amassa, na minha 15m.

Terminado o tempo colocar a massa na bancada enfarinhada e moldar os pães. Eu dividi em porções de  cerca de 90/100gr.

Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal e colocar os pães a levedar dentro do forno ligado a 50ºC cerca de 20m.

Findo o tempo de levedação retirar o pães e pincelar com ovo batido. Aumentar a temperatura para os 180ºC e levar ao forno até estarem dourados.

Deixar arrefecer numa rede e servir mornos ou mais frios. São deliciosos das duas formas. Sobraram 2 pães que foram comidos no dia seguinte, e, devo dizer, que, fui surpreendida pelo miolo ainda macio e o pão nada seco. Talvez porque os guardei em sacos zip loc. 

Um bom fim-de-semana e obrigado pela vossa visita.

Scones Integrais e o Feitiço da Lua

Há luas que se deitam e acordam connosco. Há espectáculos da natureza que só uma boa máquina fotográfica pode captar, o que não é o caso da minha. Ainda assim, o sentimento que se tem quando se vê uma lua bem redonda e brilhante pintada no quadro do amanhecer é inexplicável, e, nem a melhor máquina o consegue captar. Talvez seja o feitiço da Lua.

E, eu cada vez gosto mais de poder acordar bem cedo e fazer parte do acordar deste lado do mundo.

Os scones da Leonor dormiram comigo no pensamento e despertaram-me pela manhã. O cheiro acolhedor que saia do forno acordou as mais preguiçosas.

Ao contrário da Leonor que se esqueceu do buttermilk* eu decidi não me esquecer e ainda fiz umas trocas pequeninas. A farinha integral deu-lhe um gosto muito bom. O bacon foi substituído por fiambre, queijo e doce de pêssego. Muito fáceis e rápidos de fazer. É uma receita muito prática e que se presta às mais variadas combinações cujos resultados aqui serão mais tarde partilhados.

Buttermilk é aquilo que se pode chamar de leite coalhado e serve para tornar as massas mais macias. Faz-se usando 250ml de leite aos quais se adicionam 15ml de sumo de limão. Aguarda-se 10m e está pronto a usar.

Scones Integrais

200gr de farinha T55, 25gr de farinha integral, colher de café de bicarbonato de sódio, 30gr de açúcar, 200ml de buttermilk – neste caso usei 185ml de leite+15ml de sumo de limão.

Preparação: Ligar o forno a 220ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal. Numa taça colocar os ingredientes secos e misturar. Abrir uma cova ao centro e colocar o buttermilk. Envolver com a ajuda de uma colher sem bater demasiado. Apenas o suficiente para os ingredientes estarem ligados. Polvilhar a bancada com farinha e colocar a massa. Com as mãos enfarinhadas moldar bolas de tamanho a gosto e colocar no tabuleiro. Fazer uns cortes em cruz com a ajuda de uma tesoura. Levar ao forno até estarem dourados, cerca de 15m. Colocar numa rede e servir mornos.

Mini Crepes e Maxi Responsabilidade

Os dias vestem-se da cor que lhes apetece. Da janela vejo as nuvens altas, brancas e cinzentas. Desenham almofadas de algodão num pano de fundo azul intenso. O sol começa a despontar lá longe, e, os primeiros raios desenham riscas que trespassam as nuvens dando os bons dias à cidade. Estou surpreendida, pela positiva, por este Outono ter chegado como quando eu tinha 6/7 anos. Tudo combina e se encaixa perfeita e harmoniosamente, como se de um relógio suíço se tratasse. E sinto uma certa nostalgia. O frio  matinal que combina tão bem com o início de aulas, o pingo no nariz e a tosse, embora desnecessários, que acompanham a mudança de estação, as tardes soalheiras que anunciam a chegada dos marmelos, e, as noites que já pedem meias nos pés.  Sei que cresço comigo e com os outros, nunca esquecendo o que a vida me tem ensinado. Sempre fui péssima com horas, e, ainda que raramente atrasada, sempre fui a típica pessoa, sim que acredito não estar sozinha ou então vivia em Inglaterra, que chegava às “aulas em cima do toque de entrada ou a segundos deste.

Depois de uma reunião bastante elucidativa com a nova educadora, eu e os outros pais, sobre regras e horários soube de imediato que as coisas iriam mudar, e, eu também. Tantas e tantas vezes sabemos as coisas e como devem funcionar, mas, parece que vivemos sob um estado de hipnose que só se resolve com a palavra certa para acordar. Depois de um discurso fabuloso de alguém com  idade para ser minha mãe, a palavra prepotente fez-me acordar.   E, a educadora disse: se há algo com o qual eu vou ser prepotente é com os horários. Desde esse dia que estou mais pontual que um habitante de terras de sua Majestade e funciono melhor que um relógio suíço. E tem sido bom sentir que acordo antes do sol e posso aventurar-me no silêncio da cozinha.

Posso dizer que naquele dia foi a primeira vez que me sentei numa cadeira pequenina numa creche. Aprendi que nunca é tarde para voltarmos a ser crianças, apanhar um raspanete, e saber que chegar 20m mais cedo sabe muito bem. Hoje sei que a máxima do meu avô,  acordar cedo e cedo erguer , encaixa na minha vida na perfeição. Estou contente por isso.

Hoje, a manhã começou com pensamentos profundos e alguma vontade de fazer uns mini crepes a saber a chocolate.

Tenho uma frigideira mini, onde apenas estrelava ovos, que, se revelou perfeita para mini crepes servidos a mini adultas e comidos com maxi vontade 🙂

Usei como medida um cup medidor de 80ml – rendeu 10 mini crepes – frigideira com 14cm de diâmetro

80ml de farinha T55, 120ml de leite, 1 colher de sopa rasa de Nesquik, pitada de canela em pó, 1 ovo batido, 1 colher de chá rasa de manteiga derretida, mas fria

Misturar a farinha com o chocolate e a canela. Adicionar o leite aos poucos e ir mexendo com uma vara de arames de modo a não deixar grumos. Por fim juntar o ovo, previamente batido com um garfo e uma colher de chá rasa de manteiga derretida.

Colocar a frigideira em fogo médio baixo e ir deitando a mistura dos crepes no fundo, apenas o suficiente para o cobrir. O primeiro poderá não sair bem, é normal. Assim que a massa começar a borbulhar e os lados a soltar voltar o crepe e deixar cozinhar até que ao abanar a frigideira este se solte, o que é rápido, apenas segundos.

Ficam perfeitas, quer dizer, assim, pequeninas e redondinhas. Servi com doce de pêssego.

Bom fim-de-semana.

Vou regressando aos poucos.

Reeducar-ME

Não tenho passado fome, e, sempre que assim o entendo, e, usando a regra do bom senso, como mousse de chocolate ou uma fatia de pizza sem qualquer sentimento de culpa. Podia evocar inúmeros motivos para a minha engorda, mas, o único motivo sou eu. Não vale culpar mais ninguém quando sabemos qual o foco do problema. Há antes que resolvê-lo, se tivermos vontade é claro. Dando 1 passo de cada vez, desde que tomei a decisão de mudar este aspecto da minha vida, o peso, há pouco mais de 2meses, já perdi 8kg, com os meus conhecimentos, a minha força de vontade, e, 2 crianças para cuidar 14h a 16h por dia. Impossível? Não, é POSSÍVEL e por isso partilho um pouco da minha experiência na esperança que a mensagem passe para esse lado e possa ser uma motivação positiva.

Levar as crianças a passear em centros comerciais pode parecer in mas cansam-se depressa de algo que não tem interesse para elas. Ao invés disso, uma bicicleta, quando já têm idade, 3 anos pareceu-me bem, e, muito incentivo formam uma dupla perfeita. As crianças precisam de gastar energias e por norma adoram andar de bicicleta. Escolher um sítio adequado para elas andarem e traçar um plano alimentar, saudável e cuidado, exercícios, e, um objectivo. O processo é mais lento que um ginásio é certo, afinal não se está concentrada apenas na velocidade de uma elíptica ou no número de séries que se fazem nas máquinas de pesos. O maior e melhor incentivo dos nossos objectivos devemos ser nós próprios, só assim as coisas funcionam. É o fazer para mim e por mim que marcam a diferença. Aprender a olhar ao espelho e a valorizar-mo-nos independentemente do peso é a regra nº1.

Ser mãe a tempo inteiro é bom, é mau, é assim assim e há dias que me apetece desaparecer. É muito fácil haver deslizes, e, é muito fácil cair na tentação de nos anularmos como mulher. Para mim, é ponto assente, que, eu anular-me Não. Faço tudo o que puder pelas minhas filhas, mas, só pensando um pouco em mim consigo dar o meu melhor e estar a 100% para elas. Se pode soar a egoísmo? Pois pode. Mas desde sempre quis que elas percebessem que se um dia cedo eu outro dia cedem elas. Por isso, e, apesar de gostarem de andar de bicicleta é óbvio que preferem ir a banhos com este calor, mesmo que ele nem sempre apareça. Entramos em negociações. Banhos pela manhã e bicicleta ao final do dia, leia-se eu fazer o meu exercício, que, me alivia sobretudo a mente. E, quando a negociação falha entra em acção o chamado reforço positivo, “se forem com a mãe tomam banho sozinhas”. Um obejctivo que alcançamos no mês passado e do qual elas já não abdicam, a sua independência para tomarem banho sozinhas, à vez, e sob a minha supervisão. Chamem-lhe o que quiserem mas estou convicta que, a elas, como futuras mulheres, é um bom exemplo que lhes dou.

1 passo de cada vez, e, pela manhã, aveia com fruta fresca é o melhor passo para começar bem o dia. E não, não passo fome. O segredo, que não é segredo, é mesmo comer várias vezes ao dia. Generosas porções de verduras e sempre um pouco de proteína animal, dando prefrência ao peixe. Comer menos daquilo que antes se comia mais e entre refeições fruta ou amêndoas. Água e chá verde são essenciais, para manter o corpo hidratado. Sempre que possível caminhar, correr atrás das nuvens, do ventos, dos filhos, mas sobretudo correr atrás dos nossos obejctivos, não desistir é a palavra de ordem.

No fundo todas/os sabemos bem como fazer as coisas da forma correcta, mas pelas mais variadas razões nem sempre as fazemos. Cabe a cada um de nós saber quais os seus limites e objectivos.

Eu, quis e quero fazer as coisas bem porque:

  1. Quero olhar ao espelho e gostar do que vejo, e, este é mesmo o motivo número 1. Se eu não gostar de mim…
  2. Quero ser um bom exemplo para as minhas filhas. Quero que cheguem à adolescência e não fujam de mim na rua, ou, porque sou um atentado à moda ou porque estou fora de forma. Quem nunca sentiu vergonha dos pais em algum momento da sua adolescência que levante o dedo, eu, só quero minimizar o risco.
  3. Quero viver mais e melhor por elas e para elas, e, um dia mais tarde, para os meus netos. (parece a conversa de quem já tem 50 anos  🙂 )

Se alguém quiser saber mais algumas informações ou apenas trocar impressões sobre o tema podem enviar-me um e-mail para o saborezcomhistoria@gmail.com que responderei com todo o gosto. Este post dava pano para mangas, por isso, irei abordando o tema ao longo do tempo.

Obrigado a todos/as que por aqui passam e até já.

Abacaxi e Banana

Ainda que sinta uma pequena ansiedade pelos dias quentes e soalheiros do Verão, na verdade, estou a gostar destes dias amenos. A água do mar está fria e os ventos que sopram de Norte e Noroeste não convidam a banhos. Continuam a convidar a passeios ao ar livre, a exercícios, a boa disposição e a batidos matinais.

A sugestão de hoje tem tudo para ser diurética, mas como também preciso de energia não podia faltar a banana. Quem diria… eu a comprar a bananas para comer… aliás, beber.

Boa semana.

Bolo Integral de Maçã com Aveia

Sem muitas introduções. As palavras são poucas. É um bolo de maçã. Mais um, mas, Um dos Bons, ao qual chamaram de Apple Pie Bread. Adaptei a receita às minhas necessidades, à perguiça de partir nozes e à minha linha 🙂 E, com canela, farinha integral e flocos de aveia. Quando pensava que os bolos de maçã já não me poderiam surpreender… rendi-me a 2 fatias.

75ml de buttermilk (faz-se usando 60ml de leite e 15ml de vinagre); 125gr de farinha integral; 125gr de Branca de Neve; 100gr de manteiga amolecida – não é derretida; 75gr de açúcar amarelo; 1 colher de sopa de canela em pó; 4 colheres de sopa de flocos de aveia; cerca de 200gr de maçãs em pedaços; 2 ovos tamanho L

Começar pelo buttermilk, misturar o vinagre com o leite e deixar repousar 15m. Ligar o forno a 180ºC. Bater a manteiga com o açúcar até estar cremoso. Adicionar os ovos 1 a 1 batendo entre cada adição e o buterrmilk. Vai talhar mas é mesmo assim. Numa tigela misturar os ingredientes secos reservando 1 colher de sopa de flocos de aveia para polvilhar. Adiconar a mistura dos ovos às farinhas e bater até estar tudo bem envolvido. A mistura vai ficar bem pastosa. Envolver por fim as maçãs em pedaços. Colocar numa forma de bolo inglês levemente untada e polvilhar com os flocos de aveia reservados. Vai ao forno cerca de 40m. Fazer o teste do palito. Deixar na forma 5 minutos e transferir para uma rede. Servir morno.

Fica um bolo muito fofinho, de capa levemente crocante, e, húmido devido às maçãs. Como usei muitas maçãs, devia ter usado apenas metade- cerca de 100gr, as fatias partem-se um pouco. Mas o bolo ganha em sabor, e muito. Valeu a pena ter o forno ligado, e, é merecedor de lugar especial na lista dos repetentes 🙂

Deitar Cedo e Cedo Erguer…

Dá saúde e faz crescer. Hoje acordei primeiro. Ou ,será que devo dizer cedo? Não importa. Oiço a respiração traquila do outro lado. Encosto a porta do quarto e desço as escadas pé ante pé para não fazer barulho. Abro as janelas. Vejo o sol lá fora, quente. As cores da estação, leia-se morangos, vermelhos, doces, sumarentos, chamam por mim, e, fazem-me companhia. Tenho tempo para mais umas experiências fotográficas. Sento-me. Escuto o silêncio da casa apenas interrompido pelo estalar da porta, que, vai aquecendo sob um sol intenso. Saboreio coisas simples. Saboreio o tempo. As memórias. A minha solidão. Aquele pedaço de tempo só meu. E, ainda perdida nos meus pensamentos sobre tudo e sobre nada oiço o bom dia que me dás.

-Queres morangos? – pergunto eu.

-Não, ainda não tenho fome.

-Então… dá-me um beijinho de bom dia – peço-te eu.

-E tu dás, e dás também um “abaço” apertado.