Ovos com …

IMG_5690.1Passaram apenas 15 dias desde o último post publicado. Sim, apenas 15. Entre mil e uma coisas a fazer a número mil e dois fica relegada para segundo plano, o blog. Não tenho visto as novidades da blogosfera e nem tão pouco as facebookianas. 

Acorda-se muito cedo, ainda a noite pinta o céu, e o resto do dia é dividido minuciosamente de modo a que não falhe a minha corrida 🙂

Os ovos hão-de ser sempre a minha perdição e não vivo sem eles. Tudo serve de pretexto para os comer, como se isso fosse preciso.

Ervilhas, arroz e ovos. Água, alhos, azeite e sal. Coentros. Colocar tudo na panela de pressão, excepto os ovos, e esperar 10m. Por fim os ovos. Esperar que cozinhem e polvilhar com coentros. Sem grandes complicações, refogados ou outros do género.

Boa semana. Eu volto em breve.

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Guisado de Argolas com Arroz

Guisado de Argolas

Nem sempre é fácil colocar as miúdas a comer algo que nem eu comia na idade delas, mas não desisto. Em tempos contaram-me que em França não fazem menus especiais para criança e que desde pequenos são familiarizados com toda a comida. Nunca averiguei a veracidade da informação mas em breve saberei se é verdade ou não 🙂

Começo a semana a  partilhar uma forma de fazer argolas de pota, uma gosta a outra nem por isso. Como a maioria vence a que gosta menos tem que se ir habituando à ideia.

Muito fácil e rápido de fazer, como se quer durante a semana.

Fazer um refogado com alhos e cebola picada. Adicionar a cenoura em fatias bem finas e deixar cozinhar um pouco. Juntar as argolas e temperar a gosto, uso pitada de sal, e um pouco de polpa de tomate com oregãos. Colocar um pouco de água morna e assim que levantar fervura adicionar o arroz e deixar cozer. Servir com coentros frescos picados.

Boa semana e até breve.

Arroz de Bacalhau

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O bacalhau é Rei no arroz, e, o preferido das miúdas e já se tornou visita habitual na nossa mesa. Fácil de fazer, de comer, e, ainda podemos adiantar serviço com antecedência.

Como já vai sendo hábito, as supremas de bacalhau são uma ajuda preciosa na confecção de pratos com bacalhau. Lombos perfeitos e macios, praticamente sem espinhas 🙂

Arroz de Bacalhau

Com antecedência, ou no próprio dia, cozer as postas de bacalhau, não precisa adicionar sal. Desfiar e reservar a água da cozedura. Se fizer de véspera ter o cuidado de colocar numa caixa bem fechada e guardar no frio.

Quando for fazer o arroz é muito fácil. Fazer um refogado com cebola picada e dentes de alho. Quando estiver a cebola translúcida adicionar o arroz e fritá-lo um pouco. Temperar de sal e ir adicionando a água do bacalhau ao longo da cozedura. Se for necessário mais água juntar sempre água quente, nunca fria pois desacelera a cozedura. Cerca de 5m antes de ficar pronto adicionar o bacalhau desfiado, retificar temperos se necessário e terminar a cozedura. Servir com coentros frescos picados.

Bem bom.

Até já e bons cozinhados.

Arroz Rápido de Cenoura

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Os dias têm passado sem quase dar por isso. O trabalho absorve-me toda a atenção, e, quando chego a casa já nem me atrevo a ligar o computador pois já vai ficando tarde.

Hoje decidi que tinha que arranjar um tempinho para vir até à minha cozinha virtual e visitar as das vizinhas.

Como o tema é rapidez mostro o meu arroz rápido, e, vou já andando para ainda entrar nas vossas cozinhas para o chá da noite.

Existem muitas formas de cozinhar arroz. Para mim sempre foi um mistério ver como a minha mãe transformava o arroz. Ficava sempre solto e sequinho. Nunca consegui tal proeza, pelo menos da forma que ela o faz.

Arroz cá em casa é vaporizado, e, se antes usava uma marca conhecida, hoje, opto pelo de marca branca. Um dia comprei o do Pingo Doce para experimentar e é muito bom, em nada fica atrás, e, fica bem solto.

Cá em casa o arroz de cenoura é dos mais apreciados, juntamente com o de bacalhau, e faço-o muitas vezes por saber deliciosamente bem.

Arroz de Cenoura Rápido

Numa panela colocar água quente com uma pitada de sal, um fio de azeite, alhos esmagados e deixar levantar fervura. A água fica com um gosto muito bom. Adicionar o arroz e deixar cozinhar. Mesmo antes de servir, e ainda na panela, juntar a cenoura acabada de ralar. Envolver bem e polvilhar com coentros frescos picados.

Até já, bons arrozes 🙂 e bom fim-de-semana.

Uma Casa Portuguesa…

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Com certeza que sim. Que é. Por isso o arroz de feijão cresceu comigo e não o dispenso. Porque as minhas memórias do arroz de feijão são do tempo em que a minha avó fritava fanecas para o acompanhar. Mas, porque a avó não está mais e a mãe perpetuou no tempo o arroz de feijão, na minha casa continua a comer-se. Todos gostam e pedem. E feito com feijão cozido em casa ainda sabe melhor.

Cozer feijão em casa é fácil, barato e o sabor, esse, é muito melhor.

Por norma escolho feijão manteiga ou vermelho, mas há tipos de feijão para todos os gostos. Mercearias de bairro ou nos mercados são óptimos locais para se encontrar.

Coloco o feijão num alguidar e cubro com água. Fica a demolhar a noite toda. No dia seguinte coloco na panela de pressão o feijão escorrido, junto uma folha de louro, alhos esmagados e água limpa. Fecho a panela em pressão e coze 25m.

E é só isto. Pode congelar-se, ou, então, se for em quantidade apenas para a semana, guardar em caixa fechada no frigorífico, que, depois, pode ser usado ao longo da semana em sopas, arroz ou massas.

Comida que Aconchega

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Está frio, mas não me parece assim tão estranho, afinal estamos em pleno Inverno. Uns dias estamos a queixar-mo-nos que o tempo já não é o que era, que as estações já não são as mesmas, e, na semana seguinte trememos de frio e ficamos admirados com isso. Os noticiários anunciam sempre o Inverno mais frio dos últimos 50 anos, e, blá blá blá blá.

Nem sei como às vezes ainda me espanto com a capacidade de este pequeno país criar fenómenos de todo o tipo, que, todos os anos, são os maiores e piores das últimas décadas.

Pois eu, cá bem no fundo da baú das minhas memórias, digo-vos, caríssimos jornalistas, que não devemos morar no mesmo país, ou, então, desconhecem na pele as características das estações do ano em cada região. Há quase 3 décadas atrás, vivia eu numa pequena vila deste nosso país, e, era ver a roupa que dormia na corda acordar tesa, dura que nem pedra. Nesse tempo a humidade da noite e o frio transformavam as pequenas gostas de água em pingarelhos que enfeitavam os telhados.

Quase trinta anos depois descubro que afinal moro na Sibéria. É que o Inverno é o mais rigoroso dos últimos anos.

Quando está frio de imediato penso em comida quente e que me aconchega o palato e a alma.

Por isso, faço um arroz de feijão preto e grelos da horta da L. que nos soube muito bem, e, por momentos, deixei a Sibéria e voltei a Portugal.

Fazer um refogado com cebola picada e azeite. Juntar os grelos cortados em juliana e deixar amolecer um pouco. Adicionar feijão preto a gosto, e sim, usei o de lata, um pouco de polpa de tomate Compal, daqueles com temperos incluídos, água fervente, arroz e sal, e ,deixar cozinhar até estar bem apurado, tendo o cuidado de deixar um pouco de calda.

Espinafres… como o Popeye

Cresci a ver o Popeye e a Olívia. Lembro-me perfeitamente do momento em que o Popeye abria a lata e despejava todos os espinafres para dentro da boca. De imediato os músculos cresciam, ficava forte e nada o detia. Mais tarde tive um jogo de computador com o Popeye que adorava.

Hoje em dia o Popeye já não pode ser usado como exemplo para incentivar a comer espinafres, mas para mim será sempre o meu exemplo de quem fica forte quando os come. No entanto, quando penso em espinafres não consigo deixar de pensar: – “comam espinafres para ficarem fortes como o Popeye“. Tenho que trocar a frase e dizer: “comam espinafres para ficarem fortes, terem músculos e conseguirem nadar sozinhas”. Funciona. Eu como e digo: “a mãe também come”.

-Então vais ficar forte e nadar connosco?

-Sim, vou.

No final arregaçam as mangas e mostram os braços dizendo:

-Olha lá mãe, vês os meus músculos? Estou a ficar forte.

-Pois estás. Ficas forte quando comes espinafres.

Convidei para Jantar…

O projecto “Convidei para Jantar” da Ana já vai na 4ª edição, e, tem sido divertido participar e ver desfilar iguarias. Desta vez, a anfitriã do tema foi a Pami, que decidiu escolher o tema realizadores de cinema. Se há coisa que não sou muito boa é a decorar nomes de realizadores, e, os poucos que sei já estavam ocupados com outros convites. Lembrei-me então de alguém que já conhecia das aulas de português do secundário. Mas, foi na universidade que vi pela primeira vez este filme fantástico.

Nunca me hei-de esquecer que estava na aula prática de Educação Física quando a professora perguntou se alguém sabia o que era “Folclore” . De imediato todos pensamos e respondemos o mesmo, é uma dança tradicional. Foi aí que aprendi que folclore, não é só uma dança, é tradição, é o conjunto de usos e costumes de uma cultura que passam de geração em geração. Eu, tal como os outros, ficamos surpreendidos. Foi então que a professora nos disse: amanhã vamos ver um filme, um filme que retrata folclore.

Chegados ao anfiteatro de imediato nos remetmos ao silêncio. Na grande tela começam a passar imagens a preto e branco. Um filme com aquela voz e músicas características de um filme dos anos 40, um filme para mim perfeito, que me colou à cadeira e me deixou de olhos presos ao ecrã. Uma viagem à infância daqueles meninos que afinal era parecida à minha. O retrato de uma sociedade que mostra as nossas raízes, como se vivia, como falava, como se brincava, os amores e desamores. Silêncio que vamos ver Aniki Bóbó de Manoel de Oliveira, um filme delicioso e que aconselho a ver.

Aniki Bóbó

Fiquei muito contente por tê-lo para jantar e inevitavelmente falamos de si e das suas obras. Eu disse-lhe que gostei muito do filme “Amor de Perdição”. Ainda hoje recordo as cenas finais do filme e toda a história de Camilo Castelo Branco.

Para jantar resolvi inovar com algo simples, e, estando perto do mar iria cozinhar peixe de certeza. Arroz selvagem de tamboril. Não tem que enganar, começar por fazer o arroz ao gosto de cada um e 5m antes de terminar a cozedura adicionar o tamboril e retificar temperos. Deixar ferver uns 5m, polvilhar com coentros frescos picados. Tapar a panela e deixar repousar um pouco antes de servir. Nunca cozinho o tamboril de início pois é um peixe que se desfaz facilmente e fica mole com demasiado tempo de cozedura.

Durante o jantar digo-lhe que irei fazer um post no meu blogue sobre  ele e colocaria o modo como havia preparado o arroz. Hoje, ao fazê-lo, sou arrebatada por uma montanha de saudades de ver estes 2 filmes fabulosos, e, só me ocorre dizer “passarinho tótó”.

Arroz de Pato Colorido

Se bem me lembro não se comia lá por casa. As minhas memórias a saber a pato têm pouco menos de 10 anos. Chegou até mim pelas mãos da Maria, uma pessoa  fantástica e que cozinha muito bem. Achei que estava na altura de fazer o meu arroz de pato. Dei-lhe o meu toque, a minha cor que tanto adoro, açafrão, e, ficou tão bom como o da Maria, apesar de ter sabores bem diferentes. Foi bem-vindo cá por casa e é tão simples de fazer.

Na panela de pressão colocar um pouco de azeite, alhos esmagados, cravinho, noz moscada, louro e pitada de sal. Quando a cebola estiver translúcida colocar o pato cortado em pedaços e deixá-lo alourar um pouco. Adicionar água quente e deixar cozinhar 25-30m. Quando faltarem 10m para o pato estar pronto colocar o arroz a fazer. Água quente, pitada de sal, açafrão e uma conhca de água da cozedura do pato que se retira previamente da panela de pressão. Depois, já se sabe, 1 camada de arroz, 1 camada de cenoura ralada, o pato desfiado e regar com um pouco de água da cozedura do pato. Colocar umas rodelas de chouriça ou linguiça e vai ao forno a 200ºC até estarem assadas.

Travessa de Arroz e Almôndegas em Molho de Tomate e Mozzarella

Cozinhar para crianças com 3 anos nem sempre é fácil, mas, uma coisa eu sei, é uma fase de crescimento e transformção incríveis, e, eu só quero viver cada momento e fazer parte das suas vidas.

Tenho umas mestras em puzzles. Já fazem os de 200 peças sozinhas. Conhecem as peças de cor e salteado, enquanto que, eu, tenho muitas vezes que lhes pedir ajuda. Já têm autonomia suficiente para irem à casa-de-banho. Vestem-se e calçam-se desde o Verão passado. Os discursos são cada vez mais coerentes, atraentes, e, cheios de porquês, já para não falar o quão divertido é ouvir 2 pequenas a conversarem como se já fossem gente grande. Já tomam duche sozinhas, comigo ao lado. Têm um nariz bem apurado, e, gostam de perfumes e cremes. Já me chamam a atenção quando o chão está sujo e o saco do lixo cheio. Sou repreendida se ponho um pé fora do passeio e lembram-me que tenho que ir à caixa do correio. Adoram sapatos e sandálias de salto bem alto, e, quando dou por mim, estão em plena loja descalças a tentarem equilibrar-se em plataformas de 15cm, e, a fazerem poses ao espelho. Tenho que as arrastar de lá com alguma resistência. Conhecem as cores do semáforo e sou repreendida quando passo o laranja.

Ainda não consegui explicar porque o cão faz cócó no chão. Para elas isso é feio, e, acham que o devia fazer na sanita. Interrogam-me porque ele não compra uma. Levam-me até à exaustão dos porquês, uns atrás dos outros até me deixarem sem resposta. E, como se não bastasse, ainda me perguntam porque não tenho a música do Pitbull , a qual já sabem cantarolar num inglês de praia onde apenas se percebe “everything” e “tonight”. Fazem beicinho porque querem voar como as gaivotas. Ficam tristes porque as tartarugas da avó não falam com elas. Preocupam-se que as pernas ainda não estão grandes o suficiente para conduzirem o carro da mãe. Preocupam-se com as flores que precisam de água para serem felizes. Tão pequenas e com tantas preocupações, afinal, para elas, o mundo está por descobrir.

É, de facto, uma fase maravilhosa, e, o seu paladar também está a crescer. Lentamente estamos a progedir. Se uma é afoita e gosta de experimentar tudo, a outra é mais cautelosa em novos paladares. Ainda assim, estamos a melhorar. No início do ano jurei que os cremes de sopa iam acabar, teriam que ver os legumes, saber os nomes e o sabor. Agora é vê-las a comer sopa de grão com cenoura e espinafres. A cenoura ralada tem sido bem aceite em tudo, pelo que, sempre que posso, misturo-a com outros ingredientes, tal como na sugestão de hoje.

Cozinhei umas almôndegas – acho que nenhuma criança lhe resiste – e arroz branco. Numa travessa coloquei uma camada de arroz, uma de cenoura ralada, coloquei as almôndegas, reguei com o molho de tomate e polvilhei com um pouco de mozzarella. 5m em forno bem quente e pronto. Em 40m refeição na mesa, crianças felizes e satisfeitas. Eu sorri, e, tive direito a beijos e abraços com sabor a tomate.

Não me Apetece comer Carne…

…e posso enumerar vários motivos que me vêm à cabeça:

  1. a carne está mais cara com o aumento dos preços;
  2. tenho que subir passeios e arriscar-me a levar um esticão de alguém porque o talho fica numa rua bem apertada;
  3. podia dizer que agora me apetece ser vegetariana, ou, vegan talvez seja mais in;
  4. porque enjoei.

Pois é, a resposta correcta é a última. Tanto assado em Agosto e nem quero pensar muito em carne, excepto se for carne à bolonhesa ou uma chouriça assada.

O tempo arrefeceu, que bom. Posso voltar a um dos meus pratos preferidos, troco facilmente outra comida por esta, arroz com ervilhas, ovos escalfados e coentros. Sabe-me tão bem, tão bem, que achei que devia partilhar. Eu sei que o aspecto é do mais simples que há, mas quem gosta de arroz, ervilhas, ovos e coentros vai querer provar.

Como já aqui disse, para mim, fazer arroz é um procedimento muito simples e nesta refeição não é excepção. Apenas uso sempre é o arroz estufado. Coloco alhos esmagados, sal, louro e azeite numa panela. Junto a água que ferveu na cafeteira. Deixo levantar fervura e adiciono o arroz. Cerca de 2m depois as ervilhas, neste caso usei mistura de legumes, e pouco depois abro os ovos em cima. Rectifico temperos se necessário e junto água se assim se justificar, pois o arroz deve ficar com água e não seco. Assim que a clara está cozida coloco os coentros picados, tapo e deixo repousar um pouco. Assim o aroma mistura-se com a comida e a gema não coze totalmente. As medidas são as gosto de cada um como é evidente assim como o tempo de cozedura. É uma refeição bastante equilibrada e que sacia.

Enquanto preparava o meu almoço a minha Kikas telefonou e falei-lhe no meu arroz. Por isso minha menina, ou meninas aí da *”bilinha“, é fácil, é barato, aquece a barriga e para fãs de ovos é uma delícia.

* para quem desconhecer, bilinha é o termo usado por umas meninas que andam pela UTAD e assim pronunciam Vila.

Arroz de Peixe para Amigos

Um arroz muito simples mas cheio de boas intenções, juntar os amigos para dois dedos de conversa e sabe-los satisfeitos. Muito fácil e muito rápido de fazer. Uns tomates maduros, cebolas doces e pimentos amarelos, verdes e vermelhos formaram o refogado perfeito. Juntaram-se uns alhos esmagados, piri-piri, louro e pitada de sal. Depois de o refogado amolecido juntou-se o arroz e água fervente. Deixou- se cozer em lume brando e a meio da cozedura juntou-se o peixe. Retificaram-se os temperos e deixou-se apurar em lume brando. Polvilhou-se com coentros fresco picados antes de servir.

Arroz de Tamboril, Pimentos e Cogumelos Frescos

Os legumes e peixe feitos no wok e o arroz cozido à parte deu um toque diferente e muito saboroso. Não tem que enganar. Cozer o arroz num pouco de água e sal até estar bem solto e al dente – uso vaporizado e funciona sempre. No wok colocar azeite, alhos, cogumelos frescos e pimentos de várias cores e temperar de sal e pimenta. O peixe só se coloca quando os legumes estiverem quase cozinhados para evitar que o peixe cozinhe demais e se desfaça. Depois é só juntar o arroz, polvilhar com coentros frescos picados e envolver tudo muito bem. Delicioso.
Nota: vamos lá acalmar com tanto doce neste blogue que o Verão está à porta e não quero ser responsável por vos desencaminhar. Por isso aqui fica uma sugestão para um arroz de tamboril para desenjoar.

Pirâmide de Legumes Salteados com Arroz Integral e Ovos Mexidos

Comida simples com nome chique fica com ar gourmet. E, confesso que melhor soube. Aqui fica mais uma sugestão rápida, fácil, económica e sobretudo deliciosa.
Como se nota tem o meu ingrediente favorito, couve, depois foi só acrescentar umas cenouras que cortei em lâminas com o descascador – vi a ideia das cenouras no blog da Susana -, salteei num pouco de azeite e alhos e temperei de pimenta e especiarias indianas. O arroz coze em 7m. Depois é só colocar em forminhas, e desenformar no prato.
Os ovos não tem ciência, reservei alguns legumes, bati os ovos com coentros picados, um pouco de leite e foi só misturar tendo o cuidado de não deixar secar.
E, com umas azeitonas que sabem sempre bem, pois claro.

Arroz de Couve com Pimento e Delícias do Mar

Já estamos em 2011 e continuo viciada na couve. É boa todos os dias e dá um sabor maravilhoso a tudo. Comidinha de pobre mas da boa. Como tenho andado enjoada das festas hoje fica a sugestão de uma comidinha rápida e muito saborosa e que em nada pesa no estômago (nem na carteira, fica barato e alimenta hehehe).
Ingredientes:
Arroz vaporizado
Couve coração qb
Pimento vermelho
Cebola
1 dente de alho
Pimenta moída na hora qb
Pitada de sal
Delícias do mar
Azeite
Água qb
Preparação: Num tacho colocar o azeite, a cebola e o alho picado e deixe refogar até estar macia. Adicionar a couve cortada em tiras, o pimento em pedaços e temperar de sal e pimenta. Deixar cozinhar até está estar tudo macio. Juntar o arroz e envolver bem durante 1m para ganhar sabor. Acrescentar a água necessária à sua cozedura e em 10m o arroz está pronto. Antes de servir cortar as delícias em pedaços, envolver no arroz e tapar a panela já com o fogo apagado. Deixar repousar cerca de 1m e servir. Delicioso.

Arroz Cremoso de Atum e Cogumelos em Molho Bolonnhesa

Apesar de o arroz não ser tão versátil como a massa dá para fazer comidinhas diferentes e surpreendentes. Um almoço que tinha planeado comer carne acabei por parar no atum e ainda bem. Este arroz além de ser muito fácil e rápido de fazer fica mesmo muito bom e cremoso. Mais uma sugestão que as pequenas adoraram e comerem tudinho.
Ingredientes:
1 tomate grande
1 cebola
1 dente de alho
1 lata pequena de cogumelos
1 lata de atum em azeite
Arroz Carolino
2 folhas de louro
Tempero seco de alho e salsa
Pitada de sal
Azeite
Preparação: Num tachinho colocar um fio de azeite, a cebola e o alho picado e o tomate bem picadinho e levar a refogar juntamente com as 2 folhas de louro e ir mexendo de vez em quando. Temperar de sal e mexer. Assim que o tomate começar a desfazer e a formar o molho, retirar as folhas de louro e passar a varinha mágica. Acrescentar o atum, os cogumelos e deitar o tempero seco. Passando a publicidade deixe-me que vos diga que os novos temperos secos da Espiga são uma maravilha, ando encantada com o sabor e as variedades. Envolver um pouco para ganhar sabor. Adicionar o arroz e a água quente. Cozinhar em lume brando até o arroz cozer. Cuidado porque como se sabe o molho espirra um pouco daí ter que ser em lume brando e ir mexendo de vez em quando para não agarrar. As quantidades acima dão para 2 crianças, para mais pessoas terão de ser ajustadas a gosto. Só digo que fica uma maravilha… Mais alguém que coma também muito arroz lá por casa?

Arroz de Lingueirão

Esta comida além de ser muita rápida e fácil de fazer fica sempre saborosa. A receita não tem nada que enganar e um pouco por toda a terra deste Portugalito à beira mar plantada tem certamente na sua ementa este petisco. Pois bem aqui fica o arroz de lingueirão à moda cá da casa.
Ingredientes:
500gr de lingueirão
Arroz vaporizado
1 tomate
1 cebola
1/2 pimento vermelho
2 dentes de alho
Azeite
Coentros frescos picados qb
Pitada de sal
Piri-piri em grão
Água quente qb
Preparação: Começar pelo lingueirão. Colocá-los uma panela com água, uma pitada de sal e levar o tacho ao lume. Assim que os lingueirões abrirem estão prontos, o que é bastante rápido, apagar o lume. Reservar a água onde os cozeu. Cortar os lingueirões em pedaços tendo o cuidado de retirar o pedaço que tem a tripa. Picar a cebola, os alhos e o pimento. Pode colocar na picadora que é mais rápido. Num tacho colocar o azeite e os ingredientes picados e deixar alourar um pouco. De seguida adicionar o tomate picado, envolver e deixar refogar um pouco. Se necessário ir juntando água que reservou. Juntar o arroz, envolver bem e temperar de sal. Quando o arroz estiver quase pronto juntar os lingueirões cortados em pedaços e deixar levantar fervura. Envolver em coentros picados frescos antes de servir.

Ervilhas com ovos escalfados e arroz

A comidinha de hoje está à vista. A ementa começou por ser as tradicionais ervilhas com ovos mas veio uma voz do fundo que dizia para pôr mais substância e decidi-me pelo arroz. Ficou muito bom, o método de cozinhar é fazer as ervilhas refogadas com cebola, alho picado, tomate e louro. Depois o arroz e quando este estiver a meio da cozedura adicionar os ovos para escalfarem. Polvilhar com coentros frescos qb antes de servir. Aqui fica mais uma sugestão que agrada muito à criançada.

Arroz de bacalhau e miolo de endívia

O miolo da endívia ficou desta receita no forno, aproveitei e fiz com um arroz de bacalhau com miolo de endívia. Eu sou suspeita como sempre mas o miolo da endívia deu-lhe um sabor diferente que me agradou muito.
Ingredientes:
Bacalhau desfiado
Arroz
Endívia
1 cebola picada
1 dente de alho picado
Azeite
Água qb
Pitada de sal
Salsa fresca picada
Preparação:  Num tachinho colocar um fio de azeite, a cebola e o alho picado e a endívia picada. Deixar refogar até a cebola estar macia e adicionar o bacalhau. Temperar de sal se necessário e adicionar um pouco de água quente. Deixar cozinhar 2-3m. Por fim juntar o arroz e deixar cozer. Antes de servir envolver o arroz em salsa fresca picada e deixar repousar 1m. Prontinho a servir.