Das Mini Férias e das Comidas…

Umas mini férias com 6 meses no tempo. A primeira viagem de avião a 4. Dias que passaram depressa demais para tanto que há para se ver e fazer. Pelo meio as birras do costume, de pequenas e grandes. Disneyland Paris aqui vamos nós.

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Chegamos uma segunda-feira de manhã e voltamos numa quarta-feira depois do almoço. Alguns divertimentos estavam fechados, com muita pena minha.

Há muito para explorar. Diria que no mínimo são precisos 2 dias inteiros para se poder ver e andar em tudo quanto é diversão 🙂 e nós não conseguimos andar em todos.

Assim que entramos dentro do recinto sentimos que estamos numa mini cidade americana dentro da Europa. A recriação de cenários e espaços existentes é surpreendente.

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Na última noite assistimos a um típico show de índios e cowboys americanos e cavalos. O espectáculo decorre dentro de uma arena onde em cada degrau ficam as mesas corridas que dão a volta à área. A comida servida durante o jantar é bem ao estilo american way. Havia frango assado e pianos besuntados em barbecue sauce. Tudo isto servido por empregados que carregavam os tabuleiros ao pescoço, como se estivéssemos num jogo de basebol ou futebol americano.

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Ficamos no Disney Hotel mesmo à entrada do parque. A recepção e os corredores do hotel têm a imponência a que os filmes americanos me habituaram. No entanto, os quartos pecam pela sua reduzida dimensão e pela cama minúscula, que deveria ser king size para combinar melhor com toda aquela grandiosidade inicial.

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Há alcatifa por todo o lado, aliás deve ser mesmo um vício americano pois nos filmes vejo-a constantemente, nos quartos, corredores, salas de estar e refeição, lojas, enfim, só não a vi nas casas de banho.

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Enquanto deambulamos pelas ruas em modo a dormir-acordado-stressado passamos pelas típicas lojinhas e restaurantes. Vejamos a lista de maravilhas culinárias, pizzas congeladas que aquecem nos micro-ondas, cup-cakes e cookies gigantes a preços astronómicos para a parca qualidade que apresentam, hot-dogs em modo fast food, saladas embaladas sem pinga de sabor e água que sabe tão bem quanto a que muitas vezes se bebe em Espanha.

Salve-se o pequeno-almoço onde há ovos, fruta, iogurtes e aqueles croissants ainda quentes pelos quais vale a pena esquecer a linha durante estes dias. Tirando este raro momento do dia tudo se resume a fritos e fast-food. 

Mas se a comida deixa muito a desejar, e nos faz pensar que se as princesas a comessem todos os dias não seriam tão delgadas quanto as vendem, o mundo de diversão que há a explorar faz-nos sonhar e querer experimentar tudo, sim nesses dias podemos ser o que quisermos.

O recinto divide-se em áreas distintas e com temas diferentes:

Fantasyland – como indica o nome é nessa área que se podem encontrar todos os cenários e diversões dos grandes clássicos da Disney, sendo que o palácio da Bela Adormecida é a imagem de marca da Disney. Por lá se encontram também o Dumbo, O País do Conto de Fadas, Pinóquio, entre outros.

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Adventureland – nesta área podemos encontrar o Pirata das Caraíbas, Aladino, O Barco dos Piratas e até mesmo a caveira que brota água e que faz parte de desenhos animados como a Sininho e o Capitão Gancho

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Frontierland – aqui podemos encontrar o verdadeiro oeste americano, a casa assombrada 🙂 uma montanha russa e até mesmo um porto onde está o grande Molly que nos leva a viajar durante cerca de 15-20m por um pequeno lago, bem a fazer lembrar o Tom Sawyer (apesar deste nada ter a ver com a Disney).

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Discoveryland – aqui a diversão é mais voltada para os meninos mas isso não me impediu de entrar no pavilhão do Buzz Lightyear 2 vezes, aliás dos meus divertimentos favoritos onde sentados em pequenas carruagens temos que acertar em vários objectos com um laser vindo da pistola do Buzz. Também por aqui está o capitão Nemo, um visita à Guerra das Estrelas com direito a viagem no espaço e ainda uma pista de carros onde os mais pequenos, de acordo com a idade, podem eles mesmos conduzir um carro 🙂

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Para quem aprecia passeios num comboio, a fazer lembrar os bem antigos movidos a carvão, existe um que dá a volta ao parque sendo que tem várias estações espalhadas. Vale a pena a viagem, pois além de uma perspectiva diferente do parque dá um jeitão quando as pernas já estão cansadas e temos que fazer o caminho de volta.

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Nesta parte do parque existem inúmeras opções de divertimento para todas as idade e gostos. Há vários divertimentos compostos por carruagens, sob carris ou pequenos cursos de água, com mais ou menos luz e que nos podem arrepiar, assustar ou fazer rir e querer repetir. A parada da Disney é um dos momentos altos do dia bem como o espectáculo de fogo de artifício, em tudo igual ao que mostram os filmes quando começam, fabuloso e dos quais não tenho registo pois a bateria não aguentou.

Devido às filas que podem haver e dependo da forma como adquiriram os bilhetes, se por exemplo têm aquilo a que se chama fast-pass , aconselho a que os deixem para os divertimentos mais concorridos pois este tipo de ingresso dá para nos colocarmos numa fila menos e mais rápida.

A outra parte do parque diria que é mais para os graúdos, isto no que toca a divertimentos, pois nem todos podem ser frequentados por crianças com altura inferior a 1.02m ou quem é susceptível de doenças de coração. Digo isto pois existem divertimentos que elevam a adrenalina a um expoente máximo, como por exemplo a queda livre num elevador de um hotel assombrado ou num divertimento que se assemelha a uma carapaça de tartaruga e que vem a pique 🙂  Sou suspeita mas adoro este tipo de emoções.

Falo então do recinto da Walt Disney Studios – aqui nem tudo é mais direccionado para os crescidos pois é neste local onde estão os cinemas que passam vários filmes e espectáculos durante o dia, incluindo uma perseguição ao vivo e conhecer o famoso Faísca ou até mesmo ir a Hollywood.

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Há ainda a parada da Disney, o momento onde vi as miúdas completamente extasiadas e histéricas ao verem as suas personagens desfilar mesmo à frente dos seus olhos.

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Podia ter feito um post mais pequeno, pois podia, mas não creio que fosse a mesma coisa.

Para quem pensar fazer um passeio em família até lá vale bem a pena e aqui deixo umas dicas que vos poderão ser úteis:

  • A primeira coisa é fazerem uma boa pesquisa sobre ofertas e preços pois nem sempre as agências de viagens os têm. Nós fizemos a compra através do site da Disney no UK e foi mais barato que as outras ofertas e promoções que por aí vimos;
  • Vejam a temperatura, pois a diferença do nosso país para lá pode atingir facilmente menos 10ºC;
  • Fomos em Março e apesar de alguns divertimentos estarem fechados para manutenções achei que foi uma boa altura e sem grandes tropelias e multidões, se bem que havia que bastassse;
  • Não esperem encontrar boa comida no recinto ou água porque isso é pura “fantasia” – ou então escapou-me um bom sítio durante a visita;
  • Partimos de Lisboa e fomos na TAP, a viagem foi rápida e sem sobressaltos. O avião aterra no aeroporto de Orly onde existe uma paragem do autocarro que nos leva para a Disney. Os franceses primam pela simpatia, atravessei o aeroporto todo e ninguém percebia inglês.  Não fosse o meu francês de escola e ainda hoje andava à procura do número da paragem.

Por último, façam a mala convictos que de que ao chegar ao parque irão deixar o lado sério e o peso de ser adulto e divertirem-se à grande 😉

Até breve.

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Devorar Palavras

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Vi-o pela primeira vez numa estação de correios e a história prometia desafiar-me os sentidos. Desejei-o no Natal mas a vontade ficou adiada. Quase um ano depois voltamo-nos a cruzar naquela biblioteca cheia de histórias bem guardadas. Não mais tirei os olhos de cima e trouxe-o comigo.

Comecei a lê-lo ainda na biblioteca. Jamais imaginava que as quase 600 páginas que me separavam do fim iriam ser lidas em apenas 3 dias.

Um livro intenso e cheio de suspense. Andou comigo para todo o lado durante os dias que estivemos juntos, provocando ciúmes cá em casa.

Nunca provei comida chinesa e quase poderia garantir que sei a que cheira o licor de arroz e os bolinhos de carpa cozidos a vapor, ou, até mesmo, o perfume das concubinas feito de essência de Jade.

Uma história arrebatadora do início até à última linha sobre aquele que foi o primeiro médico-legista da história.

Até breve.

Esparguete de Sardinha

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Em modo de sabores com história. O calor está instalado anunciando a chegada silenciosa do Verão. Não apetecem comidas morosas. Os sabores querem-se simples e descomplicados. Da gaveta tiram-se memórias de um tempo de rigorosa gestão do orçamento. Num tempo em que comia vezes sem conta esparguete com sardinha sob o olhar de admiração das colegas de casa e ouvia a pergunta do costume: “Tu não enjoas?”. Não, não enjoava e por vezes ainda lhe juntava cogumelos frescos. Que bom que ficava. De outra gaveta saem latas de sardinha. No final, tudo conspira para uma refeição cheia de sabor e boas lembranças dos tempos de estudante.

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Esparguete de Sardinha, comido até ao último fio de massa pelas mais pequenas e para repetir muito em breve. Bom, rápido e descomplicado. Que mais se pode pedir?

Esparguete de Sardinha

Esparguete q.b. e sardinhas sem pele e espinha em azeite qb. Coentros

Cozer o esparguete em água temperada de sal e um pouco de açafrão. Numa frigideira colocar a sardinha com alhos esmagados e um fio de azeite. Saltear um pouco. Juntar o esparguete depois de cozido e escorrido. Envolver tudo e polvilhar com coentros.

Desfrutar de sabores simples é palavra de ordem. Como dirá alguém que conheço “Keep it Simple”.

Boa semana e até breve.

Um Piquenique… Há um ano foi assim

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Há uma primeira vez para tudo, e, desta feita foi um piquenique com as miúdas. Não fosse eu ter reparado na data deste post e quase que poderia ter sido este ano, mas não foi. Este ano o piquenique foi na praia, com direito a banhos de vento e casacos vestidos. Felizmente não houve mosquitos 🙂

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Um local onde o azul do céu e o azul do mar se fundiam. As crianças divertiram-se e algumas tomaram o primeiro banho do ano. Este ano, com as vagas de calor que temos tido, já devemos ir para aí no 20ºbanho de mar e com um bronze considerável.

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O piquenique fez-se no meio do Pinhal, com direito a camas de rede. Este ano houve uma colcha no areal e chouriça assada 🙂

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Como estamos sempre a aprender, descobri por mim mesma que o repelente para mosquitos deve ir na mala quando vamos fazer piqueniques no mato. Desta vez bastou o protector e senti falta da minha tenda para me abrigar da chuva de vento.

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Houve passeio depois do almoço e apanhamos flores. Este ano quase nem saí da toalha e até da máquina fotográfica me esqueci.

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Não houve acidentes a registar, apenas as tropelias do costume quando se juntam crianças, e ainda bem. No ar a promessa de voltar a repetir o passeio, mas, para a próxima, não esquecer o repelente.

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E um ano volvido após estas fotos posso dizer que senti falta dos mosquitos, da cama de rede, da minha máquina fotográfica e de ter um dia sem chuva de vento. Quem sabe para o ano melhora?

Até breve.

Folar Salgado de Chaves

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Era a minha avó que fazia os folares, outros eram trazidos da aldeia pelo meu avô. Cresci a comer folar com 2 dias de feito barrado com planta e acompanhado de café – curiosamente não aprecio café de máquina mas isso é outra história – e que bem que isso sabia. Quando as velhas mãos deixaram de os fazer passou a ser a minha mãe. Hoje, e de uma forma inconsciente, sou eu que sinto necessidade de o fazer. Ter a minha irmã por perto incentivou-me ainda mais a ser a perpetuadora deste ritual. Porque este é um blog de sabores com história e porque a comida faz parte da nossa herança cultural e familiar, de hoje em diante irei voltar a ter folar salgado em minha casa 🙂

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A receita veio do fórumbimby, adaptei-a à máquina de fazer pão e fiz umas pequenas alterações. A massa fica boa de trabalhar, não se cola às mãos e não é necessário enfarinhar a bancada. O miolo fica bastante macio e húmido e a côdea bem crocante mesmo no dia seguinte.

Folar Salgado de Chaves

3 ovos tamanho M, 250gr de farinha T65, 50gr de azeite, 25gr de Vaqueiro Líquida, 11gr de fermento granulado, pitada de sal grosso, enchidos a gosto (chouriça, bacon, presunto, etc)

Colocar os ovos numa taça com água quente e deixar repousar 3m. Findo o tempo bater ligeiramente os ovos e colocar na cuba da máquina. Colocar o sal, o azeite e a vaqueiro. Por fim a farinha e por último o fermento. Escolher o programa que apenas amassa, 15m. Deixar dentro da cuba a levedar até duplicar o tamanho. Depois de levedar esticar a massa com a ajuda do rolo e espalhar as carnes. Enrolar como se fosse uma torta e colocar numa taça redonda de forno, no entanto pode dar-se a forma que desejar. Leveda novamente dentro do forno ligado a 50ºC cerca de 30m e pincelar com ovo batido. Terminado o tempo aumentar a temperatura do forno para os 180ºC e deixar cozer até estar dourado a gosto.

Até breve

It’s Smoothie Time

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É o que se segue após uns dias cheios de hidratos de carbono que nem as longas caminhadas conseguiram levar.

IMG_3874Smothie anti-oxidante 

Abacaxi, iogurte natural magro, frutos vermelhos congelados, sementes de chia. Uma sugestão de um livro cheio de boas dicas de sumos e smothies. Bem bom, o smothie e o livro.

Volto em breve com um post das férias.

Bom fim.de.semana.

O Rudolfo lá da escola

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Ainda acredito do sistema de educação público. Ainda acredito nos valores das pessoas que dele fazem parte. E, quero acreditar que há muitos mais exemplos de bons profissionais que mantêm o nosso sistema a funcionar. Que acarinham os nossos filhos e que os deixam saudosos de cada vez que mais um período chega ao fim.

Rudolfo

Numa vila de pescadores, numa escola como tantas outras, onde os recursos são escassos e do pouco de faz muito, o Natal chegou e o pai Natal também.

Fui surpreendida pelas campainhas ao longe, e, quando me deparo com o pai Natal e uma rena no mínimo original confesso que me emocionei, de lágrima no canto do olho. E, sim, eu gosto tanto de acreditar na magia destes momentos.

A alegria das crianças e o entusiasmo genuíno contagiou este momento mágico que ficará para sempre guardado no meu baú de recordações.

Um bem haja a esta equipa fantástica.

Mais alguém com um Rudolfo original?

Até breve.

Bambus vistos aos Olhos das Crianças

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Esta é a história de 2 bambus que moram na cozinha, apenas trocaram de casa… Uma bola escadas abaixo foi quanto bastou para acertar na jarra e se partir em cacos. Foi das primeiras vezes em que tive que me esforçar para me mostrar zangada. Não sei porquê, achei que não valia a pena ter mais cabelos brancos. Chateou-me, mesmo, foi ter que apanhar água e vidros. Perante a aflição de uma delas, a que provocou a queda, oiço perguntar:

-Qual flor é que parti?, ao que a outra responde:
-Aquela que tem 2 pernas…

Quem consegue manter uma postura mais séria sabendo de 2 hastes de bambus se chamam afinal flores de pernas…

Bom domingo a todos.

Aldeia da Pedralva – Fim-de-Semana à Porta

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Hoje partilho um lugar perdido no tempo.

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Um lugar onde não há rede de telemóvel.

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O barulho de fundo são as cigarras, as conversas sem tempo marcado e os risos das crianças.

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 Uma aldeia recuperada e transformada em alojamento.

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 Cada casa tem o nome de uma praia da Costa Vicentina.

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 Aqui a pressa é apenas para correr atrás das crianças. E, é sem dúvida o local onde se encontra a melhor pizza que conheço. Aliás, trouxeram-me até aqui para ma apresentar. E eu encantada.

Um local sem etiquetas, decorado com um pouco de tudo e muito de nada. As pizzas, essas, chegam à mesa numa massa fina e estaladiça, e, a cheirar a ervas acabadas de colher. Os preços são tão modestos quanto a decoração.

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 Da varanda tem-se o vale com horizonte, sabendo que o mar está do outro lado.

Mais informação aqui e aqui.

Vermelho… da Cor do Coração

IMG_6738Há cerca de 1 ano atrás partilhava esta tarte de morangos e leite creme, feita especialmente para o dia da mãe. Um ano depois, uma das mães presente no almoço já não nos poderá fazer companhia, nem neste nem nos que hão-de vir. Todos gostaram e foi muito elogiada por ela. E, onde quer que ela esteja sei que me irei lembrar sempre dela por todos os motivos, sejam eles doces ou salgados, e por tanta coisa que me ensinou. Aprendemos sempre com as pessoas que nos cruzamos, e com as que fazem parte das nossas vidas, mas, só quando de facto partem, e, à medida que o tempo passa, nos apercebemos do valor de cada palavra. Como li há dias na internet: “estamos sempre a aprender porque a vida está-nos sempre a ensinar”. E é bom aprender.

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Deve servir-se bem fresca e comer cada garfada de olhos fechados para não perder pitada de sabor.

Ingredientes para a massa: 300gr de farinha, 150gr de manteiga, 50gr de açúcar em pó, 2 gemas, 20gr de leite – Receita Bimby sem Bimby – dá para duas bases com cerca de 24cm.

Misturar a farinha com o açúcar e abrir uma cova ao centro. Juntar a manteiga partida em pedaços. Com as mãos misturar tudo muito bem até obter uma espécie de farinha areada. Por fim juntar o leite e as gemas. Amassar bem até obter uma massa lisa e que não se cole às mãos. Estender com o rolo e forrar uma tarteira. Picar o fundo com um garfo,  e, levar ao forno até estar dourada. Deixar arrefecer.

Recheio: 1 L de leite, 100gr de açúcar, 65gr de farinha Maizena, 6 gemas ovos, 2 cascas de limão, 3 folhas de gelatina

Colocar ao fogo 900ml de leite com as cascas de limão em lume baixo. Numa tacinha misturar a farinha e metade do açúcar. Adicionar aos poucos os 100ml de leite mexendo sempre de modo a não ficar com grumos. Juntar a mistura ao leite quente mexendo sempre até começar a engrossar.Num recipiente alto e largo bater as gemas com o restante açúcar até obter uma mistura bem clarinha. Assim que a mistura da farinha começar a engorssar retirar do lume e adicionar em fio às gemas mexendo sempre com uma vara de arames para não talharem – ficarem ovos mexidos. Levar a mistura novamente ao lume para engrossar mais um pouco mas não deixar ferver. Deixar arrefecer um pouco e juntar as 2 folhas de gelatina previamente demolhadas em água fria durante cerca de 5m.  Deixar arrefecer completamente e rechear a base da tarte. Vai ao frigorífico pelo menos 6h para firmar. Eu deixei a noite toda. Por fim decorar a gosto com morangos e pincelar com um pouco de mel previamente aquecido no microondas.

Bom fim-de-semana e feliz dia da mãe.

Voltei, e que Bem que sabe

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É bom voltar a casa, à nossa casa, e nada se compara ao aconchego da nossa caminha, dos nossos lençóis, da nossa almofada.

Depois de muitos kilómetros e dias fora de casa soube bem voltar a este pedaço de terra pintado de azul e sol. Nunca pensei que gostasse tanto de voltar, mas gostei e muito.

Uma longa viagem, uma longa aventura a 3. Valeu a pena. Quase 12 anos nos separam e eu nem os sinto. Ansiei pelo dia em que me voltaria a trajar para festejarmos juntas este dia.

A minha parceira especial, aquela em quem confio o meu bem mais precioso.

Renovo os votos dos 3D, para ti e para mim.

Aproveita até ao fim cada dia que resta porque esse tempo não volta mais. E, espero por ti para umas férias 🙂

Um Pouco do Tempo Dele

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Vivemos sempre sem tempo, num mundo que corre freneticamente e ainda não descobriu para onde.

Estacionei o carro, bem estacionado, entenda-se. Meia hora depois, regresso ao carro e sinto-me encurralada sem grandes hipóteses de sair para onde quer que fosse. O largo, cheio de carro e vazio de pessoas, cheirava a chuva e a mofo. Tentei não desesperar mas queria ir cedo ao mercado para comprar os legumes e fazer a sopa. E, num ataque de pânico começo a buzinar freneticamente para ver se quem me tapara a passagem aparecia, mas nada. Entrei e saí do carro uma série de vezes, e, estava decidia a ligar para a polícia e rebocarem o carro mal estacionado quando um senhor na casa do 65 anos, aproximadamente, me disse: “ande lá que eu ajudo”. Está bem, mas olhe que o meu carro não faz bip quando está muito perto dos carros, faz logo pum, dizia eu. Foram muitas manobras de torce e distorce volante, muitos toques no vidro traseiro, uns suores terríveis, até que finalmente o carro lá saiu como que por milagre.

Repeti muitos obrigados, e, em jeito de brincadeira, um “Deus lhe pague que eu não tenho troco”, e nem sei bem porque disse tal frase.

Segui o meu caminho e ele o dele. E eu, fiquei a pensar durante o resto do dia, e dos dias seguintes, na bondade daquele senhor, dar-me um bem tão precioso, um pouco do seu tempo para me ajudar.

Fui ao mercado. Cheguei a casa e fiz a sopa. O certo é que me soube muito bem, talvez porque tivesse a bondade de um desconhecido como tempero. Ainda há pessoas boas, e quero acreditar que não são apenas uma minoria.

Por isso, e aproveitando o tema do post, agradeço mais uma vez a todos os que me acompanham dando um pouco do seu tempo.

Fiquem bem, até já.

Fazer sopa exige dedicação e pitadas de carinho,  mas é rápido e não tem segredo. Esta levou nabos, batata, courgette, abóbora, cebola, grão cozido, sal e azeite. E por fim, depois de tudo reduzido a puré, acrescentei umas folhinhas de espinafres. Bem boa.

Pérolas da Maternidade II

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Ninguém nasce mãe, ou pai. Nem todos o querem ser e nem tão pouco eu sabia se o queria efectivamente. É que uma coisa é brincarmos com os filhos dos outros, outra coisa é olhar para os traços de um teste de gravidez que indica o sim. São muitos nós na garganta, no estômago, desespero, alegria, e, nem quando a barriga cresce se tem bem a noção do que nos espera.

O primeiro abanão para a realidade é quando chega o dia, e, com ele, as perguntas que nos acompanharão para o resto da vida, serei capaz de cuidar de ti? serei capaz de te proteger?

Com o passar dos meses, e dos anos, aprende-se a ser mãe. Descobre-se a infinita paciência que ocupa o lugar da rebeldia de outrora. Se um dia acho que nunca mais têm 6 anos outros tenho em que sou atacada por uma saudade de um tempo que não tem volta.

E sei que estás a ficar crescida. Ainda fazes birras de sono e embalo-te no meu colo. Os meus braços já não te conseguem acomodar mas continuas a ser o meu bebé.

Olho para ti quando adormeces no sofá e encho-te de beijos sem que o saibas. E, antes de te levar para a cama, tento guardar bem o teu cheiro e os teus traços, porque amanhã, quando acordares, vais estar mais crescida, e ainda que a tua essência não mude, outras coisas mudam.

Por vezes quero desesperadamente, e muitas vezes de forma inconsciente, guardar ou registar determinado momento, mas, depressa descubro que me esqueço de tudo.

Vivemos os nossos dias de forma tão intensa que passado uns meses pouco  resta. Vale-nos a tia quando nos visita e que se lembra de coisas que eu me esqueci.

Da mesma forma espero que, apesar da minha falta de memória, toda esta intensidade de viver fique convosco e que um dia sejam vocês a lembrar-me de um tempo que não volta mais.

P.S. Não se deixem enganar pelo sol das fotos, tiradas em Janeiro, numa semana em que as temperaturas rondaram os 21ºC durante o dia e os 17ºC à noite. Depois disso, o sol, tem sido uma miragem. A chuva tem-nos feito companhia dia após dia. São Pedro lá saberá. E a natureza também.

Ainda do Carnaval

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Este ano descobri um Carnaval diferente. O Carnaval da dedicação. O Carnaval da boa vontade. O Carnaval dos afectos e das emoções. Este ano, a escola pública, mostrou a toda uma população, que, caixas de cartão, rolos de papel higiénico, um génio criativo, e, muitas mãos sujas de tinta trazem mais sorrisos do que o consumismo desenfreado pelo traje mais in do momento.

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Aqui não há fotógrafos topo de gama. Aqui, vivem-se os momentos de forma intensa e feliz. Aqui, uma grande senhora, a educadora, trabalha arduamente todos os dias para que o bem mais precioso da infância destas crianças não se perca no tempo, as suas memórias. Aqui, fazem-se crianças felizes. Aqui, as crianças aprendem a andar de bicicleta. Aqui, constroem-se lembranças de um tempo onde as brincadeiras não têm limite. Aqui, faz-se o impossível, que, afinal, é possível, bastando apenas usar a dedicação e o amor pelo trabalho com as crianças. E, elas, não pedem mais do que isso.

*Fotos do desfile de Carnaval. Tema: O mar. Crianças vestidas de casas feitas de caixas de cartão e telhados feitos de rolos de papel higiénico. Barcos feitos de caixas de cartão e também vestidos por crianças.

Coisas que não Mudam com Lacinhos e Ovas

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Ainda não me integrei na nova era tecnológica tanto quanto pensava. O blog permite-me fazer coisas que gosto e partilhar sobretudo os meus pensamentos.

Cheguei à conclusão que não sinto falta do computador mas sinto falta deste meio onde consigo chegar além fronteiras e descobrir novas formas de cozinhar e novos paladares.

O que já pensava sobre o facebook mantém-se. Apesar de ter criado uma página para o blog, ou seja, não faço qualquer uso pessoal do mesmo e os artigos do blog são lá publicados de forma automática.

Não sinto necessidade de ter Ipad’s ou outras coisas do género começadas por I ou artigos semelhantes de outras marcas.

Sinto falta das máquinas de rolo e da ansiedade de saber se as fotos ficaram bem.

Sei que tenho de comprar uma agenda de papel para anotar todos os aniversários pois esqueci-me a semana passada de alguém que fez anos.

Não consigo fazer bolos em formas de silicone, só gosto das de alumínio.

Não sei cozinhar na única boca eléctrica do meu fogão.

Não sei mexer em telemóveis sem botões, irrita-me profundamente ver os menus a fugirem-me.

Só há uma televisão em casa e continua a ser daquelas de rabo comprido. Só no dia em que avariar é que adiro às modernas de perdurar na parede.

Depois de ter passado os últimos tempos de papel e caneta cada vez me apetece menos escrever no computador.

Continua a dar-me um enorme prazer correr pela manhã e sentir o frio a bater-me a cara.

Continuo fã de amêndoas e ovos.

Estou mais benevolente, deixei as minhas filhas exprimirem-se nas paredes do quarto. Mas só porque são laváveis, e, pelos vistos, bastou uma vez e fartaram-se. Tenho que confessar que ainda não as lavei porque acho que fica bem.

Ofereceram-me uma balança no Natal e não resisti a pesar no momento em que abri a prenda. Segundo ela devia pesar 55.7kg mas ainda me faltam 900gr para lá chegar.

Continuo a ouvir as músicas de sempre enquanto corro ou caminho.

Fiz as contas e é já para o ano que as minhas filhas vão para a escola primária. Visto assim, foi rápido.

Continuo a gostar de saias e sapatos altos e o lápis dos olhos continua a acompanhar-me na maior parte dos dias.

Quero continuar a parecer que tenho 28 e que me digam que pareço ter 26 anos, apesar de já ter 30 e mais alguns. Dá-me energia para continuar a manter-me saudável, na medida do possível é claro.

Continuo a gostar de bananas só em batidos e gosto mais do Inverno com Sol do que do Verão.

Aborrecem-me as frutas do Inverno, que são sempre as mesmas, bananas, maçãs e laranjas. Sinto falta dos morangos e dos pêssegos.

Continuo a ter uma falta de jeito para actividades de bricolage infantil digna de registo. No entanto, digam-me para levar crianças a correr, fazer jogos de rua e ginasticar, e sou exímia na tarefa, e, para meu espanto, elas adoram e pedem para repetir.

Enfim, continuo a mesma e gosto disso. Por isso, continuo a adorar ovas de bacalhau, que, depois de cozidas foram acompanhadas lacinhos de tomate e ervilhas e salteadas em azeite e alhos. Bem boas.

Boa semana.

Os números de 2012

 

Aqui está um excerto:

19,000 people fit into the new Barclays Center to see Jay-Z perform. This blog was viewed about 68.000 times in 2012. If it were a concert at the Barclays Center, it would take about 4 sold-out performances for that many people to see it.

Clique aqui para ver o relatório completo

Este é o relatório de tudo aquilo que escrevi, fotografei e partilhei, feito pelo wordpress. Tinha que o partilhar com todos os que fazem deste blog o meu e o vosso blog.

O tempo não me tem permitido fazer algo que tanto prazer me dá, cozinhar, alimentar o meu blog e visitar-vos, mas, a vida, deu-me a oportunidade de voltar a sentir-me útil fora de casa.

Afinal, dentro de casa o trabalho só cresce e eu precisava de algo mais do que estar em casa. Quando as oportunidades aparecem devemos agarrá-las, pois atrás de umas vêm outras. E, essas, virão com a chegada de 2013.

Do fundo do meu coração desejo a todos os que partilham comigo este blog votos sinceros de um bom ano de 2013.

Setembro em Fotos

Um Setembro quase sem registo fotográfico. Um Setembro, como todos os anos, de águas quentes, dias amenos, e do regresso da calma ao areal. Os dias ganharam novas rotinas. Foi o mês das minhas férias, do delinear de novos projectos e de algumas incertezas. Pelo meio a vontade de chegar aos 55kg, e que, ficou parada até os meados de Outubro.

Nunca desejei tanto que uma época balnear terminasse como a deste ano. Se houve, havia, ou há, crise, não a encontrei. Vi antes um amontoado de gentes ao ponto de me sentir claustrofóbica, restaurantes apinhados, e filas para tudo e mais alguma coisa.

Setembro cheira a aconchego, ainda que os dias de calor não o demonstrassem. É inevitável a vontade de ir para a cozinha e ligar o forno assim que o ano lectivo bate à porta.

Por mim, e talvez porque fiquei farta do Verão, podia viver o ano todo na Primavera e no Outono.

Deixo-vos algumas sugestões do que fiz em Setembro.

Uma boa semana a todos/as aqueles/as que por aqui passam. Sabe bem receber visitas, e, como li há tempos num blog, ninguém cria um blog para escrever para si, pois para isso existe o word. E é verdade. Gosto da vossa companhia, gosto de escrever e gosto de o partilhar convosco. Por vezes o tempo não estica e não se consegue chegar a todo o lado.

Há que dar o nosso melhor, acima de tudo sorrir e tentar ser optimista. Claro que também podemos chorar, alivia a alma e liberta a pressão que os mais diversos factores exercem na nossa mente e nas nossas vidas. Temos 2 caminhos, continuar a chorar, a deprimir, e, deixar-mo-nos vencer, ou, limpar as lágrimas, assoar o nariz, e, dizer a nós mesmos que vamos conseguir. E vamos. E conseguiremos, se acreditarmos e fizermos por isso.

Não nos podemos deixar dominar por esta onda de pessimismo, mais do que normal, que por aí anda. Ergamos a cabeça, e que esta partilha de saberes entre blogs sirva de apoio para continuarmos a colocar comida nas nossas mesas, reciclando e inovando com sabor, sem perder de vista o factor “custo”.

Abraços cheio de boas energias 🙂 para uma semana que se avizinha fria.

E Foi Assim… E Muito Mais que Não se Vê

E foi assim que fiz a minha primeira viagem sozinha depois de ter filhos. A primeira viagem cujo ponto de encontro foi uma coincidência feliz, onde a alegria, boa disposição e a amizade fizeram a diferença. O meu primeiro concerto de verdade. Pela primeira vez no pavilhão Atlântico. Para outras meninas a primeira vez de metro, assim como as outras primeira vez para mim.

2 dias vividos intensamente. 36h de agitação, de correria, de pulos, gritos, dança, energia e alguma emoção. Muito mais que um concerto foram as emoções que ficaram e deixaram saudades. Como dizia o outro, foi tão fugaz que nem demos por isso e mais parece um sonho.

Se o caminho de ida demorou a passar, o de volta voou. Se o caminho de ida deixou tempo para me interrogar quantas mais vezes o iria fazer sozinha, o caminho de volta ensinou-me que sou mais mãe galinha do que pensava.

Gostava de as poder ter levado comigo, mas, gostei daquele tempo só meu. Se os primeiros quilómetros se fizeram de muitas interrogações, o avistar do Cristo Rei dissipou-as. Confesso que durante o tempo que estive em boa companhia até ao momento de voltar a entrar naquele autocarro me esqueci um pouco do mundo. Vivi aquele momento sem pensar em mais ninguém.

Se isso faz de mim pior ou melhor pessoa não sei, e, é-me indiferente. Valeu pela experiência emotiva, partilhada com as irmãs e a companhia de velhas amigas.

Ah… o espectáculo. Fabuloso. Mais do que alguém que canta músicas que me põem a mexer vi uma mulher linda, mas linda mesmo. Uma mulher com uma energia fenomenal em palco e que transmite força positiva. Vi uma mulher que canta muito mais do que aquilo que ouvimos. Fiquei surpreendida pela sua voz, como costumo dizer, canta que se farta. Senti a energia de estar num sítio repleto de pessoas e vibrar com elas, ali, on the floor. 

Sentei-me no chão da calçada. Apreciei os modelitos. Espantei-me com as diferentes gerações e grupos para ver a Jennifer Lopez. Havia desde crianças com 5 anos até pessoas com ar de avós, que, vibraram e dançaram. Havia jovens vestidos de negro, daqueles com correntes nas calças. Havia miúdas adolescentes com testas pintadas. Havia cartazes. Havia alegria e euforia. Eu, deixei-me levar pelo entusiasmo e quando o concerto acabou, fui daquelas que correu para o grupo de adolescentes, ainda em êxtase, que era entrevistado para a televisão. Pois é, lá fui eu de emplastro.

Houve as típicas fotos de quem vai a um concerto e que ficam para mais tarde recordar. As emoções, essas, ficaram, e, de cada vez que se ouve uma música das daquela noite, as saudades ecoam. Ficou a vontade de quero mais e as lágrimas caídas ao saber que o autocarro partia e que para traz deixava as minhas outras meninas.

Sim, foi um concerto fenomenal, mas, foram as pessoas com quem partilhei aquelas horas que o transformaram num momento especial. Obrigado pela companhia.

Para os apreciadores de JLo aqui deixo o vídeo feito pelas pessoas que estavam à minha frente. Sem dúvida uma abertura de espectáculo fabulosa.