Uma Salada Quente

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E porque a semana começa cinzenta, e promete continuar, aqui fica uma sugestão bem colorida que serve de acompanhamento ou mesmo de refeição.

Salada Quente de Couve, Abóbora e Tomate

Numa frigideira colocar azeite e alhos e deixar que estes libertem o aroma. Juntar a abóbora em fatias finas e a couve em juliana. Temperar de sal e pimenta e deixar cozinhar, cerca de 4/5m. Por fim adicionar os tomates cortados em 4 e polvilhar com coentros frescos picados. Envolver bem e servir. Bem bom.

Boa semana e até breve.

Com esta sugestão participo no passatempo do blog da Vanessa Pazeres Saudáveis.

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Juliana de Feijão Verde

Juliana de feijão verdeEstamos mesmo em Janeiro, e só agora o sinto. Frio, chuva, céu cinzento e a vontade de fazer doces que vai sendo adiada. Talvez a promessa seja quebrada esta tarde.

Por agora, uma sugestão simples, juliana de feijão verde com alhos e oregãos. Simplesmente deliciosa, e acaba depressa demais.

Juliana de Feijão Verde

Cortar as extremidades do feijão verde e retirar os fios laterais. Cortar o feijão no sentido do comprimento de modo a obter uma juliana mais ou menos fina, fica a gosto.

Cozer em água com um pouco de sal cerca de 8-10m. Não deve cozer demais. Retirar e escorrer a água. Numa frigideira colocar azeite e alhos laminados. Assim que estalarem adicionar o feijão e salteá-lo um pouco. Temperar de oregãos e servir.

Um bom domingo. Até breve.

Olhos que Comem

Nos meus anos recebi de presente um prato diferente, lindo em minha opinião. Pelo embrulho e pela marca no verso foi comprado na loja SPAL. Quando a M. mo ofereceu disse que era um prato para bolo. Estreei-o com o meu bolo de aniversário, um delicioso bolo de chocolate, e, desde então  tenho-o utilizado para servir de tudo um pouco, excepto bolos. Na última utilização usei-o para servir os legumes e a salada de tomate que acompanharam um peixe espada grelhado. Os ingredientes são do mais simples que pode haver e são conhecidos da nossa praça. O efeito conseguido ficou tão bonito que achei que merecia um post. Afinal os olhos comem, e, a barriga agradece um prato assim, simples e cheio de sabor. Obrigado M.

Alquimia dos Ingredientes

Tantas vezes contra mim falo. Outras tantas esqueço-me de como é fácil simplificarmos as refeições. Admito que é muito fácil passar no corredor do supermercado e trazer o meu molho de tomate preferido. Aquele que fica sempre bem. Aquele que muitas vezes desaparece e eu fico amudada à sua espera. Depois, venho para casa e aproveito os tomates rosa, ou coração, como preferirem, faço ovos com tomate, tomate com queijo, e, com tantas opções esqueço-me como é fácil fazer molho de tomate, daquele que é feito com o que a terra de melhor nos dá, daquele feito com tomates da época. Mas, ainda vou a tempo de me redimir, e, sobretudo, de o saborear.

Tomates+Cebola+Alhos+Azeite+Sal+Pimenta moída na hora+Oregãos qb

Fazer um refogado a gosto. Quando macio triturar com a varinha mágica. Colocar em frascos, e, depois de morno, tapar e colocar voltado ao contrário para criar vácuo. Guardar no frigorífico. Usar sempre que apetecer. Sempre há mão. Sempre fresco. Sempre saboroso.

Bom fim-de-semana a quem por aqui passa.

Brócolos em Molho de Iogurte e Ervas

Uma mistura deliciosa inspirada no livro do Jamie Oliver, Cozinhar com Jamie Oliver, pág. 338. Simples, muito simples. Cozer o brócolos em água fervente e sal. Numa taça misturar um iogurte natural com sumo de limão e ervas a gosto. Envolver tudo muito bem e reservar. Depois de cozidos os brócolos, escorrer e temperar com 1 fio de azeite. Colocar colheradas do molho de iogurte e polvilhar com sementes de sésamo. Garanto que não se vão arrepender. Uma forma deliciosa de comer brócolos e uma boa companhia para grelhados.

P.S. Os dias têm-se repartido entre muitos banhos e todo o ritual inerente que se segue ao chegar a casa. Por isso, ando um pouco mais ausente do meu e dos vossos cantinhos. Obrigado pela vossa sempre tão simpática companhia. VOLTO JÁ.

Cogumelos, Companhia Perfeita

Os cogumelos têm um elevado valor nutritivo  e têm 3 vezes mais nutrientes do que alguns frutos e vegetais. São bons fornecedores de proteínas de elevado valor biológico, por exemplo, 100g de cogumelos comestíveis frescos corresponde a 5,2g de proteínas. 90 por cento da sua constituição é água, têm poucas calorias (28Kcal em média para cada 100g) e quase nenhuma gordura. Têm uma elevada concentração de fibras, que potenciam o controlo de peso, a prevenção das doenças cardiovasculares e o funcionamento do intestino. É, portanto, além de muitas coisas, amigo de um regime alimentar saudável.  Informação retirada do site Nos Mulheres.

Em pequena comia os que a minha avó trazia. Só ela sabia quais se podiam apanhar. Ela, chamava-lhes “sanchas”, e, outras vezes, “níscaros”. Eu andava demasiado ocupada a descobrir e a explorar o mundo para perguntar sobre as diferenças de cada um dos termos. Isso, também, pouco ou nada me importava, afinal ela fazia as melhores sanchas guisadas do mundo e isso era quanto me bastava.

E, quando as avós vão cedo demais tudo fica por ali. Ficam os cheiros e os sabores como leves brisas que de vez em quando ecoam nas nossas memórias. E, eu, nunca mais comi sanchas. Um dia, descobri os cogumelos frescos, muito depois das latas é certo, e gosto muito de os fazer salteados. Servem de acompanhamento para uma massa, um arroz e até mesmo uma salada. É só deixar a vontade fluir.

Costumo usar sempre o mesmo método, simples e cheio de sabor.

Lavar os cogumelos com água corrente, sem os colocar demolho. Retirar os talos e com uma folha de papel secá-los. Colocar numa frigideira um fio de azeite e alhos esmagados. Cortar os cogumelos em quartos e quando o alho estalar juntar os cogumelos agitando a frigideira de vez em quando. Temperar com pitada de sal e pimenta moída na hora. Não deixar cozinhar demais ou ficam moles. Neste fase pode-se adicionar uma massa a gosto e envolver ou servir com uma salada. São muitas as opções, não deixem é de os comer.

Batatinhas com Vitaminas…

Talvez ao contrário da maioria, é quando o tempo aquece que como batatas. Sabem bem frias e são um excelente acompanhamento para peixe grelhado ou até mesmo carne grelhada. É tempo de feijão verde e esta sugestão já faz parte do nosso menú do tempo quente. Uma salada, simples, de batata e feijão verde, temperada com muitos oregãos secos, mas, daqueles que se compram aos molhos, bem perfumados.

E, quando surge a pergunta: “o que é isto verde?”  de imeadiato respondo: – são batatinhas com vitaminas e a conversa fica por ali.

Não entendo porque o nome “feijão” soe mal, talvez porque rime com “papão”, personagem que por acaso não faz parte dos meus métodos educativos 🙂

Civismo e O Meu Menú Infantil

A caminho do mercado cedo passagem a uma senhora que ia atravessar a passadeira. Sensivelmente 1,60m de atura. Cabelo dourado com fios brancos desenhados. Pelo rosto marcado não lhe daria menos de 65 anos. Indumentária simples. Sim, tive tempo para observar todos estes pormenores enquanto assistia à sua expressão de pavor ao atravessar a passadeira. Aquela imagem de imediato me fez recuar no tempo, muitos anos e muitos kilómetros.

Nasci e vivi até aos 10anos numa vila do interior transmontano, onde, todos se conheciam, as chaves estavam penduradas nas portas, e, a praça central e a igreja eram ponto de encontro de todos. Nesse tempo, nessa vila, eram poucas as pessoas em romaria até às portas da escola primária a levarem as crianças de carro. Também, não os havia. 90% daquelas crianças iam, tal como eu, a pé. Não havia medos, pelo menos, eu nunca o senti. Hoje, esforcei-me por me lembrar onde estavam as passadeiras na vila, e, não me lembro de nenhuma, nem de atravessar alguma no meu caminho para a escola. Não me lembro de a pintar nas aulas, mas, lembro-me que me ensinaram a olhar para os dois lados antes de atravessar e que devíamos ajudar as velhinhas a atravessar a estrada.

Hoje a palavra civismo andou comigo o dia todo. Hoje a palavra selva urbana dominou os meus pensamentos. Hoje, mais do que nunca sei que é imperativo que o código da estrada seja cumprido. Hoje mais do que nunca sei que o código da estrada de nada vale se acharmos que tudo é nosso sem ter respeito pelo próximo, seja em que circunstância for.

Já tenho dito, bom senso não faz mal a ninguém. Mas, nem só esta travessia me fez viajar no tempo. A refeição de hoje fez-me recordar que era, e é, das minhas refeições predilectas. Enquanto vivi nessa vila nem tão pouco o havia congelado, e, o peixe do mar vinha a cada 15 dias. Pois é, além do bacalhau, polvo, fanecas e carapaus pequenos fritos, fui criada a comer mioleira de vaca com ovos mexidos, língua de vaca e frango estufados, carnes assadas na brasa, alheiras, ovos, cabrito assado, borrego, guisado de sanchas, muita sopa da panela de 3 pernas, mão de vaca – blhac – muito grelos, muitas nabiças, muito leite de ovelha e cabra. Um dia voltarei a este tópico com uma lista mais completa pois ainda faltam alguns pratos, os legumes, frutas e os doces lá da terra.

Hoje tenho o mar como horizonte e já nada me prende à terra. Apenas o carinho pelas gentes e pelas tradições. E, como algumas tradições vão sofrendo pequenos retoques, o que antes eram grelos hoje são bróculos e souberam-me como há muito não sabiam. A lição de hoje é sobejamente conhecida, não faças ao outros o que não gostarias de te fizessem a ti, e, mesmo que o façam não devemos responder com a mesma atitude. Respeito pelo próximo, daquele que nasce connosco, e, não daquele que nos é imposto por uma regra. A regra existe para que não nos esqueçamos dela.

Uma Boa Páscoa para uns, Um Bom Domingo para outros. Obrigado por ter lido até ao fim.

Não Sou Grande Fã de Patés

Acredito que por esse mundo fora hajam os mais variados patés e alguns até de sabores bem excêntricos e deliciosos. Neste pedaço de terra à beira mar plantado existem patés de atum e sardinha em grande parte dos restaurantes. Quando chegamos e nos sentamos encontramos as embalagens redondas e as fatias do bom pão português a pedir um pouco de tudo para acalmar a fome. Um dia alguém me disse que o pão e a manteiga apenas se encontram em Portugal como entradas. Por momentos duvidei, depois de ir provando outras iguarias achei que de facto podia fazer algum sentido. Quantas vezes não acontece ficarmos cheios só com as entradas? O pão não tem culpa, é um hábito na nossa mesa mas de certo contribui para tal. Deixemos o pão e os patés que de pão gosto muito e de manteiga também, já os patés não fazem parte do meu hábito e nem suspiro por eles. A sugestão de hoje supera o pão com manteiga, isto dito por uma viciada em pão com manteiga, fazem uma belas entradas para acalmar a fome, ou até mesmo como refeição. Tudo depende da vontade e da nossa imaginação.

Por agora fica a sugestão para umas entradas de Frango Desfiado com Couve Chinesa e Pimentos.

Tão simples quanto saltear a cebola picada, com a couve e o pimento picado mas não deixar que fiquem demasiado moles. Juntar peito de frango cozido desfiado e temperar de sal e pimenta moída na hora. Adicionar um pouco de creme culinário Vaqueiro Light para ligar os ingredientes. Deixar arrefecer um pouco e servir em pequenas tostas ou bolachas.

Queijo Fresco e Folhas Verdes em Base Crocante

Hoje apresento mais uma sugestão para fazer com a massa do Artisan Bread. É de facto uma maravilha termos a massa sempre ao dispor no frigorífico. E, tentando fugir do queijo, quis fazer algo menos calórico. A solução foi esticar um pedaço de massa o mais fino que consegui, pois gosto de massa fina, e, levar ao forno a 220ºC até estar dourada. Assim simples, sem nada. Depois deixar arrefecer. Colocar por cima uma mistura de folhas verdes, queijo fresco e temperar de azeite e pimenta. Umas boas entradas para receber amigos ou refeições preguiçosas e solitárias.

Comida em Tempo de Saldos

Para ver melhor clicar na imagem

 Gosto dos saldos. Gosto de encontrar pequenos tesouros escondidos no meio daquela confusão. Não gosto do calor horrível que faz nos provadores seja Inverno seja Verão. Não tenho paciência para experimentar roupa. Gosto de ficar eternidades a apreciar maquilhagem e perfumes, que pouco ou nada uso mas admiro, gosto de fios, pulseiras, malas e sapatos, artigos de decoração, e, se forem tesourinhos escondidos e perdidos nos saldos melhor me sabem.

Hoje fui aos saldos… no meu frigorífico. Anotei o pedido. Omelete com salsichas, e, sem aviso troquei-as pelos cogumelos frescos. Tive um momento de inspiração e criatividade. Fui buscar os cortadores e um tomate bem docinho ainda da época. Transformei-os naquilo que a mente desenhou. Aquilo que é comida fácil, do desenrasca, do aperto e do pouco tempo, foi transformada num pequeno tesouro delicioso, e eu, senti-me como nos saldos.

E depois deste bocadinho de conversa desejo um bom fim-de-semana.

Hoje é Dia de Comida com Ar Saudável…

…os doces voltam amanhã. O calor anda por aí e tem-se feito sentir verdadeiramente na pele. Apetecem coisas frescas e leves e comida de forno não será certamente das opções mais escolhidas nesta altura do ano. Mas, quando há peixe fresco para assar e se pretende um contraste de temperaturas esta salada é uma excelente opção e combina muito bem, fazendo mesmo esquecer o calor que faz lá fora enquanto o forno está ligado. Aqui fica mais uma sugestão para uma salada fresca e absolutamente deliciosa. Aconselho vivamente.

Ingredientes:
Batatas
Feijão verde
Pepino
Tomate
Azeite Vinagre
Oregãos
 

Cozer as batatas e o feijão verde num pouco de água com sal. Depois de cozidos escorrer a água e deixar arrefecer. Numa taça colocar o pepino e o tomate picado. Envolver as batatas e o feijão. Temperar de azeite, vinagre e muitos oregãos.

Aquilo que Para uns é Pouco…

… para outros é muito. E, cada vez mais esta frase se enquadra perfeitamente neste nosso mundo em que vivemos. E, por isso mesmo com o pouco que sobra daqui e dali, juntando mais disto e daquilo, temos uma refeição. E, lhes dermos o nome de Bruschetta o pouco ganha admiração e nova cara, tornando-se assim mais apetecível.

Segundo pesquisei é uma especialidade da Toscana e da Úmbria, usado como antepasto na Itália. O nome vem de bruscare, que significa “grelhar sobre o carvão”. É feita com fatias de pão tostadas sobre grelha, sobre as quais se coloca alho, azeite, sal e pimenta. Pode ser acompanhada também de tomate maduro ou presunto.

Não havendo presunto nem tomate maduro faz-se com o que houver à mão, por aqui havia frango cozido. Pincela-se o pão com azeite, um pouco de ketchup, o frango e queijo ralado. Polvilha-se com oregãos e vai ao forno a 200ºC até o queijo dourar. Junta-se uma mão cheia de folhas verdes temperadas e temos almoço.

Salada Algarviada

Por aqui não há receita mas confesso que me inspirei numas batatas com pepino da Sofia. Depois foi só juntar mais 2 ou 3 coisas que fazem desta salada a minha preferida. É típica do Algarve e Alentejo, sem as batatas e a cenoura claro,  e nesta altura do ano em que os tomates enchem as bancas do mercado há que levá-los para casa e saborear enquanto os há. Melhor se for com oregãos… muitos oregãos.

Ingredientes:
Batatinhas cozinhas
Cenoura
Pepino
Tomate
Cebola doce
Oregãos
Azeite
Sal
 

Cozer as batatas e as cenouras. Cortar todos os ingredientes em pequenos pedaços. Temperar a gosto e acompanhar com o que apetecer. Se pretender a salada ainda mais fresca adicionar água fria e umas pedras de gelo.

Quando Corro

Só temos 1 coisa em comum, por enquanto, mas teremos mais com certeza. Quando corro penso muito em ti, quando te oiço ganho mais um bocadinho de força. Sim, admito gostava de as ter como as tuas e sim gostava de ter um como o teu. Mas, tenho as minhas e tenho o meu e se a mãe natureza se chateou quando nasci, hoje sei que só depende de mim fazer mais e melhor e ser melhor. Contam as más línguas, ou boas, que voltaste ao que eras, para mim estás ainda melhor, devido a uma grande dieta de cogumelos, atum e ovos e que praticaste pilates. Bem, como me inspiras, lá peguei na ideia que li e fiz algo parecido ao que comes. Nunca serei como tu, sou apenas eu, mas ainda bem que me inspiras. Goste-se ou não, homens e mulheres gostam de ti e eu sou mais uma que quando está on the floor só pensa em ter uma barriga como a tua. Me desculpem as mães perfeitas mas eu não consigo olhar para a minha barriga e pensar que está linda assim e ter orgulho no seu aspecto porque foi habitada. Na na ni não, quero gostar da minha barriga porque sim, orgulho de ser mãe é outra coisa. Keep going já esteve pior.

Omelete de cogumelos, pimento verde, oregãos e fatias de chourição. Como se faz já todos sabem.

If you go hard you gotta get on the floor
If you’re a party freak then step on the floor
If your an animal then tear up the floor
Break a sweat on the floor
Yeah we work on the floor Don’t stop, keep it moving

Açorda de Ovas

Encontrei duas origens diferentes da açorda.

1- A açorda teve origem em Évora Monte durante a Convenção (1834) que pôs termo à Guerra Civil entre liberais e miguelistas, que durante as discussões  só havia pão duro, daí dar origem à açorda com pão duro, água, sal, coentros, alhos e azeite.

2- Quando analisamos as fontes, receituário, da presença árabe na península encontramos muitas sopas às quais se adicionava pão esfarelado ou cortado grosseiramente. Parece ser esta a origem das açordas. No entanto quase só na zona sul do país assumimos a designação açorda. Este termo nunca aparece associado às sopas de pão que ainda hoje se confeccionam nas Beiras ou Trás-os-Montes.
E temos a grande variante da açorda, que já não é sopa, e que se transformou num prato de referência em Portugal. Ninguém abdica na zona costeira das variadas açordas de peixes e marisco.

Hoje fica a sugestão para uma açorda de ovas. Um prato fácil de confeccionar e bastante económico que se transformou numa autêntica iguaria em muitos restaurantes do nosso país principalmente a sul.

O método é simples. Cozer as ovas num pouco de água com sal, azeite  e alhos esmagados. Quando cozidas cortar em pedaços e reservar. Na água da cozedura das ovas colocar o pão duro cortado em pedaços e em lume baixo mexer até formar uma espécie de papa. Adicionar as ovas e ovo batido. Mexer durante uns segundos até o ovo estar bem incorporado. Polvilhar com coentros frescos picados antes de servir.

Paleta de Cores

A Primavera emprestou-me a sua paleta de cores. Peguei num pincel e pintei de vermelho o pimento que cortei em pedaços. Depois no verde, pintei os espinafres, e, dei vários tons a uma couve coração. Usei o castanho para desenhar a pimenta e um branco para colorir meia dúzia de alhos. Voltei à caixa dos pincéis e tirei um para usar no amarelo de 3 ovos, e, de novo peguei no verde para uns salpicos de ervas secas que a eles se juntaram. No dourado do azeite e no branco dos alhos misturei todas as cores, que temperei de sal e pimenta e deixei-as cozinhar até estarem mais moles. Por fim deixei arrefecer a minha tela e juntei-lhe o vermelho de um tomate e o verde dos coentros. Com o amarelo pintei a omelete que depois enrolei só para ficar bonita. Sim, os olhos também comem, falam e sentem.

Não Resisti…

A minha cama deu-me um sono bem descansado, acordei cheia de energia e fiz-me ao caminho. Cheguei a casa e olhei para ti, não te resisti e fiquei triste por não estares ao meu lado. Lavei-as, tirei-os da frasco, cortei os que estavam na caixa, abri o saco, tirei, salpiquei, e de novo cortei. Por fim um merecido banho em vinagre balsâmico e um pequeno fio de azeite, e sim, senti a tua falta meu querido ovo cozido por não estares a meu lado. Afinal não te deixei esperar, pois enquanto te fazia esta delicada e colorida cama não te resisti, e, assim partiste deixando para trás as tuas cascas… e que bem que me soube.

Não preciso de muito mais para ficar satisfeita, grão, alfaces, frutos secos, coentros, tomates e só para te matar o bichinho da gula uma singela fatia de salame.

Quando o Calor Aperta…

Quando o calor aperta o corpo pede pouco mais do que água e fruta, mas, como também pede um pouco de outras coisas façamos a sua vontade. Deixemos o grão e a mozzarella, cortada em fatias, rolarem numa travessa, acompanhados de uns lombos de atum em azeite, e, levemente refrescados com um fio de azeite e coentros. Antes de servir, ainda houve uns tomates pequenos e perfumados que se quiseram juntar à travessa, e eu, fiz-lhes a vontade. Degustemos cada grão na companhia de uma salada com frutos secos e por momentos esqueçamos que a cozinha é complicada e quente no Verão. Afinal 10m são quanto basta para ter a comida na mesa.

Reconfortante e Saborosa

Aqui fica uma sugestão para uma refeição rápida, saborosa e muito reconfortante. Faça calor ou frio garanto que sabe sempre bem. Não tem que enganar, fazer um refogado com 1 cebola, 5 dentes de alho esmagados, 3 folhas de louro e juntar uma lata de feijão preto cozido. Apurar uns 5 minutos e deixar o sabor do alho misturar-se com o feijão. Grelhar um hamburguer, neste caso de frango, e escalfar um ovo. Adivinhem quem come tudinho… os grandes e os pequenos.