Doce de Cereja… com História

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A avó não ficou para as conversas mas deixou em mim doces lembranças. A época das cerejas é, sem dúvida, uma época em que a minha avó não me sai da lembrança.

Lembro-me, como se fosse hoje, dos frascos de Tofina que reciclava para guardar religiosamente os doces e as geleias. Ah, como eu gostava de comer pão com manteiga e geleia🙂

Ela não fazia doce de cereja, fazia doce de ginja. Para mim ainda melhor, pois apesar de a olho nu serem frutos muito parecidos a ginja tem um travo mais ácido que tanto gosto nos doces.

Não procurei ginjas, aliás nunca as procurei e nem sei bem porquê. Talvez um dia destes o faça. No entanto, todos os anos faço doce de cereja na tentativa prolongar os cheiros e sabores tão presentes na minha memória. A pouca quantidade de açúcar deixa no ar a doce lembrança da minha avó.

IMG_4610Doce de Cereja

1kg de cerejas; 100gr de açúcar; Sumo de 1/2 limão – cerca de 30ml

Retirar os caroços às cerejas. Bem sei que custa mas existe um óptimo ajudante à venda na Casa. Não me recordo ao certo quanto custou mas foi bastante acessível. Num tacho anti-aderente, costumo usar o wok, colocar as cerejas com o açúcar e o limão. Depois é só deixar cozinhar lentamente e ir mexendo de vez em quando até amolecerem por completo e atingir o ponto estrada – quando se passa a colher de pau pelo doce e se vê o fundo, fazendo uma estrada e que não se una. Digamos que cerca de 45m.

Depois é só depois arrefecer e colocar em frascos de vidro e guardar no frio.

Segundo a minha mãe me ensinou os doces para conservar mais tempo têm que levar mais açúcar, pois este ajuda no processo de conservação. No entanto não gosto de coisas muito doces. A verdade é que estes pequenos momentos feitos de sabores e lembranças me sabem melhor barrados na época delas.

*Para fazer doce compro cerejas nas grandes superfícies pois o kg é mais barato, 1,99€. Digamos que lhes falta o doce das cerejas nacionais, mas essas ficam para comer à mão😉

Bem bom.

Até breve.

4 thoughts on “Doce de Cereja… com História

  1. O preço delas aqui é sempre proibitivo.Começaram por ser 7 euros o quilo. Agora compro-as a 3 euros. É sempre caro, mas a época delas é tão pequenina que temos de aproveitar.
    Gosto de receitas que despoletam recordações. Eu associo o doce de uva e o de amora à minha avó materna que faz domingo 90 anos. Sabores do coração, portanto.
    Beijinhos daqui para aí.
    Patrícia

Sempre que Apetecer, Sem Compromissos. Até já.

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