Quando os Ovos não Estão

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Esta coisa de aquecermos a água para que as batatas e os legumes cozam mais depressa acaba muitas vezes em esquecimentos.

Quem nunca abriu a panela e descobriu que afinal os ovos não estão.

A minha mãe sempre me disse que os ovos não se colocam em água a ferver pois podem quebrar. Está-se mesmo a ver, eu, ovólatra assumida – nem sei se o termo existe- é descobrir que os ovos não estão e começo com a ficar com ansiedade. É verdade, fico mesmo.

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Nos tempos em que a minha Carlinha vivia bilinha, até rimou, ensinou-me que o jarro eléctrico pode ter mais um uso que não aquecer água. Ah pois é, ele também COZE ovos, a uma velocidade incrível, não se partem e cozem mesmo. Dúvidas? Ora experimentem lá.

Colocar os ovos no jarro e encher de água fria até ao limite indicado no jarro, o meu tem capacidade de 1,8Lt. Clicar no botão e tcha naaaaan 🙂 ovos cozidos. Assim que desligar, o meu desliga sozinho, deixar em repouso 2m. Os 2m foi o meu medo de os achar crus…

Enjoy. Até já.

P.S. parceira vê lá se te despachas que estás a precisar de ovos para te recompores 🙂

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Bolo de Maçã em Camadas…

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Um bolo arrebatador, sim é esta a palavra, sobretudo para quem gosta de maçãs em doces. A receita é muito simples e muito light, pouco açúcar, pouca manteiga, cheia de sabor. Aconselho a comer fresco, bem fresco, de preferência no dia seguinte. 1 só fatia vai saber a muito pouco…
Bolo de Maçã em Camadas
Ingredientes:
6 maçãs
2 ovos
100ml de leite
70gr de farinha com fermento
50gr de açúcar
20gr de manteiga
1 colher de chá de essência de baunilha
Sumo de meio limão
3 colheres de sopa de açúcar mascavado
Canela em pó a gosto
Preparação:
  1. Pré-aquecer o forno a 170ºC
  2. Descascar as maçãs e cortar em fatias finas. Colocar numa taça, regar com o sumo de limão, juntar o açúcar mascavado, a canela e envolver bem. Reservar.
  3. Bater os ovos com o açúcar até obter um creme e os ovos ganharem volume.
  4. Juntar a manteiga amolecida, o leite e a essência e bater tudo. Por fim adicionar a farinha e misturar bem.
  5. Por último juntar as maçãs e envolver com cuidado na mistura para não se partirem.
  6. Untar uma forma de mola e levar ao forno por 30m.
Deixar arrefecer e polvilhar com açúcar em pó. Guardar no frio pelo menos  a 4 horas. Depois  é comer sem culpas, afinal 20gr de manteiga e tão pouco açúcar não nos vão tirar da linha.

É das melhores coisas que já fiz, pela facilidade, rapidez, económica, fica lindo em qualquer ocasião, é muito light, mas o mais importante é ser simplesmente delicioso.

Até breve.

É só Mais 1 receita do Bolo de Chocolate

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Não fosse a linha e tinha comido, facilmente, grande parte do bolo sozinha. Foi feito a pedido de uma das pequenas e tinha a inspiração perfeita. No blog da Lina tinha visto uns brownies tentadores, adaptei a receita e transformei-a num delicioso bolos de chocolate. É o tipo de bolo que adoro, denso e húmido, desfaz-se na boca e sabe a chocolate… Muito fácil de fazer e suja-se pouca loiça 🙂

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Foi feito num dia em que alguém mostrou ser tão insensível e egoísta que tive vontade de sair do carro e…

Se a amargura tivesse um rosto nesse dia teria-o visto. São 19.35, Rua de sentido único. 3 carros à minha frente e outros tantos atrás. Passam cerca de 2m e a fila não anda. Há um carro parado. Passado algum tempo aparece um senhor que carrega nos braços uma criança com cerca de 10 anos, não anda, e outro pequeno o segue. Aparece uma adolescente a sair do prédio com a cadeira de rodas. O pai desdobra-se para se equilibrar e colocar os filhos e a cadeira no carro. Atrás de mim, alguém com pouco mais de 50 anos buzina. Senti o coração ficar apertado e num acto sem nome coloco a cabeça de fora e digo: ” não vê que há uma menina que não pode andar?”

Que pressa de viver é esta que faz uma pessoa que pode andar, conduzir, correr, continuar a ter pressa perante uma jovem que não pode viver o mundo da mesma forma?

Que egoísmo e falta de cidadania é esta? Serei só eu que estou mais sensível ou sou apenas diferente?

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Bolo de Chocolate

Ligar o forno a 170ºC

200gr de chocolate Pantagruel + 200ml de natas frescas + 100gr de margarina Vaqueiro + 75gr de açúcar amarelo + pitada de sal.

Colocar tudo num tacho e deixar derreter em banho-maria até ficar tudo bem misturado. Deixar ficar morno.

Juntar 3 ovos. 1 a 1 batendo entre cada adição. Nem usei batedeira, fiz com vara de arames.

Por fim adicionar 125gr de farinha T55 (sem fermento) + canela em pó q.b. + colher de café rasa de bicarbonato de sódio + colher de café rasa com fermento para bolos. Com a vara de arames mistura bem até obter um creme liso e sem grumos.

Untar uma forma redonda – usei com 20 cm de diâmetro – e levar ao forno cerca de 20cm. Vigiar a cozedura para que o bolo não coza demais. Assim que palito saia seco está pronto. Retirar de imediato do forno e deixar ficar morno na forma. Depois retirar e colocar sob uma rede para terminar de arrefecer.

Notas: gostava de o ter experimentado com gelado mas não tinha. Comi com chantily e a combinação é simples mas muito boa. Ainda assim, por ser um bolo tão rico e denso, comê-lo simples é uma boa forma de apreciar este bolo que aconselho a quem é fã de chocolate.

Boa semana e até breve.

Say Cheese… CheeseCake

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Ando mesmo a precisar de uma fatia destas. Tenho os ingredientes. Só me falta ir até à cozinha. Medo, muito medo. O difícil é comer uma fatia só. Enquanto não chego à cozinha relembro mais uma vez a receita deste cheesecake que vale tanto a pena 🙂

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Cheesecake de Banana

Ingredientes:
3 ovos
500gr de queijo 0% de gordura
1 pacote de natas frescas – 200ml
2 colheres de sopa de Maizena
50gr de açúcar
2 bananas + Sumo e raspa de limão a gosto
Bolachas e manteiga a gosto
Essência de baunilha

Pré-aquecer o forno a 160ºC. Picar as bolachas e juntar-lhe a manteiga derretida. Misturar até estar tudo ligado. Não indico quantidades pois faço a olho e pessoalmente não aprecio grande camada de bolacha, se bem que esta ficou maior que o habitual. Forrar uma forma de fundo amovível com a mistura obtida e espalhar com a ajuda das costas de uma colher de sopa. Alisar bem e levar ao congelador 15m. Juntar o sumo de limão às bananas e passar a varinha mágica. Com uma vara de arames misturar o açúcar, a raspa de limão e o queijo. Juntar as natas e os ovos 1 a 1. Só adicionar novo quando o anterior estiver bem incorporado. Por fim adicionar a essência de baunilha, as bananas e a Maizena peneirada. Colocar o preparado na forma e levar ao forno 50m. Deixar arrefecer dentro do forno e passar para o frigorífico pelo menos umas 4h antes de comer, o ideal é fazer de véspera.

Servir com topping de morango, comer e voltar a repetir. Como há cerejas cá me parece que vou mudar a cobertura 🙂

Até breve 

Esparguete de Sardinha

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Em modo de sabores com história. O calor está instalado anunciando a chegada silenciosa do Verão. Não apetecem comidas morosas. Os sabores querem-se simples e descomplicados. Da gaveta tiram-se memórias de um tempo de rigorosa gestão do orçamento. Num tempo em que comia vezes sem conta esparguete com sardinha sob o olhar de admiração das colegas de casa e ouvia a pergunta do costume: “Tu não enjoas?”. Não, não enjoava e por vezes ainda lhe juntava cogumelos frescos. Que bom que ficava. De outra gaveta saem latas de sardinha. No final, tudo conspira para uma refeição cheia de sabor e boas lembranças dos tempos de estudante.

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Esparguete de Sardinha, comido até ao último fio de massa pelas mais pequenas e para repetir muito em breve. Bom, rápido e descomplicado. Que mais se pode pedir?

Esparguete de Sardinha

Esparguete q.b. e sardinhas sem pele e espinha em azeite qb. Coentros

Cozer o esparguete em água temperada de sal e um pouco de açafrão. Numa frigideira colocar a sardinha com alhos esmagados e um fio de azeite. Saltear um pouco. Juntar o esparguete depois de cozido e escorrido. Envolver tudo e polvilhar com coentros.

Desfrutar de sabores simples é palavra de ordem. Como dirá alguém que conheço “Keep it Simple”.

Boa semana e até breve.

Doce de Cereja… com História

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A avó não ficou para as conversas mas deixou em mim doces lembranças. A época das cerejas é, sem dúvida, uma época em que a minha avó não me sai da lembrança.

Lembro-me, como se fosse hoje, dos frascos de Tofina que reciclava para guardar religiosamente os doces e as geleias. Ah, como eu gostava de comer pão com manteiga e geleia 🙂

Ela não fazia doce de cereja, fazia doce de ginja. Para mim ainda melhor, pois apesar de a olho nu serem frutos muito parecidos a ginja tem um travo mais ácido que tanto gosto nos doces.

Não procurei ginjas, aliás nunca as procurei e nem sei bem porquê. Talvez um dia destes o faça. No entanto, todos os anos faço doce de cereja na tentativa prolongar os cheiros e sabores tão presentes na minha memória. A pouca quantidade de açúcar deixa no ar a doce lembrança da minha avó.

IMG_4610Doce de Cereja

1kg de cerejas; 100gr de açúcar; Sumo de 1/2 limão – cerca de 30ml

Retirar os caroços às cerejas. Bem sei que custa mas existe um óptimo ajudante à venda na Casa. Não me recordo ao certo quanto custou mas foi bastante acessível. Num tacho anti-aderente, costumo usar o wok, colocar as cerejas com o açúcar e o limão. Depois é só deixar cozinhar lentamente e ir mexendo de vez em quando até amolecerem por completo e atingir o ponto estrada – quando se passa a colher de pau pelo doce e se vê o fundo, fazendo uma estrada e que não se una. Digamos que cerca de 45m.

Depois é só depois arrefecer e colocar em frascos de vidro e guardar no frio.

Segundo a minha mãe me ensinou os doces para conservar mais tempo têm que levar mais açúcar, pois este ajuda no processo de conservação. No entanto não gosto de coisas muito doces. A verdade é que estes pequenos momentos feitos de sabores e lembranças me sabem melhor barrados na época delas.

*Para fazer doce compro cerejas nas grandes superfícies pois o kg é mais barato, 1,99€. Digamos que lhes falta o doce das cerejas nacionais, mas essas ficam para comer à mão 😉

Bem bom.

Até breve.

Creme de Coentros

Creme de Coentros

Uma sopa de sabor fresco e leve. Perfeita para fãs de coentros.

Creme de Coentros

Courgete q.b.; cebola; 1 – 2 batatas; ramo de coentros; sal; azeite

Cozer as courgetes, batata e cebola. Temperar de sal. Passar a varinha mágica depois dos legumes bem cozidos. Por fim temperar de azeite e colocar o ramo de coentros. Passar de novo a varinha mágica e triturar tudo. Bem boa…

Até breve. Boa semana e bom feriado.

Coisas de Irmãs – Tosta Doce

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Eu e a minha irmã gostamos praticamente das mesmas coisas, roupa e comida 🙂 ,e nem os 12 anos que nos separam fazem muita diferença.

Quando lhe disse que tinha feito esta tosta doce digamos que ela ficou na dúvida.

Eu direi que é muito boa, o doce/amargo do doce de framboesa e o queijo fundido combinam na perfeição. Um lanche perfeito que pode satisfazer a vontade de comer um doce 🙂

Quem sabe podemos partilhar uma tosta doce no fim-de-semana?

Crepe-Omelete para 1

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Tenho estado doente e ainda falta algum tempo para me recompor. Após uma pequena cirurgia fiquei a saber que tinha anemia e, logo a seguir, uma bronquite. Uma espécie de 3 em 1. Algo falhou na minha dieta, na minha sucessiva tentativa de não querer ter mais do que 54kg. 

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Não é fácil aceitar que não se pode correr durante 1 mês, que não se pode fazer isto e aquilo. Pelo meio, tento testar os limites que se me foram impondo e sei que não os posso de todo ultrapassar, pelo menos por enquanto.
A alimentação ajustou-se à condição de “anémica” e lá vou tentando comer mais alimentos com ferro, isto sem nunca esquecer tudo o que tanto gosto.
A Maria disse-me que a salsa tinha ferro e foi quanto bastou para a usar neste crepe/omelete para 1.

Crepe/omelete
2 ovos; 30ml de leite; 15gr de farinha integral; salsa e queijo q.b.

Bater os ovos com a farinha, leite e salsa. Colocar um fio de azeite numa frigideira e deitar o preparado. Por cima colocar fatias de queijo e assim que não houver mais líquido começar a enrolar como se fosse uma torta.

Servir com salada de agrião que é rica em ferro 🙂

Boa semana e até breve.