Pães de Leite

IMG_2908E nada melhor que acordar pela manhã com pão quente. Estes pães de leite são amassados de véspera, pela MFP, e dormem no frio enrolados em película aderente. Muito fáceis de fazer e com uma base fina e crocante.

Leite morno+1 ovo batido até fazer 300ml; 60gr de manteiga amolecida; pitada de sal fino; 500gr de farinha T55; 5gr de fermento seco granulado.

Colocar os ingredientes na máquina do pão e seleccionar o programa que amassa e leveda. O que pode acontecer enquanto se prepara o jantar. Quando a máquina terminar retirar a massa para  bancada. Retirar o ar e moldar uma bola. A massa lisa e macia e não precisa enfarinhar as mãos ou bancada. Enrolar em película aderente e deixar no frigorífico durante a noite.

São 6:50 da manhã. Ligar o forno a 50ºC. Retirar pequenas porções com cerca de 80gr cada e dar a forma que pretender, eu fiz ligeiramente achatados. Colocar papel vegetal no tabuleiro do forno e colocar os pães já moldados. Tapar com um pano húmido, mas bem torcido, e levar ao forno 20m para levedar. São 7:20. Retirar do forno e subir a temperatura para os 180ºC. Misturar uma gema com um pouco de leite e pincelar os pães. Deixar cozer até estarem dourados a gosto – cerca de 15m.

Colocar a mesa do pequeno almoço e é hora do duche matinal. São 8:00, as crianças despertam e preparam-se para mais um dia de escola. Senta-mo-nos à mesa e saboreamos o pequeno-almoço. 8:45 é hora de sair de casa e ir trabalhar. A loiça… arruma-se mais tarde 🙂

Pastéis de Batata Doce com Amêndoa Torrada

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É oficial. Cheira a Natal por estes lados. As experiências vão-se sucedendo agora que as velhas mãos calejadas não mais os podem fazer. É nestas alturas que sinto vontade de arregaçar mangas na esperança de que os sabores que tantas memórias em nós evocam não caiam no esquecimento.

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Não me atrevi a pôr a mão na massa, mas antes no recheio, e o resultado superou as expectativas. Uns deliciosos pastéis de batata doce e amêndoa feitos no forno, que, acabaram depressa demais perante tantas mãos cheias de vontade. No ar ficou o pedido de fazê-los com gila e amêndoa. A ver se me atrevo.

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A massa fica bem estaladiça e sem aquele murchar do tempo característico dos pastéis fritos. A casa não cheira a fritos e o cheiro a canela no ar anuncia a chegada do Natal. Ficam prontos em cercas de 20m e a cozinha arruma-se num instante.

Partilho como fiz o recheio pois a massa já vem feita, cortada e separada por papel vegetal 🙂

Recheio de Batata Doce e Amêndoa Torrada

Cerca de 400gr de batata doce – já descascadas; 125gr de açúcar; 125ml de água; pau de canela; raspa de um limão; 5 gemas; amêndoa torrada e sem pele – cerca de 75gr; canela em pó qb.

Cortar as batatas e cozer na panela de pressão cerca de 15/20m tapadas com água. Depois de cozidas passar a varinha mágica até obter o puré. Deixar arrefecer.
Enquanto arrefece fazer uma calda com a água, o açúcar e a raspa de limão. Deixar levantar fervura em lume brando até ganhar um pouco de consistência e deixar ficar morno.
Num robot de cozinha, colocar o puré de batata doce e através do bocal ir adicionando as gemas 1 a 1 tendo o cuidado de bater entre cada adição. Aos poucos adicionar a calda e ir pulsando até obter a consistência desejada. Por fim adicionar a amêndoa torrada.

O recheio quando morno/frio está pronto a utilizar. No entanto eu prefiro fazê-lo no dia seguinte quando os sabores estão mais intensos. O recheio conserva-se facilmente durante cerca de 1 semana no frigorífico em caixa hermética. Esta quantidade fez cerca de 30 pastéis.

A caminho do forno

Ligar o forno a 180ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal. Retirar os discos de massa do congelador, separar e deixar à temperatura ambiente enquanto o forno aquece – cerca de 10m. Depois basta distribuir o recheio tendo o cuidado de passar água nos rebordos da massa e depois calcar com a ajuda de uma garfo para evitar que abram durante a cozedura.

Pincelam-se com gema batida com um pouco de leite e vão ao forno a cozer cerca de 15/20m. Depois de pronto polvilhar com uma mistura de açúcar em pó e canela.

E, com este post a cheirar a canela, aproveito para desejar boas festas a todos e todas. Sejam felizes, sorriam e abracem muito que a noite é mágica.

Até breve

Salada de Cenoura e Beterraba

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No Agosto soalheiro fomos até perto da Zambujeira do Mar. De entre as muitas coisas caseiras que por lá comi provei uma salada de cenouras e beterraba simplesmente deliciosa, e logo eu que tanto desvalorizava a beterraba.

Por isso tentei em casa reproduzir e ficou muito perto do original. É um acompanhamento que se faz rapidamente e saboreia-se melhor no dia seguinte.

Vamos precisar de cenouras e beterraba; alhos picados; coentros; azeite; noz moscada e sal, tudo quanto baste.

Descascam-se  as cenouras e a beterraba e cortam-se em rodelas não muito grossas. Cozem-se em água com sal durante cerca de 20m e em fogo médio/baixo. O objectivo é que os legumes fiquem macios mas ligeiramente rijos.

Depois de cozidos colocam-se num escorredor até toda a água sair.

Numa taça coloca-se azeite, noz moscada, alhos picados, coentros e mistura-se muito bem. Por fim colocam-se as cenouras e a beterraba e envolver-se tudo. Guardar no frigorífico e saborear no dia seguinte pois os sabores já estão incorporados e apurados. Costumo fazer este tipo de acompanhamento à noite enquanto se arruma a cozinha e depois passa a noite no frio.

Até já.

Açorda de Bacalhau com Ovo Escalfado

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Acreditem ou não, a verdade é que me sabe melhor o que cozinho de aproveitamentos do que muitas vezes algo que é feito de raíz, se bem que aqui não é 100% verdade.

Tinha pão com uma semana e duas postas de supremas de bacalhau, congeladas, que não tinham sido usadas.

E assim se fez uma açorda de bacalhau que, modéstia à parte e elogios das crianças, ficou bem boa.

É muito fácil de fazer e de certeza que sai sempre bem.

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Ingredientes: Pão duro, ovos, bacalhau, sal, azeite, alhos, coentros, vinagre.

Começar por cozer as postas de bacalhau. Cortar o pão em pequenos cubos. Depois de cozidas retirar o bacalhau da panela e reservar a água. Colocar o pão dentro da panela e juntar uns dentes de alho esmagados. Deixar repousar com a panela tapada cerca de 10m. Desfiar o bacalhau e reservar.

Numa frigideira colocar um pouco de azeite e alhos esmagados. Retirar o pão da panela com uma espumadeira – ou escumadeira – de modo a que escorra a água, caso tenha colocado em excesso, e, numa taça, misturar com o bacalhau desfiado, os coentros e ovos batidos. Não há quantidades nem medidas exactas pois faz-se usando o bom senso de acordo com o que temos em casa.

Colocar a mistura do pão na frigideira e deixar alourar. Enquanto isso fazer os ovos escalfados. Colocar água fervente numa panela com um pouco de vinagre, cerca de 1 colher de sopa, e, quando levantar fervura, mexer a água com um garfo de modo a criar um remoinho, e em seguida abrir 1 ovo. Deixar cozinhar até a clara estar branca. Repetir o processo para cada ovo.

Serve-se a gosto, mas, eu, gosto particularmente de colocar a açorda primeiro no prato e depois o ovos escalfado por cima.

Do regresso…

Não abandonei o blog. As aventuras a partilhar continuam pela cozinha e as fotos acumulam-se na máquina. As semanas foram passando e rapidamente se transformaram em meses. Continuo igual a mim mesma, mas, os últimos meses foram exclusivamente meus, e sim fui egoísta. Abdiquei do meu tempo de mãe, em que chegava a casa e já dormiam, para fazer algo por mim em paralelo com o lado profissional. E que bom que foi. Agora que se aguçou a sede fiquei com vontade de mais.

Há muito que não vinha ao meu blog apesar de ir seguindo tantos outros e vendo o que por cá, e por lá, se faz. Sempre de fugida, que o tempo é racionado e as palavras seriam mais que muitas.

Obrigado pelos vossos comentários simpáticos, pelas visitas diárias, pela companhia.

Até já.