Crepes… outra Vez

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E o ritual repete-se a cada sexta-feira. Crepes para o lanche, massa fina e rebordos estaladiços, desta vez com o doce de batata doce e amêndoa… isso mesmo, muito bom.

Numa taça/tigela colocar 50gr de farinha T55, 1 colher de sopa rasa de açúcar e misturar. Fazer uma cova. Bater 1 ovo e colocar na farinha. Adicionar 125ml de leite e misturar bem com uma vara de arames até que não fiquem grumos. Deixar repousar 20m. O tempo de se lavarem e vestirem as crianças.

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E, enquanto se servem os pequenos-almoços fazem-se os crepes.

Coloca-se uma frigideira mini ao fogo com o lume no mínimo. Com uma folha de papel, untada com um pouco de manteiga, unta-se a frigideira e coloca-se uma pequena porção de massa, o suficiente para cobrir o fundo.

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Assim que as bordas começarem a ficar douradas a massa borbulhar voltar o crepe ao contrário uns segundos. Assim que se soltar da frigideira está pronto.

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Boa Páscoa. Volto em breve. Até já.

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Um Pouco do Tempo Dele

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Vivemos sempre sem tempo, num mundo que corre freneticamente e ainda não descobriu para onde.

Estacionei o carro, bem estacionado, entenda-se. Meia hora depois, regresso ao carro e sinto-me encurralada sem grandes hipóteses de sair para onde quer que fosse. O largo, cheio de carro e vazio de pessoas, cheirava a chuva e a mofo. Tentei não desesperar mas queria ir cedo ao mercado para comprar os legumes e fazer a sopa. E, num ataque de pânico começo a buzinar freneticamente para ver se quem me tapara a passagem aparecia, mas nada. Entrei e saí do carro uma série de vezes, e, estava decidia a ligar para a polícia e rebocarem o carro mal estacionado quando um senhor na casa do 65 anos, aproximadamente, me disse: “ande lá que eu ajudo”. Está bem, mas olhe que o meu carro não faz bip quando está muito perto dos carros, faz logo pum, dizia eu. Foram muitas manobras de torce e distorce volante, muitos toques no vidro traseiro, uns suores terríveis, até que finalmente o carro lá saiu como que por milagre.

Repeti muitos obrigados, e, em jeito de brincadeira, um “Deus lhe pague que eu não tenho troco”, e nem sei bem porque disse tal frase.

Segui o meu caminho e ele o dele. E eu, fiquei a pensar durante o resto do dia, e dos dias seguintes, na bondade daquele senhor, dar-me um bem tão precioso, um pouco do seu tempo para me ajudar.

Fui ao mercado. Cheguei a casa e fiz a sopa. O certo é que me soube muito bem, talvez porque tivesse a bondade de um desconhecido como tempero. Ainda há pessoas boas, e quero acreditar que não são apenas uma minoria.

Por isso, e aproveitando o tema do post, agradeço mais uma vez a todos os que me acompanham dando um pouco do seu tempo.

Fiquem bem, até já.

Fazer sopa exige dedicação e pitadas de carinho,  mas é rápido e não tem segredo. Esta levou nabos, batata, courgette, abóbora, cebola, grão cozido, sal e azeite. E por fim, depois de tudo reduzido a puré, acrescentei umas folhinhas de espinafres. Bem boa.

Fruta Matinal… Gosto

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À medida que fui crescendo passei a saber apreciar alimentos menos doces, e até os que me pareciam mais acres passaram a ser o meus favoritos.

O leite quente com cereais deixou de fazer parte da rotina e foi substituído por leite à temperatura ambiente, e, se estiver muito frio apenas coloco um pouco no microondas para quebrar o frio.

Os cereais simples são os que melhor sabem, assim como as papas de aveia sem açúcar ou os Alpen. O leite quente amolece demasiado os cereais e perdem a graça toda, o crocante.

Depois chegou a fruta matinal, como lhe chamo, instalou-se definitivamente na minha vida, e sabe tão bem.

Por norma, gosto de abacaxi, encontra-se facilmente o ano todo, além de que tem muita fibra. É também a fruta de eleição matinal, uma vez que é muito prática de utilizar.

Costumo comprar os abacaxis, descasco e corto em pedaços, que depois coloco numa caixa hermética no frigorífico e vou utilizando durante a semana.

Não há desculpas para não comer fruta pela manhã ou será que ainda há?
Eu gosto assim, e vocês?

Boa semana.

Morangos e Laranja – Nem tudo se Vê

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Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um é como é.

Alberto Caeiro, in “Poemas Inconjuntos”
Heterónimo de Fernando Pessoa

Mesmo que a Primavera não pareça ter chegado, chegou. Trouxe consigo os perfumes e as cores da estação, bem presentes nos legumes e na fruta que chega às bancas.

Porque nem sempre precisamos de ver para sentir. Por vezes, basta aceitar a Primavera como é ela e desfrutar de olhos fechados do melhor que ela nos dá, com ou sem chuva.

Salada de morangos e laranja, assim, simplesmente.

Bom fim-de-semana.
Porque pode ser bom, mesmo com chuva. Poder ficar em casa, bem juntinhos, embalados pela melodia da natureza, também é bom, basta apenas sentir 😉

O que é nacional é Bom

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E porque também devemos mostrar o que é Bom, hoje partilho convosco um produto de marca bem portuguesa e delicioso. A marca Manná é uma marca da Conserveira do Sul, empresa instalada no Algarve, Olhão, desde 1954. As latas de cavala em azeite da Manná têm-se revelado uma boa companhia para as mais diversas ocasiões. São deliciosas e no ponto certo de tempero. Os lombos perfeitos no corte e no paladar são irresistíveis para quem aprecia uma boa conserva. Existem várias opções, com azeite, com azeite e oregãos, e, à portuguesa – cebolinho, cenoura e cravinho. Qualquer uma delas, razões suficientes para comprarmos o que é nosso e cheio de sabor. Tenho comprado no mercado numa casa que vende produtos regionais ao preço de 1.60€ cada. Se pensarmos que as da marca Continente custam 1.95€, e nem de longe são tão boas, é fácil optar. No site ainda não têm disponibilizada informação sobre esta linha de produtos gourmet. No entanto deixo aqui a informação, e a minha opinião, caso as vejam em alguma loja ou mercearia de bairro.

Já agora, é dia de dizer: Bom dia Primavera.

Bom fim-de-semana.

Bolo de Iogurte, O Mais Procurado

IMG_1399Todos os dias olho os termos mais utilizados através dos quais os visitantes aqui chegam, e, curiosamente, todos os dias, a maior afluência vem do termo “melhor bolo de iogurte” e acabam por “encalhar” neste, e provavelmente, noutros blogs.

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Por isso, e não sendo eu especialista, e correndo o risco de parecer “básica”, achei que devia fazer um post dedicado ao bolo mais famoso e versátil do nosso Portugal.

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Não sendo eu uma expert na matéria deixo as minhas dicas de como faço para que tudo possa correr bem

Um bolo que dispensa a balança, dado às mais variadas combinações e que fica sempre bem. No entanto, há sempre a procura pela perfeição, e eu, encontrei a receita perfeita, já antes partilhada e agora com pompa e circunstância.

E porque merecia uma comemoração, e uma inovação, fiz o clássico bolo de iogurte e ainda juntei ameixas… de África, e, bem boas.

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  • Precisamos de 4 ovos, tamanho L,  1 iogurte de aroma à escolha, 125gr – usei natural açucarado, 1 medida do copo de açúcar, 2 medidas do copo de farinha com fermento – Branca de Neve Fina, 1 medida do copo mal cheia de óleo, 1 medida do copo de farinha Maizena, raspa de 1 limão. Ligamos o forno a 170ºC.
  • Começar por bater as claras em castelo, assim não precisa parar para lavar as varinhas, e deixá-las em picos suaves
  • Juntar o açúcar às gemas.
  • Bater até estarem bem cremosas e fofas.
  • Adicionar o iogurte e bater.
  • Juntar o óleo e bater.

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  • Juntar a raspa de 1 limão à massa.
  • Peneirar as farinhas, desta forma a massa do bolo vai ganhar leveza e elimina grumos de farinha.
  • Adicionar a farinha e mexer com uma colher-de-pa.
  • Por fim juntar as claras em castelo e envolver em movimentos suaves de baixo para cima. Este procedimento vai dar ar à massa e ajuda a criar um bolo fofo e alto.
  • A massa deverá ficar com aspecto de mousse.
  • Untar uma forma, a gosto, com manteiga. Uso uma folha de papel, pois acho prático e limpo.

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  • Nesta fase pode optar-se por fazer um bolo simples ou ser mais ousada. Depois de a forma untada colocar um pouco de açúcar no fundo e fruta a gosto, optei por ameixas.
  • Colocar a massa com cuidado em cima da fruta e abanar ligeiramente a forma de modo a que as bolhas de ar saiam. Evita buracos na massa durante a cozedura.
  • Colocar a forma no forno previamente aquecido a 170ºC. Quando a temperatura é demasiado alta o bolo pode  partir e crescer torto. Se a massa parecer muito escura deve colocar-se uma folha de alumínio para terminar de cozer.
  • O meu bolo esteve cerca de 45m no forno, sendo que nos últimos 15m o tapei com folha de alumínio e liguei apenas a resistência de baixo. No entanto, cada forno é diferente, convém vigiar.
  • Quando pronto retirar do forno e colocar a forma em cima de uma grade, nunca directamente no frio, pois desta forma corre-se o risco de o bolo abater devido ao choque térmico.
  • Deixar arrefecer dentro da forma e quando morno desenformar e deixar terminar de arrefecer numa rede. Quando se desenforma um bolo ainda quente corremos o risco de este se partir.

Depois de frio polvilhar com açúcar e canela em pó. Servido com uma bola de gelado de baunilha fica ainda melhor.

Boa semana e… até já.

Está na hora… Sumo Detox

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A caminho da Primavera, todos os anos sinto a mesma coisa, por muito que tenha cuidado, sinto-me uma ursa, que, em processo de hibernação, acumula reservas de gordura para combater o frio. É assim que o meu corpo reage, protege-se do frio com umas gordurinhas extra.

Como não é veste que aprecie muito, e agora que os sumos e batidos apetecem cada vez mais, pois a fruta vai chegando, tenho andado a tomar este sumo, delicioso diga-se de passagem. Se produzirá o efeito desejado veremos, mas ajuda ao bom funcionamento dos intestinos devido à fibra da fruta.

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Espremer o sumo de 1 Toranja, 2 Laranjas,  1 Limão e 1 Lima.

Manter o corpo hidratado é importante, assim como uma alimentação equilibrada e um pouco de exercício. Não é preciso ser atleta de alta competição, basta sair, caminhar, correr atrás dos filhos ou do vento. O corpo agradece e a mente também.

Bom fim-de-semana.

Pães Mistos

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Quando sobra massa de pizza em regra guardo no frigorífico, pois sei que no dia seguinte é transformada em pães mistos.

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E como a massa está pronta e levedada bastam apenas 15m para ficarem prontos e seguirem viagem nas lancheiras.

Receita de sempre, AQUI.

Até já.

Milka Moments

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A gulosa de serviço cá de casa aprovou todos com distinção.

Eu acho as Choco Mooo deliciosas. O formato representa em tudo a marca, a vaca, e, houve um equilíbrio muito bem conseguido entre uma bolacha crocante e a camada certa de chocolate de leite(28%), simplesmente GOSTO.

Choco Mooo: cada embalagem traz 15 bolachas. PVP recomendado 2,19€.

Bons sonhos, e, de preferência docinhos.

Pizza passo-a-passo

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Fazer pizza em casa é fácil e é bom.Ainda que algumas vezes se vá ao sítio de sempre para comer uma boa pizza, nem sempre apetece sair de casa, gastar dinheiro extra, por isso faço muitas vezes pizza em casa e todos gostam.

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Uso a mesma receita vezes sem conta pois é muito fácil, sai sempre bem e já a sei de cor. Boa semana.

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Ingredientes: 210gr de farinha sem fermento, uso Espiga T65; 120ml de água; 10gr de azeite; 10gr de mel; pitada de sal fino; 5gr de fermento seco.

*Esta ficou ligeiramente mais alta pois a farinha acabou e tive que completar com farinha para bolos, que em hora de aperto resolve o problema 🙂

  1. Ligar o forno a 50ºC;
  2. Colocar os ingredientes secos numa taça e misturar;
  3. Levar ao microondas para amornar a água+mel+azeite, abrir uma cova na farinha e deitar a mistura morna;
  4. Colocar os ganchos de amassar na batedeira;
  5. Misturar bem até obter uma bola homogénea e a massa despegar das paredes da taça;
  6. Com as mãos amassar mais um pouco até obter uma massa lisa;
  7. Untar a bola de massa com um fio de azeite – evite que a massa seque enquanto leveda;
  8. Tapar a taça e colocar no forno ligado previamente a 50ºC durante 15/20m;
  9. Se massa já tiver duplicado de volume está pronta a ser trabalhada, retirar do forno e aumentar a temperatura para 200ºC;
  10. Untar levemente a bancada, e, com a ajuda com rolo estender a massa do tamanho pretendido;
  11. Colocar no tabuleiro que vai ao forno e picar o fundo da massa – evita que a massa levante durante a cozedura;
  12. Pincelar com ketchup a gosto;
  13. Guarnecer com os ingredientes que apetecer ou tiver disponíveis;
  14. Levar ao forno até o queijo dourar, retirar e deixar arrefecer um pouco numa rede.
  15. Se sobrar massa pode-se congelar ou guardar no frigorífico durante 1 semana. Para refrigerar apenas untar levemente película aderente com azeite e colocar a massa, enrolando e não apertando muito pois a massa irá levedar. Se optar por congelar basta seguir o mesmo procedimento anterior mas colocar a massa em sacos zip.

Pequenos Nadas que Sabem a Tudo

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Gestos simples, uma travessa cheia de pequenos nadas que sabem a tudo. E eu gosto tanto. Gosto que a palavra comer combine com a essência mais profunda daquilo que também ela deve ser, simples.

Porque a simplicidade ainda está e deve estar sempre na moda faço muitas vezes estas batatinhas, como acompanhamento de peixe ou carne grelhada.

Tão simples como cozer as batatas com um pouco de sal. Quando cozidas escorrer a água e colocar numa travessa. Numa pequena frigideira colocar azeite, folha de louro e alhos qb. Deixar o azeite aquecer, e, assim que os alhos começarem a estalar está pronto. Regar a batatinhas e servir. Simples não é?

Bom domingo. Até já.

Quase Broa de Milho…

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… mas não é. A julgar pelo sabor e pela cor quase me enganou.

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E assim fiz o meu primeiro Irish Soda Bread. Depois de muito adiar, a falta de pão para os lanches do dia foram o mote para a experiência.

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Muito simples de fazer. Quase a lembrar o Artisan Bread. Mas, o que me impressiona é  facto de não levar fermento, pois, é a acção do bicarbonato de sódio em conjunto com o buttermilk que faz o pão crescer. O resultado é um pão muito saboroso, miolo macio e consistente, e, côdea crocante.

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Usar como medida um copo medidor com capacidade para 240ml.

Ligar o forno a 200ºC

  1. Colocar 420ml de leite num copo e juntar 20ml de sumo de limão ou vinagre e deixar repousar 15m. O leite irá coalhar mas é mesmo assim
  2. Numa taça colocar 4 cups de farinha, usei Nacional T55, misturar 1 colher de sopa rasa de bicarbonato de sódio e 1 colher de chá de sal fino. Misturar bem. Abrir uma cova e adicionar o leite coalhado.
  3. Com uma colher de pau envolver a mistura apenas o suficiente até estarem os ingredientes ligados.
  4. Polvilhar a bancada com farinha e colocar a massa em cima.
  5. Untar um pirex de forno com um pouco de manteiga. Costumo usar uma folha de papel, é prático e não se suja nada.
  6. Moldar a massa, não amassando, e colocar no pirex. Fazer uma cruz com uma faca e vai ao forno cerca de 45m, mas convém ir vigiando a cozedura.

Não menos importante:

Se a massa começar a ficar muito escura tapar com uma folha de alumínio.

Se não tiver pirex de forno basta colocar a massa num tabuleiro forrado com papel vegetal. O pirex apenas lhe dá uma forma mais redonda.

A 10-15m do final da cozedura deve tirar-se do pirex, e, colocar-se no forno sob a grade para terminar de cozer, secar a humidade e tornar a côdea mais crocante.

Aproveito para vos desejar um bom fim-de-semana e votos e um excelente dia.

Até já.

Pérolas da Maternidade II

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Ninguém nasce mãe, ou pai. Nem todos o querem ser e nem tão pouco eu sabia se o queria efectivamente. É que uma coisa é brincarmos com os filhos dos outros, outra coisa é olhar para os traços de um teste de gravidez que indica o sim. São muitos nós na garganta, no estômago, desespero, alegria, e, nem quando a barriga cresce se tem bem a noção do que nos espera.

O primeiro abanão para a realidade é quando chega o dia, e, com ele, as perguntas que nos acompanharão para o resto da vida, serei capaz de cuidar de ti? serei capaz de te proteger?

Com o passar dos meses, e dos anos, aprende-se a ser mãe. Descobre-se a infinita paciência que ocupa o lugar da rebeldia de outrora. Se um dia acho que nunca mais têm 6 anos outros tenho em que sou atacada por uma saudade de um tempo que não tem volta.

E sei que estás a ficar crescida. Ainda fazes birras de sono e embalo-te no meu colo. Os meus braços já não te conseguem acomodar mas continuas a ser o meu bebé.

Olho para ti quando adormeces no sofá e encho-te de beijos sem que o saibas. E, antes de te levar para a cama, tento guardar bem o teu cheiro e os teus traços, porque amanhã, quando acordares, vais estar mais crescida, e ainda que a tua essência não mude, outras coisas mudam.

Por vezes quero desesperadamente, e muitas vezes de forma inconsciente, guardar ou registar determinado momento, mas, depressa descubro que me esqueço de tudo.

Vivemos os nossos dias de forma tão intensa que passado uns meses pouco  resta. Vale-nos a tia quando nos visita e que se lembra de coisas que eu me esqueci.

Da mesma forma espero que, apesar da minha falta de memória, toda esta intensidade de viver fique convosco e que um dia sejam vocês a lembrar-me de um tempo que não volta mais.

P.S. Não se deixem enganar pelo sol das fotos, tiradas em Janeiro, numa semana em que as temperaturas rondaram os 21ºC durante o dia e os 17ºC à noite. Depois disso, o sol, tem sido uma miragem. A chuva tem-nos feito companhia dia após dia. São Pedro lá saberá. E a natureza também.

Uma Casa Portuguesa…

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Com certeza que sim. Que é. Por isso o arroz de feijão cresceu comigo e não o dispenso. Porque as minhas memórias do arroz de feijão são do tempo em que a minha avó fritava fanecas para o acompanhar. Mas, porque a avó não está mais e a mãe perpetuou no tempo o arroz de feijão, na minha casa continua a comer-se. Todos gostam e pedem. E feito com feijão cozido em casa ainda sabe melhor.

Cozer feijão em casa é fácil, barato e o sabor, esse, é muito melhor.

Por norma escolho feijão manteiga ou vermelho, mas há tipos de feijão para todos os gostos. Mercearias de bairro ou nos mercados são óptimos locais para se encontrar.

Coloco o feijão num alguidar e cubro com água. Fica a demolhar a noite toda. No dia seguinte coloco na panela de pressão o feijão escorrido, junto uma folha de louro, alhos esmagados e água limpa. Fecho a panela em pressão e coze 25m.

E é só isto. Pode congelar-se, ou, então, se for em quantidade apenas para a semana, guardar em caixa fechada no frigorífico, que, depois, pode ser usado ao longo da semana em sopas, arroz ou massas.

Scones de Iogurte Grego

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O temporal chegou de mansinho e está instalado. O frio insiste em ficar, afinal, ainda é Inverno. O mesmo frio que me agarra desesperadamente todas as manhãs à cama é o mesmo que me impele a ligar o forno. E este simples gesto sabe tão bem…

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Sei o que quero fazer, scones de iogurte. Vejo o frigorífico, pois sei que tenho um com validade a caducar, e, não hesito, tiro o iogurte grego com pedaços de morango. Estou confiante 🙂

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Sigo a receita, em inglês, anotada no meu velho caderno e sem a devida fonte anotada, mea culpa, mas na altura não imaginava um dia ter blog. Por isso aqui fica o registo de que a receita não é da minha autoria mas deixo a minha experiência e a minha opinião, Bons, mas, Bons mesmo! E tão fáceis de fazer. Foram os meus primeiros scones estendidos com o rolo da massa e com este formato. Afinal eu sou capaz 😉

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Não fosse ter-me descuidado com a quantidade de aroma de baunilha e a massa teria ficado mais clara. Muito bons. Um perfeito equilíbrio entre o miolo macio, quase a fazer lembrar um bolo, e a capinha crocante.

Ingredientes: 280gr de farinha Branca de Neve; 50gr de manteiga aos cubos; 1 colher de chá de bicarbonato de sódio; 1 iogurte de iogurte grego com pedaços de morango; 1 ovo tamanho S; 50ml de leite; aroma de baunilha

Pré-aquecer o forno a 220ºC.

Colocar a farinha com a manteiga num processador de alimentos, que na minha casa se chama picadora grande 🙂 , e triturar até estar tudo bem misturado. Em alternativa podem-se utilizar os dedos ou mesmo um garfo para misturar a manteiga com a farinha. Numa pequena taça colocar o iogurte, o leite e a baunilha. Mexer com uma vara de arames. Por fim juntar o ovo e misturar tudo muito bem.

Despejar a mistura líquida na farinha, previamente misturada com a manteiga, e mexer com uma colher-de-pau apenas para ligar. Não amassar.

Na bancada enfarinhada colocar a mistura toda e com as mãos enfarinhadas moldar uma bola, amassando o mínimo possível. Forrar um tabuleiro com papel vegetal e colocar a bola de massa em cima. Com a ajuda do rolo estender em forma de círculo. Cortar em forma de triângulos, sem a faca tocar totalmente no tabuleiro, mas de modo a que estes se mantenham unidos durante a cozedura.

Pincelar com leite e vai ao forno cerca de 15m. Deixar arrefecer numa rede. São deliciosos mornos ou frios.

Boa semana.

E, Agora, O Doce Fim-de-Semana

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E já chegou a minha caixinha 🙂 Veio até à minha porta de casa e vinha recheada de coisas à espera de serem saboreadas, e, ainda, vales de desconto para distribuir pelos amigos e família.

Hoje começam oficialmente as provas e conheço duas participantes com opiniões muito sinceras, e cheias de vontade de comer.

Digamos que estou desejando meter o dente no Choco Twist e no Cake and Choc.

E por aí? alguém já experimentou algumas destes delícias de chocolate?