Hambúrguer no Forno… Tão Simples

Em certas alturas a minha criatividade atinge um expoente elevado de tal forma que não me reconheço na cozinha. Com a chegada do frio a comida de forno traz um aconchego único, e, claro, convida a misturas de sabores, resmas de sabores, pelo menos assim apetece. A sintonia torna-se ainda mais perfeita quando nenhum se sobrepõe ao outro. É bom ter-te de volta Outono.

Hambúrguer no Forno

  • Hambúrguer
  • Cebola
  • Pimentos Vermelho e Verde
  • Azeite
  • Tomilho
  • Natas magras

Colocar na picadora a cebola e as tiras de pimentos, tantas quantas apetecer, e picar. Regar com azeite uma travessa ou pirex de forno com tampa e espalhar a mistura da cebola por cima.

Colocar os hambúrgueres. Polvilhar com o tomilho e colocar uma colher de sopa de natas por cima de cada um.

Tapar e levar ao forno cerca de 20m. Acompanhar com puré de batata.

O regresso está ainda num horizonte longínquo. Os posts guardados começam a diminuir. Por enquanto resta-me agradecer às visitas simpáticas que por aqui vão passando, e, como já tenho dito, sempre que apetecer, sem obrigações. Boa semana e bons cozinhados.

Uma Espécie de Coleslaw

Segundo sei, o Coleslaw é uma receita típica americana de uma salada composta por repolho e cenoura, e, envolvida num molho composto por maionese. Como gosto mais de couve coração optei por esta, e, adicionei cenoura ralada e coentros. Optei pela mostarda, e um fio de azeite, ao invés da maionese. Perfeita para acompanhar umas coxas de frango grelhadas.

Um bom domingo e obrigado pela companhia.

O Amarelo, do Sol, dos Ovos e dos Crepes

Os ovos caseiros que vão chegando até mim pela mão da L. trazem gemas de cor bem amarela, que prende o olhar.

A receita desta massa já se tornou na favorita cá da casa. A massa fica macia e os rebordos crocantes. Esta é a tal.

Crepes

Receita retirada e adaptada do livro Receitas do Mundo da Popota, 2009
  • 100gr de farinha T65
  • 20gr de açúcar
  • 30gr de Vaqueiro Líquida 
  • 3 ovos
  • Pitada de essência de baunilha
  • 250ml de leite m/g

Misturar a farinha com o açúcar. Adicionar o leite ao poucos mexendo com uma vara de arames até que não haja quaisquer grumos. Juntar a essência de baunilha e a manteiga, misturar. Por fim adicionar os ovos previamente batido e mexer bem.

Usar uma frigideira anti-aderente, não precisa untar pois a massa já tem manteiga, e aquecer em fogo médio – baixo. Colocar uma concha de massa na frigideira e assim os rebordos dourarem e o crepe se soltar da frigideira quando esta é abanada o crepe está pronto para voltar. Deixar mais uns segundos e está pronto. Repetir o processo até esgotar a massa.

Tarte de Maçã com Farinha Integral

Há sempre uma primeira vez para tudo. Umas vezes corre bem, outras nem por isso. Uma coisa eu já  aprendi, quando algo dá errado temos 2 caminhos: seguir em frente e esquecer, ou lembrar onde se errou e recomeçar do zero. Eu, gosto especialmente da segunda opção, é esta que me permite crescer e aprender.

Achei que era altura de utilizar o acessório da minha varinha mágica, uma espécie de picadora gigante, a taça com uma grande lâmina e que serve para misturar, tão bem, a manteiga à farinha na perfeição. E, ainda que não tenha sido o caso, enquanto fazia a massa para esta tarte tive sempre no pensamento as 2 opções de escolha. Quis fazer uma massa diferente, acreditei que podia ser possível fazê-lo guiando-me pela intuição. E fui. E, o resultado não podia ter sido melhor. Massa fina e crocante quanto baste. Como resultou tão bem partilho a minha receita de tarte de maçã com farinha integral.

Tarte de Maçã com Farinha Integral

  • 130gr de farinha Espiga T65
  • 120gr de farinha Integral
  • 35gr de água
  • 100gr de manteiga cortada em pedaços
  • 1 ovos batido
  • pitada de sal fino
  • 400gr de maçãs Reineta aos cubos
  • 1 colher de sopa de farinha Maizena
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • sumo de meio limão
  • pitada de canela
  • 30gr de manteiga

Colocar na taça misturadora as farinhas e o sal. Pulsar até estar misturado. Adicionar a manteiga em pedaços e pulsar novamente até a manteiga estar bem misturada. Adicionar a água e pulsar mais uma vez. Por fim juntar o ovo batido e pulsar até sentir a massa começar a prender.

Retirar e formar uma bola, amassando o menos possível, e embrulhar em película aderente. Levar ao congelador 20m.

Descascar e cortar as maçãs em pedaços. Adicionar o sumo de limão, canela, Maizena e açúcar e envolver bem. Deixar repousar.

Ligar o forno a 200ºC. Findo o tempo, retirar a massa do congelador, dividir em 2 partes, uma maior que outra, e, em cima da película aderente esticar a massa fina e forrar uma tarteira de fundo amovível de 22cm de diâmetro.

Picar o fundo com um garfo. Colocar as maçãs por cima tendo o cuidado de não colocar líquido que se formou durante o tempo de repouso. Colocar as 30gr de manteiga partida em pedaços e espalhar por cima das maçãs.

Com a outra parte da massa mais pequena fazer a tampa da tarte. Com uma faca fazer pequenos cortes na massa de modo a que as maçãs libertem o vapor durante a cozedura.

Diminuir a temperatura do forno para os 180ºC e deixar cozer durante 40m. Assim que começar a borbulhar pelos cortes que se fizeram na massa a tarte está pronta.

E quanto mais arrefece mais crocante fica…

P.S. O blog continuará em modo de publicação automática. Boa semana e obrigado pelas vossas sempre tão simpáticas visitas. 

E Quase Tudo o Vento Levou… Chocolate Quente

Nunca sabemos bem o que é estar em determinada situação até passarmos por ela, ou o vento passar por nós. Achamos sempre que sim, que fazemos ideia do que os outros sentem. Afinal, somos solidários para com o sofrimento dos que estão à nossa volta, porque, assim, podemos minimizar a sua dor e ajudar a limpar as suas lágrimas.

Como sempre, a vida vai-se encarregando de me ensinar que afinal não faço a mais pequena ideia do que é estar do outro lado, na outra pele.

Aprendi o que é estar na minha pele, vendo algo que outros já viram, o telefone tocar, sentir o coração a parar, os olhos a inundarem-se de lágrimas, e saber que a estrada que me separa do outro lado aumenta de tamanho, quando tudo o que quero é ir abraçá-las e guardá-las a 7 sete chaves para que nada lhes aconteça.

A mãe natureza é imprevisível, cheia de vontades próprias, e gosta de seguir o seu caminho. Os carros destruídos, os telhados arrancados, as escolas evacuadas, as janelas partidas, as árvores no chão, e, as caras pálidas de quem viu a sua fúria bem perto ensinam-me que não as posso proteger de tudo por muito que queira.

É hora de arregaçar as mangas, cortar árvores, arrumar as salas de aula, apanhar tijolos e pedaços de telhado, e, sobretudo, dizer um Obrigado muito grande, de profunda gratidão, à prfo.ª A. pela coragem, para com as minhas e com todos os outros.

E, depois de tanta agitação, é hora de fazer um chocolate quente para aquecer a alma e adoçar um dia tão furioso. Daqueles fáceis, sem chocolate de barra mas melhor que muitos que vou experimentando e que me deixam na boca o travo da desilusão.

Chocolate Quente Fácil para Dias Menos Fáceis

  • 500ml de leite meio gordo
  • 15gr de farinha Maizena 
  • 15gr de açúcar
  • 20gr de Nesquik 
  • Nata e canela em pó QB

Colocar cerca de 450ml de leite ao fogo a aquecer e reservar os restantes 50ml.

Numa taça colocar os ingredientes secos, excepto a canela, e misturar bem. Adicionar aos poucos o leite que reservou e misturar bem até que não hajam quaisquer grumos.

Juntar ao leite quente mexendo sempre com uma vara de arames até engrossar um pouco.

Distribuir pelas chávenas e deixar ficar morno. Para os mais gulosos servir com nata montada e polvilhar com canela em pó.

P.S. O blog continuará em modo de publicação automática. Bom domingo e obrigado pelas vossas sempre tão simpáticas visitas. Ainda não sei quando me redimir da minha prolongada ausência 😦

Papas de Aveia Cremosas

Nem sempre é o método tentativa-erro que aponta para outra direcção. Quantas vezes aceitamos o que temos por certo e garantido e  deixa-mo-nos ficar ali, naquele porto de abrigo seguro.

Gosto muito de papas de aveia mas nunca me conformei com o facto de ter que as comer com alguma rapidez para evitar comer papas com efeito cimento.

E já deixei de seguir instruções, se bem que aconselho sempre a segui-las. Estou tão profissional a fazê-las que as quantidades já saem por intuição, assim como tê-las cremosas como tanto gosto 🙂

E, agora que o verdadeiro Outono se instalou, poucas são as coisas que me confortam tanto como umas papas de aveia pela manhã.

Papas de Aveia Cremosas 

  • Devem-se começar por respeitar as quantidades e as proporções, 2 medidas de líquidos para 1 de flocos de aveia.
  • Devem cozinhar-se sempre em lume brando e ir mexendo sempre com uma vara de arames.
  • Assim que começarem a ficar com ar de papa desligar o fogão e deixar repousar 1-2m.
  • Como se poderá notar, ao fim deste tempo os flocos incharam ainda mais e o aspecto empapado torna-se mais evidente.
  • Terminado o tempo de repouso adicionar um pouco de leite frio – as papas não ficam frias – e ir mexendo novamente com a vara de arames de modo a que fiquem soltas e cremosas.

Não costumo colocar açúcar nas papas de aveia, por vezes uso fruta, compotas, mas sempre canela. Cada um adoça com o que mais apetecer, mel, chocolate, compotas, açúcar. São uma excelente forma de começar o dia. Cheias de fibra, são boas aliadas na perca e manutenção de peso já que têm uma grande capacidade de saciar por mais tempo.

P.S. O blog continuará em modo de publicação automática. Bom fim-de-semana e obrigado pelas vossas sempre tão simpáticas visitas.

Snacks…

Cada um educa os filhos como bem entende, e ponto. Ainda assim permito-me a pensar, e a partilhar publicamente, sobre o assunto. Não sendo eu exemplo começo pelo mais básico.

Estamos nos anos 80. Na minha casa não há cereais como agora. Na minha casa e da minha avó há pão, café, leite, manteiga, marmelada de cortar à fatia que acompanha queijo de cabra, doce de abóbora, doce de ginja, geleia de marmelo (o que eu adorava comer fatias de pão com manteiga e geleia…) e sinceramente não me lembro de muito mais. Não há manteigas light, com teores de gordura reduzidos, e coisas assim. Há antes embalagens de Planta de kg e umas embalagens redondas de Pastora. Nunca soube o que era um computador antes de ter chegado à universidade e só tive o meu primeiro com 24 anos. Pode soar estranho mas é verdade. Uma coisa garanto, na minha casa nunca faltava um elástico para saltar, pedras que eram verdadeiros amuletos para jogar à macaca e muitas caminhadas pela serra em busca de tesouros perdidos. Mas, pensando bem, isto aconteceu no século XX e hoje estamos no século XXI, o que muda muita coisa.

O mundo vive a correr. O mundo vive sem tempo neste novo século. Apareceram conceitos importados, palavras que definem modos de estar e acabam por interferir na maneira de ser. Por exemplo, estar no relax ou ir a um Lounge Bar fazem parte desta nova era, e, os quais eu aprecio.

Ainda assim, do alto da minha experiência como criança e como mãe, continuo a acreditar que a obesidade infantil começa em casa e na educação das crianças.

De que adiantam os estudos, sabermos que as crianças obesas em Portugal crescem a olhos vistos, se para onde quer que me vire no Verão, e ainda mais evidente na praia, vejo que o lanche dos miúdos passa por garrafas de Coca-cola e batatas fritas. E, no meio de dias bem quentes trazem tudo isto dentro das suas mochilas East Pak sem uma gota de água fresca.

Gosto de uma boa fatia de bolo, de comer batatas fritas, de um bom gelado, e, felizmente, não aprecio refrigerantes, o que não significa que muito de vez em quando não me apeteça uma daquelas bebidas de marca americana com limão e gelo 😉

Não quero parecer puritana, até porque, por vezes, compro batatas fritas para ter em casa, daquelas light sob o pretexto do apenas 95kcal, delicio-me com um bom pastel de nata, eu e elas claro está, e compro bolas de berlim na praia.

Mas o bom senso nunca deve faltar. Porque raio hei-de eu de comprar uma dessas coisas de ligar à televisão e que me prometem manter em forma sem sair de casa? Desculpem, mas, o meu Eu mais profundo não consegue entrar nesta era.

Para mim não existe nada melhor que um bom passeio em família, seja a pé, a correr ou de bicicleta.

Agora o que me parece é que existe uma falta de equilíbrio, por conta do tempo que se pensa que não tem. Logo, é mais fácil a criança ter um computador, jogos de ligar à televisão, jogos portáteis, dinheiro para sair com os amigos e assim os pais têm o seu merecido tempo.

Eu sou a primeira a defender que gosto do meu tempo sozinha, e, que, não me posso esquecer que ele existe. Da mesma forma, também não me posso esquecer que as minhas filhas precisam de mim e do meu tempo, mesmo que isso signifique abdicar ou adiar algo que gosto de fazer. Ser mãe, ou pai, é, em primeiro lugar, saber dar o melhor de si a um ser que procura o seu lugar no mundo e não faz a mais pequena ideia para que servem os planos da Troika.

É obrigação dos pais guiar os filhos. É altura de os pais se equacionarem se realmente não lhes sobram 2 horas por fim-de-semana para estar em família. É o momento de os pais repensarem que o tempo que se gasta a ensinar e transmitir valores é de facto precioso.

Tudo isto para vos dizer que, mesmo sem manual para ser boa mãe, tento fazer aquilo que me parece mais correcto, a todos os níveis.

Por isso mesmo, as minhas filhas estão habituadas a levar para qualquer lado, cada vez que vamos passear, à praia, andar de bicicleta, ect, a sua caixa com cereais. E, hoje, as suas caixinhas vão com elas para a escola 2 vezes por semana. Por norma nunca gostei de cereais com muitos desenhos, daqueles que são mesmo para as crianças, e que têm uma grande quantidade de açúcar. Elas aprenderam a gostar do que há em casa, e, mesmo que de vez em quando ceda um pouco, são sempre elas a fazer-me lembrar que faltam os “de fibra“.

Cada um fará o que entender melhor e esta é apenas a minha opção para com as minhas filhas que até me ensinaram a fazer espetadas de cereais. A imaginação das crianças é fenomenal, as minhas com cereais Fibre One e Cheerios fazem espetadas.

P.S. O blog continuará em modo de publicação automática. Volto logo logo, afinal já tenho saudades. Uma boa semana e obrigado pelas vossas sempre tão simpáticas visitas.

Forno, Rolo e Sofá

E parece que foi desta. O Outono chegou e veio para ficar. Já lá vão 2 semanas de tempo instável, chuva todos os dias, um sol que se mostra muito a medo, vento, humidade, trovoadas, e roupa para lavar que se vai amontoando na esperança que o sol apareça. Outono é sinónimo de aconchego, e, concordarão, a palavra forno assenta muito bem nesta estação. Assenta e eu sento-me, aconchegada, enquanto a comida de forno se faz. É uma forma de nos libertarmos um pouco do fogão, seja para fazer outra qualquer tarefa ou apenas para nos esticarmos no sofá 😉

E porque já estava farta de almôndegas e carne à bolonhesa decidi fazer um rolo de carne, o primeiro, até porque há uma primeira vez para tudo. E não é que fica bonito e sabe bem? Para a próxima junto um pouco de chouriça picada, que, certamente, lhe há-de dar mais sabor.

Correu bem. Apenas podia ter levado um pouco mais de sal, mas foi uma experiência bem sucedida. Receei que pudesse ficar seco. No entanto depressa encontrei solução* na minha gaveta.

Rolo de Carne recheado com Cenoura e Queijo Ricotta

  • Carne picada qb
  • Cebolas qb
  • Cenouras qb
  • Sal qb
  • Pimenta moída na hora qb
  • Salsa fresca qb
  • Ovo 1 a 2 – dependendo da quantidade de carne
  • Azeite qb

Colocar na picadora, ou robot de cozinha, todos os ingredientes acima indicados, ou outros a gosto, e triturar até estar tudo bem ligado.

Estender uma folha de alumínio e espalhar a carne, deixando com cerca de 1 dedo de espessura no máximo. Espalhar o queijo ricotta e enrolar com se de uma torta se tratasse.

*Depois procurei na gaveta uns sacos que vão ao forno, daqueles que fazem com que a carne cozinhe no seus próprios sucos e faz com que fiquei macia e não seca. Não são dos que trazem temperos, existem mesmo uns sacos simples para colocarmos nós o que bem entendermos. No sítio onde costumo fazer as compras, Continente, estão no corredor dos tachos e panelas.

Colocar o rolo dentro do saco próprio para forno e colocar dentro de uma forma de bolo inglês.

Fazer um molho com um pouco de azeite+sal+ketchup+mel+vinagre. Misturar bem e espalhar por cima do rolo. Fechar o saco com o atilho próprio tendo o cuidado de fazer uns pequenos furos para o vapor que se gera ir saindo.

Deixar cozinhar cerca de 30m. Findo este tempo destapar a carne e deixar dourar 10m. Servir com uma boa salada ou puré para os anti-saladas.

P.S. O blog continuará em modo de publicação automática. Volto logo logo, afinal já tenho saudades. Uma boa semana e obrigado pelas vossas sempre tão simpáticas visitas.

Pudim Maizena

Não sei fazer pudins de forno, pelo menos por enquanto. A minha única tentativa foi tão enriquecedora que aprendi que seria mais sensato da minha parte participar numa observação directa ao invés de gastar electricidade em vão.

Por isso vou melhorando as minhas aptidões a fazer Pudim Maizena, e digo pudim porque leva ovos e dá para desenformar. E que lindos que eles ficam quando os ovos são caseiros, tal como este. Um bem haja à minha nova fornecedora de ovos e legumes biológicos. Tem sido um consolo para mim poder usufruir destes bens.

Pudim Maizena

  • 500ml de leite
  • 30gr de farinha Maizena 
  • 30gr+15gr de açúcar
  • 3 gemas
  • Essência de baunilha – meia colher de chá

Colocar cerca de 400ml a aquecer em lume médio.

Numa taça colocar as gemas com as 15gr de açúcar e a essência de baunilha. Bater com a vara de arames até estarem cremosas. Reservar.

Misturar a maizena com as 30gr de açúcar e adicionar aos poucos os 100ml de leite, mexendo com uma vara de arames até que a mistura não tenha grumos.

Adicionar a mistura da maizena ao leite quente e ir mexendo sempre até a mistura começar a engrossar. Assim que engrossar retirar do lume, e, lentamente, mexendo sempre com a vara de arames, adicionar a mistura às gemas que reservou.

Misturar bem e voltar a colocar no tacho. Levar ao lume mais um pouco até engrossar e as gemas cozerem. Este passo é o mais importante pois se estiver tempo demais ao lume vamos ter ovos mexidos.

Distribuir por tacinhas untadas com caramelo líquido, ou não, tapar com película aderente e deixar arrefecer. Cerca de 3h depois servir na tacinha ou desenformar para um prato. Por fora parece um pudim e assim que se tira uma colherada somos brindados com uma cremosidade deliciosa 😉

Notas: Este pudim pode ter muitos sabores. Pode-se aromatizar com casca de limão colocando-a no leite enquanto este aquece. Também se pode usar pau de canela ou até mesmo outras essências.

Contraste de Sabores

A única coisa que tinha a certeza há vários dias era que a queria saborear, de forma diferente, ousada talvez. Como que por magia, as minhas mãos foram dando a forma, e, os sabores já estavam delineados. Levou pouco tempo a chegar à minha mesa. Não sem antes lhe juntar o toque final, canela. Afinal, abóbora só rima com canela. Mas, como a inspiração chegou às centenas junto com as abóboras irão aparecer alguns posts com sugestões diferentes, deliciosas, e, acima de tudo saudáveis.

  • Abóbora
  • Azeite
  • Sal
  • Queijo fresco – era o que havia na altura – mas já fiz com ricotta e fica bom
  • Tomilho
  • Canela em pó

Ligar o forno a 180ºC

Colocar um fio de azeite numa travessa de forno, daquelas com tampa. Cortar a abóbora em pedaços pequenos. Com um descascador de batatas fazer fatias de abóbora.

Colocar as fatias de abóbora na travessa e temperar com umas pedrinhas de sal e tomilho picado. Por cima colocar o queijo partido em pedaços. Tapar e vai ao forno cerca de 15m. É importante que se use um pirex ou travessa com tampa. Deste modo a abóbora cozinha e fica macia ao invés de secar com o calor do forno.

Polvilhar com canela e servir morno. É um excelente acompanhamento para umas coxas de frango grelhadas.

Espero que gostem. Eu fiquei fã deste contraste de sabores.

P.S. Obrigado pelas vossas visitas, que, da minha parte será difícil serem retribuídas. Vai ser um mês de formação intensiva e trabalho. Espero que me perdoem 🙂 Os posts ficarão agendados para o blog não se sentir sozinho. Vemo-nos por aí.

Até já e continuação de boa semana.

Arroz de Coelho no Forno Sff

Enquanto fazemos as compras no sítio do costume debruço-me para ver um preço, e, para meu espanto  vejo uma minhas filhas com uma revista de culinária na mão, a ler entenda-se, muito entretida. Digo para  ma dar que tenho que a colocar no sítio. A discussão começa porque a rapariga acha que tenho que lhe comprar a revista porque ela quer que lhe faça um arroz igual ao da capa, com chouriço e tudo. Perante a discussão apenas olhei de relance para aquilo que me pareceu arroz de pato. Negociamos, seguimos viagem e a revista foi devolvida.

Tinha decidido o jantar, coelho, mas, ainda não sabia bem como fazer, pois tinha ficado a descongelar e nem tão pouco estava a marinar… Sou lembrada pela minha consciência do que prometera, e, assim, saiu um arroz parecido ao da capa da revista repetido 2 vezes por todos.

Aqui fica a minha versão de arroz de coelho no forno, que, modéstia à parte, ficou mesmo boa 🙂

Arroz de Coelho no Forno

  • Lombinhos de Coelho – no Continente existem há venda embalagens de coelho fresco apenas com lombinhos
  • Arroz Vaporizado
  • Sal
  • Cebola
  • Cravinhos
  • Alhos
  • Raspa de Limão
  • Cerveja
  • Salsa Fresca Picada
  • Água Quente
  • Rodelas de Chouriça

Na panela de pressão colocar o azeite e os alhos. Assim que os alhos estalarem juntar a cebola picada. Deixar refogar até estar tudo macio e adicionar os lombinhos de coelho.

Juntar a raspa de limão, sal e cravinhos e deixar o coelho alourar de ambos os lados. Depois de alourar colocar a cerveja e deixar ferver um pouco até deixar de fazer espuma.

Por fim adicionar água quente e deixar cozer em pressão cerca de 20m.

Enquanto isso cozer o arroz num pouco de água previamente aquecida e temperada de sal e um fio de azeite. Depois de terminada a cozedura envolver a salsa picada.

Desfiar o coelho e coar o molho.

Numa travessa de forno colocar uma camada de arroz, uma de coelho desfiado e outra de arroz. Deitar colheradas de molho por cima e finalizar com as rodelas de chouriça.

Vai ao forno a 200ºC até a chouriça começar a ficar tostada e arroz secar um pouco.

Boa semana.

Sopa de Letras

Quando aprendi as letras, entenda-se vogais e abecedário, o que eu mais gostava era da canja com a massinha de letras. Ia procurando, e comendo, as letras do meu nome e a sopa era comida num ápice. Há dias fui às compras e lembrei-me de as trazer. Cá por casa, ainda não se lê mas já se conhecem as letras. E que bem que elas sabem. Era ver comer e ouvir soletrar as vogais com orgulho, assim como um abecedário pela metade, com a certeza que a sopa de letras era milagrosa.

Sopa de Letras com Tamboril

  • Tamboril – uso congelado em cubos
  • Cebola
  • Alhos esmagados
  • Pimento Vermelho
  • 2 colher de sopa de Sumo de Limão
  • Sal
  • Azeite
  • Água fervente qb
  • Massinhas de letras qb
  • Coentros Frescos

Fazer um refogado com a cebola, alhos esmagados e o pimento picado. Assim que estiver com aspecto macio adicionar os cubos de tamboril – como uso congelado deixo a descongelar num coador de rede de modo a que os cristais de gelo não vão para a panela . Temperar de sal a gosto e adicionar o sumo de limão. Deixar levantar fervura e juntar a água quente. Assim que levantar fervura novamente adicionar as massinhas e deixar cozinhar.

Antes de servir polvilhar com coentros frescos picados.

Bom feriado.