Leite Creme com Banana e Bolacha

Camadas de sabor. Uma combinação simples mas deliciosamente arrebatadora. Doses repetidas, e, no final, olha-se a colher com saudades do que já acabou. Fica a sugestão doce e simples para este início de semana. Os ovos biológicos deram-lhe o tom amarelo perfeito, que, segundo dizem os entendidos, desperta um lado do nosso cérebro que não resiste a esta cor. E nem eu.

Leite Creme com Banana e Bolachas

  • 1L de leite m/g
  • 4 gemas
  • 60gr de farinha Maizena
  • 60gr de açucar+15gr de açúcar
  • Bananas às rodelas qb
  • Bolachas picadas grosseiramente qb

Colocar cerca de 900ml de leite a aquecer em lume médio.

Cortar as bananas à rodelas e picar as bolachas de modo a que fiquem pedaços maiores.

Numa taça colocar as gemas com as 15gr de açúcar. Bater com a vara de arames até estarem cremosas. Reservar.

Misturar a maizena com as 60gr de açúcar e adicionar aos poucos os 100ml de leite, mexendo com uma vara de arames até que a mistura não tenha grumos.

Adicionar a mistura da maizena ao leite quente e ir mexendo sempre até a mistura começar a engrossar. Assim que engrossar retirar do lume, e, lentamente, mexendo sempre com a vara de arames, adicionar a mistura às gemas que reservou.

Misturar bem e voltar a colocar no tacho. Levar ao lume mais um pouco até engrossar e as gemas cozerem. Este passo é o mais importante pois se estiver tempo demais ao lume vamos ter ovos mexidos.

Numa taça fazer camadas alternadas de leite creme, banana, bolacha e terminar com o leite creme e as bolachas. Levar ao frio durante a noite. A frescura intensifica os sabores.

Setembro em Fotos

Um Setembro quase sem registo fotográfico. Um Setembro, como todos os anos, de águas quentes, dias amenos, e do regresso da calma ao areal. Os dias ganharam novas rotinas. Foi o mês das minhas férias, do delinear de novos projectos e de algumas incertezas. Pelo meio a vontade de chegar aos 55kg, e que, ficou parada até os meados de Outubro.

Nunca desejei tanto que uma época balnear terminasse como a deste ano. Se houve, havia, ou há, crise, não a encontrei. Vi antes um amontoado de gentes ao ponto de me sentir claustrofóbica, restaurantes apinhados, e filas para tudo e mais alguma coisa.

Setembro cheira a aconchego, ainda que os dias de calor não o demonstrassem. É inevitável a vontade de ir para a cozinha e ligar o forno assim que o ano lectivo bate à porta.

Por mim, e talvez porque fiquei farta do Verão, podia viver o ano todo na Primavera e no Outono.

Deixo-vos algumas sugestões do que fiz em Setembro.

Uma boa semana a todos/as aqueles/as que por aqui passam. Sabe bem receber visitas, e, como li há tempos num blog, ninguém cria um blog para escrever para si, pois para isso existe o word. E é verdade. Gosto da vossa companhia, gosto de escrever e gosto de o partilhar convosco. Por vezes o tempo não estica e não se consegue chegar a todo o lado.

Há que dar o nosso melhor, acima de tudo sorrir e tentar ser optimista. Claro que também podemos chorar, alivia a alma e liberta a pressão que os mais diversos factores exercem na nossa mente e nas nossas vidas. Temos 2 caminhos, continuar a chorar, a deprimir, e, deixar-mo-nos vencer, ou, limpar as lágrimas, assoar o nariz, e, dizer a nós mesmos que vamos conseguir. E vamos. E conseguiremos, se acreditarmos e fizermos por isso.

Não nos podemos deixar dominar por esta onda de pessimismo, mais do que normal, que por aí anda. Ergamos a cabeça, e que esta partilha de saberes entre blogs sirva de apoio para continuarmos a colocar comida nas nossas mesas, reciclando e inovando com sabor, sem perder de vista o factor “custo”.

Abraços cheio de boas energias 🙂 para uma semana que se avizinha fria.

Pães de Buttermilk ao Pequeno Almoço

Clicar na imagem para ver melhor o interior

A noite fez-se de trovoadas e muita chuva, e a cama ganhou novas habitantes durante a noite. Ao deitar vi a receita. Estipulei que o tempo que levariam a estarem prontos seria a tempo de serem saboreados ao pequeno-almoço, e, também, seriam o lanche para a escola barrados com Nutella. 

São muito fáceis de preparar e ficam, mesmo, muito fofos sem que a parte exterior fique mole. A faca faz um corte perfeito sem que o miolo se desfaça em mil pedaços. Uma receita com direito a repetições. Apenas 15ml de manteiga, 30gr de açúcar e um pouco de farinha integral e ficam prontos em 1H.

Isto sim, um bela e deliciosa forma de começar o dia. E, nem o dia cinzento lá fora estragou as fotos 🙂

Vai um pãozinho?

Pães de Buttermilk 

Usar como medida um copo medidor com capacidade para 250ml

  • 375ml de buttermilk = 360ml de leite + 15ml de sumo de limão. Aguardar 15m e está pronto a utilizar
  • 15ml de creme culinário – Usei Vaqueiro 
  • 30gr de açúcar
  • 2 copos de farinha T65
  • 0.5 copo de farinha integral
  • 2 embalagens de fermento Vahiné – 2*4.6gr

Colocar na máquina de fazer pão seleccionar o programa que apenas amassa, na minha 15m.

Terminado o tempo colocar a massa na bancada enfarinhada e moldar os pães. Eu dividi em porções de  cerca de 90/100gr.

Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal e colocar os pães a levedar dentro do forno ligado a 50ºC cerca de 20m.

Findo o tempo de levedação retirar o pães e pincelar com ovo batido. Aumentar a temperatura para os 180ºC e levar ao forno até estarem dourados.

Deixar arrefecer numa rede e servir mornos ou mais frios. São deliciosos das duas formas. Sobraram 2 pães que foram comidos no dia seguinte, e, devo dizer, que, fui surpreendida pelo miolo ainda macio e o pão nada seco. Talvez porque os guardei em sacos zip loc. 

Um bom fim-de-semana e obrigado pela vossa visita.

A Certeza numa Receita de Pão

Ao longo do nosso percurso tentamos procurar certezas. A certeza de determinado facto ou situação permite-nos estar numa posição confortável quando já sabemos os resultados. E, esta máxima, vale para tudo, seja na nossa vida pessoal, profissional ou até mesmo nas nossas experiências na cozinha. Uma coisa é certa, são os resultados incertos, e por vezes desastrosos, que nos conduzem ao longo da vida ao porto seguro das certezas. Mas será que elas existem mesmo?

Partilho mais uma vez a receita do pão de pirex, sobejamente conhecida, com a certeza que irá agradar a quem ainda não experimentou. Por aqui agrada sempre, e isso, é certo.

Pão de Pirex 

  • 175gr de água
  • 20gr de azeite
  • 3gr de sal fino
  • 225gr de farinha T65
  • 75gr de farinha integral
  • 6gr de fermento seco

Colocar na mfp pela ordem acima e escolher o programa que apenas amassa, 15m. No entanto ao fim de 6m eu desliguei a tirei a massa. Formar uma bola e colocar num pirex untado com azeite e polvilhado com farinha. Untar também a massa e polvilhei com farinha. Tapar e vai ao forno a 200ºC até estar dourado. Cerca de 45m. O meu pirex não tinha tampa por isso improvisei usando uma tarteira.  Ver aqui exemplo. O forno só deve ser ligado assim que se coloca o pirex dentro. Segundo li enquanto o forno atinge a temperatura escolhida a massa leveda.

Um bom dia a todos.

Bolo de Cenoura e Maçã…

Existem bolos que se prestam a introduções cheias de adjectivos numa tentativa de os tentar descrever da melhor forma possível. Depois, outros há que me deixam sem grande capacidade de descrição. Imagine-se um bolo de cenoura que sabe a iogurte, húmido no interior, que cria uma crosta crocante de um lado, e, do outro, o contraste, maçãs macias e suculentas. Fica difícil não é? Assim sendo segue já a receita retirada do livro Bolos e Tartes, As Melhores Sobremesas, Sidul, adaptada ao meu gosto.

  • 4 ovos grandes – tamanho L ou 5 M
  • 150gr de açúcar
  • 2 cenouras raladas
  • raspa de 1 limão
  • 280gr de farinha Branca de Neve ou outra a gosto com fermento
  • 150gr de Vaqueiro líquida
  • Maçãs Reineta – as suficientes para cobrir o fundo da forma
  • Açúcar mascavado qb e sumo de limão

Ligar o forno a 175ºC. Descascar e cortar as maçãs aos cubos. Regar com o sumo de limão e envolver no açúcar mascavado. Deixar repousar.

Bater os ovos e o açúcar até obter um creme volumoso. Adicionar as cenouras raladas, a raspa de limão e a manteiga.

Por fim envolver a farinha com a ajuda de uma colher de pau, ou de plástico – mesmo que eu lhe chame de pau 🙂

Untar uma forma redonda sem buraco e polvilhar com farinha. Colocar os cubos de maçã no fundo, tendo o cuidado de escorrer as maçãs previamente. Colocar a massa por cima e levar ao forno cerca de 35-40m.

Convém vigiar a cozedura para evitar que o bolo fique seco. Assim que fizer o teste do palito e este estiver seco retirar do forno.

Deixar amornar na forma e só depois desenformar. Só me faltou uma bola de gelado 😉

Boa semana e obrigado pela vossa presença aqui no blog. Afinal, vocês são uma parte importante da sua existência e é bom saber que passam por aqui. Fiquem bem e façam o favor de sorrir, ou pelo menos tentar 😉

E Foi Assim… E Muito Mais que Não se Vê

E foi assim que fiz a minha primeira viagem sozinha depois de ter filhos. A primeira viagem cujo ponto de encontro foi uma coincidência feliz, onde a alegria, boa disposição e a amizade fizeram a diferença. O meu primeiro concerto de verdade. Pela primeira vez no pavilhão Atlântico. Para outras meninas a primeira vez de metro, assim como as outras primeira vez para mim.

2 dias vividos intensamente. 36h de agitação, de correria, de pulos, gritos, dança, energia e alguma emoção. Muito mais que um concerto foram as emoções que ficaram e deixaram saudades. Como dizia o outro, foi tão fugaz que nem demos por isso e mais parece um sonho.

Se o caminho de ida demorou a passar, o de volta voou. Se o caminho de ida deixou tempo para me interrogar quantas mais vezes o iria fazer sozinha, o caminho de volta ensinou-me que sou mais mãe galinha do que pensava.

Gostava de as poder ter levado comigo, mas, gostei daquele tempo só meu. Se os primeiros quilómetros se fizeram de muitas interrogações, o avistar do Cristo Rei dissipou-as. Confesso que durante o tempo que estive em boa companhia até ao momento de voltar a entrar naquele autocarro me esqueci um pouco do mundo. Vivi aquele momento sem pensar em mais ninguém.

Se isso faz de mim pior ou melhor pessoa não sei, e, é-me indiferente. Valeu pela experiência emotiva, partilhada com as irmãs e a companhia de velhas amigas.

Ah… o espectáculo. Fabuloso. Mais do que alguém que canta músicas que me põem a mexer vi uma mulher linda, mas linda mesmo. Uma mulher com uma energia fenomenal em palco e que transmite força positiva. Vi uma mulher que canta muito mais do que aquilo que ouvimos. Fiquei surpreendida pela sua voz, como costumo dizer, canta que se farta. Senti a energia de estar num sítio repleto de pessoas e vibrar com elas, ali, on the floor. 

Sentei-me no chão da calçada. Apreciei os modelitos. Espantei-me com as diferentes gerações e grupos para ver a Jennifer Lopez. Havia desde crianças com 5 anos até pessoas com ar de avós, que, vibraram e dançaram. Havia jovens vestidos de negro, daqueles com correntes nas calças. Havia miúdas adolescentes com testas pintadas. Havia cartazes. Havia alegria e euforia. Eu, deixei-me levar pelo entusiasmo e quando o concerto acabou, fui daquelas que correu para o grupo de adolescentes, ainda em êxtase, que era entrevistado para a televisão. Pois é, lá fui eu de emplastro.

Houve as típicas fotos de quem vai a um concerto e que ficam para mais tarde recordar. As emoções, essas, ficaram, e, de cada vez que se ouve uma música das daquela noite, as saudades ecoam. Ficou a vontade de quero mais e as lágrimas caídas ao saber que o autocarro partia e que para traz deixava as minhas outras meninas.

Sim, foi um concerto fenomenal, mas, foram as pessoas com quem partilhei aquelas horas que o transformaram num momento especial. Obrigado pela companhia.

Para os apreciadores de JLo aqui deixo o vídeo feito pelas pessoas que estavam à minha frente. Sem dúvida uma abertura de espectáculo fabulosa.

Escabeche

Este blog é, de facto, feito de sabores com história e não de histórias de sabores. Isto porque existem termos e métodos culinários que ainda estão num horizonte longínquo daquilo que sei e que de facto consigo fazer. 

Cresci a comer migas de pão e leite, leite com café e torradas, grelos com batatas cozidas e alheiras, iogurtes em dias de festa e tinham a tampa de alumínio, mas o meus favoritos eram os da Vigor que vinham em caixa quadrada, fruta, e muito mais carne do que peixe. Naquele tempo, para lá das montanhas, apenas chegava peixe 1 vez por semana, e olhem que falo do peixe do mar. Afinal, rio havia e peixe do rio também. No entanto, fui uma privilegiada que desfrutou do melhor naco de carne repetidamente. Nesse tempo o meu avô vendia carne. Criava e matava para vender. Filho de emigrantes portugueses nasceu no Brasil e isso sempre me fascinou. Para quem era viciada em séries e novelas brasileiras, como o Sítio do Picapau Amarelo, A Casa de Irene ou Roque Santeiro, ter um avô brasileiro era fenomenal. Para ele nada disso tinha interesse, mas, visto dos olhos de uma criança, torna-se um herói. E era-o. Tinha umas terras onde plantava legumes, tinha gado, cabras e ovelhas, coelhos e galinhas. Tinha uma mula, a mesma que um dia montei, apesar dos seus avisos, e me levou para onde bem lhe apeteceu e não fossem as pessoas da aldeia e a coisa tinha sido feia. Na cozinha havia uma grande e larga lareira de pedra onde havia sempre um caldeirão cheio de água quente. Havia um ferro cravado nas paredes laterais, que, suportava todo aquele peso por debaixo de umas brasas vivas e brilhantes. Ao canto esquerdo estavam 2 panelas de 3 pernas, enquanto uma cozia as carnes a outra cozinhava sopa de feijão verde, que, me sabia como mais nenhuma outra.

Por debaixo da casa havia um pequeno lagar. Ao lado, uma porta verde alface era a entrada para o talho. Mais acima havia um anexo da casa onde havia uma salgadeira de madeira, sempre cheia de sal e pernas de presunto. Hoje, talvez a ASAE não achasse graça a este método artesanal. Sei o que é entrar num matadouro nos anos 80. Sei o que é entrar numa pequena leitaria e ver de onde vem o leite. Sei o que é beber leite de cabra e ovelha com café comprado e moído a peso e na hora. Sei o que é comer pão com fatias da altura de um palmo, e, com uma semana de feito. Sei a que sabem uns bifes da vazia acabados de sair de um vitelo e irem para a brasa. Ainda me lembro a que sabem os fígados de vaca assados na brasa em molho de azeite, alhos e pimentão doce. E, lembro-me o quanto me custava e engolir mão de vaca, cozinhada é claro, e toda aquela gelatina. Tenho ainda bem presente o sabor da mioleira de vaca com ovos mexidos, que, segundo diziam, servia para tornar as crianças mais inteligentes. Assente neste pressuposto acho que ainda vou a tempo de reclamar com a minha mãe pois até agora não conseguir registar nenhuma invenção em meu nome.

Sei a que sabe tudo isto e muito mais. No entanto, não aprendi a fazer, pois, os avós não viveram o tempo suficiente. E, só hoje percebo que as nossas memórias têm sabor e cheiro. São elas que evocam tempos idos e tocados como que por magia pela alquimia dos ingredientes. E, à medida que o tempo passa sinto o quanto é reconfortante é ter memória olfactiva, e, o quanto é valioso o perpetuar de saberes de sabores no tempo.

Tanta conversa para apenas dizer que só aprendi a gostar e a saborear carapaus há uns 8 anos. E são um vício, grelhados, certamente das minhas comidas favoritas.

Há dias dizia à Carla que ia à praça comprá-los e ela diz: faz de escabeche.

Ora bem, escabeche… só me ocorreu de ver tal palavra numa receita de mexilhões. Pesquisei na internet, nos meus livros e não achei nada de conclusivo. Por isso fiz como achei melhor. Usei um refogado de cebola e tomates com pimentos e alhos e temperei de sal e pimenta. Cortei as cabeças e os rabos aos carapaus. Quando o refogado começou a amolecer juntei os carapaus e deixei cozinhar cerca de 5m de cada lado. Servi com coentros frescos e acompanhei com pão torrado. Achei fácil e delicioso, além de que o kg do carapau está a 5€.

Maçãs e Licor de Café, e que Bem que Ficam

Ainda há dias lia num blog, agora não me recordo o nome, que quando se chega à cozinha as coisas que nos parecem mais simples, como fazer sopa, podem levar anos a apurar, eu que o diga pois não há sopa como a da avó. Como a sopa ainda é a área que dá gozo à avó fiquei-me pelas maças assadas, coisas simples bem sei. E, durante muito tempo sonhei com as maçãs no forno perfeitas. Depois, num outro tempo, apanhei-lhe o jeito e parece que melhora a cada fornada. E nem a falta do típico vinho do Porto me impediu de ligar o forno. Havia licor de café, e, café, combina com canela.

Foram servidas ao lanche àqueles cujas músicas me arrepiam quando os oiço. Ao grupo que canta a música que me faz cair lágrimas desde sempre, que me faz arrepiar dos pés à cabeça sem qualquer motivo. É difícil escolher apenas uma música, pois são todas fabulosas, mas guiei-me pela emoção, talvez porque seja impossível return to inocence. Os Enigma, conhecidos de todos, e, sem dúvida, o meu estilo de música preferido. Com esta sugestão participo em mais uma edição do convidei para jantar da Ana e nesta edição acolhida pela Vera com o tema “Música”.

Para cada maçã Reineta é necessário:

1 colher de chá de açúcar, canela em pó a gosto, pau de canela, licor de café qb

Preparação: Ligar o forno a 180ºC. Retirar o caroço das maçãs com um utensílio próprio ou com a ajuda de uma faca. Dispor as maçãs numa travessa ou prato de forno. Colocar um pau de canela dentro da maçã. Numa tacinha colocar o açúcar com a canela e misturar. Colocar uma colher de chá com a mistura dentro de cada maçã. De seguida regar o interior com 1 colher de sopa de licor de café. Por fim colocar licor de café qb de modo a cobrir o fundo.

Levar ao forno cerca de 20m. Assim que as maçãs mostrarem sinais de que estão a rasgar estão prontas. Retirar a travessa do forno e colocar as maçãs num outro prato que possa ir ao forno e colocar de novo no forno no quentinho 🙂 Colocar o licor que ficou no fundo numa frigideira e levar ao lume deixando levantar fervura em fogo baixo. Desta forma o licor cria uma espécie de caramelo, delicioso, para as maçãs. Antes de servir retirar as maçãs do forno e regar com o licor.

Um obrigado a quem continua a passar por aqui, apesar de eu não estar a conseguir retribuir as vossas simpáticas visitas. Boa semana.

Queques de Iogurte com Crosta de Canela e Açúcar

As semanas têm passado sem que dê por isso, e, apesar deste calor que insiste em ficar apetece ligar o forno. E ligo. E repito a receita simples que todos já sabem de cor, bolo de iogurte. Como sempre, a farinha Maizena dá uma leveza à massa tornando o bolo muito macio. Já me têm dito que parece bolo feito com fécula de batata. E parece, e sabe diferente. E é bom. Muito bom mesmo. A crosta de açúcar e canela combinam na perfeição com a simplicidade desta já conhecida receita.

Usar o copo como medida=125gr

Ingredientes: 4 ovos, 1 iogurte de aroma à escolha, 1,5 copo de açúcar, 2 copos de farinha com fermento, 1 copo de Maizena, 1 copo mal cheio de óleo, canela em pó e açúcar qb para a crosta

Ligar o forno nos 200ºC. Bater as claras em castelo até estarem cremosas. Bater as gemas e o açúcar até obter um creme amarelo e fofo. Juntar o iogurte, o óleo, e, bater novamente. Adicionar as farinhas previamente peneiradas e bater usando a batedeira. Por fim adicionar as claras em castelo e envolver de baixo para cima de modo a que a massa ganhe volume. Distribuir as formas de papel por um tabuleiro de muffins e encher com massa até 3/4 da capacidade. Polvilhar com açúcar e canela. Diminuir o forno para os 180ºC e levar a cozer cerca de 20m. Assim que o palito sair seco retirar de imediato. Deixar arrefecer uns 3m ainda no tabuleiro e só depois transferir para uma rede para arrefecerem.

P.S. Perdoem-me a minha ausência e a falta de resposta aos simpáticos comentários. Vou ter que me organizar melhor nesta área, definir um método, arranjar forma de fazer algo que tanto gosto, visitar os blogs que sigo e aprender convosco. Bom fim-de-semana.

Pão de Brioche

Fui buscar à arrecadação a máquina do pão. Já apetece, apesar do tempo quente. A minha mãe e a minha avó chamavam a este tempo o “Verão dos marmelos”. E ao outro que se segue “Verão de São Martinho”. Ainda assim, o tempo ainda quente não me impediu de ligar o forno e testar uma das receitas do livro 200 Receitas de Pão de Joanna Farrow. E gostei muito da massa deste brioche. Os 3 ovos pedidos e a pouca manteiga utilizada foram uma ajuda na hora de escolher a receita. Adorei e quero fazer com outro formato. Usei uma forma de muffins e a massa rendeu-me 9 unidades com cerca de 50gr cada.

Ingredientes: 3 ovos batidos, 75gr de Vaqueiro líquida, 1/4 de colher de chá de sal fino, 250gr de farinha T65, 25gr de açúcar, 1 colher de chá de fermento seco – usei vahiné, gema de ovo para pincelar.

Colocar os ingredientes na máquina de fazer pão pela ordem acima descrita. Seleccionar o programa que amassa apenas, na minha 15m. Findo o tempo colocar a massa na bancada enfarinhada e dividir em bolas de igual peso. Untar um tabuleiro de muffins  e distribuir as bolinhas de massa pelas respectivas cavidades. Untar película aderente e tapar o tabuleiro sem pressionar. Deixar levedar até que dupliquem de tamanho, cerca de 45m. Ligar o forno durante 5m a 220ºC para aquecer. Misturar a gema de ovo com uma colher de sopa de água e pincelar os brioches. Diminuir o calor do forno para 180ºC e deixar os brioches cozer até estarem dourados. Depois de cozidos, retirar do forno e deixar arrefecer um pouco no tabuleiro. Só depois transferir para uma rede para terminarem de arrefecer.

Notas: Durante muito tempo andei a pensar como adivinhar a capacidade das colheres, e acabei por perceber que as colheres medidoras que tinha na gaveta são perfeitas. As suas medidas variam entre 15ml – colher de sopa – e 1,25ml – penso que seja a colher de chá. Se os brioches estiverem a ficar queimados devem tapar-se com folha de alumínio até terminarem a cozedura. Assim que se introduzir um palito e este sair seco retirar de imediato do forno.

Tenham um bom dia, que, apesar das nuvens também é um dia bom 😉

Ervilhas com Ovos e Crescer

De manhã cedo ela sai para a rua. Há uma brisa matinal com cheiro a mar, a pessoas, a crianças. O casaco aconchega-lhe os ombros enquanto caminha pelas ruelas da vila. E, enquanto o sol se espreguiça cada vez mais alto ela segue em direcção a uma escola preparatória. Os traços são familiares. Janelas altas e todas iguais, como que arrumadas numa fila. Os tectos de cortiça estão pintados de branco. Observa os funcionários. Olha o relógio, são 9.05. A funcionária que a recebera no portão está agora no bufete a tomar o seu pequeno-almoço, e outras colegas se seguem. Cheira a escola. Cheira a cadernos, a lápis, a mochilas, a banhos acabados de tomar e há perfumes no ar. Um grupo de jovens, que a julgar pelas horas não teve aula, vai-se acomodando perto da papelaria, sentados bem juntinhos em grandes bancos de madeira corridos. “Matam” o tempo com conversas próprias de quem tem 13/14 anos ao mesmo tempo que escrevem nos seus telemóveis a uma velocidade incrível. O andar da fila desperta-lhe os sentidos e apercebe-se que o seu olhar ficou preso aos olhares daquelas miúdas de 13/14 anos, pintados a rigor, nos adereços que se faziam acompanhar, como por exemplo uns óculos de plástico rosa choque sem lentes, do género “só para o estilo”. As suas indumentárias, reduzidas nas pernas e braços, faziam-nas esfregar as mãos pelo corpo na tentativa de se aquecerem. Chegou a sua vez. É atendida e retoma o caminho de saída. Cada passo do caminho de volta fa-la pensar que é bom ter 13/14 mas também é bom ter mais de 30. Ela sabe que não gostaria de voltar atrás no tempo. Cada vez mais entende o percurso natural das coisas, do mundo, da própria vida, e como é bom crescer. Só é pena que os cabelos brancos também cresçam, e como crescem. Há que aceitá-los e podem ser da cor que nós quisermos. Afinal, crescer e mudar são duas coisas fantásticas.

Ervilhas com Ovos e Arroz

Ervilhas, Ovos, Arroz, Cebola, Alhos, Louro, Azeite, Sal, Coentros frescos picados qb; Água quente

Num tacho colocar a cebola picada, os alhos esmagados e o louro. Deixar refogar em lume brando mexendo ocasionalmente até a cebola estar macia e translúcida. Adicionar o arroz e envolver no refogado. Temperar de sal, juntar água quente e deixar cozinhar cerca de 5m. Findo este tempo juntar as ervilhas e deixar cozinhar mais 10/15m. Verificar a cozedura das ervilhas e do arroz, e, se estiverem no ponto pretendido adicionar os ovos e tapar a panela apenas o tempo suficiente para a clara cozinhar. Como tal, este último procedimento ter que ser controlado ou os ovos irão ficar mais secos. Antes de servir polvilhar com coentros frescos picados.

Desfrutar, e, saber aceitar que as filhas estão a crescer e que uma delas pode dizer que gosta mais da comida da escola. E eu fico contente que assim seja.

Boa semana. Agora, vou organizar o post da minha aventura.

57 no Dia 5 de Outubro

Quando decidi mudar, quer dizer, sair dos 65kg presos a 160cm de altura, estabeleci como meta 55kg no dia 5 de Outubro. Estávamos na Páscoa e ainda nem sabia que a Jennifer Lopez vinha a Portugal.

O Verão passado a música On the Floor fez-me companhia durante muitas sessões de corridas, e, a letra, foi um incentivo para nunca desistir. Este ano ela voltou com músicas cheias de ritmo, que tanto gosto, para fazer algo que me dá imenso gozo, exercícios de cardio, e foram mais uma vez a minha companhia para perder os 8kg que já lá vão. Consegui perder peso de forma saudável e as regras do bom senso têm que se sentar sempre comigo à mesa e na minha cozinha. O mês de Agosto e Setembro foi desfrutado com tudo menos exercício e ganhei 1kg, sim estava com 56, que não me pesa na consciência nem no rabo 🙂

Por isso, a esta hora vou a caminho do Pavilhão Atlântico ver a mulher que faz músicas com ritmos que me inspiram e continuam a fazer parte desta minha jornada. Além de que temos 1 coisa em comum, somos mães de gémeos 🙂 Espero ter 43 anos e estar em forma como ela.

Vou numa espécie de viagem de finalista com amigas e ex-colegas da universidade. Quis o destino que nos juntássemos sem o planear e o meu coração encheu-se de alegria porque a vida se encarregou de me proporcionar um momento assim. Bem sei que pode soar estranho, mas, para quem mudou de vida radicalmente e o tempo passou a ser vivido em função das filhas, dias assim não os via há uns 5 anos. E estou feliz, mesmo com 57kg dia 5 de Outubro.

E se pensam que esta é a minha convidada para o jantar que a Vera está a organizar enganam-se. Gosto muito de música, de toda a música, mas, guiei-me por aquela que me faz arrepiar e as da JLo fazem-me suar.

Beijinhos e bom fim-de-semana. Prometo contar tudo.

Scones Integrais e o Feitiço da Lua

Há luas que se deitam e acordam connosco. Há espectáculos da natureza que só uma boa máquina fotográfica pode captar, o que não é o caso da minha. Ainda assim, o sentimento que se tem quando se vê uma lua bem redonda e brilhante pintada no quadro do amanhecer é inexplicável, e, nem a melhor máquina o consegue captar. Talvez seja o feitiço da Lua.

E, eu cada vez gosto mais de poder acordar bem cedo e fazer parte do acordar deste lado do mundo.

Os scones da Leonor dormiram comigo no pensamento e despertaram-me pela manhã. O cheiro acolhedor que saia do forno acordou as mais preguiçosas.

Ao contrário da Leonor que se esqueceu do buttermilk* eu decidi não me esquecer e ainda fiz umas trocas pequeninas. A farinha integral deu-lhe um gosto muito bom. O bacon foi substituído por fiambre, queijo e doce de pêssego. Muito fáceis e rápidos de fazer. É uma receita muito prática e que se presta às mais variadas combinações cujos resultados aqui serão mais tarde partilhados.

Buttermilk é aquilo que se pode chamar de leite coalhado e serve para tornar as massas mais macias. Faz-se usando 250ml de leite aos quais se adicionam 15ml de sumo de limão. Aguarda-se 10m e está pronto a usar.

Scones Integrais

200gr de farinha T55, 25gr de farinha integral, colher de café de bicarbonato de sódio, 30gr de açúcar, 200ml de buttermilk – neste caso usei 185ml de leite+15ml de sumo de limão.

Preparação: Ligar o forno a 220ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal. Numa taça colocar os ingredientes secos e misturar. Abrir uma cova ao centro e colocar o buttermilk. Envolver com a ajuda de uma colher sem bater demasiado. Apenas o suficiente para os ingredientes estarem ligados. Polvilhar a bancada com farinha e colocar a massa. Com as mãos enfarinhadas moldar bolas de tamanho a gosto e colocar no tabuleiro. Fazer uns cortes em cruz com a ajuda de uma tesoura. Levar ao forno até estarem dourados, cerca de 15m. Colocar numa rede e servir mornos.

Quando a Fome Aperta…

Crianças famintas que começam a abrir armários em busca de comida obriga a planos rápidos. Tão rápidos quanto ter à mão molho de tomate caseiro, massinhas a gosto, e, de preferência, oregãos secos.

Depois não tem que enganar.

Cozer as massas em água e sal até estarem al dente. Escorrer. Temperar com um fio de azeite, envolver no molho de tomate e polvilhar com oregãos secos. Acompanha bem uma omelete, um atum em conserva. Assim, fácil, rápido e delicioso.

Boa semana.