Agosto em Fotos

Agosto. Mês quente e abrasador. Águas frias e os típicos ventos pós almoço. Gente. Gentes. De cá. De lá. Dali. De acolá. Nunca desejei tanto que um mês terminasse como este Agosto. O caos passeava-se pelas ruas. Cheirava a óleos bronzeadores de côco e a protectores solares. Vestia-se de branco e amarelo, o contraste perfeito com os bronzes que se ostentavam. Houve noites frias acompanhadas de casacos e com sabor a Epás, Calipos de Morango e Fizz’s de Limão. Agosto rima com bolas de berlim na praia e chinelos no pé. Unhas coloridas e sandálias de plataforma. Os pêssegos foram a fruta de eleição e os gelados de banana ganharam a batalha contra a máquina de fazer gelados que, este ano, regressa à arrecadação sem qualquer uso. As pizzas foram repetidas algumas vezes bem como algumas das minhas comidas rápidas. Houve tempo para saladas, muitas saladas, e saborear uma mousse de chocolate. Houve tempo para rir, para chorar, para perder a paciência mas também para ganhá-la. Fez-se a primeira viagem de passeio de verdade com saldo positivo. Descobri que uma das minhas filhas tem um sentido de moda na praia impressionante, chupetas… eu estou a tentar que deixem o vício mas não estamos a conseguir. Bem, visto daqui, e agora que já estamos em Setembro, até parece que Agosto passou rápido. Com tudo isto aprendi que é urgente planear melhor o nosso mês de Agosto ou vou ganhar mais cabelos brancos enquanto estou na fila para comprar pão.

Mini Crepes e Maxi Responsabilidade

Os dias vestem-se da cor que lhes apetece. Da janela vejo as nuvens altas, brancas e cinzentas. Desenham almofadas de algodão num pano de fundo azul intenso. O sol começa a despontar lá longe, e, os primeiros raios desenham riscas que trespassam as nuvens dando os bons dias à cidade. Estou surpreendida, pela positiva, por este Outono ter chegado como quando eu tinha 6/7 anos. Tudo combina e se encaixa perfeita e harmoniosamente, como se de um relógio suíço se tratasse. E sinto uma certa nostalgia. O frio  matinal que combina tão bem com o início de aulas, o pingo no nariz e a tosse, embora desnecessários, que acompanham a mudança de estação, as tardes soalheiras que anunciam a chegada dos marmelos, e, as noites que já pedem meias nos pés.  Sei que cresço comigo e com os outros, nunca esquecendo o que a vida me tem ensinado. Sempre fui péssima com horas, e, ainda que raramente atrasada, sempre fui a típica pessoa, sim que acredito não estar sozinha ou então vivia em Inglaterra, que chegava às “aulas em cima do toque de entrada ou a segundos deste.

Depois de uma reunião bastante elucidativa com a nova educadora, eu e os outros pais, sobre regras e horários soube de imediato que as coisas iriam mudar, e, eu também. Tantas e tantas vezes sabemos as coisas e como devem funcionar, mas, parece que vivemos sob um estado de hipnose que só se resolve com a palavra certa para acordar. Depois de um discurso fabuloso de alguém com  idade para ser minha mãe, a palavra prepotente fez-me acordar.   E, a educadora disse: se há algo com o qual eu vou ser prepotente é com os horários. Desde esse dia que estou mais pontual que um habitante de terras de sua Majestade e funciono melhor que um relógio suíço. E tem sido bom sentir que acordo antes do sol e posso aventurar-me no silêncio da cozinha.

Posso dizer que naquele dia foi a primeira vez que me sentei numa cadeira pequenina numa creche. Aprendi que nunca é tarde para voltarmos a ser crianças, apanhar um raspanete, e saber que chegar 20m mais cedo sabe muito bem. Hoje sei que a máxima do meu avô,  acordar cedo e cedo erguer , encaixa na minha vida na perfeição. Estou contente por isso.

Hoje, a manhã começou com pensamentos profundos e alguma vontade de fazer uns mini crepes a saber a chocolate.

Tenho uma frigideira mini, onde apenas estrelava ovos, que, se revelou perfeita para mini crepes servidos a mini adultas e comidos com maxi vontade 🙂

Usei como medida um cup medidor de 80ml – rendeu 10 mini crepes – frigideira com 14cm de diâmetro

80ml de farinha T55, 120ml de leite, 1 colher de sopa rasa de Nesquik, pitada de canela em pó, 1 ovo batido, 1 colher de chá rasa de manteiga derretida, mas fria

Misturar a farinha com o chocolate e a canela. Adicionar o leite aos poucos e ir mexendo com uma vara de arames de modo a não deixar grumos. Por fim juntar o ovo, previamente batido com um garfo e uma colher de chá rasa de manteiga derretida.

Colocar a frigideira em fogo médio baixo e ir deitando a mistura dos crepes no fundo, apenas o suficiente para o cobrir. O primeiro poderá não sair bem, é normal. Assim que a massa começar a borbulhar e os lados a soltar voltar o crepe e deixar cozinhar até que ao abanar a frigideira este se solte, o que é rápido, apenas segundos.

Ficam perfeitas, quer dizer, assim, pequeninas e redondinhas. Servi com doce de pêssego.

Bom fim-de-semana.

Vou regressando aos poucos.

Aqui também é Outono, e com Maçãs

Setembro começou da mesma forma para mim e para todo o mundo, dia 1 de Setembro lá estava ele. E, inevitavelmente, este é e será sempre o mês que regula muitas casas e muitas famílias. Este ano chegou a minha vez. E está a correr bem. Muito bem até. Outubro será o meu mês. O mês de regresso à vida profissional. Afinal trabalho há que chegue e sobre cá em casa. Será o mês em que irei assistir ao meu primeiro grande concerto de verdade.

Enquanto oiço o repicar das gotas da chuva na janela inspiro o cheiro a terra molhada e sei que estou diferente, para melhor espero eu. As folhas lá fora dançam ao som do vento e das ondas do mar. Explico às minhas filhas que chegou o Sr. Outono e que quando as árvores ficam despidas chega o Sr. Inverno. Elas sorriem, e, em cada folha que encontram caída dizem que são o Sr. Outono. E são. E o Outono é isso e muito mais. É a extensão das cores do Verão, mas mais quentes. O Outono está presente em pequenos gestos, e, por isso, liga-se o forno, faz-se um chá e come-se bolo de maçãs.

Receita em cup medidor de 250ml

1 cup água; 1 ovo; 2 colheres de sopa de manteiga; 2 e 3/4 cup farinha Espiga T65; pitada de sal; 1 colher de sopa de canela; 1/3 cup açúcar amarelo, 5gr de fermento seco granulado; 2 cups de maçãs em cubos

Topping:
1/3 cup açúcar amarelo, 1/3 cup farinha, 1 colher de chá de canela, 1/4 cup manteiga à temperatura ambiente

Untar e polvilhar com farinha uma forma, redonda ou rectangular.

Descascar e cortar as maçãs em cubos. Polvilhar com açúcar e canela e regar com sumo de limão.

Colocar a água e a manteiga numa taça de levar ao microondas até estar morna. Numa taça colocar 1+1/2 cups de farinha, fermento, açúcar amarelo, sal, e canela e misturar bem. Adicionar a água com a manteiga à mistura da farinha. Adicionar o ovo, levemente batido. Com a batedeira e em velocidade baixa bater a mistura até estar tudo misturado. Com a ajuda de uma espátula juntar a restante farinha e as maçãs. Envolver tudo até obter uma massa lisa e macia.

Preparar o Topping: Misturar o açúcar, a farinha e a canela. Juntar a manteiga em pedaços à farinha. Misturar tudo até obter uma espécie de mistura arenosa, o chamado crumble. Colocar a massa do do bolo na forma e polvilhar a superfície com a mistura do topping.

Tapar e deixar crescer cerca de  30m. Costumo colocar no forno ligado a 50ºC. Terminado o tempo de levedação aumentar a temperatura para os 175ºC e deixar cozer até estar dourado. Servir quente com uma bola de gelado. Fica um bolo muito fofinho e bem perfumado.

Considerações finais: o bolo é extremamente fácil de fazer, assim como de comer. O topo cria uma casquinha deliciosamente crocante. Quem não tem cups em casa pode usar um qualquer copo medidor ou então comprar um conjunto de cups medidores que se encontram facilmente. Eu comprei os meus no Continente e o conjunto custou cerca de 1€.

Simplesmente Verde

Quando o sol aquece. Quando o calor aparece. Percorro as bancas do mercado à procura deles. Pequenos. Toscos. Ternos e crocantes num equilíbrio que só os produtos da época têm. Perfumar com muitos oregãos, obrigatório. Tempero… apenas umas pedrinhas de sal, um fio de azeite, muitos oregãos e pimenta. O vinagre tira-lhe o sabor, pelo menos para mim. Pepinos. Deliciosos. Afinal, quem disse que uma salada só de pepino não é salada?

P.S. post agendado. Modo de férias activo 🙂 Boa semana.

Ai Minhas Ricas Filhas

Um obrigado às minhas Musas inspiradoras, às minhas Companheiras de todos os dias. Têm-se revelado umas super atletas. Aguentam-se nas suas bicicletas 1h, ainda que com 3 exactos intervalos de cerca 10m para exercícios aeróbicos, pulos, saltos, step e abdominais. São o meu maior e melhor incentivo. Depois de 5 horas, 4 das quais de molho numa piscina, num parque aquático, sou alertada que não há sono, nem fome, apenas vontade de andar de bicicleta. Tudo para casa, tomar banho e decidir, pois, fiquei cansada só de ouvir tais palavras. Tinha os olhos cansados de tentar ver todos os cantos da piscina, pois fomos só as 3, e voltei 2 vezes a casa para buscar coisas esquecidas. Ai minhas ricas *filhas

*resposta às “filhas”: “eu não sou tua filha, sou o teu amor”. Toma e embrulha.

Vamos ao mesmo sítio de sempre. Custa-me começar e elas estão com a “pedalada toda”. Passam 10m e sinto que não aguento mais, tirem-me daqui. Mas, depois, olho para elas e não há obstáculos, o único obstáculo sou eu mesma e a minha preguiça acumulada ao cansaço. 50 minutos de exercício. Obrigado por me arrancarem de casa. Obrigado por apertarem comigo e serem tão exigentes. Obrigado por me deixarem jantar às 10:30.

P.S este post andava nos meus rascunhos desde o tempo em que o sol se punha às 21.30. 

Bom fim-de-semana. Volto em breve. As férias estão a ser boas, muito boas e suadas. A praia pode esperar, afinal, por aqui, tenho-a de Setembro a Junho só para mim, e o sol é coisa que aqui não falta. Estou a descobrir como jogar ténis pode ser libertador, de pensamentos e de suor. E jogo sozinha, contra a parede que existe para o efeito. Fiquem bem e obrigado pela companhia. Eu, volto em breve.

Tamboril com Tomate em Pão e Azeite

Ainda que poucas vezes, existem outras tantas, em que, consigo surpreender-me. Nestas coisas da culinária, a nossa vontade, também chamada de fome, e, a imaginação desconhecem muitas vezes o resultado final de algo que não sabemos bem o que lhe chamar nem como chegamos até ela. Se havia pensado  num arroz de tamboril à medida que ia cortando o tomate fui mudando de ideias e comecei a desenhar uma éspecie de sopa alentejana mas sem o ser. Pela vontade com que foi comido, pelo sabor, e, pela forma simples como é feito merece ser partilhado. Um almoço pleno de satisfação que apenas deixou no prato a certeza de que se repetirá mais vezes.

Fazer um refogado com cebola, alhos esmagados e tomates em cubos. Temperar de  sal e pimenta e deixar cozinhar cerca de 5m. Adicionar o tamboril e deixar cozinhar. Rectificar temperos se necessário e juntar coentros frescos picados antes de servir.

Enquanto o tamboril cozinha, cortar uma fatias de pão, regar com azeite, esfregar com uns alhos, e, levar ao forno a 180ºC até estarem douradas, cerca de 10-15m.

Colocar uma fatia de pão no prato e por cima colheradas de tamboril. O pão absorve algum líquido mas mantém-se crocante… Uma verdadeira delícia.

P.S. Estou de férias, daquelas de fazer o que bem me apetecer sozinha. Vão ser uns dias até ao final do mês para depois… bem… depois eu conto tudo. Os posts estão agendados para não ficar o blog sozinho. Espero que perdoem a minha falta para convosco, mas, há alturas em que uma mãe não se pode esquecer que também é mulher. Por isso vou ali mergulhar sozinha, correr sozinha, não fazer nada sozinha, ler um livro sozinha. Gosto de estar comigo, e, poder abraçar o mundo e sentir que ainda estou viva.

O Que é Isto Mãe?

O tempo tem-se passado ao gosto das mais pequenas, afinal, são elas que ditam as regras e horários. Numa manhã em que os banhos se prolongaram para lá do estipulado, e a fome também, este almoço soube-me muito bem. E, teve que ser rápido, muito rápido. Cozi umas batatas às rodelas bem finas, sim para adiantar a coisa. Num tabuleiro coloquei as rodelas das batatas, cenoura ralada, salsichas às rodelas e coloquei uns ovos batidos com 100ml de natas por cima. Foi ao forno a 200ºC até os ovos cozinharem. Foi rápido. Muito rápido. Tão rápido quanto a pergunta: Mãe o que é isto?

-Come mas é tudo para voltarmos para a praia. E comeram. E fomos.

E, talvez seja uma espécie de tortilha.

Por aqui as mudanças dão passos largos, e, em breve actualizo as novidades. Setembro fecha o Verão, inicia o novo ano lectivo. Iniciam-se novas rotinas. Abraçam-se novos desafios com entusiasmo, porque assim tem de o ser ou não corre bem. Volto em breve para me actualizar das novidades, do que se faz, do que se fez, do que se viu e não viu. Um bem haja a quem cede um pouco do seu bem mais valioso para vir até aqui. Da minha parte apenas posso dizer que espero ser breve. Boa semana.

Panna Cotta de Iogurte

Sai sempre bem. Fica sempre bem. Sabe sempre bem. Fácil de preparar. Leve e fresca. Pode ser servida com compotas a gosto. Desta vez aproveitei o sumo de uns morangos que reduzi até ficar mais espesso. E que bem que me soube.

200ml de natas magras; 4 iogurtes gregos naturais açucarados; 4 folhas de gelatina; pau de canela e casca de limão.

Colocar as natas ao lume com a casca de limão e o pau de canela. Quando levantar fervura apagar e deixar em infusão 5m. Colocar as folhas de gelatina de molho em água fria 5m. Findo esse tempo espremer as folhas e colocar nas natas ainda quentes. Mexer bem para a gelatina se dissolver e deixar ficar morno. Numa taça colocar os iogurtes e mexer com uma vara de arames até estarem bem misturados. Retirar o pau de canela e a casca de limão das natas e adicionar aos iogurtes tendo o cuidado de as coar, pois podem haver grumos de gelatina. Distribuir por taças previamente passadas por água e levar ao frigorífico 3h.

Quando fiz a mousse de morangos tive de cozinhá-los e posteriormente espremer para poder usar. O sumo que sobrou aproveitei-o e deixei reduzir em fogo baixo até espessar um pouco. Depois de frio guardei num frasco no frigorífico e usei para a panna cotta e para um gelado.

A todos os que por aqui passam um obrigado pelo vosso tempo. O meu tempo anda a fugir-me das mãos, tal qual areia da praia, e não tenho conseguido fazer algo que tanto gosto, visitar os vossos cantinhos. Tenho e-mails para responder e muito para contar e partilhar. No entanto, não queria deixar o blog muito tempo sem actualizá-lo com as minhas aventuras e histórias com sabores.

Um bom ano para todos aqueles cujo ano é determinado por Setembro, boas férias, se for o caso, e, bom fim-de-semana.

Um grande abraço à D. Rosa que me fez sentir especial e a quem devo uma resposta.

90 Calorias cheias de Sabor

Receita tirada do livro Comer Melhor para Viver Melhor, Selecções do Reader’s Digest, pág. 37

Quando a M. me ofereceu o livro Comer Melhor para Viver Melhor, das Selecções do Reader’s Digest, esta simples sopa de tomate falou comigo e tive que a fazer. Pela primeira vez dei por mim a seguir uma receita para fazer sopa. E, tão simples, tão saborosa. Dá para 4 pessoas e um prato cheio a cada um. O livro falava em 90Kcal por pessoa. Achei que umas calorias extra não lhe fariam mal. Por isso, servi com uns ovos cozidos picados e coentros. E, claro, uma fatia de pão torrado a cada uma. Depois da sopa uma fatia de melão sapo, daquele bem docinho. E confesso que fiquei saciada. A próxima é de courgettes.

300gr de cenoura; 300gr de tomate; azeite q.b.; 1cebola; 1 dente de alho; 1L de água; pitada de sal; coentros ou salsa picada q.b.; 3 ovos cozidos.

Dica: Aproveite para fazer esta sopa com os tomates da época que abundam nas nossas bancas dos mercados. Escolha os mais carnudos. Se achar que a sopa tem um travo ácido basta juntar uma colher de sopa rasa de açúcar.

Fazer um refogado com a cebola e o alho. Quando translúcida a cebola adicionar o tomate em cubos, sem pele, e as cenouras às rodelas. Temperar de sal e adicionar cerca de 0,5L de água fervente. Tapar e deixar cozinhar cerca de 30m. Ir vigiando a cozedura tendo o cuidado de ir adicionando a restante água  sempre que necessário. Quando estiver tudo bem cozido passar a varinha mágica e rectificar temperos se necessário. Servir quente com ovo cozido picado e coentros. Uma fatia de pão torrado também fica muito bem. E, afinal, segundo as minhas contas, as calorias já devem ser entre 150/160. Ainda assim um número deliciosamente fantástico e muito saboroso para uma simples sopa de tomate e cenoura.

Boa semana. E, volto já.

Mousse de Morango

500gr de morangos – usei congelados; 15gr+25gr de açúcar; 25gr de farinha Custard; 1 iogurte natural; 300ml de leite m/g

Num tacho ou frigideira anti-aderente colocar os morangos juntamente com 25gr de açúcar e deixar cozinhar até estarem moles. Coar os morangos tendo o cuidado de apertar com uma colher para evitar que fiquem com muito sumo. Passar a varinha mágica. Deixar arrefecer o colocar no frigorífico.

Numa tacinha colocar a farinha Custard e mistura com o açúcar. Colocar 250ml de leite ao  fogo e deixar aquecer bem. Com os restantes 50ml desfazer a farinha de modo a que não fiquem grumos. Adicionar o leite quente à mistura e mexer com uma vara de arames. Voltar a colocar no tacho e levar ao lume mexendo sempre até engrossar. Tapar com película aderente e deixar arrefecer. Guardar no frigorífico e deixar pelo menos 1h. Findo esse tempo mexendo com uma vara de arames para o creme ficar mal maleável e adicionar o iogurte. Misturar bem e juntar a polpa de morango. Distribuir por taças e levar ao frio mais 1h.

Uma delícia bem fresquinha e pouco calórica já que dividido por 6 pessoas terá bem menos que aquelas que o livro dá para 4 porções.

Bom fim-de-semana. Boas férias. Bom regresso.

Até já.

Setembro…

Por aqui, as férias caminham para o fim. E, afinal, estão a terminar mais depressa do que eu suspeitava. É sempre assim, queremos que o tempo passe e depois quando passa… simplesmente passou, não volta mais. Por isso, nada melhor que aproveitar a calma trazida por Setembro, as águas quentes que os banhistas de Agosto não tiveram, o vento que agora não sopra, os lugares que já vou tendo para estacionar, os dias de 27º graus e noites de 23º. E, sobretudo, aproveitar o fim de mais uma etapa para as 3 e avistar um novo recomeço, para elas e para mim.

Papa de Bebé

Se puder escolher algo que marcou este Verão, embora às vezes pareça Outono, eu direi Banana Congelada ou Gelado de Banana. Eu que não gosto de bananas ao natural compro-as, por agora, apenas com o intuito de fazer gelado ou batidos, e, confesso que me sabe bem, mas muito bem mesmo. O gelado de banana presta-se às mais variadas combinações e onde a nossa vontade e imaginação nos levarem. Por hoje fica a sugestão: banana congelada+iogurtes de queijo fresco+bolachas maria. Colocar na picadora e bater até ficar creme. Consumir de imedito ou guardar no congelador. E digo mais, sabe a papa de bebé, tem pedaços de bolacha, e isso eu gosto, nós gostamos.

Olhos que Comem

Nos meus anos recebi de presente um prato diferente, lindo em minha opinião. Pelo embrulho e pela marca no verso foi comprado na loja SPAL. Quando a M. mo ofereceu disse que era um prato para bolo. Estreei-o com o meu bolo de aniversário, um delicioso bolo de chocolate, e, desde então  tenho-o utilizado para servir de tudo um pouco, excepto bolos. Na última utilização usei-o para servir os legumes e a salada de tomate que acompanharam um peixe espada grelhado. Os ingredientes são do mais simples que pode haver e são conhecidos da nossa praça. O efeito conseguido ficou tão bonito que achei que merecia um post. Afinal os olhos comem, e, a barriga agradece um prato assim, simples e cheio de sabor. Obrigado M.

Uma Espécie de Pizza num Dia de Reecontros

Pelas mais variadas razões fui deixando para trás as pessoas, amigos, se é que os posso chamar assim, que ia conhecendo pelas terras onde vivi. Nunca tive muito tempo para criar laços, e, as amizades precisam efectivamente de ser regadas. É complicado andar de escola em escola. Chegar, integrar, conhecer e dar-se a conhecer. O acolhimento nem sempre era fácil e passado um tempo optei pelo mais fácil. Não me prender demasiado pois sabia que mais cedo ou mais tarde ia por esses caminhos de Portugal fora. E, não. Não sou de etnia cigana mas quase que o podia ser devido a algumas semelhanças. Não tenho amigos desde sempre, amizades de 20 anos de existência. No entanto, num determinado momento da minha vida soube que havia ganho alguns para sempre e isso foi o mais importante. A universidade foi um ponto de viragem na minha vida e vivi intensamente tudo a que tinha direito. Pelo meio conheci pessoas que partilhavam um mesmo objectivo final. Existe algo inexplicável nas relações de se criam neste mundo. Umas ficam para sempre, outras tornam-se insignificantes e ainda há aquelas que acabam por se cruzar connosco por algum motivo. Hoje foi dia de rever as amigas do para sempre. Foi dia de conhecer mais uma menina que nasceu. E foi bom. É-o sempre, e, o tempo corre depressa demais para tanto que se quer dizer. E sabemos que tudo mudou. Que o tempo das agora mães é medido de outra forma. E, ainda assim, descobrir por acaso, que, vamos todas ao mesmo concerto. A vida encarregou-se  de nos proporcionar um momento que se adivinha delicioso. E eu, só de pensar nesse dia sorrio.

Depois de uma tarde de brincadeira e algumas birras há fome e um simples pedido. Depois do banho olho as horas… 10 da noite. E, faço pizza. Daquelas rápidas sem tempo de levedação. E, estava boa. Modéstia à parte, esta receita sai sempre bem. Sabe sempre bem. Tal como estes momentos em que parece que o tempo nada mudou. Afinal, a amizade está lá.

Ingredientes: 1,5 cup de farinha T55; 50ml de vaqueiro líquida; 1 colher de sobremesa de café de fermento Royal – dos bolos; 1 ovo; 60ml de água

*Copo medidor de 250ml

Colocar numa taça e amassar tudo até obter uma massa que não se cole às mãos. Se necessário adicionar um pouco mais de farinha.

Colocar uma frigideira anti-aderente no fogão em lume baixo e tenha à mão uma tampa com o mesmo diâmetro da frigideira.

Esticar com o rolo, abrir um disco bem fino e picar o fundo com um garfo, e, com a tampa marcar o tamanho do disco da pizza. Fica perfeito, bem redondinho.

Aumentar o lume para médio e colocar o disco de massa. Tapar e deixar cozinhar cerca de 3m de 1 lado.

Quando voltar o disco aproveite rechear com o que mais lhe aprouver e tape de novo durante cerca de 3m para cozinhar do outro lado e dar uma cor no recheio.