Mousse? O que é isso?

Existem doces aos quais a maior parte de nós não resiste. A mousse de chocolate é um fenómeno que deixa qualquer criança de olhos arregalados. Quando lhes disse que ia fazer mousse de chocolate responderam:

-O que é isso?

Tentei explicar na forma mais simples. Não funcionou. No entanto, soube de imediato o nome que lhe tinham dado quando repetiram no dia seguinte.

-Mãe quero comer chocolate com uma colher.

Afinal talvez seja mesmo isso. Simplificar. De que importa explicar o que são claras, e que são batidas em castelo, e, que são a parte mais importante da mousse. Para elas resumiu-se a ovos, chocolate, e, o essencial, as colheres para se poderem lambuzar.

Estou a tentar reduzir a manteiga na mousse. Já tentei até fazer sem mas confesso que não me sabe igual. É muito importante que o chocolate, depois de derretido, esteja morno quase frio.

Ingredientes: 100gr de chocolate de culinária; 50gr de açúcar; 3 ovos; 50gr de manteiga

Preparação:
  1. Bater as claras em castelo e reservar.
  2. Levar o chocolate a derreter com a manteiga em lume brando e mexendo de vez em quando até obter um creme liso e brilhante. Quando pronto deixar ficar morno quase frio.
  3. Bater as gemas com o açúcar até obter um creme fofo e esbranquiçado. Juntar o chocolate  e misturar com uma vara de arames.
  4. Por último envolver delicadamente as claras.
  5. Levar ao congelador por 20m para ganhar firmeza e depois colocar no frigorífico.

Bom fim-de-semana.

Anúncios

Do Vento que Traz Apetite

Por estes lados o mês de Agosto é de colocar a mais zen das pessoas de nervos à flôr da pele. Não consigo perceber este conceito de férias, em filas para o pão, no supermercado, nas ruas, nos restaurantes. As pessoas amontoam-se na praia e pelos areais coladas umas às outras. Vale o vento para conseguirem respirar. Eu, fujo da praia por esta altura e cada vez gosto menos deste frenesim a que chamam férias. Férias, para mim, significam tranquilidade, sossego, e poder ouvir a calmia trazia pelos sons da natureza. E, é por isso, que, quando acordo e vejo um céu branco-cinza fico contente, muito contente. Não vou para a praia, vou antes para perto dela, o meu sítio preferido. E, num dia em que o sueste me brindou com o seu vento e tapou o sol durante um pedaço da manhã fomos exercitar o corpo. Chegamos cheias de apetite, ou melhor, cheias de fome. Pediram atum, pediram arroz, e, eu, só pensava em comer e beber água. Foi fácil satisfazer todos os pedidos. E, ainda mais fácil colocar a comida na mesa em 15m. Foi só cozer o arroz, que, depois de cozido e escorrido, foi envolvido em molho de tomate, atum, pepino e polvilhado com oregãos. E que bem que nos soube. Venham mais dias destes. Perfeitos para momentos a 3. Perfeitos para refeições cheias de sabor e devoradas com vontade.

Arroz Cozido e Escorrido+Molho de Tomate+Atum+Pepino+Oregãos

Viagem… A Estreia

Primeira viagem de passeio com elas. Acordei cedo. Abri a janela e o cheiro a terra molhada entrou pela casa trazendo consigo alguma humidade. Que bom, pensei, chuva. Estava nervosa, melhor, ansiosa por chegar. A maior parte da viagem foi debaixo de chuva, perfeito para refrescar. À medida que avançava na estrada as nuvens ficavam para trás e o céu azul vinha ter comigo. E, depois o sol. Brilhante, quente. Chegamos a Lisboa. No ar uma brisa fresca com cheiro a rio e a mar. Almoçamos, ainda que sem muita vontade, afinal queria começar o passeio. Seguiu-se uma visita aos Jerónimos e uma sessão para crianças no Planetário. Gostei muito da sessão, que, afinal, também ensina adultos. Finalmente percebi porque de 4 em 4 anos temos mais 1 dia em Fevereiro. Vejamos, a terra demora 365dias e 6h a dar a volta completa, o que, significa que 6h*4anos=24h, ou seja, de 4 em 4 anos, temos 1 dia a mais e faz-se o acerto no mês de Fevereiro. Tão simples… E eu tão longe do óbvio. E gostei dos planetas, e de ver as estrelas, e as constelações, e gostei de aprender de que são feitos os anéis de Saturno, e de saber que Plutão só mudou de bairro. E o primeiro dia, aliás, a tarde voou.

No segundo dia rumamos à Pena em Sintra, é sempre bom voltar. Gosto do ar que se respira. Desta vez havia algo novo para ver, um chalet que está a ser restaurado e que pertencia à Condessa de Edla. À tarde uma visita ao Chiado e ao Terreiro do Paço. Enquanto desciamos o Chiado houve ainda tempo para recordar Os Maias quando vimos o Teatro Nacional de S. Carlos. Houve tempo para imaginar Ega e Carlos ali naquelas mesmas ruas. Houve direito a viagem experimental de metro, e, apesar dos entraves arquitectónicos, resolveu-se o problema com carrinhos debaixo do braço, e, mesmo assim houve quem quisesse repetir.

Na manhã do 3º dia fomos ver o Oceanário, uma estreia absoluta para as 3. Pelo meio e em modo de corrida encontrei a Carla. Pena que os miúdos não estavam a nosso favor. Um passeio no teleférico fechou a manhã. Pela tarde, já sem a minha parceira de aventuras, a minha irmã, um calor daqueles e resolvi ir ao sítio menos histórico que pode haver, o Ikea. Pois bem, nervos à flôr da pele, final do dia, crianças cansadas, pilhas de loiça e copos em pequenas ilhas, e, entre corridas pela loja e saltos em camas de exposição, consegui sair de lá viva e sem partirmos nada.

No sábado a manhã passou-se no Jardim Zoológico. O passeio terminou onde começou, em Belém. Depois do almoço fizemo-nos à estrada e enquanto se fazia a sesta a viagem correu da melhor forma possível.

Na semana seguinte andei com um mau humor que nem vos conto. A última vez que tinha saido em passeio ainda andava na universidade e foram 2 dias fabulosos pelo centro do país. E gosto. Gosto muito de viagens assim, cheias de aventura, cheias de pequenos nadas, recheadas de cansaço.Cada caminhada é um convite a esquecer as dores nos braços de empurrar carrinhos, esquecer o xixi que alguém não avisou, esquecer o sol que teima em aquecer, esquecer as gotas de suor enquanto se carregam 2 carrinhos pelas escadas do metro. E, é sobretudo um incentivo para repetir, com ou sem companhia, afinal, para quem tem filhos e poucas ajudas, a opção é mesmo ir, experimentar.

Se tinha sido mais divertido ir sem elas? Claro que não. Venham de lá mais dias destes.

Pizza rima com Calor

A poucos dias do fim do mês de Agosto chegou o calor, daquele abrasador, de tirar o fôlego a qualquer um. Há um bafo quente no ar que se entranha nos pulmões. O céu perdeu o azul e vestiu-se de cinza claro com pinceladas laranja. Abro as janelas na esperança que a brisa entre e traga um pouco de ar fresco. No entanto, apenas sinto a onda de calor que se abate pela cidade. É do sueste dizem os entendidos. O sueste, que segundo contam, é caracterizado por ventos quentes vindos de Marrocos, águas mais quentes, com algas mas também com mais ondulação. À noite a cidade veste-se de nevoeiro, e, a humidade quente e abafada penetra nas roupas e facilmente se sente o corpo peganhento. Nestas alturas refugio-me no melhor lugar no mundo, ou pelo menos o mais protector, a minha casinha. Ainda assim, as minhas filhas acham que devo ligar o forno. E ligo. E faço-lhes a vontade. E ainda falamos em fazer um bolo. Afinal, há calor que apetece. Porque é feito com carinho.

Quantidades para 1 pizza média/grande: 100gr de água, 1 colher de sopa de azeite, 1 colher de sopa de leite em pó, 1 colher de sopa de açúcar, 200gr de farinha T55, 5gr de fermento seco
 
Colocar todos os ingredientes na mfp no programa que amassa apenas. Colocar todos os ingredientes pela ordem acima na mfp e escolher o programa que apenas amassa. Findo o tempo colocar a massa na bancada previamente untada com um pouco de azeite. Esticar a massa e forrar a forma da pizza. Esticar os rebordos e dobrar para dentro a massa pressionando contra a base de modo a formar um tubo ao redor da forma. Pincelar com azeite e deixar levedar 30m dentro do forno apenas com a luz acesa. Findo o tempo picar o fundo com um garfo e rechear com o que mais apetecer. Pré-aquecer o forno a 200ºC e deixar dourar a gosto. Não tendo mfp pode amassar-se usando a batedeira com os ganchos e assim que a massa descolar das paredes da taça amassar um pouco com as mãos e depois seguir os passos acima descritos.
 

Simplicidade Temperada com o Sabor do Ano

O Verão é feito de dias que se arrastam pela noite adentro. Finais de tarde preguiçosos e alaranjados. A comida pede-se fresca, leve, com sabor. As frutas e legumes da época pedem o seu lugar à mesa, e eu cedo-lhes o melhor de todos na minha.

Por isso, quando vi o passatempo promovido pela Laranjinha e pelo Sabor do Ano, achei que uma salada fria de espirais temperada com um dos produtos Sabor do Ano merecia ser partilhada de tão simples e saborosa que é.

Espirais + Tomate Coração + Pepino + Queijo Fresco + Coentros + Sal e Pimenta Moída qb + Azeite + Vinagre de Vinho Branco Gallo

Cozer as espirais até estarem al dente. Numa taça colocar o tomate e o pepino picado. Temperar de azeite e vinagre. Envolver. Adicionar as massinhas cozidas e escorridas e o queijo. Temperar de sal e pimenta. Polvilhar com coentros frescos picados e envolver.

Vidas e o Meu Amor de Verão

Há 2 dias esteve um calor daqueles insuportável. Noites de 28ºc sem rasto de vento. Noites em que as pessoas saiem à rua, e, exibem o seu novo tom de pele, há vermelho e dourado, infelizmente cada vez mais vermelho. Semanas cheias de dias e noites onde as ruas se enchem de veraneantes.

Saio à rua, ainda que com pouca vontade. É noite. O ar cheira a peixe grelhado, a óleos bronzeadores e a protector solar. Os artistas de rua vestem o seu melhor traje e exibem o respectivo cartaz da pedincha. Já usam fotos das moedas que pretendem, e, não menos de 0,50€ sob o pretexto de uma conversa fiada qualquer ou até de uma mensagem vinda do além com os números do euromilhões. Evolução dos tempos. As miúdas encantam-se com os palhaços que fazem balões e ficam pasmadas a ver um Sherk de verdade. Observo os transeuntes. Os mais jovens, vestidos a rigor, cheios de adereços de combinação duvidosa. Há chapeús, óculos escuros, claros, amarelos, cachecóis, botas com vestidos, vestidos bem curtos e sapatos bem altos, com salto agulha de 15cm, de verniz, de cores vivas. Constato com alguma inveja, que, o rosto das mais jovens se encontra perfeitamente pintado, de tal forma que a cabeça podia ter sido retirada de um manequim de uma loja de roupa.

As lojas estão abertas junto à avenida que me separa da praia e questiono-me se dará para o gasto. Dou a volta pela parte onde estão os bares com vista para a praia e continuo o meu passeio. Debruço-me no muro pintado a vermelho e gasto pelo sol. Olho a passadeira de madeira. Está escura. Faltam algumas lâmpadas que não foram substituídas e outras tantas vandalizadas. No parque infantil, horas antes cheio de crianças, reina o silêncio, e, apenas uma ou outra gaivota por lá se passeiam. Ao fundo consigo aperceber-me da movimentação junto ao local mais falado deste Verão, e dos outros,  no barlavento algarvio. A falta de iluminção cria sombras e transforma-o num local digno de filmes de suspense. Continuo o meu passeio. Aliás, continuamos. Empurro o carrinho enquanto oiço em inglês e português as observações comuns por serem duas. Mais à frente subimos um pedaço de rua com calçada. Há minha direita um hotel restaurado recentemente, e que, segundo sei, é o mais antigo da cidade. As miúdas adoram o espaço, parece um castelo. Apesar de ter cara lavada foi mantida a traça original. As molduras das janelas lembram uma mistura do estilo gótico com o árabe, lembrando-nos que Marrocos fica do outro lado do mar. Sigo caminho e olho de relance para as pessoas que se detêm junto à entrada de um hotel onde há um bailarico. Ali estão, coladas aos vidros, e, a observar os clientes que se encaixam aos pares para uma valsa.

Ando mais um pouco e retorno pelo mesmo caminho cheio das mesmas, e de outras, pessoas. Reparo naquele homem de tez escura, marroquino talvez, sentado num banco e com aqueles cães a pilhas à sua frente para vender. O seu rosto não me parece alegre, e o contraste com os sorrisos de quem passa é notório. Vidas. Mesmo à minha frente está um grupo de jovens, entre os 17 e os 20 anos talvez, com indumentárias de festa patrocinadas por uma dessas bebidas da moda. Estão vestidas de cinza e preto, saias bem curtas e uma espécie de chapéu a imitar um lobo com uma cauda comprida que desce pelas costas até à cintura. O tamanho reduzido das suas indumentárias é motivo de concentração de meia dúzia de rapazes que as contemplam cheios de sorrisos marotos.

Há música no ar e a cada passo há quem me tente convencer a comprar, a entrar para jantar, ou a beber uma bebida milagrosa que promete boa disposição para o resto da noite. O passeio está quase a terminar e eu já sonho com o mês de Setembro e Outubro. Julho e Agosto só me apetece fugir para de onde vieram os outros, e vou. E, quando este post for publicado já por lá estarei, de bolsos mais vazios mais de alma mais cheia. Será por pouco tempo mas sei que a terei só para mim. Por mim este Verão pode fazer as malas e ir andando para longe. Gosto mais do Verão ameno, dos 25ºc de dia e dos 18ºc à noite em que o aconchego da casaco e do lençol sabem bem.

Chego a casa. Descalço-me. Arrumo as sandálias. Lavo as mãos. Lavamos as mãos e os dentes. Apesar do calor faço o meu chá. Coloco-lhes a fralda e vão dormir. Desço as escadas e durante uns breves 10m ainda oiço os seus risos e brincadeiras que antecedem o sono. Faz-se silêncio. Toco na chávena e lembra-me que o chá ainda está muito quente. Sento-me, desfruto do meu silêncio e olho para o meu amor de Verão cheia de saudades e a pensar no próximo. Havia 3 anos que não lia. Esperei por ele. Foram 2 dias de leitura intensa num amor sem fim. Ainda que não haja amor como o primeiro, A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón, O Prisioneiro do Céu conseguiu prender-me uma vez mais como só este escritor o sabe fazer. E li a última página.  E fiquei claramente com um gosto de quero mais. Quero saber que fará Daniel Sempere agora que tem na mão um papel valioso.

Conta-me Como Foi… Julho

E assim me dou conta de como os meses têm passado rápido, ou talvez não. Julho é sem dúvida rei dos aniversários. 3 nos últimos 11 do mês, incluindo o meu. Para comemorar um dia nunca antes apreciado fiz um bolo de chocolate, decadente, simplesmente chocolate. Fiz as pazes com o mundo e sobretudo comigo, e, isso reflectiu-me na minha maneira de estar, de pensar, de agir e até na balança. A minha mente e o meu corpo têm agradecido e a minha alma também, sinto-me infinitamente melhor. Continuo a incluir os batidos na minha alimentação e fiz um crumble de tomate que já foi repetido vezes sem conta de tão bom que é. Houve ainda tempo para passeios a 4, muitos banhos, chinelos poeirentos e areia para limpar. As minhas companheiras de sempre, as minhas sapatilhas, sucumbiram ao desgaste, mas pedi como prenda de aniversário umas outras que me fazem voar. Houve as peripécias do costume que nascem entre seres que já cá estão e outros que procuram um lugar. Houve nervos à flôr da pele, choros, mas também alegrias. A amizade também teve lugar neste meu mês e mostrou-me que neste mundo das novas tecnologias nem tudo é mau se ambas as partes agirem de forma sincera.

 Novos desafios se avizinham e eu só espero estar à altura de os enfrentar. Um obrigado a quem por aqui passa.

Conversa de Casa-de-Banho

Não páro de me surpreender com a simpatia, das muitas alminhas que habitam este lugar à beira mar plantado agindo na base da “chica esperta” e que me proporcionam momentos hilariantes que merecem ser partilhados. Não sou uma pilha de inteligência mas tenho ganho muito bom senso desde que me tornei mãe, e, este é um discurso de mãe para mãe numa casa-de-banho pública.

Uma das minhas crias adverte-me que tem xixi enquanto come o gelado. Como mãe dedicada 🙂 e sabendo de uma casa-de-banho pública nas imediações vamos até lá. Existem 3 portas, duas claramente fechadas e uma entreaberta sem sinais de ninguém lá dentro. Ainda assim, abro-a com cuidado, pois nunca se sabe o que fica dentro das sanitas destes sítios, e, sinto a porta bater, LEVEMENTE, em alguém, que, a julgar pela altura já deveria ter uns 7-8 anos.

De imediato peço “perdão” e digo: não me apercebi que estava aqui alguém – isto enquanto aguardo que a cria saia.

Resposta, seca e com tom protector, da mãe que aguardava a sua cria com outra junto ao lavatório: Bate-se à porta. O ar ficou mais pesado, devia ser do sueste que trouxe humidade e enferruja.

Eu: Mas a porta estava aberta…

Do outro lado o ar fica mais agreste e parvo: Pois… talvez seja porque está uma criança lá dentro e convém estar aberta não é?

Eu: Pois… mas eu não sou bruxa para adivinhar e a porta estava aberta.

Do outro lado: mas se bater à porta… – Ler com tom ameaçador dado que a cria fracturou duas costelas e ainda raspou os cotovelos

A cria sai e eu entro com a minha e penso Shame on You, Shame on Me, a perder tempo e gastar saliva com pessoas assim. Mas porque raio a senhora me deixa avançar para a porta aberta sabendo que está ocupada.

Quando as minhas crias têm que ir à casa-de-banho vamos as 3 lá para dentro. Assim evito que elas cheguem aos 7 anos, entrem sozinhas e caim de pés numa sanita e partam os tornozelos.  Venha de lá esse Outono, já já já, que já estou farta de malta azeda, irraaaaa.

Por hoje é assim. Um post sem receita ou sugestão, a não ser a Sugestão do Bom Senso com uma Pitada de Civismo. Eu vou ali terminar umas tarefas agendadas que a mente e as mãos ocupadas fazem bem à alma e ao corpo.

Uma boa semana a todos/as.

Alquimia dos Ingredientes

Tantas vezes contra mim falo. Outras tantas esqueço-me de como é fácil simplificarmos as refeições. Admito que é muito fácil passar no corredor do supermercado e trazer o meu molho de tomate preferido. Aquele que fica sempre bem. Aquele que muitas vezes desaparece e eu fico amudada à sua espera. Depois, venho para casa e aproveito os tomates rosa, ou coração, como preferirem, faço ovos com tomate, tomate com queijo, e, com tantas opções esqueço-me como é fácil fazer molho de tomate, daquele que é feito com o que a terra de melhor nos dá, daquele feito com tomates da época. Mas, ainda vou a tempo de me redimir, e, sobretudo, de o saborear.

Tomates+Cebola+Alhos+Azeite+Sal+Pimenta moída na hora+Oregãos qb

Fazer um refogado a gosto. Quando macio triturar com a varinha mágica. Colocar em frascos, e, depois de morno, tapar e colocar voltado ao contrário para criar vácuo. Guardar no frigorífico. Usar sempre que apetecer. Sempre há mão. Sempre fresco. Sempre saboroso.

Bom fim-de-semana a quem por aqui passa.

Das Coisas Simples com Sabor

É fácil habituar-me às coisas boas. E, tanto melhor se for um gelado de pura fruta, de cor irresistível e pedaços de cereja. Daqueles que se fazem enquanto as mais pequenas terminam o almoço. Daqueles que repetimos sem pensar em calorias, e, ainda assim, ficar tanto de pasmada como de maravilhada, a pensar como as coisas simples se impõem perante muitas outras e nos dão um imenso prazer a cada colherada.

A fórmula mágica:

Bananas previamente cortadas às rodelas e congeladas+1 iogurte tipo “suissinho”+colheradas de doce de cereja a gosto. Colocar numa picadora e começar por triturar as bananas. Quando estiverem tipo migalhas adicionar o iogurte e por fim o doce de cereja. Como sempre, fica com uma cremosidade única devido às bananas. Consumir de imediato ou congelar, se sobrar 🙂

Boas férias e boa semana a quem me visita. Tenho passado de fugida pelos vossos cantinhos, assim tipo mulher invisível, mas não tem sido fácil comentar. Obrigado pelo vosso tempo e até já.

Métodos de Aprendizagem – Feijão Frade

Existem um sem número de diversos métodos de aprendizagem. Desde aquele estudado na escola, o famoso tentaviva-erro, o castigo, Pavlov, e, não menos importante, senão o mais importante, o saber que chega até nós através de experiências vividas em determinados momentos e que nos marcam para sempre. E, se houve algo que me marcou foi aprender a gostar de feijão frade. Ainda não tinha 5 anos. Estava sentada a uma mesa redonda numa cozinha onde as paredes eram de azulejos bem quadrados e cheios de flores. Na mesa uma toalha de plástico macio e com flores azuis e verdes. À minha direita a minha avó. Mulher corpulenta, que, impunha respeito. Professora primária de profissão usava os métodos de aprendizagem próprios dos anos 70 e 80. Hoje, confesso que alguns desses métodos me parecem fazer falta. À minha primeira recusa em comer os feijões recebi uma ordem seca de “come e cala-te”. Estava em pânico só de ver aqueles bichos no meu prato. Tinha os braços a apoiarem-me a cara há longos minutos, coisa que a minha avó detestava. E, sem mais palavras, de repente apenas senti a minha face direita aquecer e as costas sentiram o frio dos azulejos. Pois é, levei uma daquelas estaladas que me mantiveram motivada para o resto da vida para comer feijão frade.

Se é um método fiável? Não, não o é. Podia ter ficado traumatizada negativamente para o resto da minha vida e viver em consultórios de apoio psicológico por ver feijões frade gigantes a perseguirem-me durante a noite.

Sobrevivi e cá estou eu para contar a história. Afinal o nome deste blog é Sabores com História, e, esta é história do sabor do feijão frade.

Sou apologista do método experimental, experimenta hoje, amanhã e depois, e, talvez um dia se aprenda a gostar. Mas, de facto, é caso para dizer “os tempos eram outros”, oh se eram, e, ainda assim, poder dizer que se teve uma infância recheada de experiências e aventuras como só os anos 80 deram a essa geração.

Manias que São Úteis

Tenho muitas manias, velhos hábitos incrustados na minha pessoa que não mudam. Reconheço que alguns podem incomdar. No entanto, outros há que se revelam essenciais em pequenos gestos do meu dia-a-dia. E, como a comida anda leve e fresca sem muitos registos fotográficos, este mês, irão aparecer algumas das minhas manias caseiras.

Gosto de estender roupa. Existe uma cumplicidade entre mim e a roupa acabada de lavar que me faz querê-la só para mim e rejeito sempre ajuda. E, quando o faço é porque tenho aquele velho hábito de a pendurar de determinada forma e pronto. No entanto, desde que me lembro, na altura de recolher a roupa levo sempre o cesto comigo. Dobro-a de imediato e vou arrumando no cesto por ordem, ou seja, faço conjuntos de roupa por divisão.

Assim, quando entro em casa vou logo arrumando nos respectivos sítios sem ter que andar a vasculhar até ao fundo da cesta uma camisola que vi ou ter que voltar 2 vezes ao quarto porque as minha cuecas estavam em baixo e as minha meias em cima do monte de roupa. Manias que são uma ajuda muito grande. Conheço quem carregue a roupa aos ombros, atire para cima da mesa e só depois vai dobrando e procurando os   respectivos pares das meias. Opções. E vocês também têm manias?

O Dia Seguinte da Cobertura de Chocolate

E, tal como prometido no post do bolo de chocolate deixo-vos com as fotos de uma fatia do dia seguinte. A densidade que a cobertura ganha é soberba e a massa fica ainda melhor. É em minha opinião um bolo a fazer de véspera ou logo de manhã bem cedo para estar 12h no frio. Consegui convencer-vos?

Aproveito para partilhar uma destas fatias com a Sofia  HBTY

Receita AQUI.