Congelar Massa para Pizza

É sem dúvida muito prático. Sair, sem muitas preocupações para o almoço. Deixar a descongelar à temperatura ambiente. Regressar. Ligar o forno a 200ºC. Estender a massa. Picar. Levar ao forno 5m. Rechear a gosto. Volta ao forno até dourar a gosto.

Fica uma massa muito fácil de trabalhar, e, muito importante, não há farinha por todo o lado. Receita da massa AQUI. Basta aumentar os ingredientes, se pretender, e depois de a massa levedar, retirar o ar e guardar num saco com fecho para congelação.

Bom fim-de-semana.

Repitam: BANANA

Eu sei, mas sou assim. Tomo-lhe o gosto e repito este gelado de banana, que, roça a simplicidade de uma forma tal que me obriga a encolher os ombros perante o fenómeno. Desta vez fiz adicionei um Danoninho à mistura.  Há coisas simplesmente fantásticas e este gelado é uma delas.

Agora uma constatação que ecoa há dias na minha mente e hoje é o dia perfeito para a transcrever.

Tenho respeito pelas convicções, crenças, ideologias, partidos, e, clubes do outros. Da mesma forma respeito a liberdade e o silêncio de cada um, e, o que fazem ou deixam de fazer só a si mesmo deve interessar, desde que não interfira com a liberdade dos outros. Hoje manifesto a minha tristeza, não pela selecção portuguesa de futebol, mas, pelo que assisto e que merece de certa forma uma comparação futebolística. Vejo multidões sorrirem, chorarem, e, aplaudirem equipas de futebol como se de uma irmandade se tratasse. Nada sabem, eu nada sei e nem me importa, sobre as vidas destas pessoas mas sofrem e alegram-se por elas. Fico triste. Sim, fico mesmo. Gostava que da mesma forma, e sem muitas especulações dadas a cuscuvilhices, as pessoas esboçacem um sorriso e ficassem felizes pelo vizinho do lado ter um *carro novo melhor que o seu. Mas não. De imediato começa um rol de perguntas cheias de ironia, de onde veio, como comprou e o que faz. Não custa alegrar-mo-nos pelo bem-estar dos outros. Para quê esta atitude cheia de graus de comparativos de inferioridade, igualdade e superioridade? Faz pessoas amargas em busca de respostas a perguntas que não lhe pertencem. Vale a pena pensar nisto e a mim custa-me entender este comportamento social.

*não comprei nenhum carro novo e não tenho vizinhos cuscos, mas assisto com cada coisa que fico a pensar se serei deste planeta. Irra, não têm nada para fazer? Passar a ferro? Escovar o cão? Lavar persiananas? Contar os botões de todas as peças de roupa que há em casa? Na falta de alguma coisa interessante para fazer vão exercitar o corpo, pois, já o outro dizia: “corpo são em mente sã” .

Simplicidade

Há receitas que se olham, apreciam, e, têm um aspecto mesmo convidativo. Depois vem a lista dos ingredientes, por vezes demasiado extensa, outras, com meia dúzia de ingredientes que desconhecemos. Então, inicia-se a demanda no google para saber o que se são e onde se compram. Aquilo que no início era uma receita promissora muitas vezes acaba num encolher de ombros e com um sentimento de derrota culinária que me impressionam, ou então num desastre culinário. Afinal, demorou mais tempo que o indicado, a panela não é a tal ou a temperatura do forno estava em desacordo. Isto, apenas, para dizer que nem sempre o desconhecido é assim tão interessante, e, em prol da promissora receita as coisas mais simples são relegadas para segundo plano.

Felizmente quem tem crianças sabe bem como elas pedem coisas simples, sem grandes complicações, como a sugestão de hoje.

Simples. Arroz com atum ao natural e polvilhado com coentros frescos picados. O arroz coze-se em água, sal e louro. No final é só envolver com o atum e os coentros. Uso arroz vaporizado que sai sempre bem e solto. E que bem que esta tacinha me soube.

Já foram de férias? Espreitem aqui.

Fraldas…

Quem tem filhos tem fraldas de pano, que, serviram para colocar na janela do carro e para proteger a criança em dias solarengos. Por aqui foi só mesmo esse o uso. No entanto, há 2 anos atrás encontrei-lhe um novo uso e desde aí então adaptei a mais 2. Por isso, apresento-vos por ordem de chegada o meu uso destas preciosidades.

  1. Praia. São fantásticas para limpar os pés na hora de ir embora e limpar as mãos na hora de comer. Limpam a areia de uma forma impressionante. Nunca falta uma dentro do carro e outra no saco das toalhas de praia. “Um dia estava eu quase a dar-me o fanico por ver tanta areia colada às crianças, e, só pensava enfiá-las no carro para sairmos do sol, e, eis que ao guardar os sacos na mala do carro, vejo uma fralda por lá, seca, limpa. Era mesmo isto que eu prcisava, algo seco para sacudir a areia. E foi assim.”
  2. Chão. Quem tem o Swiffer, e não tem as toalhitas descartáveis, pode usar uma fralda para limpar aquele pó, cabelos e também grãos de areia. Depois é só lavar na máquina e voltar a utilizar. Funciona tão bem quanto as toalhitas. Uma espécie de Eco – lógico e Eco – nómico. “As recargas da marca só vieram no dia da compra do Swiffer e depois passei a comprar marca branca, bem mais baratas e com o mesmo efeito. Mas… há sempre o Mas e o Um Dia. E, um dia, não há. Lembrei-me que a minha mãe fazia umas forras de t-shirts velhas nas vassouras para tirar o pó depois da esfregona, sim, que aspirador era mentira, e dei de caras com uma pilha de fraldas e dobradas tinham o tamanho perfeito. Assunto resolvido e funcionam até hoje”
  3. Vidros e espelhos. O tecido é perfeito para limpar estas 2 áreas, limpa sem deixar rasto e muito bem, com limpa-vidros, claro está. “E quando não temos t-shirts velhas em trapos e só por coincidência aparecem mais umas fraldas… usam-se”

Agora, já podem voltar às lides domésticas e aos momentos prazerosos do fim-de-semana, e, sem esquecer a fralda de pano 🙂

Bom fim-de-semana a todos e obrigado pela companhia.

Iogurte Natural com Canela

Ainda que a canela tenha ficado no fundo do copo o sabor ficou incorporado no iogurte. Depois foi só misturar e saborear. Ficam muito bons e acompanham bem uma taça de fruta.

2 iogurtes naturais; 1L de leite m/g; canela em pó a gosto, 2 colheres de sopa de açúcar amarelo; 2 colheres de sopa de leite em pó

Aquecer o leite até estar morno. Numa tacinha colocar os restantes ingredientes e misturar bem. Juntar ao leite morno e mexer até estar bem incorporado. Distribuir pelos copos da iogurteira e deixar 12h. Tapar os copor e passar para o frigorífico mais 4h antes de servir.

Para Comer à Colherada

É altura dos pepinos de casca rugosa e cheios de sabor. Os tomates ainda não são os tais mas já cumprem bem o seu propósito. E, curiosamente, apesar de comer bastantes vezes esta salada ainda não a tinha partilhado, apenas versões diferentes, uma com batatas e outra com queijo fresco. São presença indiscutível na minha mesa e, em outras tantas espalhadas pelos restaurantes, em particular os algarvios, que a servem como acompanhamento de peixe grelhado. Para comer à colherada e à boca cheia, cheia de sabor e cheia de vitaminas.

Cebola; pepinos, tomate; pimentos verde e vermelho; oregãos (muitos); pitada de sal; fio de azeite e vinagre

Picar tudo e colocar numa travessa. Temperar e deixar repousar uns 20m antes de ir para a mesa. Desta forma os legumes vão libertando aquele sumo que se transforma num molho cheio de sabor. Se preferir bem gelada pode juntar uns cubos de gelo. Costumo colocar pequenas taças individuais na mesa que cada um enche à sua vontade e come de colher, comer com garfo não vale.

De Pequenino é que…

… se aprende. Aprendem-se muitas coisas, e, uma delas é que a fruta “faz bem à barriga”. Por isso, a cesta da fruta está estratégicamente colocada numa prateleira que fica mesmo ao nível dos olhos das mais pequenas. Funciona, e, muito bem. É vê-las passar para a cozinha quando têm fome. A primeira coisa que se ouve, e vê, a maior parte das vezes, afinal há excepções, é o simples agarrar de pegar numa peça de fruta e perguntar se se pode comer. Pequenos gestos que fazem a diferença cá por casa. E desse lado? Também há estratégias?

Bolo Integral de Maçã com Aveia

Sem muitas introduções. As palavras são poucas. É um bolo de maçã. Mais um, mas, Um dos Bons, ao qual chamaram de Apple Pie Bread. Adaptei a receita às minhas necessidades, à perguiça de partir nozes e à minha linha 🙂 E, com canela, farinha integral e flocos de aveia. Quando pensava que os bolos de maçã já não me poderiam surpreender… rendi-me a 2 fatias.

75ml de buttermilk (faz-se usando 60ml de leite e 15ml de vinagre); 125gr de farinha integral; 125gr de Branca de Neve; 100gr de manteiga amolecida – não é derretida; 75gr de açúcar amarelo; 1 colher de sopa de canela em pó; 4 colheres de sopa de flocos de aveia; cerca de 200gr de maçãs em pedaços; 2 ovos tamanho L

Começar pelo buttermilk, misturar o vinagre com o leite e deixar repousar 15m. Ligar o forno a 180ºC. Bater a manteiga com o açúcar até estar cremoso. Adicionar os ovos 1 a 1 batendo entre cada adição e o buterrmilk. Vai talhar mas é mesmo assim. Numa tigela misturar os ingredientes secos reservando 1 colher de sopa de flocos de aveia para polvilhar. Adiconar a mistura dos ovos às farinhas e bater até estar tudo bem envolvido. A mistura vai ficar bem pastosa. Envolver por fim as maçãs em pedaços. Colocar numa forma de bolo inglês levemente untada e polvilhar com os flocos de aveia reservados. Vai ao forno cerca de 40m. Fazer o teste do palito. Deixar na forma 5 minutos e transferir para uma rede. Servir morno.

Fica um bolo muito fofinho, de capa levemente crocante, e, húmido devido às maçãs. Como usei muitas maçãs, devia ter usado apenas metade- cerca de 100gr, as fatias partem-se um pouco. Mas o bolo ganha em sabor, e muito. Valeu a pena ter o forno ligado, e, é merecedor de lugar especial na lista dos repetentes 🙂

Conta-me Como Foi… Maio

Este foi o meu mês de Maio em fotos. E o vosso como foi?

O mês do dia da Mãe com um significado que ultrapassou o simbolismo do dia. Um mês em que fui testada e vencida por 2 seres de palmo e meio, e, aprendi que ser mãe é também perder, e, há que saber perder. Um mês com dias quentes na primeira semana, 36ºC, e muitos banhos ao entardecer. Os batidos entraram em força e vieram para ficar. As minhas companheiras de corrida, além das de carne e osso, as minhas sapatilhas, que me têm feito companhia nesta luta para perder peso e emagrecer… são só mais 4kg, aguentem-se meninas 🙂

Descobri as maravilhas dos gelados de fruta e rendi-me ao gelado de banana. Introduzi as tesouras na “educação escolar” e depressa descobri que não era só o cabelo da boneca que estava no chão…

Fiz um bolo de maçã e banana que adorei, aliás, bolos de maçã nunca são demais. No almoço do dia da Mãe a sobremesa foi uma tarte de leite creme e morangos que fez as delícias de todos.  Para saber mais sobre o Mês em Fotos clicar AQUI.

Bom fim-de-semana a todos/as os que me acompanham.

Deitar Cedo e Cedo Erguer…

Dá saúde e faz crescer. Hoje acordei primeiro. Ou ,será que devo dizer cedo? Não importa. Oiço a respiração traquila do outro lado. Encosto a porta do quarto e desço as escadas pé ante pé para não fazer barulho. Abro as janelas. Vejo o sol lá fora, quente. As cores da estação, leia-se morangos, vermelhos, doces, sumarentos, chamam por mim, e, fazem-me companhia. Tenho tempo para mais umas experiências fotográficas. Sento-me. Escuto o silêncio da casa apenas interrompido pelo estalar da porta, que, vai aquecendo sob um sol intenso. Saboreio coisas simples. Saboreio o tempo. As memórias. A minha solidão. Aquele pedaço de tempo só meu. E, ainda perdida nos meus pensamentos sobre tudo e sobre nada oiço o bom dia que me dás.

-Queres morangos? – pergunto eu.

-Não, ainda não tenho fome.

-Então… dá-me um beijinho de bom dia – peço-te eu.

-E tu dás, e dás também um “abaço” apertado.

A Que Sabem os Ingredientes

Será que ainda nos lembramos a que sabem os legumes, a fruta, o leite, os cereais, sem açúcar, sem sal? Alguns não me lembro e outros não o sei. Mas, quero saber. Comecei o ano passado a saborear os iogurtes naturais, hoje não passo sem eles, e, acho-os deliciosos simples ou com fruta. O leite é mais difícil, mas, com cereais ou em batidos, é fácil. Fruta sem açúcar também é muito fácil. Lembro-me ainda bem pequena de comer maçãs Granny Smith e devorá-las muito rapidamente. Maçãs, quanto mais ácidas e rijas melhor. Apesar de usar pouco sal, e abusar da pimenta, ainda não domino a técnica de o abolir da alimentação. No entanto, hoje experimentei. Brócolos sem sal. Podia ter sido pior. Pimeiro, provei-os simples, depois misturados com queijo e bulgur. Estou a mudar, definitivamente, e, para melhor, espero eu. Têm sido muitas as mudanças, as experiências, que, ao longo do tempo irei partilhando. Todas elas positivas.

Troquei o arroz pelo bulgur, são diferentes. Estou a gostar mais do bulgur, do seu sabor. A refeição de hoje não teve carne nem peixe, as proteínas vieram do queijo fresco magro. Uma combinação simples, sabores suaves. O blugur cozido com folhas de louro, muitos alhos e pitada de sal ficou cheio de sabor. Saciou-me. Gostei, e muito.

E Porque Acredito no Poder do Chá Verde

Ferver a água.Colocar o chá verde, a cavalinha, e, a erva-príncipe em infusão 5m. Coar e deixar arrefecer. Adicionar as folhas de bela-luísa, o limão às rodelas, e, o gelo. Gosto. Bom. Talvez ajude a elminar toxinas e auxilie a perda de peso*, gordurinhas e afins. Hidrata. Não é amargo. Tentar não custa…

*ninguém perde peso a beber chá, a não ser que seja a única coisa que ingira. No entanto, o chá verde aumenta o metabolismo. Por isso, caminhe, corra atrás dos filhos, das nuvens, do vento. Exercite o corpo. Enfim, acho que já todas sabemos a coisa de cor e salteado.

Sugestão do Dr. Oz partilhada pela Bimbynhazita, e se o médico diz…

Adpatei ao que havia em casa. A única coisa que estranho é beber chá fresco, mesmo com calor.

Chávenas…

Tenho alguma dificuldade em entrar nas outras cozinhas, entrar de verdade, tocar à porta, balança debaixo do braço, copos medidores e outros tais. Gosto de saber que há quem consiga saber quando medem as chávenas de alguém a 1000km de distância ou da vizinha do 1ºC, que acabam por descobrir que também tem blogue. Se vos desse uma receita medida pelas minhas chávenas ou saía um bolo de casamento para 500 pessoas ou então… Pois é, a capacidade das minhas chávenas é de 500ml. Dizem os entendidos que se chamam almoçadeiras. Para mim são mais sopeiras e baldes de chá, isto porque é uso que lhes dou. Comer meio litro de sopa é bom mas beber meio litro de chá é ainda melhor. Fazer um bolo com as chávenas das vizinhas nem sempre corre bem, e, comigo foi sempre mal. Tempos houve em que perguntei a capacidade da chávena e tive como resposta: “o normal, é uma chávena de leite”. Ok, esclarecida. Por isso, se virem um e-mail meu com o assunto “chávenas” é porque quero saber onde as compraram, assim acho que me oriento mehor. Agora uma dica, básica, encher a chávena da vizinha com água, colocar num copo medidor e anotar. Boa?

Congelar Morangos

Lavar os Morangos

Retirar o pé e com a ajuda de *1 palha retirar o veio central.

Colocar os morangos num tabuleiro com forrado com papel absorvente e deixar repousar um pouco para secarem. Tapar com película aderente e levar ao congelador cerca de 4h.

Transferir para sacos de congelação. Desta forma há morangos por mais alguns meses e óptimos para consumo. Como são congelados individualmente basta retirar a quantidade que se pretende. Muito prático e sempre à mão para utilizar no que mais apetecer. Segundo pesquisei duram até 12meses. congelada em perfeitas condições

Para congelar devem-se escolher morangos com cores vivas e firmes ao toque. Devem ser descongelados à temperatura ambiente ou no frigorífico, sem, no entanto, os deixar descongelar totalmente. Devem servir-se frescos e levemente rijos pois acabam de descongelar enquanto se comem. Fruta congelada é perfeita para usar directamente em batidos ou fazer gelados.

Mais informação sobre congelar fruta e verduras AQUI.

*Vi esta dica num blogue espanhol mas não anotei. Se mais alguém tiver visto diga-me para dar o devido crédito.

Telhas de Côco

Agora é assim. Há claras fazem-se “telhas” ou “tuiles”, como preferirem. Viciantes. Super crocantes. Passo pelo frasco e penso: “é só mais uma”

Ingredientes: 3 claras, 80g coco ralado seco – 70g açúcar – 20g farinha T55 – 60g de Vaqueiro Líquida

Bater as claras levemente com um fouet – vara de arames – até formarem apenas bolinhas ao cimo. Depois ir adicionando os restantes ingredientes, 1 a 1, misturando bem entre cada adição. Ligar o forno a 160ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal e ir colocando 1 colher de chá de massa – capacidade para 5ml. Com as costas da colher alisar bem até obter um disco fino. Como rende bastante, entre cada fornada ia guardando a mistura no frigorífico. Deixar no forno até dourar as beiras. Retirar e deixar arrefecer cerca de 2m no tabuleiro. Soltar cada disco com cuidado para não se partirem. Deixar arrefecer totalmente e guardar em frasco heremético.

Cheers Carlinha. You Can Do It

A Carlinha é uma menina muito querida. Não conheço ninguém que não goste dela, ou, pelo menos, que o mostre. Foi ela que me incitou a explorar a minha máquina fotográfica depois de nos ter tirado umas fotos na Páscoa. Tenho passado horas em experiências a ler sobre o assunto, e, também, o manual de instrucções da máquina. Estou longe, muito longe do belíssimo trabalho que faz a sua amiga B. E porque eu sei que tu vais conseguir, um brinde com sumo de laranjas, docinhas, de Silves, assim o dizia a placa da banca, ao teu sucesso e ao teu estágio. Espero por ti para me ensinares. Até lá vou treinando.

Pérolas da Maternidade

 Já dei comigo a pensar ir a uma consulta, ou várias, com um/a Pedopsiquiatra, e, várias vezes. A semana passada foi má, muito má, talvez péssima. Como violência gera violênica, pelo menos assim o penso, opto por falar, pregar sermões, muitas vezes às paredes, e dou por mim a encarnar o papel de muitos políticos, falam, falam, prometem, prometem, e depois, desistem de tudo o que prometeram e nada fazem. Por isso continuo a achar que o país era melhor governado por mulheres, pois, entre mudas de fraldas e biberões, conseguiam discursos mais sábios em plenário. Mas, deixemos isso para outro dia. Semana terrível. Limites da minha paciência levados à exaustão. Sem reacção, sem capacidade de resposta. 2 crianças de meio palmo deixaram-me de rastos. Noites que acabaram com choros a 3 e muitos pedidos de desculpas. 3 anos. 3 anos e quase meio, é assim que funciona? É a fase dos testes? Pois bem, nessa semana ganharam. Fui claramente vencida.

O papel social que me foi atribuído a partir do momento em que se gerou vida é, por vezes, pautado de angústia e medo, lado a lado com alegrias e sorrisos. Sinto que travo a batalha da socialização com dois pequenos seres ávidos de aventuras, de descobrirem quem são, o que são, o que podem fazer. Olho as outras famílias nas ruas. Retratos perfeitos, sorrisos, alegria estampada nos rostos, por vezes birras. Tento, por vezes, adivinhar-lhes os pensamentos quando me veêm, não que me importe muito, mas, tenho curiosidade. Vejo o ar de admiração das pessoas quando me veêm empurrar um carrinho de compras com 2 crianças e compras, quando vou às consultas, quando fico doente, e, vou para as urgências e as levo comigo, quando entramos em lojas, quando vamos à praia, quando vamos ao mercado, quando faço a minha corrida e elas vão comigo, quando vamos a qualquer lado e sabem comportar-se melhor que 1 só criança, quando vamos…sempre, para todo o lado. Observo o ar das pessoas, oiço os comentários: “oh que queridas”; “isso dá trabalho não?”; “se com 1 vejo-me mal nem imagino como é com 2”.

Já tenho as respostas na ponta da língua. Dá trabalho? O normal, nunca tive só 1 não faço ideia como seja, mas já me têm dito que às vezes é pior. Sinto os olhares de admiração, como se estivesse a pintar um quadro perfeito. Perfeito? Abstracto talvez. Cheio de curvas, de incertezas, cores, sabores, alegrias e tristezas. Talvez pensemos o mesmo uns dos outros. Tudo parece fácil visto de fora. Por dentro, talvez, os mesmos sentimentos, as mesmas perguntas, as mesma inquietações. Os filhos, ainda que cada um siga o seu rumo e tenha vontade própria, são um pouco uma extensão de nós, e, reflectem sempre um pouco do que somos enquanto pais, aprendem com o que os rodeia. Talvez por isso me pergunte tantas vezes, nos momentos de desespero,  o que me está a escapar e o que me falta fazer.

No entanto, os meus amuos passam depressa e esses momentos também. São vencidos pelos olhares, pelo toque, pelos mimos. Nova semana. Sinto que afinal não custou, já passou, passa sempre. A semana passada não acabou sem registo fotográfico. Fotos a sépia, as primeiras. Gosto da noção de tempo passado que nos transmitem. E, quando as olho, sinto o coração a ficar apertadinho de saudades dos dias que não voltam mais, até dos mais terríveis.

E, hoje, é dia Mundial da Criança, por aqui será das crianças. Assim sendo, vou tomar o meu elixir de energia que o dia promete.