Do Amarelo

O Verão passado li um artigo sobre a influência das cores no nosso cérebro e a sua ligação à obesidade. O amarelo era por excelência a cor que mais atraía o cérebro para incentivar a comer, basta que pensemos no quão atraente são os doces de cores quentes como o amarelo ou vermelho. No entanto, podemos sempre usar as cores de forma equilibrada e a nosso favor. Tudo o que é em excesso faz mal e um pouco de cor na nossa mesa só a pode tornar mais apelativa. Usemos, então, as cores em benefício próprio. Tão simples quanto juntar uma pitada de açafrão das índias à água em que se cozem as batatas, as crianças adoram cores, e, eu também.

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Dos Morangos

Gosto de ir ao mercado. Gosto de ver as cores das bancadas. Gosto especialmente das bancadas onde estão os produtores da zona. Há alfaces pequenas e roxas, tenras, muito tenras. Há grandes molhos de cenouras pequeninas ainda com a rama e pintadas de terra. Há bróculos bem pequeninos que tenho comido como se não houvesse amanhã. Há caixas e caixas de laranjas, que, não são brilhantes, não têm etiquetas, mas, uma coisa todos estes produtos , e outros, têm em comum, o trabalho de pessoas que respeito e admiro.

Quando me debruço sobre as bancadas, das outras que sei serem de pessoas daqui mas que nem sempre compram aos locais, faço sempre a mesma pergunta: os morangos são nossos ou espanhóis? Dizem-me com toda a certeza do mundo: são dos nossos. Eu, acredito.

Mas, esta ambiguidade, deixa-me a pensar porque não faço o mesmo com outras coisas.

Um bem haja a quem planta, rega, cuida, e, colhe os nosos morangos, os, agora, meus morangos.

Para os conservar por mais tempo, costumo guardá-los no frigorífico. Retiro com cuidado as folhas e coloco numa caixa com tampa forrada com papel absorvente. Desta forma não se amassam tanto e não ganham aquela humidade que os faz apodrecer.