Clássicos nos Tempos Modernos 1

Enquanto criança e adolescente, e nem mesmo quando passei dos 25, não conseguia perceber a mística em torno deste ou daquele sabor, desta e daquela comida. Para mim era comida que alguém fazia e que eu gostava ou não, nada mais. Depois dos trintas, reflicto e concluo, que, o paladar cresce connosco. Se antes ver uma gordurinha na carne era sinónimo de vómito imediato e repulsa, hoje um bom naco de porco preto grelhado com a gordura bem tostada é o que melhor me sabe. Apesar deste crescimento, tripas e afins, gorduras cozidas e nervos não me convencem. Apesar da vinda de novos sabores, novos ingredientes, haverão sempre aqueles básicos, aos quais basta um pouco de imaginação, a que não sabemos dizer não. Infância, pelo menos a minha, cheira a bolo de iogurte, bolo de nesquik, rosquilhas de azeite, bolo preto, económicos e a maizena.

E, porque a maizena tem-se revelado rainha por esta cozinha, este post é dedicado à fiel companheira de muitas pessoas. Ela engrossa molhos, faz bolos deliciosos, biscoitos, e, claro, a tão simples e sempre boa, Papa Maizena.

Se, no meu tempo, era servida branca e adocicada, e, polvilhada com canela, nos tempos modernos ela pode mudar de cor. Basta juntar um pouco de chocolate em pó da vossa preferência e canela em pó. Canela e chocolate formam uma dupla, em minha opinião, imbatível. Deixar engrossar até obter a consistência desejada. Arrefece. Serve-se com chantily e canela em pó.

A partir de agora abro a porta aos clássicos da minha infância, e, que, irão aparecer de vez em quando. Quem tiver ideias para partilhar sinta-se à vontade para o fazer.

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5 thoughts on “Clássicos nos Tempos Modernos 1

  1. Olá,olá…
    Maizena não pode faltar lá em casa, então nos bolos é como sabes…
    Papa maizena nunca fiz nem provei…mas fico curiosa, pelo que vejo é uma gulodice com chocolate e canela, dupla five stars.

    Os meus gosto também se alteraram muito, mas tal como tu há uns quantos que (já) não mudam…
    Da infância lembro os bolos caseiros…o leite creme com o açúcar queimado…e outros mais…
    Beijinhos 😉

    • A maisena também não falha aqui em casa. Mas assim como a apresentas nunca provei, mas a ver pela foto, fico com vontade.

      Da minha infância quardo alguns sabores, aqueles que me ocorrem agora são os doces, como o salame que a tia fazia, o bolo de chocolate da mãe e o arroz doce ainda quente da avó…

      Beijinhos

  2. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
    Novos gostos crescem em nós, todos os anos sem excepção, transporto para a minha bagagem de “novos gostos” dois ou trés, novos gostos, daqueles que antes, nem podia ouvir falar:)
    A maisena papa nunca fez parte dos hábitos de criança, fui crescendo entre a farinha Pensal de Cacau, e o Néstum com Mel, ambos preparados com água, não suportava o leite.
    Mais tarde, depois de casada, é que comecei a viver com ela (Maisena) na despensa.
    Beijinho.

Sempre que Apetecer, Sem Compromissos. Até já.

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