A Natureza abre o Apetite

Massa fresca recheada com espinafres e ricota. A massa é só cozer durante cerca de 6m. Enquanto a massa coze faz-se o molho de tomate. Depois da massa cozida, escorre-se muito bem e junta-se ao molho de tomate. Serve-se temperado com Parmesão e oregãos.

Gosto da praia, gosto muito, mas, já gostei mais. Gosto da areia na praia. Não gosto dela em casa, nos sapatos, nas meias, nas mãos. As minhas raízes são de rapariga do campo, e, por muitas voltas que dê faz parte de mim. Ainda assim prefiro a cidade ao campo, mas um passeio pela natureza verdejante é sem dúvida um bom motivo para abrir o apetite. Mais uma vez o Outono soalheiro convida a passeios em tons terra sob um pano verde como fundo. Durante o passeio não me saía do pensamento um poema de Ricardo Reis.

“Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.  Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos, Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. Depois pensemos, crianças adultas, que a vida, Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa, Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado, Mais longe que os deuses. Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.  Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.  Mais vale saber passar silenciosamente  E sem desassosegos grandes. Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz, Nem invejas que dão movimento demais aos olhos, Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria, E sempre iria ter ao mar. …”

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4 thoughts on “A Natureza abre o Apetite

  1. Olá 🙂
    O recheio da tua massa é dos meus preferidos, gostei do modo como a serviste.
    O Outono e a Primavera , são as estações que mais gosto para caminhar ou passear, está tudo
    minuciosamente perfeito.
    Que bonitas paragens, o poema tem tudo a ver, foi muito bem escolhido.
    Beijinho e bom Domingo.

  2. Olá, andas muito passeada por esses lados 😉 Gosto muito das imagens que captás-te… são lindas.
    A tua massa tem um aspeto delicioso. Logo eu que adoro espinafres! E não podia ter sido melhor apresentado com esse lindo poema. Parabens.

    Beijinhos

  3. Na semana passada, andei a estudar este poema com os meus alunos do 12º ano. É belíssimo. No entanto, não me identifico nada com as filosofias a ele subjacentes. Nada, mesmo. Isso de viver ao de leve, amar ao de leve, para sofrer ao de leve não tem muito a ver comigo. Apesar de mais arriscado, prefiro um Campos mais ousado. Sofre, mas vive, sente “tudo de todas as maneiras”.
    Belas fotografias! Estás a aproveitar muito bem o teu outono 🙂
    Beijinhos

Sempre que Apetecer, Sem Compromissos. Até já.

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