Prova de Obstáculos

Reza a história que somos conquistadores. Em minha opinião, o correcto será dizer fomos conquistadores. Hoje somos conquistados. É curioso como por vezes penso que até a Internet revela um pouco das mentalidades. Ao começar a escrever no motor de busca a palavra Conquista de imediato me aparecia na caixa “como conquistar um homem”. Eu, mais não digo. Deixo para vós as conclusões.

Ia na conquista, pois bem, a palavra que significa “tomar pelas forças das armas, um território” ou “conseguir com esforço; conquistar um lugar ao sol”.

Nesta altura do ano, com o frio que está la fora o lugar ao sol é o melhor do mundo. Aliás os gatos são a prova disso. Mesmo com sete vidas para gastar preferem uma sesta no seu lugar preferido, sempre, ao sol.

Tal como o gato, que pula para lá chegar, também o ser humano tem que contornar, saltar, para conquistar o lugar ao sol. O seu lugar ao sol. Bem sei que quando chove o sol não está. Mas, nesses dias devemos aproveitar para pensar na melhor forma de chegar ao lugar, na melhor forma de o conquistar, respeitando os nossos valores e os dos outros.

Há dias, em que tinha o mar como companhia, encontrei este mini tronco no mar. Não achei correcto chutá-lo para o tirar do meu caminho. Ao invés disso parei para o admirar, contornei-o, e, quis guardar o momento. Coloquei-me antes no seu lugar e tentava imaginar a luta desigual que ele tinha para com o mar.

Guardei a história e o momento. Esta, podia bem ser a história da conquista de um lugar ao sol de qualquer um de nós.

Anúncios

Provavelmente o Melhor Bolo de Iogurte do Mundo… e Arredores, vá

Em tempos passava um anúncio da Maizena que sugeria utilizá-la nos bolos na proporção 50/50 e os bolos ficariam mais fofos. Não sou muito de modas e como nunca tinha ouvido falar de tal coisa coloquei a ideia de lado sem nunca a ter colocado em prática. A receita veio da Sofia. Se resulta com todos os bolos não sei, mas o teste feito no simples bolo de iogurte fez dele o melhor bolo de iogurte que já comi. Para melhor tentar aproximar a descrição eu diria que a cada dentada conseguimos ouvir e sentir aquela textura esponjosa do pão-de-ló com a vantagem de não ser seco. A generosa colher de sopa com canela e umas colheres de Nesquik misturadas num pouco de massa à parte, e, o toque final do açúcar em pó por cima deixaram no ar aquele cheiro das farturas na feira. Irresistível. Eu, diria mais, obrigatório fazer.

Usar o copo como medida=125gr

Ingredientes: 4 ovos, 1 iogurte natural, 1,5 copo de açúcar, 2 copos de farinha com fermento, 1 copo de Maizena, 1 copo mal cheio de óleo de milho.

Ligar o forno nos 200ºC. Bater as claras em castelo até estarem cremosas. Bater as gemas e o açúcar até obter um creme amarelo e fofo. Juntar o iogurte, o óleo e bater novamente. Adicionar as farinhas previamente peneiradas e juntar aos poucos envolvendo com uma colher-de-pau sem bater. Por fim adicionar as claras em castelo e envolver de baixo para cima de modo a que a massa ganhe volume. Retirar uma porção de massa para uma taça e adicionar canela e chocolate em pó a gosto. Num tabuleiro forrado com papel vegetal colocar as massas dispondo-as a gosto. Diminuir o forno para os 180ºC e levar a cozer cerca de 20m. Assim que o palito sair seco retirar de imediato. Deixar arrefecer numa rede e quando frio polvilhar com açúcar em pó.

A Natureza abre o Apetite

Massa fresca recheada com espinafres e ricota. A massa é só cozer durante cerca de 6m. Enquanto a massa coze faz-se o molho de tomate. Depois da massa cozida, escorre-se muito bem e junta-se ao molho de tomate. Serve-se temperado com Parmesão e oregãos.

Gosto da praia, gosto muito, mas, já gostei mais. Gosto da areia na praia. Não gosto dela em casa, nos sapatos, nas meias, nas mãos. As minhas raízes são de rapariga do campo, e, por muitas voltas que dê faz parte de mim. Ainda assim prefiro a cidade ao campo, mas um passeio pela natureza verdejante é sem dúvida um bom motivo para abrir o apetite. Mais uma vez o Outono soalheiro convida a passeios em tons terra sob um pano verde como fundo. Durante o passeio não me saía do pensamento um poema de Ricardo Reis.

“Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.  Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos, Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. Depois pensemos, crianças adultas, que a vida, Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa, Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado, Mais longe que os deuses. Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.  Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.  Mais vale saber passar silenciosamente  E sem desassosegos grandes. Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz, Nem invejas que dão movimento demais aos olhos, Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria, E sempre iria ter ao mar. …”