Antes o Vôo da Ave…

Não encontro muitas pessoas que gostem de Fernando Pessoa. Talvez as haja e eu não me cruzo com elas no local certo. Há dias, numa destas tardes do ainda Outono soalheiro lembrei-me de um dos primeiros poemas que analisei no secundário. Se naquela altura conseguia entender cada verso escrito, hoje consigo ler nas entrelinhas. E, não poderia estar mais de acordo. Deste lado estou a trabalhar para fazer a diferença e deixar uma marca que as ondas não apaguem. Bom feriado e até breve.

Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma traição à Natureza,
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!

Alberto Caeiro, in “O Guardador de Rebanhos – Poema XLIII”
Heterónimo de Fernando Pessoa

Anúncios

Ovos e Omeletes

Gosto de ovos. Já tinha dito. Deixei de gostar de ovos cozidos desde que me lembrei de os levar para a praia num dia de 30ºC à sombra. Felizmente só eu os comi. Nesse dia, pela noite senti-me mal. No dia seguinte… bem estava nas últimas até que ganhei coragem e fui ao hospital. Fui brindada com uma gastroenterite que me valeu 3horas a soro e antibiótico e ainda levei para casa mais uns tantos comprimidos para tomar. Bonito! Ovos cozidos bye bye. Estrelados e escalfados venham eles. Omeletes, gosto. Mas, já gostei mais. Os meus olhos comem, e, diga-se de passagem, que, apesar de saber bem não é propriamente bonita. Já algum tempo que experimento novas formas de apresentar e comer ovos. Deixei de fazer omeletes, quer dizer, misturar tudo com os ovos. E gosto. Gosto muito mais assim. O sabor do acompanhamento mantém-se e o dos ovos também. Esta semana a sugestão com ovos não tem que enganar. Omelete simples com couve e cogumelos frescos salteados. Primeiro saltear os legumes e temperar a gosto. Retirar e reservar. Na mesma frigideira e sem adicionar mais nenhuma gordura colocar os ovos batidos e deixar cozinhar dos 2 lados. Por fim colocar num prato. Por cima dispor os legumes e enrolar. Assim fácil e simplesmente delicioso.

Final de mais um ano à porta. É altura de fazer balanços, mudar, inovar, arriscar. Ficar à espera do anunciado D. Sebastião não me parece a ideia mais adequada. É melhor encher bem os pulmões e empurrar para longe o nevoeiro que o encobre. Só assim poderá ser o visto o nascer do sol.

As Natas da Minha Vida

A palavra “nata” tem em mim e efeitos contrários. A nata do leite que não gosto nada, e, o pastel da nata. Se existe o 8 e 80 em concreto para mim estes são sem dúvida dois opostos perfeitos. Tenho memória de episódios regados a lágrimas para conseguir enfiar “goela a baixo” a nata do leite. Sim, no meu tempo, tínhamos que comer tudo. O leite era sempre fervido, pois ou vinha no cântaro que o meu avô trazia ou a minha mãe ia comprar. O leite vinha em embalagens plásticas, tipo as do açúcar, lembram-se? Eu adorava apertar a embalagem do leite por ser macia e mole. Esse mesmo leite tinha que ser fervido para o podermos beber. E, a dita nata lá andava a boiar para me atormentar. Eu bem tentava dizer em tom de desespero “espera, não deites no meu copo que eu vou buscar o coador”. Qual quê… toca a despachar, beber e calar. Outros tempos. Bebi, não morri. Quase vomitei é certo, mas sobrevivi. Hoje lembro com saudade, não a nata do leite, mas a sorte que tive em beber leite de cabra e ovelha que o meu avô trazia. Mas isso fica para outro dia.

Há dias olhava para esta receita e pensava para comigo “que simples de fazer”. Decorei a receita de imediato, e, depois de ler o comentário anterior ao meu fiquei convencida. Dizia “…sei por experiência que deve ter ficado fofinho”. E, estas palavras ecoaram na minha mente até que o fiz e comprovei por mim mesma, é realmente fofinho, fácil de executar e rápido a cozer. Eu diria mesmo que a sua textura faz lembrar um pão-de-ló mas sem ser seco. Bolo simples, nada doce. Costuma dizer-se que “less is more“, que é como quem diz “menos é mais”.

Ingredientes: 4 ovos, 125gr de açúcar, 250gr de farinha com fermento, Branca de Neve, 200ml de natas frescas.

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Bater os ovos com o açúcar até estarem bem fofos e volumosos. Juntar as natas aos poucos e misturar com a ajuda de um fouet. Peneirar a farinha e envolver na massa com cuidado sem bater. Apenas misturar de modo a que fique sem grumos. Vai ao forno 30m. Deixar arrefecer numa rede. Delicioso, com, ou sem, chá.

Bom domingo. Eu, vou, ali e já volto, aproveitar o céu azul e banhar-me no sol quente. Amanhã vemo-nos por aí.

As Minhas Maçãs…

As minhas aventuras com maçãs vão bem longe nas minhas memórias. Naquele tempo, na zona onde viva, digamos que atrás dos montes, não se comprava água para beber, isso não existia. Ia-mos à fonte, umas vezes de carro, outras a pé. Quando ia a pé não encontrava macieiras pelo caminho, ia antes feliz com a minha avó ajudá-la a carregar aqueles garrafões azuis. Eram garrafões que antes tinham sido da lixívia, e, que, depois de muito bem lavados eram para a água. Um dia, estavam 2 garrafões iguais lado a lado, um com água, outro com lixívia. Só vou digo que sei bem a que sabe a lixívia, a sede era tanta que meti o garrafão à boca e lá foi. Digamos que ficou tudo bem desinfectado e ainda fiz uma viagem ao hospital, isto com uns 5 anos. Quando íamos de carro a fonte ficava mesmo ao lado de um grande pomar. Por lá comi, tirando sem pedir licença, as melhores maçãs que me lembro. Pareciam pintadas. Perfeitas. De um verde que pediam mesmo para ser comidas. Nessa altura descobri o meu gosto por coisas ácidas. Aquelas maçãs eram daquelas que mal começava a mastigar e já salivava por todo o lado. Muito mais tarde soube-lhes o nome, Granny Smith. Ainda hoje para mim as maçãs têm que ser rijas e ácidas. Assim como as laranjas, mas essas agora não interessam. Hoje deixo-vos com as Reineta e como as faço. Ficam deliciosas. Mesmo quando sobra alguma para o dia seguinte basta aquecer um pouco no microondas e fica perfeita.

Ingredientes: Maçãs, 15ml de vinho porto por cada maçã, 1 colher de sopa de açúcar amarelo  para cada maçã e paus de canela, tantos quantas as maçãs

Ligar o forno a 200ºC. Lavar e tirar o caroço com ajuda de um utensílio próprio, custa cerca de 1,50€. Fazer pequenos cortes no topo da maçã para que não rebenta. Numa travessa de forno ou em formas individuais colocar as maçãs. Dentro de cada 1 pau de canela, colocar 15ml de Vinho do Porto e 1 colher de sopa de açúcar amarelo.

Regar com molho, suficiente, em partes iguais de água e vinho, e, um pouco de açúcar amarelo. Vão ao forno 20m.

Explosão de Sabores em Tacinhas de Canela com Mozzarella Fresca

Gosto de pipas salgadas e a seguir comer chocolate. Gosto de batatas fritas, não devia eu sei, e a seguir comer chocolate. E muitos mais exemplos poderia dar. Sempre gostei de misturas entre doce e salgado, e, se lhe misturarmos um travo picante e o toque da canela… o palato recebe uma explosão de sabores digna de registo. Ei-la. Sabores e ingredientes simples que farão qualquer um, que os aprecie, querer comer 1 atrás da outra.

Se clicarem em cima das fotos dá para ver as pintas da canela.

Usar como medida Cup medidor com 250ml

Ingredientes: 1 cup de leite, 1/2 cup de farinha T55, pitada de sal, pimenta moída no momento, canela em pó a gosto, 5ml de creme culinário ou manteiga derretida, 1 ovo.

Ligar o forno a 175ºC. Misturar a farinha com as especiarias. Adicionar aos poucos o leite e ir mexendo com a ajuda de um fouet de modo a que não fiquem grumos. Por fim juntar o ovo e a manteiga e misturar tudo muito bem. Numa frigideira anti-aderente deitar colheradas do preparado de modo a obter no final um crepe de massa bem fina. Assim que as beiras se soltarem voltar do outro lado e deixar cozinhar cerca de 30segundos. Efectuar o mesmo procedimento até acabar a massa. À medida que ficam prontos colocar numa rede e deixar arrefecer. Com um cortador redondo e grande, cortar discos de massa com os quais se forram pequenas formas. Vão ao forno cerca de 15m até estarem firmes mas a massa macia. Retirar do forno e deixar arrefecer. Rechear com mozzarella fresca, temperar de pimenta moída no momento, polvilhar com nozes e regar com mel.

Como diria um amigo, “Keep it simple”, a minha frase preferida dos últimos tempos.

Quase quase à Jamie Oliver

Por vezes, entre a publicidade, GIGANTE, deste e daquele canal, lá consigo apanhar o Mr. Oliver na sua cozinha. Certo é, que, ainda não consegui perceber quando nem a que horas passa o programa, um dia percebo. Consigo notar o seu grande fascínio por pancetta, que é como quem diz… toucinho? Ele mistura vigorosamente as suas saladas com a dita cuja, que frita até ter aquele aspecto crocante e que no final recebe ainda toda aquela gordura como tempero. Toucinho não é bem coisa que more cá em casa, e, por isso, há dias, naqueles de sol em que voltamos à varanda, fiz esta salada com maçãs e bife da vazia, temperado de sal e pimenta moída no momento e salteado em azeite e alhos. Usei o azeite da carne para temperar e ainda oregãos. Ah, quase me esquecia, e, coentros. Assim, simples, tão simples quanto deliciosa. Já agora um agradecimento à Sr.ª do talho que me arranjou uns bifinhos bem tenros.

Chocolate e mais Chocolate

Se chocolate tivesse outro nome eu diria irresitível. Eu preciso de chocolate, sempre, todos os dias. Seja de que forma for eu tenho de ingerir chocolate. As minhas memórias de chocolate remontam ao tempo das sombrinhas alaranjadas de riscas douradas da Regina e das suas barrinhas de papel verde e dourado. Lembro-me ainda dos Allegro… e, que bons que eles eram. Já os comi mais tarde, e, apesar de ter consigo comê-los todos de seguida, estava só a certificar-me que sabiam ao mesmo, não me souberam. Bolos de chocolate… lembro-me de uns cones massudos por dentro banhados a chocolate por fora com cereja no topo, e, ainda, de uns charutos de chocolate estaladiço recheados com creme branco. Agora que a vontade de comer chocolate já está espalhada vamos à receita.

Dias frios, de chuva, pedem forno ligado e inevitavelmente chocolate. E, mesmo que não não haja bolo de chocolate, pensa-se em chocolate. Mas havia, e que bons que eles ficaram. A receita já anda aqui no blogue e faz um bolo pecaminoso. Desta vez fiz em pequenas formas mas podem sempre espreitar como fica com tudo a que tem direito. Não houve nozes nem banho de chocolate, mas, ainda assim, ficaram como eu gosto. Não muito fofos, não muito massudos, um miolo mais consistente e húmido no ponto certo. Experimentem a receita original, com nozes e ganache de chocolate ou assim mais simples acompanhado de gelado e depois contem o que acharam.

Para mim é o tal.

Ingredientes: 3 ovos, 150 manteiga amolecida, 170gr açúcar, Pitada de sal, 150gr chocolate 70% cacau, 250ml leite, 240gr de farinha com fermento, 200ml de natas

Dica: Costumo bater as claras em castelo de início para depois não ter que lavar as varetas a meio da preparação do bolo.

Bater a manteiga com 100gr de açúcar  até obter um creme. De seguida adicionar as gemas e bater mais um pouco. Com a vara de arames juntar o chocolate, previamente derretido em banho-maria, e ir adicionando o leite aos poucos até estar tudo bem misturado. Envolver as claras previamente batidas em castelo com o restante açúcar. Por fim juntar a farinha alternando com as natas. Encher formas para Muffins até cerca de 1/3 e levar a forno pré-aquecido a 170ºC 15m.

Deixar arrecefer numa rede. Rende 24 mufins e talvez mais 2 se não comerem a massa ainda crua.
Boa semana. Não sei o que se passa no blogger mas não consigo comentar nos vossos blogues, dá erro.

O Iogurte que Mudou a minha Vida

Hoje, conto-vos eu como foi. O iogurte que mudou a minha vida e o meu palato, ah, e, muito importante, a quantidade de trocos na carteira. Lembro-me dos iogurtes terem tampa de alumínio, e, de fazer dela a minha colher improvisada quando me esquecia de a levar para a escola. A vigor tinha uns iogurtes deliciosos, de caixa quadrada e já havia a Yoplait. Nesse tempo, há coisa de 30 anos, os iogurtes eram um luxo, e, claro, nem sempre podiam viajar até ao frigorífico lá de casa. Talvez por isso me lembre da iogurteira lá de casa , daquelas laranja e plástico castanho escuro na tampa, a funcionar algumas vezes.

Havia uma menina, daquelas com ar muito frágil, alérgica a uma panóplia de coisas, que comia iogurtes naturais, daqueles tão ácidos que nos punham a salivar mal a colher tocava na boca. Eu, não percebia como ela conseguia comer aquilo.

Hoje dou por mim a comprá-los, para fazer iogurtes, e, para os comer, com fruta ou simples. O meu palato mudou, já não lhes sinto a acidez, não lhes sinto falta de açúcar, são perfeitos. Tão perfeitos que foi a gulodice ideal para comer este bolo de iogurte, nozes e pedaço de maçã. Bom fim-de-semana, e, se possível de mantinha nos pés, bolo na mão esquerda e chá na direita. Quem quiser pode trocar as mãos e tentar fazer o pino encolhendo os abdominais.

Usar como medida o copo do iogurte

Ingredientes: 4 ovos, 1 copo de açúcar branco, 1/2 copo de açúcar amarelo, 3 copos de farinha com fermento, 1 copo de nozes moídas, 1 iogurte natural, raspa de limão, 1/2 copo de azeite, preferência o de mais baixa acidez, 0,2%, 2 maçãs reineta em cortadas em pedaços

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Bater os ovos com o açúcar até estarem fofos e volumosos. Juntar a raspa, o iogurte e o azeite e bater novamente. Adicionar a farinha aos poucos intercalando com as nozes. Por fim adicionar as maçãs e misturar tudo com a ajuda de um fouet. Untar uma forma de bolo inglês ou outra a gosto. Levar ao forno cerca de 40m. Se notar que está a ficar muito corado tapar com folha de alumínio e ir vigiando a cozedura.

Recomendação de Conhecimento Geral

Parece-me que, é do conhecimento geral que devemos comer leguminosas e carne branca. Devemos ainda usar pouco sal e abusar do uso de especiarias. E, por isso, a sugestão hoje são cubinhos de frango com coentros picados em molho de tomate, acompanhados com grão e pãozinho torrado para molhar. Fica mal mas sabe bem. Aproveitei para experimentar um dos piri-piris que habitam no vaso da minha janela. Olho o vaso, é lindo, penso se devo ou não. Arrisco, lá fundo senti um “ai” quando o arranquei. Lavei, abri ao meio e raspei parte das sementes. Malas feitas e viagem na rifa até ao tacho. Pela primeira vez comi o piri-piri em si, gostei, gostei muito. Agora se me dão licença vou ali fazer experiências com um frasco de álcool e ver se consigo ser dragona por instantes. Eu sei que tem umas folhas mordidas, mas eu juro que não fui eu.

Inspira… Expira… 123 outra vez

Podia ser uma aula virtual de exercício mas não o é. Agora que penso nisso era engraçado. Ora vamos lá de novo, 123 Exxxxpira a validade dos cogumelos e eis que a seguir Inssssspira. A inspiração para o almoço não era muita. Havia mais do mesmo de ontem à disposição, cogumelos a expirar e couve coração para gastar. Eis que me deparo com o post da Gaspazinha e foi quanto bastou para me inspirar. 123 vamos lá então. Estica os braços, roda a anca e alonga até ao frigorífico. Tira o que se vê na foto e o que não se vê. Espreguiça os braços e trabalha os dedos cortando em tiras a couve, o pimento em finas rodelas e pica os coentros. Esticar de novo e alongar a coluna para ir buscar o azeite. Rodar o braço e colocar um pouco no fundo de um pirex. Fazer uma cama bem fofinha com couve e pimento. Temperar a gosto. Ginasticar os pulsos rodando-os de forma a tirar o pé dos cogumelos e formar uma pequena cavidade central. Enrolar fatias de fiambre no sentido da largura, cortar pequenos pedaços e colocar dentro dos cogumelos. Por cima destes pequenos pedaços de queijo e temperar tudo a gosto. Vai ao forno pré-aquecido a 200ºC tapado com folha de alumínio cerca de 20m. Assim que a couve estiver na consistência desejada retirar a folha e deixar o queijo e o fiambre ganhar um pouco de cor.Por esta altura já ginasticaram o suficiente. Agora peguem no prato e comam. Sacia, alimenta de forma saudável e com poucas calorias.

Broas de Canela e uma Nave Espacial

2 dias depois de ter avistado uma nave espacial achei que devia regressar. Um regresso simples e pouco doce. A receita vem no Continente Magazine de Outubro e apenas troquei a banha por margarina Vaqueiro e reduzi o açúcar. Ah… o que eu acho??? Boas mas boas mesmo. Acabadas de fazer e já mornas são uma verdadeira delícia. Ficam com uma base crocante e miolo macio. Travo a limão e canela… um clássico imperdível. Não sei como ficam no dia seguinte pois não sobreviveram. Rende cerca de 25 broas.

Ingredientes: raspa de 1 limão – 100gr de manteiga amolecida (não é derretida) – 125gr de açúcar – 4 ovos – 250gr de farinha T55 – 4 ovos – Canela em pó a gosto

Ligar o forno a 175ºC. Colocar a manteiga uns segundos no microondas para que fique um pouco mole. Adicionar o açúcar e bater bem até estar cremoso. Adicionar os ovos 1 a 1. Juntar a raspa e a canela em pó. Por fim juntar a farinha aos pouco até estar tudo bem misturado. Forrar um tabuleiro com papel vegetal e deitar colheradas de massa. Deixar cozer 20m. Retirar do forno e deixar arrefecer numa rede. Enquanto isso prepare um chá. Vá buscar um prato e leve algumas antes que aviste alguma nave espacial que lhas queira levar.

Bolo de Laranja

Latas de tinta abertas. Rolo no tabuleiro à minha espera. Noutro canto o escadote lembra-me que ainda falta colar o papel de parede. O berbequim no chão diz-me para não me esquecer de fazer o furo para o espelho. E claro, depois disto tudo, o saco do lixo lembra-me que ainda é preciso limpar tudo e arrumar no sítio.

Andei a pesquisar nos meus rascunhos e encontrei esta foto perdida. Como gostei muito deste bolinho não me esqueci de onde veio. A receita encontrei-a na cozinha da Moira. Um bolo bem perfumado e húmido quanto baste.

Chávena com capacidade para 200ml

  • 5 ovos
  • 2 chávenas de açúcar
  • 1,5 chávena de sumo de laranja
  • 3 chávenas de farinha de trigo com fermento

Calda de laranja

  • 2 chávenas de sumo de laranja
  • 6 a 8 colheres (sopa) de açúcar ou a gosto – conforme a acidez da laranja
  • Coco ralado a gosto

Preparação:

Unte com manteiga e polvilhe com farinha de trigo uma forma redonda de aproximadamente 30 cm de diâmetro e reserve.

Peneire a farinha junto com o fermento e o açúcar separadamente. Reserve-os também.

Na tigela da batedeira coloque os ovos inteiros e o açúcar. Bata na velocidade alta até conseguir o triplo do volume, leva cerca de 10 a 15 minutos – dependendo da batedeira.

Retire a tigela da batedeira e vá acrescentando a farinha aos poucos intercalando com o sumo de laranja, sempre mexendo com uma vara de arames até que terminem os ingredientes.

Leve ao forno preaquecido a 180º ou 200º por aproximadamente 20 ou 30 minutos. Fazer o teste do palito que deverá sair seco.

Enquanto o bolo arrefece um pouco prepare a calda.

Leve ao fogo o sumo de laranja e o açúcar. Quando levantar fervura deixe ferver por alguns minutos e desligue. Deixe arrefecer para usar.

Fure o pão de ló com um palito ou um garfo e com o auxílio de uma colher vá humedecendo o bolo. Faça isso aos poucos até que toda a calda seja absorvida. Salpique o coco ralado e cubra a forma com papel alumínio ou filme plástico deixando arrefecer bem (em temperatura ambiente) antes de servir. Se puder deixar por algumas horas o resultado será melhor, mas não há a necessidade de fazer de véspera.

Leite Creme com Banana

A receita original é só o leite creme mas quando me voltei para ir buscar o açúcar vi aquela banana solitária e já bem madura e num instante saiu uma sobremesa que as crianças adoram. A receita veio do livro Tesouro das Cozinheiras da Mirene, só acrescentei a banana.
 
Ingredientes:
4 gemas
600ml de leite
25gr de maizena
45gr de açúcar
1 banana
1 casca de limão
Preparação: Colocar 450ml de leite e a casca de limão a aquecer em lume brando. Numa tacinha bater as gemas com o açúcar até estar cremoso. Adicionar a maizena desfazendo bem para não ficar com grumos e misturar com os 150ml de mexer bem. Adicionar ao leite que está ao fogo e ir mexendo sempre até engrossar. Passar a banana na varinha mágica ou esmagar apenas com o garfo e reservar. Assim que o creme engrosse tirar do fogo, juntar a banana e mexer.

Iogurte de Banana e Bolacha

Uma receita da Gasparzinha testada e aprovada cá em casa. Ficam uns iogurtes bem cremosos. O sabor da banana prevalece, mas, o das bolachas também está lá. Para os mais gulosos sugiro que aumentem a quantidade de açúcar, procurem o vosso equilíbrio e deliciem-se.

Bom fim-de-semana. Eu, estou de regresso à minha e às vossas cozinhas para a semana. As decorrumações (termo que uso para definir 2 coisas que faço ao mesmo tempo, arrumações típicas de fim de estação e decorações) continuam cá por casa. Sabem como é, uma pessoa entusiasma-se e depois… bem depois deixa-se de vir ao computador e começo a ver uma lista enorme das actualizações dos vossos blogues… e depois, sim mais um depois, fico aqui a tentar dominar o cursor da barra lateral que me foge com tanta actualização.

Ingredientes:
  • 1 banana madura
  • 6 bolachas Maria
  • 60gr de açúcar amarelo
  • 1L de leite m/g
  • 2 colheres de sopa de leite em pó
  • 1 iogurte natural

Preparação: Cortar a banana em rodelas e misturar com o açúcar. Levar ao lume numa frigideira anti-aderente em lume baixo até estarem desfeitas e mexendo sempre. Picar as bolachas. Levar metade do leite ao lume até estar morno. Passar a varinha mágica na outra metade do leite com o puré de banana, a bolacha e o iogurte. Por fim juntar o leite morno e passar a varinha mágica. Verter nos copos e levar à iogurteira por 8h. Colocar no frigorífico pelo menos 4h antes de comer. O ideal será fazer de véspera e passarem a noite no frio. Ficam deliciosos.

Sopinha de Argolinhas com Ovo… e Coentros

Bom dia, ou mau. Está de chuva, daquela miudinha que com o vento nos molha bem depressa e transforma o cabelo rebelde numa armação digna de um desfile de moda se é que posso dizer que o meu cabelo é fashion. É chegada a altura de fazer uma reciclagem aos roupeiros e depois de se entrar nesta onda, é difícil parar. Eu que o diga, já ando nisto há 3 dias e não sei onde me aparece tanta coisa. Já tenho um saco quase do meu tamanho, sou pequena, 160cm, com coisinhas que irão mais tarde para quem precisa.

Esta simples sopinha faz parte da ementa da semana passada, a semana dos ovos. É muito fácil e rápida de fazer, além de que fica uma delícia.

Num tacho coloca-se água, previamente aquecida na cafeteira, isto para apressados, juntam-se alhos esmagados, sal, louro e azeite. Deixa-se levantar fervura e o caldo ganhar sabor e junta-se a massa. Quando pronta, bater os ovos e acrescentar em fio à massa mexendo sempre de modo a que fiquem em farripas. Depois é só juntar uns coentros e deliciar-se. Quem não aprecia coentros pode sempre trocar por salsa ou não usar nada. É uma boa sopa e bem nutritiva.

Boa semana e um bom dia. Volto mais logo para ver que andaram a fazer.