Eu, Tu e os Ovos – A Saga Continua…

Bem podia ser como o filme, Eu, tu e o Emplastro, que, neste caso seriam emplastros, os ovos. Desde sempre que me lembro de gostar, mas gostar mesmo mesmo, de ovos. Colam-se-me às mãos, e, eu deixo e como-os pois então.

Nunca me lembro de ser preciso obrigarem-me a comer ovos. A minha avó perguntava “que queres comer?”. A resposta era a mesma de sempre, ovos estrelados com batatas fritas. Mas, daquelas batatas cozidas que sobravam do almoço, e, como nada se desperdiçava, eram depois fritas em azeite ao jantar, em sertãs de esmalte com pintinhas, ficavam macias por dentro e crocantes por fora, e, que boas que eram. Os ovos eram estrelados no azeite até ficarem com aqueles rebordos dourados… como eu gostava de trincar essas partes torradas.

Hoje as batatas deixaram de sobrar, e, é raro comê-las cozidas ou fritas. A avó já não as pode fritar para mim, e eu não as faço, nada me sabe a igual. Mas, os ovos vão sempre ser os meus emplastros, os meus mais que tudo. Haja ovos em casa e tudo se resolve. E, é por isso que gosto muito, e não só, das visitas da minha Kikas, ela acompanha-me nos ovos, deve ter puxado a este lado. E, eu faço com toda a vontade. Por isso, melhor que 1 são 2 ovos estrelados com pedaços de fiambre no meio de fatias de pão torrado.

Agora me lembro do que te posso oferecer no Natal, ficas já a saber, uma frigideira das grandes anti-aderente, assim podemos fazer 4 ao mesmo tempo.

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Não me Apetece comer Carne…

…e posso enumerar vários motivos que me vêm à cabeça:

  1. a carne está mais cara com o aumento dos preços;
  2. tenho que subir passeios e arriscar-me a levar um esticão de alguém porque o talho fica numa rua bem apertada;
  3. podia dizer que agora me apetece ser vegetariana, ou, vegan talvez seja mais in;
  4. porque enjoei.

Pois é, a resposta correcta é a última. Tanto assado em Agosto e nem quero pensar muito em carne, excepto se for carne à bolonhesa ou uma chouriça assada.

O tempo arrefeceu, que bom. Posso voltar a um dos meus pratos preferidos, troco facilmente outra comida por esta, arroz com ervilhas, ovos escalfados e coentros. Sabe-me tão bem, tão bem, que achei que devia partilhar. Eu sei que o aspecto é do mais simples que há, mas quem gosta de arroz, ervilhas, ovos e coentros vai querer provar.

Como já aqui disse, para mim, fazer arroz é um procedimento muito simples e nesta refeição não é excepção. Apenas uso sempre é o arroz estufado. Coloco alhos esmagados, sal, louro e azeite numa panela. Junto a água que ferveu na cafeteira. Deixo levantar fervura e adiciono o arroz. Cerca de 2m depois as ervilhas, neste caso usei mistura de legumes, e pouco depois abro os ovos em cima. Rectifico temperos se necessário e junto água se assim se justificar, pois o arroz deve ficar com água e não seco. Assim que a clara está cozida coloco os coentros picados, tapo e deixo repousar um pouco. Assim o aroma mistura-se com a comida e a gema não coze totalmente. As medidas são as gosto de cada um como é evidente assim como o tempo de cozedura. É uma refeição bastante equilibrada e que sacia.

Enquanto preparava o meu almoço a minha Kikas telefonou e falei-lhe no meu arroz. Por isso minha menina, ou meninas aí da *”bilinha“, é fácil, é barato, aquece a barriga e para fãs de ovos é uma delícia.

* para quem desconhecer, bilinha é o termo usado por umas meninas que andam pela UTAD e assim pronunciam Vila.

Curar um Desgosto

Sou uma eterna insatisfeita, será defeito? Já passei dos 30 e alguns, já fui chamada de “velha” (nada como sentir na pele o entrave de ter mais de 30 e já não servir para trabalhar) e como se não bastasse estou farta daquilo que muitos procuram nas férias, sol e praia. Talvez quem o aprecie é porque sabe que no regresso tem mais do que isso à sua espera, e, não falo só de trabalho, falo de uma cidade com infra-estruturas tão básicas como um parque infantil ou um espaço verde. E, na falta de coisas tão básicas volto-me para a única coisa que resta neste pedaço à beira mar plantado, a praia. Depois de mais um desgosto, e, frustrada, rendo-me. Volto para casa a segurar as lágrimas do desespero, troco de roupa, calço as sapatilhas e vou correr. Antes isso que ficar em casa a curar o desgosto com chocolate isto lembra-me que não tenho e agora apetecia mesmo. Depois, veio a fome. Talvez nem devesse comer, é que estamos em contenção e ficava mais depressa em forma. Ainda assim, vou comer, escolho cavala enlatada em azeite. Esparguete. Azeitonas. Couve coração salteada, temperada com açafrão, oregãos, sal, alhos e pimenta. Misturo tudo. Como, dou graças por haver cavalas enlatadas em azeite, e, esqueço por momentos o meu desgosto.

P.S. uma lata de cavala em azeite custa cerca de 1,10€ e deu para o meu almoço e o meu jantar. Bem bom. A isto chamo refeição a custos controlados e não fazia mal passar a ser servida aos senhores deputados que trabalham na AR que ficaram chateados com o fecho da cantina ao jantar. Meus senhores é de coração que vos deixo esta simples receita que podem fazer em vossa casa. Garanto-vos que os vossos 60€ de subsídio diário de refeição dão para comprar os ingredientes necessários e ainda vos sobra troco para uma bela e farta sobremesa, e, um bom vinho, daqueles com 10 medalhas de ouro. Caso precisem de saber o passo a passo basta enviarem-me um e-mail, e, assim ajudo-vos eu a curar o vosso desgosto.

Por hoje, chega de desgostos. Haja saúde. Um bom dia, mesmo cinzento que a chuva também faz falta.

Doce de Domingo

Quando penso em coisas doces que fazem parte da minha memória de sabores num tempo bem distante lembro-me de várias coisas, Bolo de Nesquik, Roscas de Azeite, Económicos, Bolo Preto do Avô, e, este de sempre, Pudim com Bolachas Molhadas em Café, e, lembro-me ainda da panela de pressão (não tem sabor mas trabalha-o) .

O apito da panela de pressão é daquelas coisas que faz parte da memória auditiva. Por muito que tente, recuar no tempo é ouvir ao domingo ou sábado a dita cuja a apitar. Por norma era ao sábado que domingo é dia de assado. E, quando assim era, a minha mãe fazia o melhor e mais simples doce do mundo, o velho Boca Doce de baunilha e bolachas molhadas em café.

Hoje fiz o mesmo, troquei o café por Mokambo, não fosse a cafeína trocar-lhes as voltas e termos uma sessão de noite. Juntei ainda pudim de chocolate, fiz algo parecido às Tacinhas de Nesquik, e soube muito bem. E, melhor soube a que sobrou e comi no dia seguinte, fresquinha, e, foi toda só para mim…

Ervilhas com Ovos Escalfados e Salsichas

Aqui vos deixo uma sugestão simples mas que faz as delícias cá em casa. Este prato típico do Algarve é feito com chouriça mas como evito os enchidos, e, salsichas soam a palavra de ordem cá em casa , troco-os pelas salsichas de frango. Fazê-lo não tem segredo. Nada mais é que um refogado com alhos e cebola, salsichas e ovos escalfados. Ah, e coentros, muitos coentros. E se acompanhadas por uma fatia de pão torrado melhor. Uma comida pobre mas cheia de vitaminas. Boa semana.

Scones

A primeira vez que fiz scones até nem correu mal. Ficaram bem fofos, muito bons mesmo, mas, ficaram mais parecidos com umas bolachas gigantes espalmadas. Quando vi esta receita sabia que eram estes que procurava. Uma amiga americana chama-lhes muffins, a Susana diz que a receita vem da Escócia.e fê-los na bimby. Hoje apresento-vos os que sairam da minha cozinha, feitos da maneira tradicional e que não me decepcionaram. Deliciosos para o lanche ou pequeno almoço.
 
 Ingredientes:
  • 250 g de farinha com fermento
  • 40 g de manteiga
  • 50 g de açúcar
  • 110 g de leite
  • 1 ovo
 
Preparação: Ligar o forno a 200ºC. Numa taça misturar o açúcar e a farinha. Derreter a manteiga e juntar ao leite. Bater o ovo ligeiramente e juntar ao leite. Abrir um buraco ao centro da farinha e colocar os líquidos. Misturar levemente até a farinha estar ligada com os líquidos. No entanto não mexer em demasia. A massa vai ficar a parecer cimento mas é mesmo assim. No forno ficam lindos e saem fofos e com a capa crocante. Untar levemente uma forma de muffins e deitar uma colher de sopa bem cheia de massa. Vão ao forno cerca de 15m. Assim que estiverem dourados estão prontos. Comer mornos simples ou com uma compota.

Um já passou…

Um ano passou desde que me decidi aventurar no mundo dos blogues de partilha de receitas. Um ano em que cresci muito, viajei muito -virtualmente-, criei laços com outras pessoas e aprendi muito. Gosto da casa arrumada e enquanto não encontrei o sítio certo não descansei. Instalei-me pelo WordPress e vim para ficar. Gosto do sítio. Cada vez mais gosto de fotografar comida e a minha curiosidade por novos cheiros e produtos cresce de dia para dia. Tenho uma enorme vontade de fazer mais e melhor, é uma característica minha quando faço algo que gosto. As Fraldas continuam pela casa, embora cada vez menos, já as Panelas, essas, nunca páram. Vou continuar por aqui, entre Fraldas e Panelas, esperando poder continuar a desfrutar da vossa companhia. Como achei que estava na altura de me adaptar a novas realidades criei também uma página no Facebook, o Fraldinhas Kitchen, vamos ver o que acho desta nova experiência. Espero que gostem e apareçam sempre que quiserem.

Apresento-me no meu melhor, com dois macacos pendurados no nariz, ou, talvez sejam apenas pingos de emoção. Sejam lá o que forem depois de ver a foto fiquei impressionada com a minha pontaria.

Mini Croissants recheados com Canela

Não me vou desculpar com a falta de tempo. Vou antes dizer que ando com outras coisas para fazer e falta-me vontade para escolher da lista uma coisa nova para experimentar. Por isso fui buscar uma receita já publicada antes e apenas lhe adicionei o recheio de açúcar e canela.

Ingredientes:
250ml de leite
65gr de manteiga
50gr de açúcar
Essência de baunilha – 10ml
11gr de fermento seco
2 ovos
600gr de farinha T65
1 gema e 4 colheres de sopa de leite para pincelar
Canela, açúcar e manteiga a gosto para rechear
 
  • Num tacho colocar o leite, o açúcar, a manteiga e a essência. Deixar a manteiga derreter e mexer de vez em quando de forma a que o açúcar derreta. Deixar arrefecer até estar morno para usar.
  • Colocar a mistura morna na mfp, e, juntar os 2 ovos ligeiramente batidos com um garfo. Juntar a farinha com o fermento, adicionar em 3 vezes e ir batendo em velocidade lenta à medida que a vai acrescentando. Se o fizer na mfp adicionar de uma vez só. Se achar que a massa está muito peganhenta juntar mais um pouco de farinha até que se solte das paredes do alguidar ou das paredes da cuba. O objectivo é obter uma massa elástica e que não se cole às mãos, e, portanto fácil de trabalhar.
  • Se usar a mfp escolher o programa que amassa – 15m na minha. Se fizer à mão, depois de obter uma massa que se solte das paredes do alguidar, amassar na bancada enfarinhada até obter uma massa lisa e elástica.
  • Untar uma taça com um pouco de manteiga e colocar a massa lá dentro, também esta untada com manteiga. Este procedimento será mais fácil de realizar com a ajuda da manteiga derretida ou de creme culinário.
  • Tapar com um pano e deixar levedar até dobrar de volume. Eu coloquei no forno com a luz acesa  enquanto fiz o almoço. Passado 45m já tinha duplicado o volume.
  • Retirar o ar na bancada e voltar a colocar na taça. Tapar com um pano e vai para o frigorífico mais 20m.
  • Findo o tempo retirar o ar à massa e com a ajuda do rolo esticar e dar as formas pretendidas. Para os mini croissants usei os pratos de sobremesa para fazer o círculo e depois foi só cortar em triângulos com a faca e enrolar da parte maior para a ponta. Rechear a gosto e enrolar.
  • Pré-aquecer o forno a 180ºC. Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal e colocar a massa com as formas desejadas. Pincelar com a gema batida com o leite e vão ao forno cerca de 15m até dourarem. Deixar arrefecer numa rede e deixem-se levar pelo seu sabor irresistível.

Gelado de Iogurte e Caramelo

Pouco há a dizer sobre este senhor. Só me arrependo de não ter feito caramelo de verdade, daquele castanho, tipo sundae, mas a sua vez irá chegar com toda a certeza. Consegui mais uma vez obter um gelado bem cremoso que foi comido assim que a máquina acabou de trabalhar. Para os menos apressados aconselho a colocar no congelador 30m para se conseguirem moldar bolas mais firmes.

Para 4 taças:
1 ovo grande tipo xl
20gr de açúcar baunilhado
75ml de leite m/g
1 pacote de natas frescas – 200ml
Caramelo de compra a gosto

1 iogurte grego natural açucarado

Bater o ovo, e, adicionar o açúcar aos poucos, até estar bem fofo e volumoso. Bater as natas até estarem firmes e cremosas. Envolver nas natas o iogurte com cuidado e o leite, de modo a que não percam muito volume. Por fim envolver o ovo batido. Colocar a mistura na máquina de gelados. Quando estiver pronto adicionar o caramelo e deixar bater mais um pouco.

20 anos depois…

Venho sem receita na bagagem. Na mala, apenas trago a lembrança de um tempo perdido e agora recuperado pelo sabor da Língua de Vaca Estufada. Faz parte da minha memória de sabores. Devem ter passado 20 anos desde a última vez que a comi. Na altura muito se falava da doença das vacas loucas e por isso deixou de se comer. Nada como o gostinho de uma bela fatia de língua de vaca e um puré de batata a acompanhar. Partilhei-a cá por casa, e, tal como eu, foi muito apreciada e repetida. Penso muito naquela frase de que “uma fotografia vale mais que mil palavras” . Sim vale. Mas o espólio de cheiros e sabores que carregamos connosco valem mais que muitas fotografias, fazem-nos viver e sorrir a cada garfada. Só faltam as fotos das barrigas satisfeitas.

Aprendi com a minha mãe e tirar-lhe a pele no bico do fogão passando a língua de forma uniforme até a pele começar a estalar e depois é facilmente raspada com a ajuda de uma faca. No talho ensinaram-me um truque que desconhecia. Colocar na panela de pressão, fechar e assim que apitar retirar e língua para fora. A pele estará grossa e será fácil de tirar. Dito e feito. Muito fácil de tirar e sem o cheiro a queimado. O resto todos sabem. Façam um refogado do vosso agrado e temperem com o que mais apetecer, eu, particularmente gosto de colocar uma pitada de noz moscada moída, liga muito bem com este tipo de estufado. Depois é só ir buscar a panela de pressão e ela faz o resto do trabalho. A carne é macia e muito tenra, perfeita para os mais pequenos.

Bolo Pardo com Travo a Aguardente e Canela

Continuamos nos bolos e enquanto houver ideias e maçãs para se lhes juntarem eu alinho. Talvez por ser o fruto do pecado, e eu uma eterna pecadora- a gula é terrível- , não lhe resisto, e, se houver maçã eu estou por lá de fatia na mão com toda a certeza. A receita original é do livro Tesouro das Cozinheiras. Pois é, tenho um tesouro e raramente o uso por não ter muitas imagens alusivas às receitas. Sei que faço mal em julgá-lo pela falta de fotos pois esta receita veio de lá e faço-a muitas vezes. Fica um bolo grande, fofo, muito saboroso e com muito pouca gordura. Mesmo sem maçãs, a receita original é só canela, não fica seco e apesar de ter um ar massudo desfaz-se na boca. No entanto ando sempre a juntar isto e aquilo, a cortar daqui e dali e nunca segui a receita na íntegra porque 300gr de açúcar é em minha opinião um exagero. Já aqui mostrei mais duas adaptações desta receita, Bolo de Leite e Amêndoa perfumado com Raspas de Limão e Bolo de Chocolate e Canela. Bolos de execução muito simples com sabor e aspecto bem caseiro. Sintam-se à vontade para experimentar. São perfeitos para este Outono e tarda em chegar.

Ingredientes:
4 ovos
150gr de açúcar amarelo
350ml de leite
400gr de farinha com fermento
20gr de chocolate em pó Nesquik
10gr de canela em pó
60gr de manteiga
2 maçãs Reineta
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
 

  1. Pré-aquecer o forno a 180ºC
  2. Bater os ovos com o açúcar até obter um creme fofo e volumoso. Juntar a manteiga derretida e bater mais um pouco.
  3. Juntar o chocolate em pó e o bicarbonato e mexer com a vara de arames.
  4. Por fim juntar a farinha em 3 vezes alternando com o leite e mexendo com a vara de arames de forma a não deixar grumos.
  5. Depois de untada a forma fazer camadas alternadas de massa e maçãs cortadas em fatias bem finas. No final polvilhar a superfície com um pouco de açúcar. Vai ficar com aquela camada crocante depois de cozido…
  6. Levar ao forno cerca de 30m mas convém fazer o teste do palito. Mal saia seco retirar, desenformar e deixar arrefecer em cima de uma rede.

Hormonas e Desejos

Existem alturas em que me questiono sobre o verdadeiro nome das Hormonas. Por vezes imagino-as em volta de uma mesa redonda. Entre elas combinam detalhes e acertam pormenores que não lembra a ninguém. Eu sinto-me uma vítima dos seus desejos. Obrigam-me a maratonas de comida, fazem-me saltitar de doce para salgado em segundos. Sinto que como e como, e, nada me satisfaz, nem o chocolate. Andei pela Fanta, Pizza, bolo e chantily… muito chantily. Passei de novo para o salgado e fui tostar um pouco de linguiça. Na gordura que libertou na frigideira torrei as fatias de pão. Juntei-lhe umas folhas verdes, ovo estrelado, queijo, pimenta preta moída e mostarda. Pelo meio umas uvas e metade de 1 Vianetta, isto tudo no espaço de 8h e sem me mexer muito, é que sou de porcelana ehehe. Dou-me por vencida e entrego-me ao meio litro de chá, deprimida, com esperança que me leve qualquer coisita a mais… ser mulher é chato chato chato

Esta é talvez a parte em que se questionam sobre o valor deste post para a humanidade. Pois bem, exceptuando o facto de mostrar publicamente a minha solidariedade para com aquelas da minha espécie que padecem do mesmo mal, aproveito para dizer que nunca tinha torrado pão na frigideira e é delicioso, feito então sobre o molho da linguiça ui ui

Num 5 de Outubro

Os dias continuam assim, quentes, brilhantes, a cheirar a mar. O tempo convida a banhos, o Verão perfeito é este que se mistura com as cores do Outono, aqui e agora. Deixo-vos um cheirinho do meu refúgio e votos de um  bom fim-de-semana. Bem sei que não é sugestão para comer, mas, acredito que pelo menos inspire a marisco e peixe grelhado fresquinho.

Branca de Neve e a Maçã Reineta

Existem alguns ingredientes dos quais não abro mão no que toca a marca. Para mim Branca de Neve é sinal de bolo perfeito e é com uma certa tristeza que a vejo desaparecida das prateleiras dos supermercados. Para piorar, quanto mais escassa mais vontade de comer uma bela fatia de bolo. Confesso que já tinha feito duas tentativas com a farinha da Nacional para bolos e comigo não se dá bem, fica uma massa pesada e sabe demasiado a fermento, não se conseguiram comer. Já desesperada, sim que altura de TPM é para comer e desesperar por doces, fui ao Pingo Doce e vim de lá com 3 pacotes debaixo do braço. Nesse mesmo dia fiz as Madalenas com Canela e ontem este delicioso bolo. Gosto muito de experimentar coisas novas e diferentes mas nada me dá tanto prazer como uma fatia de bolo de combinação básica e sempre perfeita, iogurte, maçã, limão e canela. Usei açúcar mascavado e fez toda a diferença. Fiz o bolo pelo final da tarde para lanchar na praia. O que sobrou guardei numa caixa bem fechada. Apenas posso dizer que hoje estava soberbo, toda a humidade parece ter-se entranhado pelo bolo, o travo do limão acentuou-se e a maçã mais rija e levemente ácida tornou este bolo ainda melhor do que aquilo que tinha imaginado. Eu sei, bolo simples de iogurte com maçã, já falei demais, mas não podia deixar de o fazer.

Ingredientes: Usar o copo do iogurte como medida
1 iogurte natural – 125gr
1,5 medida do copo de açúcar mascavado
1 medida mal cheia do copo de óleo de milho
4 ovos médios
3,5 medida do copo de farinha com fermento
2 maçãs reineta
Açúcar e canela em pó a gosto
 

Bater os ovos com o açúcar. Juntar o iogurte e o óleo e bater novamente. Adicionar a farinha em 3 vezes batendo entre cada adição. Forrar um tabuleiro com papel vegetal, cerca de 30cmx20cm, colocar a massa e em cima desta dispor as fatias de maçã calcando-as levemente para baixo. Polvilhar com açúcar e canela e levar ao forno pré-aquecido a 175ºC cerca de 40m. Quando pronto peguei no bolo ainda com o papel vegetal e coloquei-o em cima de uma rede para arrefecer. Cortei em quadrados, embrulhei e juntei à fruta e à água que estavam na mochila. Rumei à praia, cheguei e encontrei-a como eu gosto, calma, sem a agitação do Verão que me causa fobia. O sol fugiu mas deixou a água quente como ainda não tinha estado este ano. O sueste continua e amanhã promete um dia de sol e muitos banhos. Bom feriado.

Dia de Não com Morangos

Dia de não fazer nada bem, de nada sair bem, de não nada fazer. Tinha saudades e quis repetir a dose das Barrinhas de Limão. Mas, como sempre muitas tarefas em simultâneo na cozinha e a coisa não me corre nada bem. A massa encolheu no tabuleiro e ficou tão leve que os ovos levantaram a massa e todo o creme colou-se ao fundo. Como tinha sobrado massa forrei  forminhas pequenas que foram cozer enquanto cozia a base das barrinhas. Ainda bem que o fiz. Consegui ter um docinho no final do almoço para me consolar da minha desgraça. Foi só fazer um creme de maizena aromatizado com umas raspas de limão, uma pitada de farinha Custard e encher as forminhas. Coloquei no frigorífico para ficarem firmes. Numa taça piquei alguns morangos com um pouco de açúcar e deixei a marinar. Coloquei nas tartes antes de servir. Há dias mesmo Não que apesar de tudo podem ser Sim. Sim para partilhar estas tartes que ficaram muito mimosas e Sim os desastres acontecem. Nesta cozinha nada é perfeito, eu bem gostava, mas tento por isso é que não mostro o estado em que ficaram as barrinhas mostrar apenas o meu melhor. Ainda assim ainda vou ali tentar fazer umas coisas para o lanche.

Boa semana e não se pode desistir. Mesmo quando tudo parece perdido, quando tudo está partido podemos sempre colar os cacos e recomeçar de sorriso na cara.

Madalenas com Canela

Ora bem, então que vos hei-de contar destas meninas? Ficam muito fofinhas, nada secas, levam pouca gordura e comem-se muito bem com um pouco de doce, isto caso levem pouco açúcar. Para a próxima polvilho a massa com o açúcar e a canela antes de irem ao forno, assim ficam com aquela capa crocante deliciosa.

Ingredientes:
30gr de Vaqueiro amolecida
40gr de óleo de milho
120gr de açúcar mascavado
2 ovos
320gr de farinha com fermento
225gr de leite
Pitada de bicarbonato de sódio

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Não se descuidem com o calor do forno ou as madalenas racham, assim como a minha.  Bater a margarina com o óleo e o açúcar. Juntar o bicarbonato de sódio e os ovos 1 a 1. Adicionar o leite e a farinha alternando-os  e mexendo com a vara de arames. Distribuir pelas formas e levar ao forno fazendo o teste do palito. Quando prontos retirar e pincelar com um pouco de margarina com açúcar e canela. Esta parte a meu ver é melhor se for feita antes de irem ao forno e com a vantagem de que é só polvilhar e não levam gordura. Acho esta receita uma base perfeita para outros bolos do género onde a adição de raspas de limão ou laranja ou especiarias só o pode melhorar. Bom fim-de-semana.