Bolachinhas de Limão e Canela

Fáceis de fazer, de comer e são feitas com 2 coisas que fazem um par perfeito, Limão e Canela. Dispensam-se mais apresentações, e, se dúvidas houver, o melhor é ir até à cozinha e passar uma tarde doce e bem crocante.

Ingredientes:
2 ovos
175gr de açúcar amarelo
175gr de manteiga derretida
600gr de farinha com fermento
Raspa de 1 limão
30ml de sumo de limão

Com uma vara de arames bater o açúcar e os ovos até ficar bem cremoso. Adicionar as raspas e o sumo de limão e misturar bem. Juntar a manteiga derretida e misturar. Por fim juntar a farinha e envolver tudo muito bem com uma colher de pau até a massa se soltar e não se colar às mãos. Enrolar em película aderente e colocar no congelador cerca de 15m. Ligar o forno a 180ºC. Retirar e estender na bancada com a ajuda do rolo. Deixar uma altura de cerca de 1cm. Cortar com um cortador a gosto, pincelar com ovo batido e polvilhar com açúcar e canela a gosto. Levar ao forno em tabuleiro forrado com papel vegetal cerca de 15m. Assim que estiverem com os bordos dourados estão prontas. Retirar e deixar arrefecer na rede. Vão estar moles quando retirar mas acabam por ficar mais rijas depois de frias. Por isso, atenção ao tempo de forno para não ficarem duras. São muito simples de fazer e ficam realmente muito boas, crocantes por fora e desfazem-se na boca.

Obs: Houve algumas que ficaram bem mais escuras por descuido. No entanto e para grande surpresa minha, apesar de estarem mais rijas, comiam-se de igual forma muito bem pois desfaziam-se com facilidade na boca. É só escolher e deixar a nossa vontade definir as cores, mais, ou menos tostadas .

Crepe Envelope e os 5 Sentidos

Da minha janela vejo as nuvens cinzentas como limite no horizonte. Adivinha-se chuva. Levanta-se vento. Os meus sentidos estão em alerta, o olfacto acusa o cheiro a terra molhada, oiço os trovões, e as minhas mãos anseiam rumar à cozinha para satisfazer o meu palato. Perante tamanha simplicidade e com este vermelho vivo os meus olhos aplaudiram e eu saboreei cada pedaço como se não houvesse amanhã. De facto, este incerto Verão em pleno Agosto tem-me baralhado o apetite.

Ingredientes medidos em Cups de 250ml:
1 cup de farinha
2 cups de leite
10gr de açúcar
2 ovos
15ml de manteiga derretida
Pitada de essência de baunilha

Numa taça colocar a farinha e o açúcar. Misturar bem. Acrescentar 1 cup de leite e mexer bem com uma vara de arames, fouet, de forma a que não fique com grumos. Juntar o outro cup de leite, os ovos, a essência de baunilha e a manteiga e misturar tudo muito bem. Deixar repousar no frigorífico 15m e está pronta a usar. Rende 6 crepes grandes, com cerca de 24cm de diâmetro. Para fazer o formato envelope rechear metade do crepe com compota, ou o que apetecer, dobrar ao meio e depois as pontas dobrar para dentro e decorar a gosto. Todas estas dobrar irão transformar o crepe numa delícia em camadas de cada vez que o cortar… hummm

Massa sem Nome com Cheiro a Maçã

Confesso a minha ignorância no capítulo massas doces para tartes. Não sei a diferença entre sablé e brisée e só agora me ocorre que já podia ter ido pesquisar sobre o assunto, coisa que farei, mas, depois. Quando provo uma tarte e a massa me agrada o melhor que consigo dizer é nada, apenas fico ali a deliciar-me. Como de chef tenho pouco, ou quase nada, sempre que consigo vejo o Master Chef Austrália e vou aprendendo umas coisas. Num dos episódios os concorrentes foram desafiados a fazer tarte de limão entre outras coisas. Apercebi-me que a proporção que usavam era meio para 1, ou seja para fazer a massa usava-se metade do peso desta em manteiga. Sinceramente, eu acho demais, e, achei que podia tentar fazer com menos. Fui buscar a balança e a taça e por um dia fui a Chef na minha cozinha. Ou tive sorte ou acertei no jeito, nunca a massa me tinha saído tão crocante e ao mesmo tempo que se desfizesse na boca. Depois disto apenas posso dizer que foi a melhor Tarte de Maçã que já fiz. Quanto ao nome da massa fico à espera que me ajudem.

Ingredientes para um tarte de 26cm:
450gr de farinha
180gr de manteiga fria em pedaços
1 ovo + 1 gema
15ml de vinagre
60ml de água fria

Começar por juntar a farinha com a manteiga numa taça e com a ajuda dos dedos ir misturando muito bem até obter uma mistura arenosa. Adicionar os restante ingredientes e amassar bem até formar uma bola. Enrolar em película aderente e vai ao congelador 20m. Retirar e amassar de novo. Depois é só dividir a massas em 2 bolas, esticar e forrar a tarteira.

O recheio deverá ter quantidades a gosto de cada um. Para esta usei 6 maçãs golden. Parti em pedaços, reguei com sumo de meio limão e raspa. Juntei 4 colheres de sopa de açúcar amarelo, 2 de farinha, canela qb e envolvi tudo muito bem deixando repousar cerca de 45m.

Creme de Nesquik e Baunilha

E porque o simples continua a ser bom hoje apresento o meu Creme de Nesquik. Uma deliciosa sobremesa que vai agradar aos mais pequenos. Eu que já sou um pouco maior, quando provei ainda sem a cobertura viajei, mas viajei muito. Já são raras as máquinas de gelados que havia há 30 anos, felizmente ainda encontramos algumas. A prova de que os gelados continuam a ser os melhores de sempre são as filas intermináveis para poder comprar um gelado feito pela máquina mágica. Hoje ao provar a mistura do chocolate e da baunilha veio-me à memória o gelado de chocolate e baunilha feito nas ditas máquinas. Comi e gostei do que senti e saboreei. No fundo um creme mais aveludado, no meio bolacha molhada em leite e o creme Custard mais firme fizeram desta taça um avivador de memórias e um deixaram no fim um gosto de quero mais. Bom fim-de-semana, e bem docinho, que eu vou ali e já volto.

Ingredientes do Creme de Nesquik
30gr de maizena
10gr de Nesquik
40gr de açúcar
500ml de leite

1- Colocar o leite ao fogo reservar um pouco. Misturar bem todos os outros ingredientes numa taça e ir juntando aos poucos o leite que reservou. Mexer bem de forma a que não fiquem grumos. Juntar ao leite que está ao fogo e mexer com a vara de arames até engrossar.

Atenção que não vai engrossar muito, irá ficar mais cremoso. Colocar o preparado obtido em copos ou taças e preparar o creme de Custard.

 Ingredientes para o Creme de Custard
250ml de leite
15gr de Maizena
5gr de Custard
15gr de açúcar

Repetir o passo descrito acima no nº1. Antes de distribuir o preparado pelos copos onde já está o creme de Nesquik, molhar 2 bolachas em leite frio e colocar no creme de chocolate. Verter a mistura de Custard com cuidado em cima da bolacha. Deixar ficar morno e guardar no frigorífico 4h. Quanto mais tempo mais o sabor se intensifica. Esta tacinha foi comida 3horas de pois. Para ver melhor o contraste de texturas do interior clicar em cima da imagem.

Obs: Esqueci-me de mencionar que o creme branco que se vê na foto é iogurte grego, mas como sempre fica ao critério e ao gosto de cada um.

Tempo, Tempo, Tempo

Hoje apetece-me falar do tempo, não de sol ou de chuva, daquele em que temos horas para tudo e temos dias em que gostávamos que houvesse mais. Muitas vezes esqueço disto ou daquilo, a velhice não perdoa, e, quando sou lembrada digo de imediato ainda não tive tempo, esqueci-me no meio de outras para fazer. O tempo é aquilo que fazemos com ele, certo. Mas às vezes queremos fazer mais e ele não deixa, o corpo e a mente não deixam. Vejamos, antes dos 18 anos o tempo nunca mais passa. Queremos ter 18 anos porque sim, porque é coisa de adulto, queremos ter a carta, achamos o voto um acto interessante, e, que deixa de nos deixa de estar vedado. Quando chega o dia dos 18 há a desilusão, afinal não sabemos bem que fazer com eles. O tempo, esse malandro, continua a passar. Depois desta fase precisamos de afirmação, queremos a nossa independência , o nosso dinheiro, o nosso carro. Com o tempo, descobrimos que tudo isso leva o seu tempo. Pelo meio e aos tombos sem certezas de nada, aqueles que podem e os que assim o desejam, ingressam no mundo do trabalho, outros entram no maravilhoso mundo académico, a universidade. Aqui o tempo é sempre pouco, pouco para estudar, para sair, para comer, para divertir, mas, ainda assim, e como sempre ouvi dizer, com tão pouco tempo, o melhor tempo é mesmo o de estudante. Quando lá chegamos o tempo que temos pela frente no 1ºano soa a calvário. No 2ºano chega-se ao ponto crucial, a vontade de desistir por vezes bate à porta, afinal ainda só passou 1 ano e ainda faltam 3, com as piores cadeiras, pensamos nós. Um dia acordamos e descobrimos que afinal o 3º já acabou. A cada verão que deixamos os amigos, que passaram a ser a nossa família, e nos encontramos no soalheiro Agosto descobrimos que afinal ainda falta muito tempo para estarmos juntos de novo. E, quando damos por nós chega a Queima das Fitas, e confirma-se aquilo que se pensava no início, afinal o tempo passa depressa demais.

E, tudo isto para dizer que quando tenho tempo, faço o que muitas/os farão. Cozinho um bom tacho de bolonhesa, congelo em pequenas doses individuais e uso para quando não tenho tempo. Sempre à mão, sempre prático e sempre bom. E  o tempo, nesse dia, dá-me tempo de fazer uma sesta.

P.S. Para quem tem filhos a estudar fora e gosta de os mimar acho esta solução fantástica.

O Rei e a Tradição

Hoje é dia de história. Hoje vivo num palácio com Reis, Rainhas e Princesas. Hoje o pedido era bacalhau. Atravessei grandes corredores, desci escadas e fui até ao jardim. Depois de muito pensar cheguei à conclusão que podia os podia satisfazer com uma taça bem simples mas cheia de sabor. Sabor com história, com tradição, onde o Rei é o Bacalhau e ordenou que se banhasse numa Canjinha. Desejo cumprido e a dose repetida, que, foi bebida com fervor até à última gota. O segredo? Nenhum. Apenas o carinho e a boa vontade desta aia.

Num tacho colocar água fervente e temperar de sal. Juntar 1 cebola cortada em pedaços grandes e 3 dentes de alho inteiros. Regar com um fio de azeite e deixar levantar fervura. Adicionar o bacalhau cortado em pequenos pedaços e juntar uma pitada de açafrão das índias. Deixar ferver cerca de 5m e adicionar as massas. Se necessário juntar mais água previamente aquecida e rectificar temperos. Antes de levar à mesa retirar os pedaços de cebolas e os alhos. Servir em pequenos ramequis e caso os convivas assim o desejem adicionar umas folhas de coentros para perfumar.