Calzone de Ovo

Calzone é um prato da culinária italiana, muitas vezes referido como uma pizza recheada. Consiste em um disco de massa igual à da pizza, redondo, dobrado ao meio formando uma meia-lua e recheado com queijo muçarela, parmesão ou ricota, molho de tomates, verduras ou legumes e carnes processadas como linguiça, presunto ou lombo defumado. A massa é selada pela beirada, pincelada com gema de ovo e tradicionalmente assada em forno.

Depois da descrição de Calzone penso que só me falta mesmo a farinha para cumprir todos os requisitos. Tudo o mais foi cumprido. Formato meia lua, recheado com legumes, neste caso folhas verdes, frango e parmesão.

E era só isto que queria partilhar, uma forma diferente de comer ovos. Alimenta e fica bonito no prato. Have a nice day!

P.S. Para o caso de sentirem a minha falta deixem-me que diga apenas isto: 30ºC lá fora e 22º dentro de água… estou no ir que a maré está vazia, perfeito para uma bela caminhada.

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O Verão dos Marmelos

Há 30 anos atrás começavam as aulas num Setembro cinzento, com frio e já de casaco vestido. Lembro-me perfeitamente dos pacotes de leite castanhos com histórias no verso, e, lembro-me do cheiro e do sabor. No chão da sala junto à mesa da professora estavam grandes embalagens com vários pacotes de leite e estava também o aquecedor  de varetas que já lhe ia aquecendo os pés. O chão era de madeira, feito com tábuas já brancas, e, gastas pela passagem do tempo. As mesas eram feitas de madeira prensada e tinham as pernas verdes. As cadeiras eram do mesmo material e repuxavam as meias, volta meia volta precisava de collants novos. Havia um buraco para guardarmos o guarda-chuva, por lá dizíamos sombreiro, e talhado na mesa havia um pequeno declive onde arrumava religiosamente as minhas canetas e lápis, todas bem organizadas, sim era organizada. A sala tinha um pé direito bastante alto e já fazia frio. Chegava da escola e comia um trigo de 4 cantos, um pão que havia na altura, massudo e que me dava um enorme prazer comer com marmelada e queijo. Naquele tempo Setembro era sinónimo de frio e de escola. No entanto sempre ouvi a minha avó dizer “ainda vem o Verão dos Marmelos”. Hoje ainda é Setembro, não fui à escola e não fez frio. O Verão dos Marmelos chegou sem passar pela brisa do Outono. É vê-los nas bancadas nos mercados e nos supermercados. Olhei-os e cheirei-os. Ainda não cheiram a marmelos mas a saudade foi mais forte, esta veia saudosista de portuguesa é terrível, e, trouxe-os para casa para matar o desejo. Falta o frio e falta-lhes algo mais, talvez o carinho da avó barrado com uma bela fatia de queijo.

Rotina… Monotonia

Frequentemente é dado o mesmo significado a estas duas senhoras. Ter rotinas é bom, ajudar a criar hábitos, a ter disciplina. As rotinas podem ser monótonas… sim podem. Tudo depende da forma como acordamos e encaramos o dia. Fazer trabalhos de casa, tpc, é uma rotina que adquirimos na escola primária. Tornar-se-ia uma tarefa monótona se houvesse sempre a mesma história para ler e as mesmas contas para fazer. Ainda bem que no dia seguinte temos uma nova aula, uma nova história, na mesma sala, com os mesmo amigos e com a mesma professora. Afinal o que é um trabalho monótono se todos os dias são diferentes embora pareçam iguais? No final de contas a cada dia “monótono” que passa crescemos, mesmo que não seja em altura, aprendemos a dar pequenos passos que nos permitem ultrapassar obstáculos. Toda esta conversa porque estou contente por estar de volta a uma rotina, onde apesar de fazer sempre o mesmo, ou muito parecido, me dá imenso gozo, o ginásio. Correr, correr, adoro correr, na rua ou em cima de um tapete, faz-me bem. E, com isso, e porque as férias acabaram, há que deixar as duas bolas de berlim seguidas… as pizzas… o pão acabado de fazer… os gelados…

Cone de Nata

Para 4 cones:
1 ovo grande  xl
1 pacote de natas frescas – 200ml
100ml de leite m/g
60gr de açúcar
Topping de morango a gosto
 

Bater as natas até estarem firmes e cremosas e reservar no frigorífico. Bater o ovo até estar bem fofo e volumoso e ir adicionando o açúcar aos poucos. Juntar o leite às natas lentamente e ir misturando de forma a não perderem volume. Adicionar o ovo batido e envolver tudo. Colocar na máquina de gelados e deixar a rapariga fazer o seu trabalho, até estar cremoso, cerca de 20m. Quando estiver pronto juntar um pouco de topping de morango e bater mais 1 minuto na máquina.

Servir em cones com topping de morango ou outro a gosto.

Antes de fecharem a janela achei que devia apenas acrescentar que foi o melhor e mais simples gelado que já fiz… neste Outono e no Verão, sim hoje foi dia 21 de Setembro. Cremoso, muito fácil de fazer e sem tempo de espera, excepto o da máquina.

Agora sim, bom fim-de-semana para todos/as.

“Por muito que o ser humano consiga alcançar e descobrir, irá sempre existir uma fragilidade sem solução… e, hoje senti-a nas minhas mãos. Fez-me pensar que que entre tudo e nada existe uma linha ténue que pode ser quebrada com apenas um suspiro.”

Coisas Simples ou Simplesmente…

… descomplicadas. Nós mulheres temos fama de ser complicadas, de pensar demais, de ter memória de elefante. Sabemos a data de aniversário da família toda, a matrícula do carro e o ano em que foi comprado o serviço de loiça da casa. Segundo oiço sabem quando os filhos começaram a andar, a comer, e a ter dentes. Mas, vamos lá descomplicar porque eu não sei estas datas. Chamem-me o que quiserem mas a única coisa exacta que sei é a data de nascimento, tudo o resto é por aproximação e já nem sei quem foi o quê primeiro. Tive que aprender a simplificar, a não ser complicada, tive que aprender a olhar simplesmente para o futuro e pensar que hoje correm amanhã podem fazer uma maratona, hoje ainda se sujam a comer mas amanhã vão ter a roupa impecável. Mesmo que amanhã nada disto aconteça, hoje já se cresceu e evoluiu mais um bocadinho, e, isso é simplesmente fantástico.

Tão fantástico quanto esta simples taça feita com camadas de iogurte, morangos, cereais e topping de morango.

Bom fim-de-semana.

Pão de Cerveja

As fotos da Duxa bastaram para me incentivar a fazer este pão, e, gostei. Não tinha cerveja preta… usei cerveja normal. Não tinha a quantidade de centeio… usei farinha espelta, centeio, milho e trigo. Ah e matei a curiosidade, não sabe a cerveja. Fica um pão muito saboroso, de côdea crocante e miolo macio mas firme.

Ingredientes:
300ml de cerveja
25 de margarina líquida
5gr de sal fino
20ml de mel
300gr de farinha T65
75gr de farinha de centeio
75gr de farinha de milho
100gr de farinha espelta
5gr de fermento seco

Colocar todos os ingredientes na máquina do pão pela ordem acima indicada. Escolher o programa que amassa e leveda. Findo o tempo retirar o ar e dar a forma pretendida. Pincelar com água onde se colocou umas pedrinhas de sal e polvilhar com farinha. Deixar levedar cerca de 20m, o meu levedou mais, descuidei-me, por isso o miolo abriu mais um pouco mas o ideal será antes de começar a rachar enquanto leveda. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC cerca de 20m. Deixar arrefecer numa rede.

Arroz Seepdy Gonzalez

Vou aqui confessar que o meu arroz é daquele em que se coloca na panela com um pouco de sal e água que se aqueceu no jarro eléctrico. Assim que levanta fervura recebe o arroz vaporizado. E, é certinho e direitinho que fica impecável, bem solto. Sempre vi a minha mãe fazer arroz com o refogado de azeite e cebola e aqueles truques para a água secar de panela fechada, eu sei lá. Era tanto passo que descobri nas massas um sem fim de qualidades que ainda hoje aprecio e me satisfazem. Mas, de vez em quando tenho saudades de arroz. E faço tal como disse mais acima. E, num dia de fome e sem grande vontade para mais fiz o meu arroz Seepdy Gonzalez, e, numa saladeira coloquei atum em azeite, pepino picado e molho de tomate de compra, este traz pequenos tomates de verdade e é delicioso, juntei o arroz, temperei de oregãos e envolvi tudo. Bem bom. E desse lado, alguém com um passado desastroso com arroz?

Gelado de Danoninho de Morango

E porquê não? Achei que substituindo o leite por Danoninhos teria um gelado delicioso para crianças. Não me enganei e foi comido e bebido até à última gota. Optei por fazer sempre quantidades pequenas de gelado, cerca de 500ml, assim há sempre gelados acabados de fazer, pois esta quantidade é perfeita para 4 pessoas. Assim enquanto se prepara uma refeição faz-se o gelado.

Ingredientes:
2 Danoninhos de Morango tamanho Maxi
1 pacote de natas frescas – 200ml
1 ovo
20gr de açúcar
4 mini Oreos picadas

Bater as natas até estarem cremosas e reservar. Bater o ovo até estar fofo e volumoso e ir adicionando o açúcar aos poucos. Envolver os Danoninhos com cuidado e colocar a mistura na máquina de gelados. 3m antes de o gelado estar terminado adicionar as bolachas picadas.

Não Sou Grande Fã de Patés

Acredito que por esse mundo fora hajam os mais variados patés e alguns até de sabores bem excêntricos e deliciosos. Neste pedaço de terra à beira mar plantado existem patés de atum e sardinha em grande parte dos restaurantes. Quando chegamos e nos sentamos encontramos as embalagens redondas e as fatias do bom pão português a pedir um pouco de tudo para acalmar a fome. Um dia alguém me disse que o pão e a manteiga apenas se encontram em Portugal como entradas. Por momentos duvidei, depois de ir provando outras iguarias achei que de facto podia fazer algum sentido. Quantas vezes não acontece ficarmos cheios só com as entradas? O pão não tem culpa, é um hábito na nossa mesa mas de certo contribui para tal. Deixemos o pão e os patés que de pão gosto muito e de manteiga também, já os patés não fazem parte do meu hábito e nem suspiro por eles. A sugestão de hoje supera o pão com manteiga, isto dito por uma viciada em pão com manteiga, fazem uma belas entradas para acalmar a fome, ou até mesmo como refeição. Tudo depende da vontade e da nossa imaginação.

Por agora fica a sugestão para umas entradas de Frango Desfiado com Couve Chinesa e Pimentos.

Tão simples quanto saltear a cebola picada, com a couve e o pimento picado mas não deixar que fiquem demasiado moles. Juntar peito de frango cozido desfiado e temperar de sal e pimenta moída na hora. Adicionar um pouco de creme culinário Vaqueiro Light para ligar os ingredientes. Deixar arrefecer um pouco e servir em pequenas tostas ou bolachas.

Só uma Pequena Ideia

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Tudo o que é em tamanho mini é mesmo mimoso. Desta vez fiz Mini Panna Cottas de Limão e Canela e tanto visualmente como de sabor ficaram muito boas. Servir em pequenos copos de plástico poderá parecer deselegante mas se a festa for descontraída e ao ar livre, e, com crianças,  não me parece que fique assim tão mal e é muito prático na hora de arrumar e limpar.

Ingredientes para 25 Mini Panna Cottas servidas em copos pequenos para café:
8 iogurtes naturais
2 pacotes de natas magras
Casca de limão e Pau de Canela
125ml de leite condensado magro – a quantidade será ao gosto de cada um
8 folhas de gelatina
 

Colocar as folhas de gelatina de molho em água fria durante 5m. Levar as natas com as cascas de limão e o pau de canela ao fogo e deixar levantar fervura em fogo baixo. Apagar, dissolver as folhas de gelatina e deixar ficar morno. Numa taça e com uma vara de arames misturar os iogurtes com o leite condensado até estarem bem ligados. Coar a mistura das natas e juntar aos iogurtes. Distribuir pelos copinhos e levar ao frigorífico cerca de 4h.

Queijo Fresco e Folhas Verdes em Base Crocante

Hoje apresento mais uma sugestão para fazer com a massa do Artisan Bread. É de facto uma maravilha termos a massa sempre ao dispor no frigorífico. E, tentando fugir do queijo, quis fazer algo menos calórico. A solução foi esticar um pedaço de massa o mais fino que consegui, pois gosto de massa fina, e, levar ao forno a 220ºC até estar dourada. Assim simples, sem nada. Depois deixar arrefecer. Colocar por cima uma mistura de folhas verdes, queijo fresco e temperar de azeite e pimenta. Umas boas entradas para receber amigos ou refeições preguiçosas e solitárias.

Uma Boa Surpresa

Fotografia tosca. Peixes sem pele em amena cavaqueira numa travessa. Alhos e oregãos, azeite e vinagre são os seus melhores amigos. Concordem, quem conhecer, que Carapaus Alimados  são um belo petisco. Para quem não conhece este prato é típico do Algarve. Nada mais é que carapaus não muito grandes, médios, que ficam a marinar em sal de um dia para o outro. No dia da cozedura são passados por água e cozidos em água com um pouco de sal, e não, não ficam salgados. O tempo de cozedura mínimo. Uns 3m e já está. Se puxarem o rabo e ele se partir retirar de imediato da água, deixar arrefecer e puxar a pele com os dedos. Temperar a gosto com azeite, alhos, vinagre e oregãos. Tirar os lombinhos e dar às crianças a provar… vão ver quantos sobram… fiquei com meia dúzia. Foi uma boa surpresa ver comer com tamanho gosto. Também poderão fazer o mesmo usando cavala, é tão bom…

Que Saudades…

… que eu tinha de um Cheesecake de Forno. Para mim, é o melhor e vale o tempo de espera. O verdadeiro Cheesecake é feito com queijo com elevada percentagem de gordura. Desta vez optei por fazer com queijo 0% de gordura. E, como é menos calórico facilmente se comem 2 fatias. A ele juntei 2 bananas que já davam sinais de cansaço e apenas posso dizer que ficou delicioso. Ah, quase me esquecia, já acabou… fica a receita.

Ingredientes:
3 ovos
500gr de queijo 0% de gordura
1 pacote de natas frescas
2 colheres de sopa de Maizena
50gr de açúcar
Sumo e raspa de limão a gosto
Bolachas e manteiga a gosto
Essência de baunilha
 

Pré-aquecer o forno a 160ºC. Picar as bolachas e juntar-lhe a manteiga derretida. Misturar até estar tudo ligado. Não indico quantidades pois faço a olho e pessoalmente não aprecio grande camada de bolacha, se bem que esta ficou maior que o habitual. Forrar uma forma de fundo amovível com a mistura obtida e espalhar com a ajuda das costas de uma colher de sopa. Alisar bem e levar ao congelador 15m. Juntar o sumo de limão às bananas e passar a varinha mágica. Com uma vara de arames misturar o açúcar, a raspa de limão e o queijo. Juntar as natas e os ovos 1 a 1. Só adicionar novo quando o anterior estiver bem incorporado. Por fim adicionar a essência de baunilha, as bananas e a Maizena peneirada. Colocar o preparado na forma e levar ao forno 50m. Deixar arrefecer dentro do forno e passar para o frigorífico pelo menos umas 4h antes de comer, isto para os mais apressados, pois o ideal é fazer de véspera. Mas, eu não resisto.

Servir com topping de morango, comer e voltar a repetir.

Arroz de Peixe para Amigos

Um arroz muito simples mas cheio de boas intenções, juntar os amigos para dois dedos de conversa e sabe-los satisfeitos. Muito fácil e muito rápido de fazer. Uns tomates maduros, cebolas doces e pimentos amarelos, verdes e vermelhos formaram o refogado perfeito. Juntaram-se uns alhos esmagados, piri-piri, louro e pitada de sal. Depois de o refogado amolecido juntou-se o arroz e água fervente. Deixou- se cozer em lume brando e a meio da cozedura juntou-se o peixe. Retificaram-se os temperos e deixou-se apurar em lume brando. Polvilhou-se com coentros fresco picados antes de servir.

Amor à Primeira Vista

Deambulava pelos enormes corredores daquela grande casa. Havia imensos devidamente alinhados e pendurados. Pareciam perfeitos. Olhei para todos eles de alto a baixo e não houve amor à primeira vista. Quis o destino que fosse atropelada por um carro e perante tamanho acidente voltei-me e vi-te. Eras o único e tinhas que ser meu. Estavas lindo. Atirei-te para dentro do cesto e caminhei até à caixa com o meu novo amor. Gosto tanto de ti meu camarão cutchi cutchi.

Obs: Não há nada de romântico em ser atropelada por um carro de supermercado, mas, o facto de ter feito um refeição para 2 com pouco mais de 3€, camarão já cozido, rijo na medida certa e já descascado,  é digno de registo.

Gelado de Pêra e Chocolate

Não sou fã de Pêras, como-as esporadicamente e a minha vontade fica saciada. Por isso quando compro aqueles sacos já com cerca de 1kg não é fácil acabar com elas, e, antes que se estragassem resolvi usá-las num gelado com pedaços de chocolate. Ainda terei que aperfeiçoar a técnica de fazer Stracciatella  e se alguém desse lado souber gostaria que me ensinasse.

Ingredientes:
6 pêras pequenas
30gr de açúcar mascavado
20ml de licor de café
1 pacote de natas frescas – 200ml
2 colheres de sopa de leite condensado
2 Danoninhos Morango Banana – 2x95gr
2 ovos
4 barras de chocolate de culinária + 3 colheres de sopa de margarina líquida
 

Cortar as pêras em pedaços e colocar numa frigideira anti-aderente em fogo baixo. Juntar o açúcar e o licor e deixar apurar até estarem macias, cerca de 15m. Colocar numa caixa plástica e colocar no congelador. Bater as claras em castelo. Reservar. Bater as natas até estarem bem cremosas e reservar. Bater as gemas com o leite condensado e os iogurtes e juntar às natas envolvendo com cuidado. Por fim adicionar as claras em castelo e envolver lentamente. Colocar na máquina de gelados até obter a consistência desejada, cerca de 30m. Entretanto fazer o chocolate, partindo-o em pedaços e juntando a margarina. Em lume baixo ir mexendo sempre até o chocolate ter uma aparência lisa e brilhante. Deixar arrefecer. Quando o gelado estiver quase no ponto desejado juntar as pêras e o chocolate em fio. Este ao entrar em contacto com o gelado solidifica de imediato.

Comida em Tempo de Saldos

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 Gosto dos saldos. Gosto de encontrar pequenos tesouros escondidos no meio daquela confusão. Não gosto do calor horrível que faz nos provadores seja Inverno seja Verão. Não tenho paciência para experimentar roupa. Gosto de ficar eternidades a apreciar maquilhagem e perfumes, que pouco ou nada uso mas admiro, gosto de fios, pulseiras, malas e sapatos, artigos de decoração, e, se forem tesourinhos escondidos e perdidos nos saldos melhor me sabem.

Hoje fui aos saldos… no meu frigorífico. Anotei o pedido. Omelete com salsichas, e, sem aviso troquei-as pelos cogumelos frescos. Tive um momento de inspiração e criatividade. Fui buscar os cortadores e um tomate bem docinho ainda da época. Transformei-os naquilo que a mente desenhou. Aquilo que é comida fácil, do desenrasca, do aperto e do pouco tempo, foi transformada num pequeno tesouro delicioso, e eu, senti-me como nos saldos.

E depois deste bocadinho de conversa desejo um bom fim-de-semana.

Panna Cotta de Iogurte e Limão

Reza a história que Panna Cotta em italiano significa literalmente “nata cozida”. É uma sobremesa típica da região italiano do Piemonte, elaborada a partir de nata de leite, açúcar, gelatina e especiarias, especialmente canela. Consome-se sozinha, com compotas ou com fruta fresca. 

A primeira vez que fiz uma coisa chamada de Panna Cotta ficou, não diria intragável, mas um doce exagerado. Na altura segui à risca a receita que vinha numa lata de leite condensado, e, perante as minhas, tão grandes, expectativas, fiquei desiludida.  Continuei a vê-las por aí fora e a pensar onde raio teriam ido buscar a receita que era um pouco diferente das que eu vejo por aí circular.

Adiante que a história já vai longa. E, isto tudo para dizer que tal como na primeira vez que fiz Panna Cotta andei às cegas, hoje achei por bem guiar-me pelo meu instinto de preservação, aquele instinto que nos obriga a transformar aquilo que está prestes a transformar-se em nada… ou em tudo.

É com orgulho que partilho a minha Panna Cotta. Feita com natas magras e iogurtes naturais. Não sei dizer por palavras o quanto ficou macia, cremosa e firme o suficiente. Mas se tiverem lá por casa iogurtes naturais em vias de extinção experimentem e vão perceber o que falo, melhor, escrevo.

Ingredientes:
1 pacote natas magras – 200ml
3 iogurtes naturais
1 iogurte natural grego açucarado
Leite condensado magro a gosto – usei menos de metade
Casca de limão
4 folhas de gelatina
 

Levar as natas num tacho com as cascas de limão ao fogo e assim que levantar fervura, aguardar 1m e desligar o fogo. Deixar repousar. Enquanto isso colocar as folhas de gelatina 5m em água fria do modo a que fiquem cobertas. Findo o tempo escorrer as folhas e juntar às natas quentes mexendo bem para se dissolverem.

Numa taça colocar os iogurtes e o leite condensado a gosto e misturar tudo muito bem com uma vara de arames. Assim que as natas estiverem mornas passar por um coador e juntar aos iogurtes.

Colocar em tacinhas, que devem ser previamente passadas por água, e, levar ao frigorífico cerca de 4h. Desenformar no prato e servir com compota.

Algodão Doce com Limão e Canela

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Há muito que tinha a receita deste bolo em mente. Mas, nunca tinha as claras que eram precisas até experimentar aquilo que para a maioria já não é novo, congelar claras. Funciona mesmo. Como sou curiosa tentei saber um pouco mais deste bolo cuja receita vem de nuestros hermanos. É um bolo típico galego e que pode ter algumas variações. Por lá chama-se Bica de Laza pois a receita é originária de Laza, uma terra que faz parte da província de Ourense.

E com as devidas alterações, até no nome, esta é a minha variação deste bolo, que, pela forma com que se desfaz na boca só se pensa em algodão doce, que, perfumado com canela e limão, penso que dá para ver na foto, fazem dele um dos melhores bolos que já comi. Derrete-se na boca e não se fica apenas por uma fatia…nem 2… nem digo quantas foram.

Ingredientes:
8 claras
140ml de natas frescas
140gr de açúcar
Raspa de Limão a gosto
Canela em pó a gosto
300gr de farinha com fermento

Bater as claras em castelo até estarem bem firmes e adicionar aos poucos 100gr de açúcar. Reservar. Bater as natas com 40gr de açúcar até estarem bem cremosas e reservar. Peneirar a farinha em adições de 100gr cada e envolver com cuidado nas claras. Juntar a raspa de limão e as natas envolvendo tudo muito bem. Polvilhar com açúcar e canela previamente misturados. Forrar uma forma com papel vegetal e levar ao forno a 175ºC cerca de 30m. Deixar arrefecer e desfrutar do melhor algodão doce do mundo, com canela e limão…

Para Ele…

… vai sempre existir uma faca na minha gaveta e um bom pedaço de manteiga à sua espera. Cada vez que o faço surpreendo-me sempre. 4 simples ingredientes e o resultado é um pão sempre macio por dentro e bem estaladiço por fora. Partilho mais uma vez uma das receitas mais faladas pelos blogues de culinária, O Artisan Bread.

Ingredientes:
1kg de farinha T65
700ml de água – como está calor usei à temperatura ambiente, no inverno deverá estar morna
11gr de fermento seco
5gr de sal fino

Num recipiente plástico suficientemente largo ou alto com tampa, o meu é largo e tem capacidade para 4L, colocar a água e o fermento. Misturar bem com uma vara de arames. Adicionar a farinha e o sal. Envolver tudo muito bem e lentamente. Não precisa amassar, basta que esteja tudo misturado. A massa irá estar cheia de grumos, é mesmo assim. Polvilhar com farinha de milho, ajuda a criar uma crosta ainda mais estaladiça. Deixar repousar 2h à temperatura ambiente. Findo o tempo tapar e guardar no frigorífico ou usar de imediato. Sempre que se quiser pão fresco basta tirar uma porção de massa com as mãos bem enfarinhadas em farinha de milho, moldar sem amassar e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal e deixar repousar 30m. Durante este tempo o forno deverá estar ligado a 190ºC. Passados os 30m pegar na folha com o pão e colocar dentro de uma forma de bolo inglês, isto se pretender um pão com o formato que está na foto. Poderá fazer redondo, bolinhas, o que mais apetecer. Colocar no forno e deixar cozer  até dourar a gosto. Cerca de 10m antes de estar pronto retirar da forma e voltar a colocar no forno. O pão estará cozido assim que bater nele e ouvir um som oco.