No Tempo das 4 Estações


E, porque a salada de hoje tem frango salteado em azeite e alhos que foi misturado numa taça generosa de alfaces, laranja, pepino, tomate e azeitona, e, bem colorida ao jeito da estação em que nos encontramos deixo-vos com uma história sobre um tempo em que cada estação do ano tinha o seu tempo.

Lembro-me do tempo em que o ano tinha 4 estações, e, lembro-me perfeitamente de as aprender a escrever com letra maiúscula. Segundo me constou agora são com letra minúscula. Perdoem-me os experts, inventores do tão afamado Acordo Ortográfico, mas, comigo encaixa a velho ditado “Burro velho não aprende línguas”.

Na vila onde cresci a Primavera era esperada com muita ansiedade.

Em Fevereiro despontavam os raios de sol sob um céu azul lindo. Dias ainda de um Inverno quase sempre gelado onde por vezes o sol espreitava. Hoje olho para o mesmo céu e não lhe encontro aquele azul brilhante. Talvez sejam os meus olhos.

Março… Por esta altura as amendoeiras vestiam-se de branco e rosa e a vila ganhava mais um pouco de vida. Há praça chegavam as carreiras – autocarros – com turistas. Lembro-me de ouvir “La Isla Bonita” da Maddona e de não perceber patavina do que a senhora cantava mas simpatizava com ela porque sabia dizer umas palavras em português. Primavera era sinónimo de ir com a minha avó pelo caminho de ferro, já na altura desactivado, e ter visto pela primeira vez 1 ovo ainda sem casca. Um amarelo-laranja muito vivo envolto numa fina camada branca muito macia. Diga-se que a galinha tinha sido morta pouco tempo antes. Primavera era ainda sinónimo da chegada das andorinhas, eram tantas que algumas acabadas de nascer caíam dos ninhos. Ainda me lembro daqueles corpos franzinos e rosados sem penas e ovos minúsculos pelas beiras das casas.

O Verão era a momento mais esperado do ano. Não conheço os costumes de todo o interior de Portugal mas  por lá o mês de Agosto era uma festança com a chegada dos emigrantes nos seus  carros cheios de música de bailarico. Na vila os carros não eram muitos, pelo que, mal os filhos regressavam à terra havia um movimento e uma vida fora do normal. O seu regresso era tão ansiado que tinham acesso à zona central da praça e o Padre abençoava-lhes os meios de transporte.

Verão era sinónimo de vizinhas que se juntavam à porta umas das outras em amena cavaqueira. Era ir buscar água à fonte e molhar as mãos naquele enorme tanque de pedra. Era ver as senhoras sentadas em mochos – pequenos bancos de madeira – e outras em bancos desdobráveis com riscas, eu sentava-me nas escadas vermelhas da Marquinhas. Hoje penso como era possível estar ali sentada, com aquelas senhoras, num passeio que tinha como limite a estrada, e, não havia o barulho de fundo dos carros, também, não os havia.

O último dia de festa era o dia rei. O fogo preso era a estrela da festa e confesso que nunca vi esta arte em outro sítio. Para quem não conhece o fogo preso é uma construção de madeira, canas e pólvora, com formas e cores muito bonitas. O que mais me impressionava era sempre o homem na bicicleta, que, quando chegava o fogo até ele  pedalava. Mas, o momento alto era a chegada do fogo a uma espécie de pregaminho que se desenrolava e tinha a Santa Padroeira da terra.

Outono, Setembro, escola e o cheiro doce de umas lapiseiras que havia na altura. As pontas tinham um plástico branco onde estava a ponta do lápis e lembro-me que encaixavam umas nas outras. Os cadernos eram pequenos e com linhas duplas. Na capa tinha uns bonecos perfeitos, havia o menino que tocava flauta e a menina com vestes  a fazer lembrar “Uma Casa na Pradaria”. Era altura de tempo frio, de jogar ao berlinde,  fazer o magusto e beber licor de canela. Sim, licor de canela, se era alcoólico não sei nem me lembro, mas, era bom e nunca mais o bebi em lado algum.

No Inverno vinha frio, muito frio. No meu tempo, nesse tempo, roupa que ficava na corda durante a noite, estava de manhã dura que nem uma pedra e bem direitinha. Nesse tempo máquina de secar roupa era sinónimo de roupas penduradas pelas cadeiras frente à lareira para secar. Era pegar num pijama lavado e sentir o cheiro a fumo misturado com sabão de barra azul e branco. Era altura de botijas de água quente e soquetes feitos pela avó – botinhas de lã-. Tempo de matança do porco, de fumeiro, de cheiro a fumo pela casa, de cozinha com paus de madeira das vassouras penduradas no tecto com chouriças, salpicão, buchos, alheiras e chouriços pretos doces. Inverno eram dias muito pequenos, noites muito grandes que começavam às 4.30 da tarde. Nesse tempo tinha aulas das 9-12 e das 14-16 com intervalo às 10.30 até às 11 e às 4 da tarde já se começava a fazer noite.

25 anos se passaram, mais ano menos ano, desde o tempo que me lembro dos primeiros desenhos na escola primária. Tinha cadernos lisos onde a professora colocava com carimbos as estações do ano, e outras figuras, para pintar e aprender. Continuam a haver 4 estações, mas, aos meus olhos elas não existem mais. Com muita pena minha todas elas são, hoje, apenas uma doce lembrança de quando o tempo era aquilo que o tempo lhe dava e cada desenho que pintava na escola combinava na perfeição com cada estação.

P.S. Obrigado por terem lido até ao fim. Espero que tenham gostado de viajar comigo no tempo do meu tempo.


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O Poder do Limão

Se há bolo que sai sempre bem, suja pouca loiça e é muito fácil de fazer é este. Eu não gosto de banana, mas bolo de banana venha ele. Desta vez lembrei-me de lhe juntar sumo de limão para ver se as bananas não ficavam tão escuras e o bolo mais clarinho. Parece-me que resultou em cheio e ainda ficou com uma capinha bem crocante.É um bolo simplesmente delicioso, fofinho e bem cheiroso. Difícil resistir-lhe e a receita infalível.

Ingredientes:
3 bananas da madeira
3 ovos
2 colheres de sopa de sumo de limão
1 colher de chá de essência de baunilha
Meio copo de iogurte com óleo de milho
1 iogurte natural
75gr de açúcar
Pitada de canela em pó
300gr de farinha com fermento – por muitas voltas que dê a Branca de Neve faz-me uns bolos perfeitos e não quero mais nenhuma
 
  • Ligar o forno a 175ºC.
  • No copo da varinha mágica colocar as bananas à rodelas e colocar o sumo de limão. Passar a varinha mágica.
  •  Adicionar o iogurte, o óleo e a baunilha e passar a varinha de novo. Adicionar os ovos 1 a 1 e passar a varinha entre cada adição.
  • Numa taça misturar a farinha, o açúcar e uma pitada de canela. Juntar a mistura das bananas e misturar bem com uma vara de arames. Untar uma forma de alumínio ou outra a gosto e vai ao forno pré-aquecido a 175ºC. Fazer o teste do palito mas são cerca de 30m.

A Travessa da Salada

Por vezes ao virar da esquina, ou ao voltar as costas, encontramos algo que nos faz mudar o rumo de tudo. Por vezes o botão está mesmo à nossa frente e não o conseguimos ver .

Ora então foi isto que se passou com a travessa com salada. Ela estava ali, já preparada, a olhar para mim já há algum tempo enquanto o frango e as batatas – confesso que tinha saudades de batatas, há bons tempos que não comia – terminavam de assar, mas, foi preciso estar a pensar onde ia colocar as fatias do frango para olhar para ela e misturar tudo, como se de uma salada fria se tratasse.

O resultado foi surpreendente. Os sabores ligaram na perfeição. Aqui deixo mais uma sugestão para quem tenha travessas com salada já prontas e não saiba onde colocar o almoço… no prato dirão vocês. Pois pois mas eu não vi o prato.

O peito de frango foi colocado inteiro no forno e só depois partido. As fatias ficaram muito bem. Fiquei surpreendida pela rapidez com que cozinhou. A salada ainda não estava temperada, alface, pepino, cebola e oregãos, e, também não o foi pois o molho do frango já tinha tudo o que fazia falta. É caso para dizer soube-me a pato frango e a repetir.

Cheira a Arroz de Bacalhau

Nasci por entre vales e montanhas. Cresci na rua. Os carros eram poucos e eram um fenómeno dos mais abastados. O meu avô andava de mula e usava o autocarro, carreira como ele lhe chamava e como se diz por lá. Brinquei muito na rua. Tive a minha fase em que queria ser como aqueles que encontram tesouros, hoje sei-lhes o nome, arqueólogos. Na minha rua nunca passavam carros, também, não os havia. Mais ao fundo havia umas escadas em pedra redonda, daquelas bem antigas, colocadas ao acaso, mas com regra. Ao fundo dessas escadas havia uma casa de telhado vermelho, de varandas de madeira, bem ao estilo colonial. O soalho da casa era de tábuas, ressequidas pelo tempo, e a segurá-las os barrotes de madeira que a ajudavam a manter de pé. Havia umas escadas para o primeiro andar. Naquele tempo era costume forrar as escadas com passadeiras plásticas com grandes quadrados em tons de castanho e beje. Na cozinha havia uma mesa das redondas, com uma tolha cor-de-vinho e por debaixo da mesa havia sempre uma braseira, devidamente colocada no buraco que a mesa tinha e na qual se aqueciam os pés de inverno. Mas o que eu gostava era da casa-de-banho, grande e com muita luz, bem diferente da de lá de casa.

Apesar de tanto aparato era uma casa humilde, com pessoas simples. Era 1 de Abril e a minha mãe quis pregar uma partida à amiga que morava nessa casa. Eu, pequena, nos meus 7-8 anos, obedeci e fui informar a senhora que a minha mãe estava doente. Era dia das mentiras e a minha mãe explicou-me isso e eu fiquei contente de poder pregar uma partida.

Essa senhora fazia algo extraordinariamente bom, até para mim que não sou grande fã de bacalhau, fazia um arroz de bacalhau, como ninguém, ao qual juntava pedaços de batata cozida, e, para o manter quente embrulhava a panela de ferro em jornal.

Hoje fiz massa de bacalhau e soube-me melhor que nunca. Na minha curta passagem pela cozinha arrisco a dizer que foi a melhor massa que já fiz. Ficou tudo satisfeito, e, eu lembrei-me dela e do seu arroz de bacalhau.

É admirável o poder do cheiro, do sabor. Viaja-se no tempo e consegue-se ver, ouvir e sentir o passado como se fosse um presente.

Brioche de Iogurte

Existem alturas em que entro em negação do óbvio. Hoje quis fazer 3 coisas em simultâneo na cozinha, quer dizer forno, e sendo eu pouco dada a tamanha habilidade, soube desde o momento em que pesava a primeira grama de farinha que apenas esta receita sairia como das outras vezes, perfeita. E, desta vez com uma foto a fazer jus à textura deste delicioso brioche.

Ainda estava quente quando viu a faca. O cheiro que ficou pela casa fez com que se soubesse que havia doce na cozinha à espera, e, havia. Fatias mornas e simples, macias e estaladiças. Tão ricas de sabor e de textura que achei que qualquer doce ou outro apetrecho lhe poderiam alterar o seu gosto mais puro.

Ingredientes:
2 iogurtes naturais
1 ovo batido
75gr de açúcar
500gr de farinha T65
11gr de fermento seco
50gr de manteiga cortada em pedaços
 

Colocar pela ordem acima na mfp e escolher o programa que amassa e leveda. Findo o tempo retirar para a bancada e amassar para tirar o ar. Dar o formato pretendido e deixar levedar cerca de 30m no forno ligado a 50ºC. Retirar e pré-aquecer o forno a 180ºC. Pincelar com leite ou ovo batido e levar ao forno até estar dourado.

Notas: Esta quantidade rendeu-me uma bola de tamanho médio e uma trança. Depois de pincelar com leite, não tinha ovos, polvilhei com açúcar fazendo com que ficasse uma capa mais crocante. Para quem ainda não experimentou brioche de iogurte aconselho a fazer. A massa fica muito leve e fofa e é mesmo difícil parar de comer.

Bom fim-de-semana.

Ovos com Tomate

Estavam todos juntos na gaveta como que em jeito de despedida e bem juntinhos. Os mais velhos já davam sinais de cansaço e de algumas rugas. Para que nenhum se sentisse abandonado juntei-os e fiz ovos com tomate.

E que bem que souberam. A pedido da Kiki aqui fica como se faz.Comida saudável e uma refeição bastante económica e que acomoda a barriga.

Numa frigideira anti-aderente ou num tacho colocar azeite, cebola às rodelas e alhos. Deixar refogar um pouco e assim que os alhos estalarem juntar o pimento verde picado e os tomates picados. Temperar de sal e deixar refogar lentamente até ir aparecendo o molho. Se os tomates forem ácidos basta juntar uma colher de sopa rasa de açúcar. Quando se notar o molho a engrossar abrir uns ovos em cima do preparado para escalfarem. Juntar coentros picados e servir com pão torrado.

De Verde e sem Receita

Não é receita, é sugestão para juntar o que anda sem par. Além do verde, há o laranja da cenoura, o branco da mozzarella, cavala em azeite e ovo cozido. Ah, e, coentros, muitos coentros, frutos secos e vinagre balsâmico.

Ando assim, vestida em tons de verde durante a semana, sabe bem, está calor, ajuda a manter a linha e provavelmente outras coisas mais que não me lembro. Ou, talvez me lembre de mais alguns motivos para usar verde.

Reza a história que o verde é a cor da esperança, e, como tenho esperança de muita coisa, como acredito que os sonhos se podem tornar realidade, vou continuar a comer muito verde, tem ferro, faz bem ao sangue e ao cérebro.

Este último anda a trabalhar demais para aquilo que as minhas atitudes demonstram. Com ou sem verde vou passar dos pensamentos às atitudes, que, isto de ficar só a colher alfaces não me parece bem. Há que lavá-las, ripar ou cortar e temperar com muita força de vontade e determinação, só assim o tão almejado sucesso pode bater à nossa porta.

Martin Luther King said “I have a dream“.

I don´t have one, i have many dreams to come true.

Sabor com Estória da Bisavó

Um prato pobre mas cheio de sabores simples. Um caldo de ovo que a minha bisavó fazia, e, que, ainda hoje o como e me sabe sempre a infância, a estórias de quem viveu até perto dos 100 anos, de quem viajou nos loucos anos 20 para a América.

Comer um simples prato de caldo é lembrar uma senhora pequenina, muito magra, de olhos bem azuis e de cabelo grisalho. É lembrar o coelho que era feito com o lenço e eu nunca soube como ele saltava, é lembrar pacotes de bolachas que eram comidos às escondidas pelas duas, é lembrar a confiança que alguém já bem crescido deposita numa criança com 8 anos e confiar-lhe segredos.

Sentir o aroma que exala deste simples prato é viajar no tempo. No tempo da praia em Leça, das cabanas típicas de riscas azuis e brancas, é lembrar de uma criança afoita que pega numa senhora de 80 anos e a leva para lá da ponte móvel que separa Matosinhos de Leça, é recordar o chá de limão e o bolo de arroz no café da esquina.

Comer este caldo de ovo será sempre uma doce lembrança de alguém que partiu, para mim era cedo demais, e, deixou para trás a capacidade de ser recordada pela minha vida fora na simplicidade deste prato.

A simplicidade reside no facto de se colocar água a ferver com um pouco de sal, azeite e alhos. Com um garfo batem-se os ovos e assim que a água ferver colocam lá dentro mexendo sempre. Irão ficar pequenos fios de ovos mas é mesmo assim. Adicionar o pão e mexer um pouco até que fique macio.

Olhando para o pouco que tenho aprendido eu diria que é uma versão pobre da açorda mas ainda assim muito boa, que, aconchega o estômago, a alma e aviva memórias.

Panga para Mim, Panga para Ti

Aqui fica a sugestão para uma refeição rápida e saborosa. Gosto particularmente da textura deste peixe. Acho-o bastante versátil e rápido de cozinhar com as mais variadas opções. Aqui fica mais uma, Filetes de Panga em molho bolonhesa.

Numa frigideira anti-aderente colocar rodelas finas de cebola com alhos esmagados e um pouco de azeite. Temperar os filetes de sal e pimenta moída na hora e assim que os alhos estalarem juntar os filetes e deixar cozinhar cerca de 5m de cada lado em lume médio. Numa tacinha juntar molho bolonhesa e um pouco de creme culinário Vaqueiro Light. Juntar aos filetes quando estiverem cozinhados e deixar levantar fervura. Servir com coentros frescos picados e acompanhar com uma salada.

Salada Fresca de Bacalhau

Não pertenço a nenhuma ONG mas no que depender de mim o bicho não entra em vias de extinção. Mas de vez em quando entra cá em casa até porque há que variar. Numa travessa colocar várias folhas verdes, fazer uma camada de tomate, uma de maçã e temperar de vinagre balsâmico e juntar alguns frutos secos. No wok colocar azeite, alhos esmagados e pimento vermelho picado. Saltear os cogumelos frescos e o bacalhau cortado em pedaços. Colocar na travessa e polvilhar com muitos coentros frescos. Uma miscelânea de sabores muito fresca e saborosa.

Só Tu…

Só tu me entendes, me compreendes, me acalmas, me confortas. Mesmo quando ele me diz para te deixar e eu digo que sim, sei que a nossa separação não durará muito, pois, não sei viver sem ti. Já tentei de tudo, tentei arranjar um novo amor mas não resultou. A nossa relação anda um pouco estranha, sinto uma enorme vontade de te enrolar, mas sempre que o faço tento fazê-lo o mais rápido possível. Sinto que estou a trair o que ele me ensinou e estou a trair a mim mesma, aquilo que quero para mim. A verdade verdadinha é que no fundo nada mais faço que seguir os meus instintos mais básicos e perante a minha barriga que dá horas só tu meu esparguete para me satisfazeres nestas horas de aperto.

Aqueço a água no jarro eléctrico e dou-te um bom banho de imersão com cristais de sal para relaxares, 6m são suficientes. Preparo-te uma cama quentinha com azeite, alhos esmagados e temperos secos a gosto. Salteio-te um pouco e aconchego-te com umas delícias do mar e umas azeitonas. Obrigado pela companhia e dorme bem. Volta sempre que quiseres para um chá ou até mesmo um jantar.

Cheesecake de Morango e Pedaços de Bolacha

O meu gelado preferido tem pedaços de morango e biscoito. Acabou depressa demais e numa tentativa de tentar matar as saudades fiz algo parecido, que, também, acabou depressa demais. Bem posso correr…

Bom fim-de-semana a todos/as, em especial à S. que me encheu de mimos bem coloridos e cheirosos.

Ingredientes:
250gr de queijo magro batido
2 pacotes de natas frescas
75gr de açúcar
6 folhas de gelatina
Morangos e Bolachas qb
Açúcar mascavado qb
 

Cortar os morangos em pedaços e juntar o açúcar. Levar ao lume numa frigideira anti-aderente e deixar ferver até estarem moles, mas não muito e terem formado uma calda. Deixar arrefecer. Bater as natas até estarem bem firmes e cremosas. Juntar o açúcar ao queijo e envolver nas natas com cuidado. Colocar as folhas de gelatina de molho em água cerca de 5m. Passado o tempo colocar um pouco de leite na frigideira que ainda não se lavou e desfazer as folhas de gelatina no leite quente. Juntar ao preparado das natas. Adicionar os morangos e as bolachas partidas em pedaços. Vai ai frigorífico cerca de 6h. O molho dos morangos…misturado com o cremoso das natas e do queijo… bem…

 

Quando Corro

Só temos 1 coisa em comum, por enquanto, mas teremos mais com certeza. Quando corro penso muito em ti, quando te oiço ganho mais um bocadinho de força. Sim, admito gostava de as ter como as tuas e sim gostava de ter um como o teu. Mas, tenho as minhas e tenho o meu e se a mãe natureza se chateou quando nasci, hoje sei que só depende de mim fazer mais e melhor e ser melhor. Contam as más línguas, ou boas, que voltaste ao que eras, para mim estás ainda melhor, devido a uma grande dieta de cogumelos, atum e ovos e que praticaste pilates. Bem, como me inspiras, lá peguei na ideia que li e fiz algo parecido ao que comes. Nunca serei como tu, sou apenas eu, mas ainda bem que me inspiras. Goste-se ou não, homens e mulheres gostam de ti e eu sou mais uma que quando está on the floor só pensa em ter uma barriga como a tua. Me desculpem as mães perfeitas mas eu não consigo olhar para a minha barriga e pensar que está linda assim e ter orgulho no seu aspecto porque foi habitada. Na na ni não, quero gostar da minha barriga porque sim, orgulho de ser mãe é outra coisa. Keep going já esteve pior.

Omelete de cogumelos, pimento verde, oregãos e fatias de chourição. Como se faz já todos sabem.

If you go hard you gotta get on the floor
If you’re a party freak then step on the floor
If your an animal then tear up the floor
Break a sweat on the floor
Yeah we work on the floor Don’t stop, keep it moving

Sobremesa CSI

Criatividade, Simplicidade e Ingredientes é tudo quanto basta para juntar num mesmo episódio Pêssegos maduros, Iogurtes Gregos, no limite da validade, pitada de Canela e Gelado de Baunilha, que, ocupava pouco espaço numa caixa demasiado grande. Ingredientes simples para uma fresca sobremesa.

Pizza de Frigideira ou na Sertã

Conheço quem não faça pizza porque:

  • Não tem rolo
  • Não sabe fazer e acha melhor comprar feita
  • Gasta luz e a luz está cara, isto para fornos eléctricos claro está
  • Engorda – olha eu aqui nesta opção
  • Dá preguiça esperar que a massa cresça
  • A cozinha fica virada do avesso e toda suja de farinha

Pára tudo. Esqueçam todos os motivos e experimentem. Se é leitor assíduo do Panelaterapia talvez tenham ficado tão surpreendidos com esta forma de fazer pizza, ou, talvez não. Para mim é novidade e tive que experimentar no mesmo dia. Aproveitei para fazer pesquisas sobre a dita cuja, mas pelos vistos já é bem conhecida, eu é que já fui tarde, ou não.

Agora dou-vos alguns motivos para experimentarem se ainda não o fizeram:

  • Se não têm rolo uma garrafa de vidro resolve o problema
  • É tão fácil de fazer que não vai anotar mais para comprar
  • Gasta gás mas não sendo luz talvez a nível psicológico faça efeito
  • Engorda é ficar a desejar e comer a primeira bola de berlim que aparecer à frente
  • Não tem tempo de espera para crescer
  • Pouco se suja a cozinha
Receita adaptada do Panelaterapia e de outros mais que li
Ingredientes: Copo medidor de 250ml – rendeu 3 pizzas médias
1,5 cup de farinha T55
50ml de vaqueiro líquida
1 colher de sobremesa de fermento Royal – sim o dos bolos
1 ovo
60ml de água
 
Colocar numa taça e amassar tudo até obter uma massa que não se cole às mãos. Se necessário adicionar um pouco mais de farinha.
Colocar uma frigideira anti-aderente no fogão em lume baixo e tenha à mão uma tampa com o mesmo diâmetro da frigideira.
Esticar com o rolo, abrir um disco bem fino, não precisei polvilhar a bancada com farinha -ufa menos lixo- e, com a tampa marcar o tamanho do disco da pizza. Fica perfeito, bem redondinho.
Aumentar o lume para médio e colocar o disco de massa. Tapar e deixar cozinhar cerca de 3m de 1 lado.
Quando voltar o disco aproveite rechear com o que mais lhe aprouver e tape de novo durante cerca de 3m para cozinhar do outro lado e dar uma cor no recheio.
 

Depois desta descoberta não sei quando voltarei a repetir a “minha receita de pizza”. Esta massa fica fina e crocante como se gosta cá em casa. À primeira vista poderá parecer um wrap mas não é. Não dá para enrolar, fica um disco de massa perfeito e estaladiço.

Comida Básica

Tão básica mas tão básica que ainda pensei que não valia a pena tirar foto e muito menos fazer post. Mas acredito que quando vamos ao fundo da questão, ser básico, podemos ser surpreendidos pela nota máxima de satisfação ao degustar cada garfada. Bem-vindos ao meu almoço. Estenda-se a toalha, também ela básica, de uma só cor, e, comamos que o simplesmente básico e rápido também é bom.

Ingredientes:
Brócolos
Cenoura ralada
Espirais
Azeite
Alhos esmagados
Piri-piri
Temperos secos para massas
Peitos de Frango
Sal e pimenta moída na hora
 
 
  • Cozer a massa com os brócolos.
  • Cortar os peitos de frango em bifes, temperar de sal e pimenta e fritar em azeite com os alhos esmagado e piri-piri.
  • Numa travessa colocar a massa e os brócolos cozidos e regar com um fio de azeite e os temperos.
  • Em cima colocar os bifes de frango, regar com o azeite destes e juntar a cenoura ralada.

Assim simples e básica.

 

Coquinhos com Limão

Pouco há a dizer sobre os ditos cujos.

A receita encontrei-a aqui e dei-lhe o meu pequeno toque que para mim fez toda a diferença e usei apenas metade da quantidade do açúcar. Aqui fica a minha versão.

Ingredientes:
4 ovos
100gr de açúcar
200gr de côco ralado
Raspa de 1 limão ralada bem fina
 

Bater os ovos com o açúcar até estarem fofos e volumosos. Adicionar o côco e a raspa de limão e misturar tudo. Pré-aquecer o forno a 175ºC. Distribuir o preparado por forminhas de papel e levar ao forno cerca de 15m até estarem dourados. Colocar um ramequi com água no forno para dar mais humidade aos bolinhos.

Cheesecake Inocente

O caso avizinhava-se complicado. Há dias que se arrastava a derradeira decisão. No fundo era conhecida por todos mas principalmente pela Ré. Chegou o dia do veredicto e o Juíz ordenou que se apresentassem as provas. A falta de experiência da Ré e da sua advogada fez com que envolvessem terceiros nesta história. Foram apresentadas as provas pintadas de branco e apoiadas num rosa muito inocente. Chegaram as Testemunhas: Natas Frescas (200ml), Queijo Magro Batido 500gr (0% gordura), Gelatina (6 folhas), Ovos (2), Farinha com Fermento (50gr), Açúcar (25gr+120gr), Pudim Boca Doce de Morango (1 saqueta) e vieram também algumas Bolachas para segurar as testemunhas mais nervosas. Posto isto a Acusação declararou que os Ovos foram vistos numa taça com 25gr de açúcar, desapareceram e quando apareceram estavam bem fofos e volumosos. A eles se juntou a Farinha com Fermento e todos foram até a uma forma com 25cm de diâmetro. Foi colocada no forno a 175º cerca de 10m. Passado esse tempo apareceu um Disco bastante fofo que foi colocado a arrefecer numa rede. Foi visto um Pudim Boca Doce a ser preparado de acordo com as instruções e deixou-se arrefecer até começar a solidificar. Foi então avistado o Disco que foi colocado novamente na forma de mola e sobre este colocado o pudim que se deixou arrefecer completamente até  solidificar. Bateram-se as Natas Frescas até estarem bem espessas. Numa outra taça foi visto o Queijo Batido a ser batido com 120gr de Açúcar e mexido com a vara de arames. As 6 Folhas de Gelatina foram colocadas de molho em água 5m e depois transferidas para um tachinho com 4 colheres de sopa de Leite Quente e foram mexidas até estarem desfeitas. Envolveu-se as Natas no Queijo e adicionou-se com cuidado a Gelatina. Colocou-se o preparado sob o Pudim e com a ajuda de 1 Palito e cerca de 1 colher de sopa de Essência de Baunilha foram feitos alguns efeitos no topo. Foram todos até ao frigorífico e por lá passaram a noite. Conta quem os viu que se portaram muito bem e não provocaram quaisquer estragos. No dia seguinte a Ré pegou nas suas Testemunhas e com cuidado soltou-as colocando à sua volta, em jeito de abraço, umas Bolachas partidas ao meio, não fosse o Pudim ficar nervoso e fugir. Felizmente correu tudo bem, ninguém fugiu e os Jurados que pediam a condenação da Ré pelo excesso de calorias na Operação Bikini, acabaram por se converter e dar o seu veredicto, que, foi unânime ” O Cheesecake é Inocente”.

Convidada de Hoje: Francesinha

A convidada do programa de hoje é Francesinha de Frango. A sua prima Francesinha do Norte não pode vir e Francesinha de Frango veio em sua repesentação. Conta Francesinha que o pai de Francesinha do Norte era bem português e que depois e estar emigrado em França trouxe consigo a ideia do Croque Monsieur e com base nesta criou a Francesinha que todos tão bem conhecem e de origem Portuense.  A francesinha é constituída por linguiça, salsicha fresca, fiambre, carnes frias e bife de carne de vaca ou, em alternativa, lombo de porco assado e fatiado, coberta com queijo (posteriormente derretido). É normalmente guarnecida com um molho à base de tomate, cerveja e piri-piri. Os acompanhamentos de ovos estrelados (no topo da sanduíche) e batatas fritas são facultativos.

Na viagem até aos estúdios, Francesinha de Frango conta ainda que foi mandada parar pelos agentes da Operação Bikini mas tinha tudo em ordem e não ia em excesso de calorias. Por não saber nadar ainda muito bem banhou-se em pouco molho mas garante que para a próxima será mais aventureira. Apresentou-se como uma Francesinha leve, saborosa e bem diefrente de sua prima, mas gostos não se discutem.

Peitos de Frango salteados em azeite e temperados com um pouco de sal e pimenta.
Fatias de Queijo
Fatias de Pão levemente torrado
Fatias de Tomate
Oregãos
Queijo Ralado
Salsichas de Frango
Molho feito com Creme Culinário Vaqueiro Light e um pouco de Ketchup Light
 

Dispor em camadas como bem entender em prato ou travessa de forno, usar palitos para segurar e fechar a Francesinha, polvilhar com queijo e oregãos, regar com molho a gosto e levar ao forno a gratinar.

Bolo de Banana com Pepitas de Chocolate

Depois de um dia bem passado entre sol e banhos é hora de ver o que sobrou na arca, 2 bananas. Bem ao jeito americano, rápido, fácil e delicioso, sai um bolo de banana com pepitas de chocolate. Húmido e macio, e, se guardado no frio em caixa bem fechada aguenta 2 dias macio, húmido e perfumado . Uma receita já antiga no meu caderno e que na altura não anotei o autor, apenas sei que a anotei em inglês.

Ingredientes:
2 bananas maduras
125gr de açúcar
3 ovos
1 iogurte natural
1/2 copo da medida do iogurte de óleo
300gr de farinha com fermento
Pepitas de chocolate a gosto
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de essência de baunilha
 
 
Preparação: No copo da varinha mágica ou algo do género colocar as bananas partidas em pedaços e o iogurte por cima. Triturar bem. Adicionar o óleo e a baunilha e passar a varinha de novo. Por fim os ovos um a um. Todo este processo de bater costumo fazer com a varinha mágica. Numa taça grande envolver os ingredientes secos, inclusivé as pepitas,  deitar a mistura da banana e envolver tudo com a vara de arames.Untar uma forma de alumínio ou outra a gosto e levar a forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 30m mas convém ir fazendo o teste do palito.